Scrum But ? Rest in peace !

Com o passar do tempo, vamos aprendendo a diferenciar na prática o que é flexibilidade e o que é o maldito “Scrum But”. Demorou um pouco mais que o desejado, porque conscientemente optamos por desassociar nosso processo do Scrum, inclusive trocando nomes de papéis e timeboxes, permitindo-nos experimentar variantes e alternativas empíricas.

Aprendizado

É óbvio que com tão pouca maturidade no novo método, caímos em inúmeras ciladas, mas isto não depõe contra, pois ao percebermos e voltarmos ao rumo, proporcionou aprendizado prático e motivos para não cair nos mesmos erros. Dailys mornas sem valor agregado, sprints prolongadas devido a perdas de priorizações, extras em demasia, métricas explodidas por mudanças radicais e mesmo assim com a tentativa de “salvar” a Sprint (?).

Aos poucos a flexibilidade foi proporcionando entendimento do porque das timeboxes terem tempo previsto, o conceito de cancelamento e replanejamento, a percepção se uma daily esta sendo construtiva ou estão apenas cumprindo a tabela, …

Estarmos voltando a princípios e critérios originais do Scrum por convicção oriunda de errar, entender o que houve de errado e querer corrigir é quase que melhor do que acertar de primeira simplesmente porque esta escrito no livro. Não que eu recomende errar propositalmente, mas não podemos ter medo de errar … temos que testar nossos pressupostos.

Praxis

Continuaremos chamando nosso processo de RAP (“RBS Agile Process”), inclusive permitindo-nos incrementá-lo com técnicas e oportunidades de outros métodos ou por convicções próprias da nossa cultura corporativa, mas aprendemos que devemos ser mais cuidadosos e estudiosos quanto aos porques do método, voltando ao Scrum Guide sempre que necessário.

Por exemplo, a auto-organização do time não exime o Scrum Master de ser enérgico na responsabilidade pela difusão do método, suas práticas e técnicas, papéis e artefatos, timeboxes e regras. Precisamos estudar mais, visitar outras empresas e ir a mais eventos, fortalecer a argumentação dos porques.

Conclusão

Na pratica, não existem dogmas, verdades ou mentiras, quer experimentar ? Experimente e aprenda com os erros e acertos, mas vamos relembrar Einstein, “não espere que fazendo novamente o mesmo que já sabemos que não dará certo, tendo dado errado nas últimas tentativas, milagrosamente começará a dar certo desta vez” … vamos atras de erros novos, erros antigos não tem graça !

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