Ser “Feliz” ou “Bem-Resolvido”

Métodos ágeis, management 3.0, equipes de alto desempenho, … esta na hora de tentar fazer do trabalho um local que mereça nossa presença por mais de 10 Horas a cada dia … mas, assim como a disciplina de execução, a teoria precisa da praxis, que é trabalho duro.

A felicidade é uma fórmula de difícil explicação, ao mesmo tempo simples e complexa, racional e incosciente, orgulhosa e humilde, autônoma e dependente de tudo o que nos cerca e com quem interagimos.

Simplistas na infância, alternamos entre a raiva e a alegria por pequenos prazeres e trocas, na medida em que crescemos passamos a tornar esta equação cada vez mais complicada, de forma que cada vivência e faceta de nossa personalidade molda-se e influencia o contexto onde estamos inseridos.

Para mapear todos os perfis e atitudes, teríamos uma matriz tri-dimensional, logo, exemplificarei apenas sob a ótica da felicidade:

:: Apaixonados, estão onde querem estar, crêem, querem crescer e colaborar.
Minoria, fazem seu melhor e sentem-se muito recompensados por fazer isto.

:: Bem-resolvidos, racionais e focados, agregam valor e fazem a diferença.
Enquanto estiverem ali, farão seu melhor, pois isto agrega a eles e à empresa.

:: Acomodados, não refletem muito sobre o assunto, esta bom como esta.
Estão satisfeitos fazendo a sua parte, conforme lhe foi proposto ou ordenado.

:: Indecisos, projetam sua ansiedade e inquietação na empresa e nos colegas.
Ansiosos com a função, cargo, processo, etc, ficam alternando sua posição.

:: Insatisfeitos, fazem broadcast de suas insatisfações, sem abertura a debates.
Não procuram um lugar melhor, mesmo assim vão desconstruindo onde estão.

:: Problemáticos, com temperamento que frequentemente gera problemas.
Inconscientemente vão gerando ruído e desconforto sem necessidade ou ganho.

Sob stress, carga horária excessiva, pressão desmedida, navegamos por entre diferentes perfis, em especial os apaixonados, que são mais passionais. Os bem-resolvidos tem uma postura mais racional e objetiva, mas mesmo para estes é bom ter amigos no trabalho que te dão uma chacoalhada se necessário.

Se eu tivesse que escolher, elegeria um time inteiro de “bem-resolvidos“, afinal, devemos dar nosso melhor no lugar onde estamos, mas de forma racional e madura, com isenção e objetividade, não é culpa dos outros a cegueira da paixão.

Aos indecisos, insatisfeitos e problemáticos, sejamos sinceros, se querem ir para outro lugar e não conseguem, a culpa não é do colega ou do chefe, é sua ou do destino, ficar sapateando e fazendo birra não resolve nada e acabará queimando o filme e fechando a porta … Esta na hora de crescer, enquanto tem tempo !

Se não temos orgulho ou prazer do que e com quem fazemos, mesmo assim façamos o nosso melhor, desta forma vamos aprender, contribuir, crescer pessoal e profissionalmente, mesmo em um ambiente difícil, o que nos dará maior maturidade e abrirá oportunidades para chegar onde queremos.

Quer dar boas risadas das pequenas trajédias gregas diárias que nos metemos, leia Dilbert, do Scott Adams, nunca o universo corporativo foi visto com tanto bom humor e perspicácia, com a distância oferecida pela linguagem baseada em estereótipos, os fatos não são um retrato, mas pura liberdade poética  🙂

Escrevi um artigo sobre Individualismo x Coletivo, que creio ser complementar.

6 comentários sobre “Ser “Feliz” ou “Bem-Resolvido”

  1. Grande Kotick, estou adorando o teu blog… que sejamos bem resolvidos em nossas vidas pessoais e profissionais.
    Abraços ane.

  2. Excelente texto, creio que todos os participantes de times, deveriam fazer uma reflexão para verificar onde se encaixam. Eu fiz a minha e claramente me vejo tangenciando entre os Bem-resolvidos e os Acomodados.

    Essa reflexão nos possibilita tentar sem dúvida alguma traçar nosso objetivos e definir as metas para chegar lá.

  3. Duly noted!

    Para ilustrar e ratificar, transcrevo a seguinte estória:

    Certa feita, um professor disse em sala de aula:
    – Elaborei alguns textos visando ao reforço do aprendizado. Todas as aulas ministradas foram reduzidas em textos resumidos.
    Imprimam e estudem para a prova.
    Terminada a aula, atentei-me ao diálogo de duas colegas:
    – E então, o que achou desse professor?
    – Igual a todos. Nos encheu de textos e mais textos.

    Moral da estória: muitas pessoas só sabem reclamar da vida. Não percebem que o “milagre” já ocorreu. Não se atêm aos presentes da vida. Nunca estão satisfeitos!
    O mesmo ocorre no ambiente de trabalho: poucos profissionais são os que buscam facilitar o aprendizado ou visam um profissionalismo diferenciado, que se preocupam com os detalhes, pois são os “detalhes que fazem a grande diferença”.

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