26/04 – TTalks UX Dojo | Relato

O TecnoTalks UX Dojo do dia 26/04 na sala 204 do prédio 99A teve em torno de 30 pessoas presentes e usou como desafio o aplicativo Serviço Legal, que motivou uma hora de debate e proposição visual de melhorias através de pitchs e P&R.

No início tivemos algumas lightning talks e após o UX Dojo, através dos pitchs por equipe tivemos como resultado dezenas de insights, muita energia, provocações, interação, ensinos e aprendizagens … como deve ser qualquer dinâmica de Dojo.

Dá uma olhada na apresentação do aplicativo, no desafio e nos quatro pitchs:

Início do UX Dojo, apresentação das personas, estabelecimento dos grupos:

Pitch Equipe #1

Pitch Equipe #2

Pitch Equipe #3

Pitch Equipe #4

 

Um bom Programa de Replicação pode surpreender você

Muitas empresas possuem um orçamento mínimo para eventos simplesmente porque não percebem ganhos reais no curto prazo. Usualmente temos três opções, podemos ficar reclamando, podemos nos acomodar ou então tentar juntar a galera e montar em conjunto uma proposta de participação com alto valor agregado à organização e a todos os envolvidos.

Eu defendo e implemento em empresas um programa que chamo de PROGRAMA DE REPLICAÇÃO. A pior coisa que pode acontecer é uma empresa mandar profissionais a eventos e o máximo que recebe em troca é um “estava muito bom!”. É obrigação moral do profissional e da empresa gerarem o máximo de valor a cada investimento em eventos, atingido somente se compartilhado entre todos.

1°) Planejamento é dinheiro

Muitas empresas não marcam presença nem em grandes ou mesmo pequenos eventos porque não se planejam, deixam tudo para a última hora, perdem as inscrições Early Birds, pagam taxas full de passagens e de hotel.

No início de cada semestre reúna a galera, mapeie os eventos possíveis, discutam quais os que agregam maior valor e porque, qual o custo e logística. Também é preciso ter um plano de participação, quem vai em qual evento e porque.

Lembre de incluir custo de viagem conforme localização, avião, ônibus, material, refeições, translados. Não seja simplista, faça um bom brainstorming, antecipar-se é igual a reduzir custos e é a diferença entre ir ou não ir.

Lembre de instigar na galera um bom Agile Subway Map, um bom mapa de competências, porque cada evento pode agregar de forma equilibrada no hoje e amanhã da empresa, equipes e profissionais … se todos tiverem um bom plano de carreira, de time e de competências essenciais da organização … todos ganham!

2°) Participe de verdade

Primeiro pense se você ou colegas possuem o que compartilhar em uma talk, lightning talk ou workshop, porque compartilhar é uma forma de aprender ainda mais e gera muita visibilidade para a empresa e para o palestrante.

Segundo, evite ir, asistir e voltar apenas, exija de você fazer o máximo de registros, fotos, anotações, pegue material e brindes, registre em vídeos. É inadmissível, inaceitável um profissional ir a um evento e voltar de mãos abanando.

3°) Replique o melhor

Comprometa-se com seus colegas e empresa, de forma que ao retornar possa realizar uma ou mais palestra relatando tudo o que de legal vistes por lá. Compartilhe tudo, desde networking, técnicas, bibliografia, agile games e tudo o mais … faça com quem não foi poder se sentir como se tivesse ido 🙂

Algumas empresas já praticam estes programas, porque se houver este acordo o custo x benefício de mandar profissionais é extremamente positivo. Os ganhos de programas desta natureza é benéfico para todos e garante crescimento e insights valorosos a todos e não só a quem foi, que muitas vezes gerava puro desperdício.

4°) Atrair, desenvolver e reter

As empresas criativas, inovadoras, ágeis, não só participam ativamente e geram muito valor em cada participação, como organizam e apoiam eventos. O custo destas iniciativas atraem a atenção de novos talentos, incentivam o desenvolvimento da sua galera e retém bons profissionais.

Curto muito aquela brincadeira em que um líder fala para outro: “Mas se nós enviarmos a galera para eventos e eles decidirem IR embora?”, enquanto o outro responde: “Mas se não mandarmos e não incentivarmos o crescimento, e eles decidirem NÃO ir embora?”.

O Deli Matsuo da Google e hoje da Appus disse uma coisa muito legal em uma palestra em 2012, mais ou menos assim – “Não queremos pessoas que queiram apenas se aposentar onde estão, queremos pessoas com sonhos e empenho em ir além, isso é um problema bom, porque enquanto estiverem ali farão muito além do esperado e se um dia crescerem tanto, é um problema bom, porque eles terão revolucionado onde estavam e mesmo se o perdermos para o mercado, deixará um legado de inovação, em fazer a diferença!”

eventos-2017

Dá uma olhada na minha página de eventos, tudo que fico sabendo vai pra lá, alguns eu organizo, como TTalks, outros ajudo a disseminar como os GU’s da SUCESU, vários deles eu submeto e participo e outros tantos eu curto. Pena, mas não dá para ir em todos – https://jorgekotickaudy.wordpress.com/agenda/

Fiz um post em 2012 sobre 12 princípios para começar a organizar pequenos eventos ágeis – https://jorgekotickaudy.wordpress.com/2012/11/01/doze-sugestoes-para-organizacao-de-eventos-ageis/

Opinião: A maioria das empresas e profissionais alimentam dia-a-dia a sua própria Alegoria da Caverna. Platão filosofou que não interagir com o “mundo exterior” nos faz ter um entendimento reduzido e míope do mundo, de quem somos e o que poderíamos ser. Investir na interação em GU’s e CoP’s, eventos e comunidades é a real execução, é Kaizen, é Gemba, porque senão é fácil dizer que somos bons em algo, mesmo não sendo nem “sombra” do que poderíamos ser …

14/06/17 – 1° Scrum Day Brasil, pela Scrum.org

Dá uma navegada no site da SCRUM.ORG e na página do Scrum Day 2017, porque será um momento histórico, primeiro grande evento organizado pela Scrum.Org no Brasil, em grande estilo … dedicado ao método ágil mais utilizado no mundo.

Um grande time de especialistas certificados pela Scrum.Org, muitos nomes que você com certeza conhece e acompanha em seus posts pelas redes. O valor é absolutamente irrisório, early birds a R$200 até o dia 14/06 e depois R$280.

Para quem é de SP não dá para perder, para quem não é temos quase dois meses para ver passagens acessíveis a todos nos sites de viagem, se sua empresa adquirir hoje vai gastar em ida e volta (POA-SP) e inscrição exatos R$800,00:

Serão palestras, relatos de casos, workshops e open spaces variados relacionados diretamente com a prática da metodologia ou do Scrum em escala, além de treinamentos oficiais com referências mundiais da própria Scrum Org.

Não tenho palavras em parear com um timaço de especialistas que admiro e considero meus gurus no primeiro grande evento da Scrum Org no Brasil. Será no Prodigy Grand Hotel & Suits Berrini em SP, organizado pela Scrum Org e pela Concrete Solutions – https://www.scrumday.com.br/

Vou aplicar o SCRUM Game criado por mim para os treinamentos da DBServer, batizado de Banco Intergaláctico. Uma hora e meia para exercitar papéis, timeboxes, artefatos e regras para um cliente tri-especial, que após seu último empreendimento resolveu sair do lado negro e regenerar-se em um negócio de muito potencial em fase de crescimento.

Aos agilistas da ponte SP – RJ, com certeza nos vemos por lá no dia 14/06, para os gaúchos e outros estados a inscrição hoje é R$200, mais passagem ida e volta adquirida agora disponível a R$600 … mas não fica procrastinando, fala com teu chefe, apresenta um plano de replicação que não tem como não dar certo.  \o/

 

Terceira retrospectiva: Valor e plano de ação

Toda reunião é ao mesmo tempo uma busca e um substrato, porque sempre que reunimos pessoas com objetivos comuns é plausível que de lá saiamos com algo, quer o resultado de nossa ideação, debates, modelagem e planejamento, quer pela sintonia, sinergia e interação. Ambos nos movem a frente, geram mudanças.

A primeira retrospectiva foi focada na missão de mais de 20 profissionais em uma área composta por analistas de negócios e de mercado, uma tarde de dinâmicas focadas em debater e ressignificar a percepção de missão, visão e objetivos essenciais que os definem enquanto time e profissionais.

Iniciamos resgatando uma discussão anterior sobre pontos fortes e fracos. O ápice desta reunião foi o debate em grupos sobre quem somos nós (?), uma espécie de 5W2H, onde discutimos o que fazemos, porque fazemos, como fazemos, onde fazemos, com quem e para quem, quando e quanto.

“Gerar negócios sustentáveis, alinhados aos objetivos dos clientes, fortalecendo o relacionamento institucional!”

O objetivo de cada retrospectiva não é óbvio ou cartesiano, pois não é sobre apontar responsáveis, mas acima de tudo refletir, integrar, gerar sinergia, perceber oportunidades de melhoria a nível pessoal, coletivo, organizacional e ambiental (cliente e outros stakeholders).

A segunda retrospectiva foi o início de uma jornada de auto-conhecimento e planos de ação para o estabelecimento de um processo sustentável de melhoria contínua, apenas porque sempre teremos o que melhorar, porque o mundo muda e com ele é preciso nos percebermos nele como agentes continuados de mudança.

“Como ampliar a percepção dos clientes quanto a entrega de valor dos nossos serviços?”

Na segunda reunião pudemos exercitar dinâmicas para exercício de empatia com o cliente, para então debater nossas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, sempre de forma lúdica e descontraída, mas com muita responsabilidade e profissionalismo, mesclando boas doses de domínio e inovação.

Ao final já foi possível gerar uma lista de ações possíveis ou desejáveis para melhorias em diferentes frentes, uma provocação de que não tem porque esperar, é se provocar a cada dia em melhorar (kaizen), mas alertando que para a próxima reunião estabeleceríamos planos de ação e metas factíveis.

Terceira Retrospectiva – Valor e Primeiros Planos de Ação 

A tarde transcorreu em constante realinhamento, iniciando pelo depoimento de um cliente, presencial, com direito a perguntas e respostas, seguido de um workshop sobre o significado de “valor”. Com muita interação, com dois momentos intensos e de bons resultados.

Primeiro a discussão e mapeamento de quais são os custos e quais os benefícios, a todo momento linkando com as duas reuniões anteriores, com o depoimento inicial do cliente e clusters que vinham se formando. Na sequência resgatamos ações pontuadas no final da segunda reunião e novos valores percebidos hoje.

Tudo isso para então montarmos uma matriz de valor e alçada para a materialização de nossos primeiros planos de ação. No eixo X, da direita para a esquerda temos cada um de nós, a equipe ou sub-grupos, a gestão e direção da nossa área, a direção da empresa ou outras áreas e finalmente os clientes. No eixo Y, quanto mais para cima, maior o valor que o plano de ação agregará.

No final, um pacto de que até a próxima reunião de retrospectiva monitoraremos cada pequena mudança, endereçamentos, melhorias ou mesmo a percepção de novas oportunidades e necessidades. Planos de ação não são receitas de bolo, são hipóteses a serem exercitadas, realizadas, confirmando ou anulando pressupostos.

O protagonismo é de todos, só gera valor se houver interesse e engajamento, é preciso acreditar que quanto maior a sinergia entre colegas e maior a interação, mais claro fica as oportunidades que temos, hora para mitigar ou anular riscos, hora para aproveitar cada momento.

Em Maio vai rolar a quarta retrospectiva, o planejamento de cada uma é feito uma semana antes, resgatando a essência das anteriores e o momento do time e seus integrantes para continuar avançando, retroalimentando um ciclo virtuoso de empatia e colaboração onde todos ganham. Até lá!

Savana Scrum – Use a receita, experimente, aprenda e melhore

Uma equipe ágil de alta performance deve estar sempre aberta a discutir e experimentar novas ou mesmo velhas receitas na intenção de melhorar, trata-se de um modelo mental voltado a melhoria contínua, redução de zonas de conforto.

Novas e talvez velhas receitas, porque nunca somos os mesmos, como a parábola do rio no ditado chinês, pode ser que técnicas tentadas antes agora tenham sucesso, porque desde então aprendemos, crescemos e talvez agora dê certo.

Pedra que rola não cria limo!

Uma equipe que “acha” que já faz o seu melhor e recusa sugestões para tentativa de melhoria indica haver uma grande zona de conforto ágil, uma trincheira ágil, o mundo de software precisa de profissionais de olhos abertos a inquietos.

É como uma receita típica, algumas perpetuam-se, mas sempre estarão sujeitas a serem o ponto de partida para novas receitas, com novos ingredientes, não porque a receita mudou, mas porque nós mudamos e queremos experimentar.

Não é incomum ver equipes ditas ágeis entrincheiradas, alheias a percepção ou acomodadas com seus pequenos e inevitáveis desperdícios. Todo o substrato ágil baseia-se no Lean, em princípios como Gemba e Kaizen … em continuum.

Por isso ciclos iterativo-incrementais-articulados, para nos lembrar que pequenas experimentações, uma dose quinzenal de inquietação nos faz lembrar o quanto ainda temos pequenos desperdícios ou oportunidades de crescimento.

Já falei sobre a inevitabilidade de ter um formador de opinião em cada time, é importante que ele tenha consciência de que o time não é seu, que sua experiência e influência deve ser do bem, aberto, incentivando e apoiando outras opiniões.

O ideal é equilíbrio, sempre com foco em adequado valor entregue em equidade, atendendo o negócio, com qualidade e excelência, sustentável, transparentes e realistas … inspiradas em missão, visão e objetivos acordados e monitorados.

Em TI é inevitável jamais estarmos no estado da arte, esta condição não é para gerar frustração, mas engajamento ao se ter consciência do mix de oportunidades que ainda não aproveitamos. Dinâmicos em baby steps, cadenciado, confortável.

Por essas e outras é que SCRUM continua sendo o método ágil mais utilizado no mundo, porque ele  não pressupõe idealizações, mas sugere ciclos, timeboxes, que bem aproveitados manterão a equipe ligada, alerta, disposta a experimentar.

Small Project Philosophy, um pequeno projeto de cada vez, cliente e fornecedor de outros projetos em programas e portfólios. Com releases plans, sprints, experimentando, curtindo, atendendo, entregando, aprendendo e melhorando.

Quem muda são PESSOAS, o grupo e a empresa é consequência

Precisamos ser mais ágeis na agilidade, parar de sermos tão antigos no novo. Vivenciamos sistema sócio-técnicos, almejamos equipes auto-organizadas, mas a mudança está em cada indivíduo. A explicação é simples, grupo, grupos são tão somente conjuntos de pessoas, logo, protagonismo está nas pessoas não no grupo.

Se um entendeu e outros três não, esse um fará a diferença, se desanimar e passar a se defender, apontando culpados, então serão quatro.

Mudança cultural é um processo pessoal e interpessoal baseado em comunicação, em equidade pelo aprendizado e melhoria contínua … vão existir trincheiras, muros, resistências, mas deixe esse papel para os outros, sob hipótese alguma faça o mesmo, não desanime nem encaracole-se, evite “revidar” ou cavar trincheiras.

Schein, Argyris, Tofler, grandes pensadores(as) afirmam desde o início do século XX que mudança cultural gera ansiedade e angústia, porque exige abrir mão do que dominamos para nos aventurarmos em algo que ainda precisamos aprender e dominar. É a arte de desaprender o velho para abrir espaço e aprender o novo.

Evite a cilada das justificativas, resignações, conjugações (eu, tu, ele, nós, vós, eles) … e não estou falando de empresas e equipes que não praticam, estou falando de quem acha que entendeu, mas NÃO consegue compatibilizar a responsabilidade como elemento transformador de cultura, quebrando velhos arquétipos de grupo.

A mudança NÃO está no GRUPO, menos ainda na empresa, a mudança está em cada pessoa que faz e não desanima. Impasses acontecerão, desmotivar é opção para quem não vê que é o agente da mudança.

Antes de culpar, de transferir, racionalizar, lembre-se que CULTURA não possui uma escala de horas, dias, semanas … está mais para meses e anos. Todas as escalas de mudança cultural estabelece anos. Se vocês acredita que a mudança é boa, para melhor, desculpa aí, mas depende de você insistir, sublimar cada pequena vitória.

O que eu mais vejo são equipes jogando contra, gerando desperdícios, se deixando envolver em um clima de desconfianças e insatisfação. Ao invés de mitigar ou contornar, preferem empatar o processo, gerar desperdícios por birra ou medo.

Conclusão

Empresas e equipes são grupamentos sócio-técnicos, na verdade, empresas e equipes são abstrações sociais, elas não mudam, porque quem muda são as pessoas. Se as pessoas mudarem, as equipes e empresas terão seus efeitos sócio-técnicos alterados.

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26/04 – TecnoTalks UX Dojo

Dia 26/04 tem um TTalks especial e a pedido de mais de 70 TTalkers, vai rolar mais um UX Dojo.

TecnoTalks UX Dojo – 26/04 das 19h às 22h na sala 204, prédio 99A, TecnoPUC.

Elusa Pinheiro (ZAP), Eduardo Gouvea (4All), redesenho de um aplicativo real com facilitação do Augusto Rückert (OpServiceIT). Inscrições gratuitas no link – https://www.sympla.com.br/tecnotalks-ux-dojo__134459

O desafio sera em grupos para redesenhar um app real, propondo na pratica e fazendo um pitch da sua melhor proposta, mais intuitiva, amigável e supimpa … Vai amarelar?

Para quem tem curiosidade de entender melhor, compartilho um post com o primeiro UX Dojo que facilitei em 2012 – https://jorgekotickaudy.wordpress.com/2012/05/25/1o-ux-dojo-rbs-tecnopuc/