A responsabilidade do Scrum Master

Clique aqui para a versão de Julho/2011 do Scrum Guide pelo Ken e Jeff.

No método Scrum, cabe ao Scrum Master treinar, orientar e provocar, mas não só para garantir o método, é mais que isso, precisa conhecer a empresa e seus colegas, incentivar o crescimento das pessoas, trabalhar para que cada timeboxe atinja seus objetivos, com a cara e espírito do time.   \o/

O que diz o Scrum Guide?

É do Scrum Master a responsabilidade de manter a time em equilíbrio, dando condições e orientando para que o método seja seguido e os objetivos atingidos:

  • Não exerce chefia, ele orienta, facilita, mas não manda
  • Difusão de princípios e valores ágeis ao time, negócio e empresa
  • Facilitar e garantir as timeboxes, papéis, artefatos e regras
  • Treinar novos integrantes e reciclar periodicamente os antigos
  • Facilitar desimpedimentos que possam afetar o fluxo e resultados

Responsabilidade direta exercida indiretamente

Se alguém me pergunta qual o primeiro passo para a adoção? A resposta é uma só, encontre seu Scrum Master, alguém disposto a se reinventar, que acredite nos princípios ágeis, pessoas, coletivo, valor e sustentabilidade, que aceite se expor ao propor e experimentar mudanças.

Se um Scrum Master me pergunta qual o seu primeiro passo? A resposta é desapegar das suas antigas funções e reservar tempo farto ao estudo, comunidades de prática, eventos ágeis e não ágeis, investir forte em conhecimento, tem que ter bala na agulha, senão não o levarão a sério.

Se voce gosta da ribalta, fuja desse papel

Scrum Master é uma função de retaguarda, ele não define, programa, testa ou entrega, a medida de seu sucesso é o time produzindo de forma coletiva e com qualidade, timeboxes rolando, sem impedimentos e com objetivos atingidos, ter feito o dever de casa e não ter chamado a atenção.

Se der tudo certo, beleza, mas se der errado, onde estava o Scrum Master que não percebeu que alguém, o time ou parte do ecossistema precisava de orientação, porque não alertou e provocou uma reflexão para reação? Mesmo reagindo, se tiver que falar ou interferir com frequência, algo está errado.

Argumentação = Conhecimento + Crença

Não se aprende a ser Scrum Master com um curso, se aprende fazendo, ousando, conversando com o mercado, diversificando, buscando inspiração na pedagogia, administração, psicologia, comunicação, lendo e escrevendo muito, debatendo técnicas e vivências, criando e validando pressupostos de como melhorar método e processo.

Na prática, é dever do Scrum Master incentivar boas práticas, indo a campo, participando de grupos de usuários, comunidades de práticas, o arsenal para a construção e consolidação de conhecimento é quase ilimitado, palestras, lightning talks, open spaces, fishbowls, agile games, workshops, .. os resultados são surpreendentes.

Ecossistema

Quando comecei a treinar o ecossistema, alguns coordenadores disseram que a equipe estava se desmotivando. Eu perguntava: O que estavam fazendo para reverter esse quadro? Percebi que não haviam designado um “Scrum Master”, então passei a enfatizar que o coordenador teria que assumir este papel, senão não daria certo!

Para eles, aplico workshops sobre os princípios ágeis, é preciso entender seu cotidiano, muito ticket e poucos projetos, a abordagem passa a ser um PDCL ágil, é fantástico construir uma linguagem ubiqua ágil com a galera que não é de TI, ver tesouraria, cobrança, DBM, falando em postits e retrospectivas com brilho nos olhos.

Scrum não é mais do mesmo e timebox não é reunião

O principal papel de um Scrum Master é adaptar as timeboxes ao time e vice-versa, buscando potencializar, fazer mais com menos, objetivos com qualidade … tem um pouco de cada um e muito do Scrum Master em cada timeboxe, mas cada timeboxe é assunto para futuros posts, por agora, fecho com um tira-gosto:

Sprint Plannings Visuais – planejamento é fundamental, mas mantenha o que se esta tratando no campo de visão, pode ser um quadro ou folhas de flipchart pelas paredes, inicie com uma linha de tempo, próximos passos, cálculo de velocidade, explicitando o debate, abrindo estimativas, ao final, feche as pontas, revisem e vejam oportunidades.

Daily Meetings descontraídas e efetivas – Estas reuniões são rápidas, descontraídas e precisas, sua natureza é tratar simbolicamente daquilo que esta acontecendo e tentar confirmar ou alertar riscos na busca pela entrega do objetivo da Sprint, costumo dizer que se houverem tres dailys sem mudanças ou planos de ação, algo esta errado.

Review – Ahhhh, as reviews, a fronteira final do monopólio de poder sobre a informação, posse histórica de GP’s, gerentes, analistas, isto é uma redenção, os reports aos usuários passam a ser feitos pela própria equipe que o construiu, com o desafio de falar em seu próprio nome, assertivos, assim criando vínculos e senso de unidade.

Retrospectivas adaptativas – Não considere retrospectiva como reuniões, são mais que isto, são eventos complexos e adaptados ao momento do time, longe da habitual sala de reuniões, um quebra-gelo, games falando de valores, sair da rotina antes de debater questões metodológicas, qualidade, interpessoal, melhoria contínua afinal.

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Uma resposta para “A responsabilidade do Scrum Master

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