Quem você é, um Atrasador ou Acelerador?

Quem me acompanha, sabe que minha abordagem para cada nova implantação SCRUM via de rebra tem cinco passos essenciais, alguns mais intensos quando se trata de fundamentos e teorias, outros mais adaptativos no que tange a prática.

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Desmistificando o Agile – Partindo da crença que para dar certo a alta direção e lideranças precisam debater o que é e o que não é Agile, desmistificar lendas urbanas e má interpretações, explanando intensamente tudo o que a prática em dezenas de grandes organizações me proporcionaram. Gosto de dizer que é hora de diferenciar os mitos do Agile romantico e o Agile da vida real em grandes empresas, levando em consideração sua cultura, estrutura e complexidade;

Dojo Boshú – Uma dinâmica para delinear um 5W2H do nosso projeto ágil piloto, analisando necessidades, opções e oportunidades em projetos, equipes e tecnologia. Aqui surgiu a necessidade de criar um Canvas para configurar o início de um projeto SCRUM, que chamei de Scrum Setup Canvas. Pela necessidade de deixar claro todos os parâmetros e critérios necessários, como esclarecer formato de sprints, boas práticas, métricas, DoR, DoD, Sprint Zero e outras sutilezas;

Treinamento SCRUM 360° – É um mix dos livros ToolBox 360 e Scrum 360, indo muito além do método em si, com fundamentos, boas práticas, princípios e técnicas SCRUM, Kanban, XP, pitadas de Design Thinking e Lean StartUp. Para cada empresa, refatoro o curso, mudando até o exercício de fundo, já tendo usado o SCRUMIA, mas também criei o banco intergaláctico, a pokedéx, a vermelhona e outros. O grupo é de todos os envolvidos, time, clientes, devops, áreas interessadas.

Projeto Piloto – Para quase todos, ajudo com técnicas e facilitações no pré-game, com facilitação visual, project model canvas, business model canvas, diferentes formatos de mapas conceituais, value proposition, customer journey map, user story mapping, que pode demandar uma ou mais reuniões. Assim que prontos, apoio e facilito o Release Plan, via de regra com variações de Inception, iniciando em sequência a sprint zero e as primeiras 3 a 5 sprints.

Reciclagem – É um passo recente, proposto este ano, com a proposta de revisar os fundamentos em relação a prática no piloto, normalmente embutida em uma dinâmica de retrospectiva de todo o piloto, baseado em uma boa análise causal de todos os insights, quer coisas a melhorar, sucessos, ocorrências, aprendizados, reflexões. O motivo é que no treinamento inicial é muita informação e algumas provocações nem sempre são fixadas e no piloto não aconteceram. É uma espécie de Lições Aprendidas desde o Desmistificando, boshú, treinamento e piloto.

Mas, e o título do post, o que tem a ver com tudo isso?

Pois é, toda essa introdução é para dizer que a curva de Tuckman é soberana, o período, intensidade, profundidade e custos decorrentes. Os indicadores da curva de aprendizado até que se estabeleça um processo de real aprendizado e melhoria contínua depende da postura do time, stakeholders, lideranças em especial.

É fundamental querer aprender, evitar o óbvio da Dissonância Cognitiva, que é a projeção e transferência para todos, desde cliente, liderança, empresa, tecnologia, menos ou desproporcionalmente a si mesmo. Eu tenho uma matriz imaginária de alçada e valor para avaliar se na restrospectiva se somos protagonistas ou juízes.

Se somos mais ou menos arrogantes ou humildes, se somos mais abertos ou fechados, se entendemos que valor entregue é mais que algo em produção, mas algo possível, que atenda necessidades relevantes e em comum acordo. Sem idealizações, mas se não queremos a régua nas nuvens, também não no chão.

Cada estratégia, cada nível de entendimento coletivo, até mesmo se existe coletivo, mas não basta ser coletivo na hora de achar que esta tudo bem e tudo tem motivos para o que não esta, especialmente na hora de senso de time em querer sempre melhorar, contornar, entender, ser ágil na agilidade.

Qual é a garantia, o que tem em comum entre todas as empresas, líderes e times? É a certeza de que há uma curva de aprendizado, o quanto entendemos a agilidade e a forma como atuamos seguindo seus princípios dirá a profundidade e duração da curva, podendo ser rasa ou profunda, rápida ou demorada.

James Shore em seu modelo de Fluência Ágil disse que algumas empresas adotam e abandonam Agile sem nunca ter praticado de fato, deve ser quando a curva é tão funda e longa que acaba a esperança dela reverter e gerar os resultados desejados:

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Auto-organização é trabalho duro, a teoria alerta que retirar a dura hierarquia que usamos no transcorrer de décadas é tender o grupo à borda do caos, quando então em aprendizado acumulado aprende a lidar com responsabilidade frente a tanta liberdade.

Grandes empresas possuem desafios adicionais, quer pela complexidade de suas estruturas, quer pelo custo inercial da mudança, hora pelo medo dela, pelo tanto que entra em jogo. Mesmo assim, auto-conhecimento e auto-organização são a chave do Agile.

Tenho confiança nestas metodologias, mas é impressionante o quanto cada time possui uma trajetória, resultado de uma complexa equação onde entra cultura, lideranças, equipes, especialmente pessoas, formadores de opinião, alguns atrasam, outros aceleram.

Quer começar por algo? Tente entender quem você é: Atrasador ou acelerador?🙂

Status Report é o marco zero do Roteiro de Review

Eu chamo de ROTEIRO o artefato que implanto em equipes ágeis, construído por cada equipe ao final de cada sprint para nortear cada Sprint Review. O primeiro passo do roteiro é uma proposição de Status Report, que pode sofrer ajustes por adendos ou percepções dos presentes, quer positivas ou negativas.  \o/

Se você pratica o método SCRUM, cada sprint possui normalmente 2 semanas, inicia pela confirmação das histórias previstas para ele, momento em que a equipe recebe e entende melhor cada uma, quebra em tarefas, confirma e durante 10 dias úteis as constrói. Ao final faz a review ou demo, apresentando aos stakeholders o que foi feito e o que aconteceu neste período, terminando com a retrospectiva.

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Vou aqui focar na Sprint Review, conhecida por alguns como Demo, uma reunião em que a equipe encontra-se com seus stakeholders para um realinhamento estratégico a partir da apresentação do momento do projeto e aquilo que foi feito neste sprint que agora encerra, ocorrências. Este ritual converge para um Status Report, em comum acordo entre todos os envolvidos, que pode e deverá ser enviado a aqueles que não puderam se fazer presentes.

Porque chamo de ROTEIRO? Chamo de roteiro porque é essencial que o time prepare-se para a REVIEW, normalmente os passos de 1 a 5, depois de 7 a 9, é de alçada colaborativa do PO, SM e/ou GP. Cada empresa possui seus padrões de status report, que são referendados pelo PMO, governança ou GP’s, de forma a haver uma comunicação de igual conteúdo e valor em todos os projetos.

Faça uma facilitação visual, com os quadros e métricas que serão apresentadas, mas também desde o início crie um quadro de TO DO List para aquelas tarefas que vão aparecendo, solicitações do cliente, endereçamentos, acionar alguém, providenciar algo, assuntos que são de outro fórum, etc🙂

  1. Boas vindas;
  2. Abertura de um TO DO List;
  3. O que é o projeto e quem está ali presente (e ausentes);
  4. Onde estamos? Qual o sprint, quantos já foram e quantos faltam;
  5. Indicadores? Estamos em dia, atrasados ou adiantados;
  6. Riscos ou Oportunidades percebidos;
  7. Apresentação das histórias (*);
  8. Solicitar feedback, alguns fazem formal ou informal;
  9. Alinhar qual o status para report, do sprint e projeto;
  10. Agradecimentos e encerramento.

(*) O ítem 7 é a essência da REVIEW e onde o maior tempo é dedicado, pois é onde materializamos vários dos princípios ágeis e alinhamento de pressupostos e percepções entre todos os envolvidos. É preciso definir previamente quem vai apresentar qual história, para que cada um prepare-se minimamente e monte seu script de cenários a serem demonstrados.

É uma questão de RESPEITO com nossos stakeholders, somos ágeis e não jóqueis (go horse). É preciso preparar-se e testar os cenários que pretendemos apresentar, com todos os dados e detalhes relevantes, quer para não esquecer, como para não cometer gafes ou mesmo descobrir erros na frente do cliente.

É sugerido fortemente e acredito muito que cada história pode e deveria ser apresentada por um dos integrantes do time, quem mais se envolveu ou à escolha deles. É uma forma de intensificar o senso de pertença e responsabilidade sobre o que estamos construindo e entregando. O ítem 7 tem:

7. Apresentação das histórias:
7.2. Cada história é brifada na essência, com roteiro próprio;
7.3. O roteiro deve ter cenários, códigos e operação desejados;
7.4. Ao final confirmar o entendimento, dúvidas e sugestões.

Aproveito para relembrar o conceito de ciclo simples (mais afeito ao método kanban e equipes muuuuito pequenas), o ciclo duplo que valoriza ao máximo o conceito e compromisso de PRONTO, além do ciclo triplo em que testes ou aceitação ficam fora do sprint, gerando normalmente entregas incompletas.

Os três modelos podem funcionar, mas o ciclo duplo é o que mais estabilidade e conforto gera na construção de valor com qualidade dentro de prazos e custos, por isso mesmo me esforcei muito até encontrar uma representação gráfica que explicitasse categoricamente as fases concomitantes de discovery e delivery.

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O entendimento do que é o ROTEIRO e o quanto ele subsidia e materializa colaborativamente o Status Report é essencial para um bom fluxo de informações para permanente alinhamento entre todas as partes envolvidas.

Minha recomendação é que o Status Report decorrente da reunião de REVIEW, 100% consequente do roteiro e as discussões proporcionadas por ele pode e deve ser enviado a todos as partes interessadas que se habilitaram ao seu recebimento após a realização da REVIEW, RETRÔ e SPRINT PLANNING seguinte.

Digo isso, porque são três timeboxes que acontecem uma após a outra em um intervalo de no máximo 8 horas úteis, assim evitamos enviar o Status Report após a REVIEW ou após a RETRÔ, sabendo que  haverá uma reunião tão significativa uma ou duas horas úteis a seguir e que pode gerar informações relevantes, confirmando ou contradizendo o que já temos, por pressa em algumas horas.

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Coisas que nos inspiram a ir além – Revista RULEZ

Nem sei dizer o quanto me sinto lisonjeado pela publicação RULEZ ter escolhido post meus para as duas primeiras edições. Quem me acompanha já leu os meus posts, mas garanto que vale muito a pena ler no site todo o conteúdo da revista, é pra seguir, ler e compartilhar – http://somosrulez.com.br

No site: “Mais do que transformar ideias em negócios, trabalhamos para desenvolver projetos e produtos extraordinários. Apoiamos startups de cabo a rabo, com um time de confiança para arregaçar as mangas e construir algo incrível. Trabalhamos motivados, mas acima de tudo trabalhamos muito. Afinal, sucesso pode até ser relativo, mas evolução é a nossa missão.”

A revista RULEZ é uma publicação bimestral da RULEZ Lançadora de Startups, Cascavel, Paraná. A jornalista responsável é a Ana Karla Martins. Em uma época cada vez mais virtual, eles acreditaram, buscaram bons parceiro, foram lá e fizeram acontecer. Uma revista saborosa, com tiragem de 2000 exemplares, edição primorosa, com conteúdo em papel e impressão realmente diferenciados.

Mas, fica ligado, cada edição também está disponível no site … e muito mais!

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Modelagem de negócio e Validation Canvas foram as escolhas, mas como eu sempre digo, explicar como preencher é o de menos, porque muita gente faz isso em pelo menos 20 línguas diferentes no Youtube, SlideShare, entre eles o próprio Alexander Ostherwalder … o que eu faço sempre é dar minha opinião, sempre em primeira pessoa.

Meus mais de 800 posts no blog e milhares nas redes tem cunho propositivo, críticos, de opinião, por isso mesmo meus livros tem a alcunha de serem 360° … eu tento não ficar no mais do mesmo, dizer o que todos já disseram, seguir a receita ou fazer porque um guru disse que seria assim … Shu-Ha-Ri: Eu experimento (shu), levanto feedbacks e testo variações (ha), para então formatar como eu vejo agregar melhores resultados e seguir adiante (ri). Resumindo, sou rebelde!

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Tenho provavelmente 70% dos posts do meu blog devidamente linkados e categorizados na página POSTS do menu, centenas de posts sobre substrato e boas práticas em equipes de alta performance, três livros e muitas dicas. A galera da RULEZ chegou a mim como todo mundo chega, por buscas e navegação, entraram em contato, se apresentaram e com o maior prazer aceitei o convite de participar destas primeiras edições …

A mais ou menos um ano parei de escrever para o Baguete, meu objetivo foi valorizar minha rede, quer oriunda de GU, TecnoTalks, DBServer ou alunos de Ciências da Computação ou Sistemas de Informação da FACIN na PUCRS. Desde então me sinto mais a vontade para escrever e me divertir enquanto interajo com internautas do Brasil e de brasileiros pelo mundo.

A participação destas duas edições da RULEZ foi depois de navegar, conhecer o site e proposta, falar com a Ana Karla e me identificar com os valores e propósitos, era para ser só na revista Nº 01, mas acabou rolando também na N° 02. Parabéns à RULEZ, que venham muitos números, que lancem muitas startups, que inspirem muitos jovens empreendedores a irem de encontro aos seus sonhos \o/

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Depois dessa estou pensando em criar uma categoria STARTUP, tenho dezenas de posts dedicados a esta paixão, já atuei como Agile Coach em uma aceleradora e amo ajudar a galera com facilitação, orientação e parceria quando possível. Mas o fato é que estes posts startupeiros estão distribuídos em método, dinâmicas, pessoas, estratégia e outros tantos tópicos … mas vou tentar resolver essa questão.

Uma edição do Banco Intergaláctico na CC100

Fundamentos ágeis em um treinamento denso, intenso, tão descontraído quanto possível, usando de quebra-gelos, warmups e o agile game banco intergaláctico. Nó humano, cynefin, quadrante mágico, fábrica de triângulos e outras paradas.

Um mix sobre princípios ágeis, metodologias e boas práticas, liderança e auto-organização, fechando com um bom tanto de Lean, Scrum, Kanban e XP … o objetivo não é treinar o processo, mas ampliar horizontes, puro T shape.

Sobre a mesma base, tenho versões de 4 horas, 8 horas, 16 horas e uma só com o Agile Game, tudo depende do objetivo e perfil da turma, quer seja fundamentos, overview, fixação, provocação ou preparação para piloto SCRUM.

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Eu sempre fico especialmente satisfeito por ter consciência do desafio que é para a galera manter-se atenta no 220V por 8 horas, preocupados com o que deixaram parado no trabalho para estar ali, mas aproveitar ao máximo é uma exigência.

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Neste contexto, é essencial que seja sempre em um espaço instigante, evitando salas apertadas ou mezozóicas salas de aula, se preciso caracterizando-as como fiz no Virada Ágil deste ano … logo, a CC100 foi um ótimo local, valeu muito conhecer.

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Porto Alegre não só está no mapa como a cada semestre novas opções surgem, além de espaços para eventos, também coworkings, aceleradoras, incubadoras e condomínios de empresas. Não é por acaso, estamos no mapa há tempos. A propósito, listo alguns espaços de coworking e/ou multiuso do portinho:

  • CC100
  • zOffice
  • Area 51
  • HUB CC
  • Paralelo Vivo
  • Galpão Makers
  • NY Coworking
  • Nós Coworking
  • Atum Workstyle
  • Attive Coworking
  • Fábrica de Ideias
  • Farol Coworking
  • Cuento Coworking
  • Catalise Coworking
  • Coletivo Workspace
  • Ikebana Coworking
  • Win Coworking Ltda
  • One Stop Coworking
  • Espaço 80 Coworking
  • Meo Offices – Coworking
  • Coletivo 202 Coworking
  • All Working – Coworking
  • Upworks Moinhos de Vento
  • Macro Office Centro de Negócios e Eventos

Além disso, temos excelentes centros de eventos, urbanos e “rurais”, como o Vila Ventura e o Quinta da Estância.

O mundo manda recados a quem quer escutar

O mundo manda recados a toda hora e pede respostas, pode ser daquele(a) namorado(a) que a cada semana demonstra estar mais entediado ou descontente, pode ser a Kodak achando que vai empurrar revelação química for ever, empresas de alto turnover reclamando da falta de profissionalismo dos profissionais, o cliente que está incomodado mas (ainda) continua com você, o aluno que está insatisfeito, equipes de baixa performance. O mundo manda recados diários😦

No Agile Brazil 2016, o Juan Bernabó cunhou meu novo bordão: “Nós esperamos que as retrospectivas façam seu papel”. Parece óbvio, mas não é, retrospectivas a cada 2 semanas devem endereçar não só questões internas, mas 360°, muito especialmente as percepções dos clientes e stakeholders, para entender o valor e a “percepção” de valor que está sendo entregue a cada parte interessada.

Tem profissionais que ficam trocando de emprego, um após o outro, sempre se achando perseguidos. Tem líderes que sempre tem problemas com liderados, culpando o azar em sempre pegar pessoas erradas. O mundo está mandando recados, mas a ingenuidade, pressa, soberba ou arrogância, acabam fazendo eles saírem de uma e entrarem na outra, moto-perpétuo, a culpa sempre é do mundo.

NÃO existe agilidade sem Equidade, se cliente, empresa, equipes, estagiário(a), namorada(o) não se ouvem, não se entendem, não geram sinergia, … então você está postergando o impostergável. Sem EMPATIA e SINERGIA, tudo vira mero pressuposto sem confirmação até ser tarde demais. A maioria gosta de falar, mas tem uma impressionante e resistente dificuldade em ESCUTAR de verdade.

1. Não escutar, fazer ouvidos moucos, a maioria sequer percebe que está fazendo isso, quer seja por inexperiência, falta de orientação, ingenuidade, apenas seguem o que foi determinado ou determinou, sem olhar ao redor, sem aprendizados, só mais do mesmo, sempre no piloto automático;

Não seja um avestrus! Se esconder não resolve, é mais que bater o ponto, mais que cumprir ordens, fazer mais do mesmo, só ver o contrato e o umbigo.

2. Escutar e negar, dizer que não é bem assim, mas nunca ter argumentos claros ou suficientes, pedem opiniões, pedem para discutir, mas não entendem as opiniões diferentes, não geram oportunidades, gera frustração ao falar que escuta, pois não faz nada com o que escutou, por isso no final vale sempre sua opinião.

Ao invés de negar, tente entender para variar e, mesmo que não concorde, busque argumentos e formas para conciliar e unificar um plano de ação.

3. Escutar e lutar, se opor, são os injustiçados, são os últimos cruzados. É aquela galera sempre descontente, sempre vítima, o mundo está contra eles. A solução é virar um resmungão, hermitão ou em matilhas, para ter parceiros que ajudam a reclamar, muita forma e pouco conteúdo;

Não cave trincheiras, não reclame pelos cantos, não se vitimize, trabalhe pela mudança no timing que é possível ou perca a credibilidade.

4.  Seguir a onda, é aquela galera que valoriza acima de tudo sua Zona de conforto, seja ela qual for, Zona tradicional ou ágil, outra metodologia, tecnologia ou empresa com mesmo mindset. Mudar não quer dizer que mudou, apenas quer dizer que estão seguindo a onda, o processo, o script, sem mudar nada de fato;

Mentira tem perna curta, fazer só por marketing, comodismo ou interesse não resiste ao tempo, pessoas de potencial que acabam virando um número.

5. Protagonismo, ter humildade em se dar ao direito de escutar, entender, buscando sempre aprender coisas novas, ir para o debate sem preconceitos, 5W2H, pronto para as vezes ter razão e outras não, o importante é achar um caminho, um plano viável, seguir em frente. Sem idealizações ou arroubos, aproveitando ao máximo o coletivo e melhorando um pouco a cada ciclo!

É preciso sermos ágeis na agilidade, iterativo-incrementais-articulados na evolução, consistentes, sempre melhores que ontem e piores que amanhã!

Protagonismo não é mágico, pelo contrário, é a atitude que mais dá trabalho, mas também a que gera melhores resultados, continuados, crescentes. A relação mais fácil é ser tanso, negar, espernear, fazer de conta, porque ser protagonista exige crença, valores, porque nem sempre dá certo e quando não dá é preciso negociar, com argumentos, sabendo quando é hora de ceder ou seguir.

Vale Darwin, as vezes temos que mudar nosso entorno, as vezes quem precisa mudar somos nós. Acima de tudo, lembrando que temos tempo e saber usá-lo é uma arte, um passo de cada vez, com parceiros de viajem. Não quer dizer que as vezes a solução não seja mudar tudo, porque as vezes estamos no lugar errado, mesmo assim, o mundo manda recados!

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Mosaicos para 22/11 – Qual é o Canal?

Ontem a noite fiz um mosaico com tópicos que considero relevantes para o Qual É O Canal? (22/11 as 17:30) que discutirá a nova economia, novas relações de negócio e de trabalho, usando mindset, metodologias e boas práticas que debatemos a cada dia.

Qual é o Canal? https://www.facebook.com/events/344703905884734/

Sem idealizações, qual o AS IS e o que a história nos ensinou, porque o primeiro passo é auto-conhecimento e auto-diagnóstico. Sem saber quem somos e com quem contar, voltamos ao início do século XX, a chave é confiança e colaboração.

Antes de planejar nosso próximos passos, carreira, vida, é preciso entender um mínimo do que está acontecendo no mundo, no Brasil, na nossa casa. Qual a adesão à nova economia, quais seus pontos fortes e fracos, oportunidades e riscos.

O futuro não é só de empreendedores visionários, o futuro é empreendedorismo, quer optemos por fazê-lo em uma startup, investir em negócio tradicional, ser autônomo, aderir a uma cooperativa, buscar um bom emprego, tudo vale.

Empreender e inovar não é uma questão de criar uma empresa, somos ou não empreendedores também ao aprender e aplicar novas técnicas, ao disseminar nosso conhecimento, na busca pela felicidade, ao planejar nosso caminho.

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(*) O cartaz é do TecnoTalks ocorrido em 30/10 último.

O passo seguinte é ir atrás da descoberta de quem nós somos, pensando em nossas forças e fraquezas, sendo realista e também sonhador, construindo uma rede de relacionamentos de verdade (networking ativo), de duas vias, para tudo.

Somos 1/3 de sono e descanso, 1/3 de trabalho e 1/3 de cotidiano, distribuídos em afazeres e lazer. Precisamos nos ver como caminhantes do tempo, aprendemos com o passado, vivemos o presente, pensando na construção do futuro.

Mapa dos sonhos, SWOT, Johari, CHAx5, Business Model You, Mapping e Networking ativo … nada disso é para estar na parede, mas tudo isso é para estar na nossa mente, podemos ser como PEDRAS ou iterativo-incrementais-articulados.

O mais importante é a frase “somos a média daqueles 5 com quem mais interagimos e nos inspiramos”, tudo é mais difícil sem parceiros de viagem, todos precisamos de referências … e seremos referência um dia (para o bem ou mal).

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Nos vemos hoje (22/11) as 17:30 nos containers do Canal Café para um debate que espero, seja pegado, porque a última coisa que eu sou é gado, se me colocarem no marasmo, vou ao contra-ponto, odeio o óbvio, nem pregar missa para convertido.

O Canal fica atrás do Col Marista Champagnat, ao lado do prédio 99A, conhecido como portal do TecnoPUC, no limite entre o campus e a entrada do parque. Venha com tempo, porque se quiser posso ficar um pouco mais se o debate for intenso.

Vai encarar? A noite será uma criança e tem café quentinho ou gelado, só escolher!

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Qual é o Canal? Vamos falar de pessoas, carreiras e realização

Na terça-feira do dia 22/11/16 das 17:30 as 19:00 vai rolar a primeira edição dos eventos “Qual é o Canal?” que vai se propôr a debater temas de interesse da comunidade do ecossistema PUCRS – TECNOPUC.

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Nas palavras da mediadora Cíntia Becker, este primeiro evento será sobre:

No dia 22/11 falaremos principalmente sobre a mudança de mindset que estamos vivendo e consequentemente novos cenários de futuro do trabalho que estão sendo projetados para os próximos 15 – 20 anos.  Fomos e ainda somos formados em uma lógica linear, segmentada, repetitiva e previsível, mas em uma era pós digital, a lógica passa a ser não linear, conectada, multidisciplinar e exponencialmente imprevisível. 

Estima-se que até metade das ocupações atuais deixem de existir e que mais da metade das crianças que estão sendo formadas hoje, trabalharão em profissões que ainda nem existem.

Para este cenário futuro (e por que não já presente?!), as habilidades sociais serão mais valorizadas do que as habilidades técnicas. Como isso muda a nossa forma de pensar? Quais são os impactos disso na nossa formação? Como podemos nos adaptar ou nos reinventar para esse novo contexto?

Para saber mais sobre a mediadora, debatedores e anfitriões:

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Não sei onde vai dar o debate, mas escolhi três post ano-a-ano desde 2012:

23/05/12 – Individualismo e Coletivo
07/07/12 – Ser “Feliz” ou “Bem-Resolvido”
19/11/12 – De Baby Boomers a Millennial
08/01/13 – A vida é como banana-boat, …
06/04/13 – O destino dos profissionais do século XXI
24/04/13 – E por falar em felicidade no trabalho
11/03/14 – Leve seu cérebro para passear ou ele irá petrificar
11/08/14 – Você está em uma Rainforest ou Blackforest
11/08/14 – Business Canvas You e o mapa de Achados e Perdidos
23/04/15 – Planejamento pessoal e de carreira
28/09/15 – Métrica de desperdício ou valor após eventos e cursos
27/10/15 – Quem é o profissional do século XXI?
30/03/16 – Estratégia, Tática e Planejamento de Carreiras
28/04/16 – Sobram operários e faltam filósofos
21/05/16 – Mudamos porque o mundo e pessoas mudaram
08/06/16 – Carreira ou emprego?

05/08/16 – T Shaped
02/09/16 – Todos nós somos GP