Introdução ao universo ágil (2 de 5)

Estratégia

O primeiro post desta série de 5 partes, introduziu alguns elementos que indicariam e facilitariam o entendimento e a introdução de métodos ágeis em uma organização ou equipe (se voce não leu o primeiro, clique aqui).

Estratégia é a primeira disciplina a ser desenvolvida se quisermos ter sucesso, mas é preciso que todos os envolvidos tenham clareza de qual a sua missão, quais os objetivos, acreditem em seus valores e de que forma a contribuição de cada um é importante para seu contexto imediato e para o todo.

De posse deste senso comum de responsabilidade e pertencimento, é possível desenhar o modelo de negócio ideal para seu negócio e seu produto, declarando todos os importantes vetores que os sustentam e alavancam:

  • Parceiros chave
  • Atividades chave
  • Recursos chave
  • Proposição de valor
  • Relacionamento com o cliente
  • Canais
  • Segmentos clientes
  • Estrtutura de custos
  • Fluxo de receitas

No Lean StartUp, não basta ter a idéia de um bom produto, a solução para um problema, devemos analisar a adaptação deste produto ao mercado, o quanto ele esta acoplado ao seu plano de negócio e crescimento, se ele é repetitivo e escalável de forma sustentável.

Na minha opinião, esta análise é válida para tudo em nossa vida, o que queremos fazer ou o que fazemos tem valor, é repetitivo, é sustentável, qual o custo x benefício ??? No Lean StartUp temos a figura do “Pivot“, tática de adequação ou mudança no caso de o produto ou solução não ter respostas positivas às perguntas acima. Repito que isto vale para tudo, impressões, aquisições, produções, reuniões, telefonemas, relatórios, gráficos, sistemas, …

Ainda do Lean Toyota, temos o conceito e entendimento de cadeia de valor e desperdício, muito especialmente a concepção de equipes auto-organizadas e da filosofia KaiZen, em que pequenas melhorias ao processo e mesmo ao produto devem ocorrer de forma diária e constante, alavancadas pelas próprias equipes.

A Toyota diz de outras empresas que tentam copiar seu modelo de gestão e produção enxuta – “quanto mais tentam nos copiar e serem iguais a nós, mais diferentes se tornam” – sobre alguém que tire uma foto do modelo Toyota de linha de produção, mas não implemente sua cultura ágil de decisão e participação descentralizada, baseada em equipes auto-organizadas.

Estas técnicas e filosofia de gestão casam com o conceito de granularidade e iteratividade-incremental proposta pelos ditos métodos ágeis. Mesmo com ousadas metas anuais, quebramos em sub-metas semestrais, que são divididas em meses e meio, com objetivos, métricas e acompanhamentos diários e fechamentos quinzenais.

Pequenos escopos de curto prazo permitem um acompanhamento permanente e correções imediatas a desvios minimamente perceptíveis, aliados a cultura de aprender e decidir a cada dia, por aqueles ajustes, melhorias e decisões necessárias em tempo real garantem a melhor entrega possível com os recursos disponíveis.

Um comentário sobre “Introdução ao universo ágil (2 de 5)

  1. Pingback: Um ano e meio de blog – Obrigado galera! | Jorge Horácio "Kotick" Audy

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s