Out/2016 – TDC, Semana Acadêmica, Hackatona Kony, TTalks BI, …

A primeira semana deste Outubro/2016 será absolutamente fantástica, teremos mais uma edição do TDC Porto Alegre, a Semana Acadêmica da FACIN PUCRS e três dias do piloto interno da Hackatona DBServer e Kony … que vai ter sua primeira edição no início de Novembro. No dia 19 tem Tecnotalks sobre BI com o Fábio de Salles  \o/

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03 a 05/10 – WCIT | Brasília
03 a 07/10 – QCon Rio de Janeiro | Rio de Janeiro
04 a 06/10 – Semana Acadêmica FACIN PUCRS
05/10 – Workshop Código do Consumidor
05 a 08/10 – FATEC Congresso de Tecnologia | São Paulo
05 a 09/10 – TDC Porto Alegre
06 a 08/10 – Ágiles LatinoAmericano – Quito/Equador
13 a 18/10 – Python Brazil | Florianopolis
14 a 16/10 – Festival Cultura Maker | São Paulo
15/10 – FrontEnd Carioca | Rio de Janeiro
16 a 20/10 – Futurecom | São Paulo
17 a 20/10 – FutureCom 2016 | Brasília
18 a 20/10 – Semana Acadêmica Dom Bosco sobre BI
19/10 – TecnoTalks BI, DW, DM, Data Science, BD
21 e 22/10 – iMasters InterCon 2016 | São Paulo
21 e 22/10 – Rails Girls Porto Alegre 2016
24/10 – InterCon iMaster | São Paulo
24 a 27/10 – CIO Gartner Tech Conference | São Paulo

Tenho sempre muito do que está rolando a cada mês na minha página de agenda, fica ligado e se souber de algo mais, me avisa que eu incluo lá para avisar a galera – https://jorgekotickaudy.wordpress.com/agenda/

Semana Acadêmica FACIN PUCRS 10/2016

Se você quer saber mais sobre gerenciamento de projetos ágeis de uma forma muito descolada e divertida, te inscreve lá na imersão SCRUM POKEDEX. Vou provar que aprendizado experiencial é um bom caminho para entender o que é e como gerar mais valor usando métodos iterativo-incrementais-articulados, equipes auto-organizadas, fazendo certo a coisa certa  \o/

A semana acadêmica FACIN é um mega-evento ao alcance de todos, não perca esta oportunidade, afinal, projetos existem em todas as áreas de conhecimento, um TCC, dissertação, vida pessoal e profissional de todos nós, em todas as situações.

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Quem participou do treinamento que aconteceu no primeiro semestre deste ano na FACIN está novamente convidado, porque a edição que acontecerá na Semana Acadêmica 10/2016 será diferente, com o dobro de horas e com um exercício prático em que cada equipe formada terá que construir protótipos de cada tela do nosso projeto Pokedex usando papel, canetas, tesoura e cola.

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Nos vemos lá – http://www.daipucrs.com.br/registrar

TecnoTalks – Vamos falar de Inteligência de Negócios!

No dia 19/10 as 19:00, noite de uma quarta-feira de Primavera, teremos um baita evento sobre Business Intelligence, Machine Learning, Data Mining e Big Data, que contará com grandes nomes do cenário regional e nacional. Saca só os nomes, os temas e te inscreve. Ao se inscrever diga sobre qual destes temas gostaria de ver um painel ou debate no final da noite, contando com a interação da galera – http://bit.ly/tecnotalks-bi

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Fábio de Salles do SERPRO e GeekBI- Analista na Superintendência de Suporte à Tecnologia do SERPRO, especialista em BI, Pentaho e Software Livre/Open Source. Blogueiro no https://geekbi.wordpress.com/ e autor do livro “Geek BI – Coletânea 2013”. Iniciou na Física, área em que se especializou e foi professor, também Matemática, Informática, Robótica e Inglês, foi gerente de soluções no SAS.

O Fábio mora em SP e será nosso keynote, participará remotamente, uma referência nacional em BI, DW, Mining e muito mais, muito além da teoria, seu blog trata da prática e explica como fazer. Se quer conhecer mais sobre ele – https://www.linkedin.com/in/f%C3%A1bio-de-salles-9310b536 ou sobre os livros de coletânia, Pentaho ousobre auto-publicação na Amazon.

Sergio Blum da WhiteCube – Instrutor, gestor de projetos e consultor em Tecnologia da Informação pela White Cube, profissional certificado Microsoft e Citrix, atendendo as certificações: MCP, MCSA, MCSE, MCDBA, MCT, MCITP, CCA e CCEA. Atua como desenvolvedor e arquiteto de soluções de Business Intelligence, em diversas tecnologias e cenários empresariais. Especialista em Performance e Tuning de Banco de Dados SQL Server. É graduado em Administração de Empresas com Ênfase em Análise de Sistemas pela PUC-RS. – https://www.linkedin.com/in/sergio-adriano-blum-b66b6114

João Gutheil da AGCO e GUBI – Analista de sistemas e BI na AGCO e que já atuou em projetos no Grupo RBS onde fomos colegas e no TERRA. Reconhecido como profissional de profundo conhecimento e resultados, integra o grupo de organização do Grupo de Usuários de Business Intelligence da SUCESU-RS. Grupo que visa reunir a comunidade de BI no Rio Grande o Sul para troca de ideias, apresentação de cases, estudos de mercado, métricas, metodologias e melhores práticas de implementação de BI dentro das organizações. Seu perfil está em https://www.linkedin.com/in/joao-gutheil-7459a367 e o perfil do GUBI é www.linkedin.com/groups/GUBI-8382345/about ou www.sucesurs.org.br/gu.

Bruno Pazzim é CBDO/Lean Strategist na CodeLand – Ele vai nos falar sobre o desafio do uso de Machine Learning que usa mineração de dados para mapear e destacar anomalias nas prestações de contas de políticos, um projeto também do Felipe Cabral e que responde pelo nome de “Serenata de Amor”. A CodeLand é uma empresa de desenvolvimento web ágil, especializada na liberação de novos negócios digitais – https://www.linkedin.com/in/bruno-pazzim-60b79032.

Para saber mais sobre a operação “Serenata de Amor” e colaborar no crowdfunding que eles criaram para levantar os fundos necessários para acelerar cada vez mais resultados e valor – https://datasciencebr.com/como-funciona-a-opera%C3%A7%C3%A3o-serenata-de-amor-25ba256e0e11#.861l3291l e as doações no Catarse em https://www.catarse.me/pt/serenata.

Alguns fundamentos sobre facilitação de reuniões

Se você gosta da ribalta, não seja um facilitador, porque paradoxalmente você será tão bom na facilitação quanto menos você aparecer, se sua participação faz-se necessária é porque a equipe ainda não tem maturidade suficiente. O termômetro do bom facilitador é quando a equipe está mandando bem e não precisa mais dele.

Tem coisas que um bom facilitador aprende fazendo, mas outras já são dele e é preciso continuar desenvolvendo, como pró-atividade e ética, não ter medo de orientar, ser um bom negociador e no tocante ao poder de argumentação, uma base conceitual e toolbox crescentes, com boa habilidade interpessoal.

. Cada reunião é única

Toda reunião (agrupamento de pessoas num mesmo local para tratar de algum assunto) merece e tem o direito de ser organizada, o foco de um facilitador é garantir a cada uma delas um significado. Para isso é preciso tratar cada reunião como sendo única, singular, merecedora de ter seus objetivos atingidos.

Sempre naqueles casos em que nossa arrogância nos diz que é apenas mais uma reunião e na hora as coisas fluirão, nossa experiência vai saber fazer, engatilhamos uma roleta russa. Um mau dia do facilitador e as coisas podem sair do controle, darem errado, mas é preciso humildade para aprender quando isso acontece.

. Preparação e organização

A própria existência de uma reunião exige entendimento, definição e validação, tanto que em 07/07/16 fiz um post sobre o 5w2h e MVP de reuniões e no dia 14/09/16 fiz um post sobre comportamento disfuncional em reuniões. Mas, este post agora tem outro objetivo, o de falar de situações e momentos, cases.

De toda a forma, toda facilitação de qualidade pode exigir material e equipamento, espaço e logística, o básico é quadro branco, flipchart, canetões, postits, fita crepe, mas também temos folhas A4, canetas e hidrocôr, tesouras e cola bastão … bolas. É bom quando temos um kit em uma maleta com o básico e itens quebra-galho.

. Plano de comunicação

É fundamental ter, formal ou informalmente, um bom plano de comunicação e uma estratégia adequada para cada tipo de reunião ou evento. Métodos como SCRUM e Kanban nos oferecem bons esquemas e scripts, que nos orientam a quem convidar, ter prévio alinhamento de objetivos comuns, possibilidades.

É importante prover informações prévias e gerar expectativas corretas para que uma reunião atinja seus objetivos. Muitas vezes a má comunicação faz com que participantes não levem material e informações disponíveis ou não se preparem adequadamente, levando normalmente a baixa produtividade e novas reuniões.

. Auto-conhecimento

Conhecer o perfil dos participantes, usando de técnicas ou boas práticas compatíveis, ativando ou mitigando comportamentos, atitudes e foco que estabeleçam seu curso e proporcionem bons resultados. Cada equipe suscita diferentes formas para se inspirar, instigar, buscar superação, fazer seu melhor.

Se temos pessoas dispersivas, hiperativas, até mesmo rabugentas ou agressivas, é possível lançar mão de um quebra-gelo e provocar um pacto ou alinhamento inicial que antecipe técnicas para diminuir estes comportamentos, aproximar essas pessoas, podendo inclusive influenciar o tempo, local e meios da reunião.

. Melhoria continua

Ao contrário do que os livros de auto-ajuda e interessados em valorizar-se dizem, ERRAR é ruim, mas a cada ocorrência de erros que não puderam ser previstos e mitigados, pelo menos devemos ter a vergonha na cara de tentar aprender com eles, tentar entender seus precedentes e gatilhos, para tentar evitá-los no futuro.

Por isso é tão importante fazer rápidas e descontraídas retrospectivas a cada duas semanas, para entender nossos desperdícios de todo tipo, quer com erros ou na falta de aproveitamento de oportunidades de melhoria. Desperdícios e melhorias podem dizer respeito a processo, pessoas, ambiente, ferramental, artefatos, …

. Transparência e Facilitação Visual

Esse é o remédio para quase todos os desperdícios existentes, pois sempre há a possibilidade de sermos transparentes e realistas, assertivos, usando a paredes para atas em tempo real baseadas em mapas mentais e facilitação visual. Mesmo antes da reunião iniciar, dispomos o que temos nas paredes para o kick-off da reunião.

Antes – Preparação adequada das pessoas e do local;
Início – Estabelecer combinações e pactos;
Durante – Manter foco e visibilidade do andamento;
Final – Alinhar conclusões e próximos passos;
Depois – Transparência do andamento das decisões.

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Por hoje era isso, mais um post com mais algumas dicas sobre facilitação, aos poucos virão outros, pode perguntar, a resposta pode pautar o próximo post🙂

Facilitação – Mitigando o comportamento disfuncional

Modelos mentais contemporâneos, colaborativos, se utilizam de estudos da psicologia, sociologia, até da biologia para formar equipes auto-organizadas, com foco permanente em auto-conhecimento e melhoria contínua para ideação, modelagem, planejamento, execução e atingimento de seu melhor possível.

Quer em uma reunião, projeto, fluxo de trabalho, nosso dia-a-dia baseia-se em muita interação humana e por melhor que sejam ferramentas e processos, é preciso entender e proporcionar que elas se entendam para otimizar talentos, mitigar resistências sub-conscientes e comportamentos disfuncionais.

Na gestão por competências fala-se cada vez mais em profissionais de PERFIL T, equipes auto-organizadas, mas também no papel singular ou compartilhado de facilitadores, atuando por vezes como mentores, coach, terapeutas, logística, desimpedidor de barreiras físicas e/ou psicológicas.

Nas dinâmicas de grupo, o papel do facilitador é alguém que ajuda as pessoas a compreenderem os seus objetivos comuns, auxiliando-os a planejar como alcança-los e executá-los. Ao invés de tomar partidos, incentiva a interação entre as pessoas do grupo de forma assertiva e produtiva, orientados a resultados.

Na biologia, a teoria dos sistemas auto-organizados tem caráter transdisciplinar, aplicando-se à descrição e entendimento de sistemas abertos cuja dinâmica organizacional decorre principalmente da interação de suas partes, assegurando-se também um papel construtivo para suas relações com o ambiente.

Nas organizações, o princípio da auto-organização dos times foi disseminado pelo Lean Toyota no Japão na década de 50. Eles propuseram equipes pequenas, com maior participação entre todos os envolvidos, comprovando que uma maior interação e maior autonomia geravam maior satisfação e melhores resultados.

Na psicologia social, aspectos motivacionais consciente e inconscientes foram estudados por Albert Bandura (1994) em sua teoria sobre aprendizado vicariante e auto-eficácia, baseados em auto-conhecimento e coletividade. Também Tuckman na sua proposição da curva de aprendizado para e durante a formação de grupos.

O FACILITADOR

O método ágil mais utilizado no mundo é o SCRUM, nele temos a convicção de que atividades em equipe são melhor aproveitadas quando temos um facilitador, pessoa que otimiza a dinâmica de grupo com uma boa ToolBox e conhecimento.

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Empresas de grande porte já perceberam as vantagens em possuir pessoas dedicadas a desenvolverem-se como facilitadores, atuando hora como mentor, coach, instrutor, apoio logístico e tático frente a impedimentos.

Mais que os outros, deve ter crença que quanto mais aproximar, gerar sinergia, identidade, foco em objetivos comuns gerando senso de pertença, evitando a “minha parte” e gerando “o resultado que gera valor e devemos atingir juntos”.

O essencial é ter uma boa habilidade interpessoal, estudar sempre, interagir, acreditar, para ter bons argumentos e poder de negociação, saber sempre influenciar o double-loop de Argyris, pareto, análises causais e não só o efeito.

A FACILITAÇÃO

Como diria Juran, tudo resume-se a poucos vitais em meio a muitos triviais, a facilitação diz respeito a manter o foco no que é relevante, para isso é preciso sempre preparo e planejamento, deixar ao acaso é sempre um risco maior.

No caso de métodos, processos, fluxo de trabalho, projetos, há momentos propícios para cada coisa, há degraus necessários a cada passo, ao mesmo tempo é preciso segui-los e manter-se aberto a mudanças de valor e factíveis.

Valorizar o “ouvir” e o “entender” mais que o falar, usando técnicas orais, visuais, auditivas, motoras, garantindo a base de conhecimento comum para a tomada de decisão pertinente a cada momento. Em uma frase, ousaria afirmar que facilitar é:

Antecipe-se, gere auto-conhecimento e reflexão, pessoas esclarecidas mitigam riscos e aproveitam oportunidades, mantenha o foco naquilo que gera valor, evitando ou mitigando desperdícios, não tem melhor argumento que ótimos resultados.

Se por um lado não existe receita de bolo, por outro há boas práticas de sucesso utilizadas no mundo, na empresa, nas equipes ao lado, o fato de cada grupo ter peculiaridades e dinâmica interna não quer dizer que poderiam ser ilhas.

HUMANIDADE

O pior líder, equipe, profissional, facilitador ou pessoa é aquela que idealiza e se recusa a entender o quanto esta idealização possui desvios com a sua realidade, o quanto a realidade exige tempo e energia para aproximar-se daquele ideal.

Tuckman fala em fases de Forming, Storming, Norming, Performing e Adjourning, as artes marciais falam em Shu-Ha-Ri, para sermos algo é preciso saber o que é isso e trabalhar para chegar lá, passo-a-passo, com estratégia.

Muita gente exige do facilitador uma toolbox de dinâmicas, jogos e técnicas que tenham o aspecto mágico de resolver seus problemas … as vezes funciona, outras não, pois brief não é empatia, exige um mínimo de tempo e interação.

Sem tempo e interação … é passível chegar em um grupo para facilitar um pré-game, planejamento ou ciclos de execução e após alguns minutos perceber que a técnica ou abordagem escolhidos precisam ser alterados.

Quando alguém espera algo mágico para resolver o que somos – um sistema complexo (vide Cynefin) – discuto o quanto este reducionismo é uma fuga do desafio de esclarecimento, aprendizado e melhoria do mindset vigente.

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Comportamento disfuncional em reuniões

O psicoterapeuta americano Jeffrey Young foi o criador da Terapia do Esquema, uma integração da terapia cognitivo-comportamental com a Gestalt-Terapia. Para cada domínio de comportamento há esquemas identificados como disfuncionais.

Teoria do Esquema de Jeffrey Young (2003) diferencia dezoito esquemas comportamentais disfuncionais – Desconexão, Limites Prejudicados, Dependência, Carência e Inibição.

Gestalt de Cristian von Ehrenfels (1890), teoria da forma, compreender as partes a partir do todo, tornar explícito o que está implícito e todos terão mais consciência sobre seu comportamento.

A diferença entre a Teoria do Esquema e a da Dissonância Cognitiva, sobre a qual já escrevi muito, é que a primeira identifica comportamentos disfuncionais, enquanto a segunda demonstra justificativas inconscientes às nossas angústias. Ambas descortinam e nos fazem refletir sobre o quanto pequenas atitudes do dia-a-dia não geram qualquer valor, só desperdício e postergação.

O que esperamos de profissionais de perfil T, é auto-conhecimento e atitude, cabe a todos e cada um a oportunidade de trabalhar comportamentos disfuncionais. O que as muitas teorias do campo da psicologia nos oferecem é descortinar nossos comportamentos e atitudes. Muitos hábitos que internalizamos nos assemelham a crianças demonstrando suas angústias através de comportamentos disfuncionais.

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Tanto quanto em qualquer jardim de infância, há comportamentos disfuncionais todos os dias nas empresas, algo previsível, porque a maioria destes hábitos inconscientes, desenvolvemos e perpetuamos desde a infância e juventude, consolidando-as na vida adulta, perceptíveis a cada reunião de trabalho:

01. Chegar tarde sem motivo real;
02. Fazendo outra coisa (ex: celular);
03. Tentar ser a estrela da reunião;
04. Trazer assuntos não pertinentes;
05. Mudar o nível de abstração acordado;
06. Ficar voltando a assuntos decididos;
07. Isentar-se, ficar em silêncio;
08. Braços cruzados, olhos no infinito;
09. Cara de emburrado ou caretas;
10. Conversas paralelas, dispersão;
11. Ataques e reações físicas negativas;
12. Emitir sons de descontentamento;
13. Sair cedo, em meio a discussão.

Acima de tudo, frente a comportamentos disfuncionais, é preciso trabalho continuado, visando mudanças de hábitos, identificando gatilhos, ações e recompensas aparentes, a solução é auto-conhecimento. O que não dá para fazer é fazer de conta que não está acontecendo, menos ainda valorizar quem tem um comportamento 100% desmotivante … é como aquele “cesto de laranjas”.

Se você é de projeto, estude Scrum, se é de operações estude Kanban, em momentos de criação use Design Thinking, em momentos de aprendizado use retrospectivas, delegue e ofereça meios para que cada time aprenda a ser um time. A cada timeboxe, evento e reunião, há técnicas simples para incentivar a persistência em melhoria contínua (Kaizen), sempre com ótimos resultados.

A lista abaixo é uma provocação do antes, durante e conclusões de uma reunião, parece muita coisa, mas quase tudo já fazemos (ou deveríamos fazer), não é para ser mecanicista, mas ter no modelo mental, não só para reuniões, mas para tudo:

  • ANTES:
  • Seja Lean e realista no fórum e no objetivo;
  • Pratique o 5W2H a cada agendamento de reunião;
  • Brife o conteúdo e objetivo antecipadamente;
  • Planeje, organize, tenha tudo o necessário a mão;
  • INÍCIO:
  • Faça um bom quebra-gelo e warmup se alongar;
  • Inicie com expectativas, abstração e objetivos;
  • Use facilitação visual, mapas mentais, canvas;
  • Incentive feedbacks construtivos em tempo real;
  • DURANTE:
  • Não se isente na facilitação, oriente e conduza;
  • Pode usar Tokens ou time-keepers divertidos;
  • Sejam auto-organizados, todos são importantes;
  • Valor, seja iterativo-incremental-articulado;
  • Transparência, inspeção e adaptação;
  • ENCERRE:
  • Alinhe o resultado e conclusões;
  • Fotografe, transcreva e compartilhe;
  • Alinhe ToDo List e endereçamentos;
  • Estabeleça próximos passos e responsabilidades.

Existe um grande mix de técnicas de facilitação, no meu caso acredito em auto-organização e em princípios ágeis, no valor de tratar com valor cada timeboxe, papel, artefato e regra, trazendo teorias, modelos, fundamentos e lições aprendidas como argumento e negociação durante a formação de times (Tuckman), evolução de projetos (Scrum) e operações (Kanban), sempre lastreados no desenvolvimento humano e de grupo.

Versão Agile da dinâmica Spaghetti Bridge

Existe uma competição inspiradora entre engenheiros civis, com o desafio de construir uma ponte apenas usando spaghetti, cola quente e tesoura para cobrir um vão de 30 centímetros. Assim como adaptei com sucesso a super-dinâmica Marshmellow Challenge para ser um Agile Game, a Bridge também pode ser planejada e executada de forma a conhecer e vivenciar o método SCRUM.

É um projeto a ser planejado em 3 jornadas de 8 minutos. Cada equipe recebe um pacote de espaguete, tesoura e pistola de cola quente (ou um rolo de fita adesiva), além de folhas A4. Não é possível usar qualquer outro material e não é permitido planejar uma ponte colada em algum lugar (como a mesa), ela deve ser auto-portante, deve estar solta.

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É importante contextualizar a galera apresentando esquemas de vários modelos de pontes, facilmente encontrados na web ao procurar por “spaghetti bridge”. A competição original é para engenheiros civis, então não é muito previsível que desenvolvedores e outros profissionais tenham este conhecimento básico em mente ao iniciar este jogo sem prévia preparação.

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Como sempre, apresente-se como sendo o cliente, caracterize-se se quiser, quanto ao tamanho do vão, diga desde o início de quanto é (30 centímetros), informando que está construindo uma cidade em escala feita de espaghetti, que terá animatronics de pessoas, veículos e movimentos para simulações. Há uma restrição de tempo, de número de sprints, que exigirá a construção de um MVP.

Assim como no Bamboo Challenge, Banco Intergaláctico e Scrum Pokedex 360º, faça um treinamento no uso e manipulação do material. Neste caso, o objetivo é aprender a cortar espaghetti e usar a pistola de cola quente. Feito isso, cada equipe deve cumprir as etapas de pré-game (10 min), encerrando com um Release Planning para três sprints de 8 minutos cada.

É um exercício SCRUM, por isso, sigamos a risca o conceito de aprendizado vivencial, exercitando cada timeboxe, papéis, regras e artefatos. Evite se antecipar e resolver qualquer problema sem que eles perguntem ou se interessem em perguntar, ao final aproxime duas mesas a 30 centímetros e peça que tragam e posicionem suas pontes para o teste de carga.

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O teste de carga é um carrinho que passará rodando puxado por um barbante, mas desde o início há uma lista de aprendizados, como empatia, entender o problema e não apenas fazer o que o cliente quer. Técnicas de planejamento e execução iterativo-incremental-articulada, se comunicando e validando a cada passo, a importância de uma daily, seus planos de ação e tomadas de decisão.

PRINCÍPIOS: Um jogo que se utiliza de todos os momentos do ciclo de vida e características do método SCRUM. O original não é assim, mas fica muito mais interessante com release plan, planning, execução, review e retrospectivas com muita comunicação e execução incremental.

DICA: Dependendo do perfil da equipe e do tempo que terá para o jogo, compre espaguete um pouco mais grosso para evitar o risco de que sendo muito fininho quebre e estrague a brincadeira. Divirta-se, mas não perca cada oportunidade de aprendizado, serão muitas, todas alinhadas aos princípios ágeis.