Agile Brasil – 3º dia

Havia chegado o terceiro e último dia do evento , tivemos que fechar a conta no hotel e deixar as malas na recepção, pois teríamos que sair antes do fim, para pegar as malas e correr para o aeroporto, senão perderíamos o avião.

KeyNote – Khawaja Shams – NASA

Gerente do time de Serviço de Dados na Seção de Planejamento e Execução do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, desenvolve software para operações robóticas aéreas e terrestres, seguidor dos fundamentos da programação ágil.

Ele falou sobre o ambiente, salas com características ágeis, processo fortemente baseado em Scrum e desenvolvimento em XP, mas nesta frente tivemos poucas novidades, entretanto a palestra possui o apelo de imagens e informações sugestivas sobre projetos extra-terrestres da NASA … e ai foi muito legal!

Uma curiosidade sobre a missão CURIOSITY da NASA, explicando como foi feito para entrar em órbita, entrar e pousar um veículo não tripulado no chão de Marte, um ROVER. Uma das curiosidades é que as imagens receidas e eventual comando dado ao ROVER teria um delay de 2 dias entre a Terra e Marte, logo, o software teria que estar preparado para qualquer situação e para reação imediata conforme sua programação residente e não remota.

http://www.guardian.co.uk/science/video/2012/aug/03/curiosity-terror-nasa-mars-video?INTCMP=ILCNETTXT3486

Uma afirmação dele é uma defesa de tese e ostensiva divulgação que faço a todos aqueles por quem tenho simpatia ou contato profissional, independente da área de atuação – Não basta estudar ou fazer algo bem feito, é importante “compartilhar” com outras pessoas = [ publish + present + Demo ]. É exatamente minha percepção, desde sempre, somos multimídia por natureza, quando preparação uma palestra, apresentação ou treinamento, aprendemos enquanto preparamos e quando apresentamos. Era o que ele estava fazendo!

Palestra Alexandre Magno – Learning 3.0

“Estamos no século da complexidade e queremos que as organizações e seus gestores mudem o mindset. Mas se mudança e aprendizado andam sempre juntas, será que para que isso aconteça não temos que mudar radicalmente a forma com que profissionais e organizações aprendem?”

O Alexandre iniciou apresentando o Modelo CYNEFIN, desenvolvida por David Snowden e colaboradores (Snowden & Boone, 2007), baseido no conceito de sistemas complexos adaptativos, criado para ajudar a descrever, diagnosticar e entender os problemas e situações. A estrutura inclui cinco domínios: simples, complicado, complexo e caótico.

Sistemas Simples Possuem relações evidentes entre causa e efeito, sendo solucionados com melhores práticas. Um relógio, uma franquia, sistemas que possuem um script, que para usar basta treinamento do processo e seguir o manual de “What To Do!”- perceber, categorizar (priorizar), e responder (agir).

Sistemas Complicados  Nem sempre é simples, pois as vezes requer análise e apoio de especialistas. Este é o contexto das boas práticas, como o exemplo da construção de um prédio. Lidamos melhor através de Experts, que estudaram bastante para saber o que fazer a partir de uma análise geral da situação e identificação da melhor alternativa – perceber, analisar, responder (agir).

Sistemas Complexos – Nem sempre há clareza entre causa e efeito, as vezes exigindo estudo, entendimento e adaptação, típicas em práticas emergentes. Usa-se comparações e tendências, os imprevistos são maiores que os previstos, como no desenvolvimento de software – investigar (pesquisar), perceber, responder (agir).

Sistemas Caótico – Situações de crise, como um assalto ou incêndio são os exemplos mais claros, não é possível prever e muitas vezes não há tempo para analisar ou adaptar. Usamos aqui práticas novas, baseadas no senso de REAÇÃO – agir (de imediato), perceber, responder (agir em seguida).

Finalmente, no centro da matriz esta a DESORDEM, onde não é possível identificar contextos nem causalidades e serve de base para o entendimento do LEARNING 3.0, posto que é um CINEFIN adaptado para aprendizado.

Minha leitura do Learning 3.0 é que trata-se de uma matriz destinada tornar o  aprendizado durante um Open Space em Conhecimento Explícito, usando um CANVAS (matriz) com 4 colunas, sendo uma delas dividida ao meio:

  1. Problema ou Oportunidade
  2. Resultados desejados
  3. Ação ou Resultados Observados
  4. Hipóteses
  5. Plano de Ação

O modelo esta sendo cuidadosamente tratado, cientifica e comercialmente pelo Alexandre, que registrou a marca e esta produzindo um artigo em tres linguas, que será apresentado a comunidade ágil internacional em breve.

Palestra Coaching Creatives – Nathaniel Cadwell

Uma palestra completamente inusitada, em que o palestrante intercalava tópicos com permanente formação de pequenos grupos de debate pela platéia, a cada novo tópico, possibilitava 5 minutos de reflexão e mais 5 para exposição e debate das conclusões de quem quisesse compartilhar seus insights : http://www.slideshare.net/agileee/coaching-creatives

Marlon Luz – Nokia – LT – Aprendendo com Mowgli

O irmão do colega Lucas Luz trabalha na Nokia e é palestrante assiduo em eventos de métodos ágeis, já cruzei com ele algumas vezes. Desta vez ele fez uma LT muito divertida, apenas com o vídeo do urso Baloo cantando “Somente o Necessário” para nós, como se fosse uma aula de agilidade : http://www.youtube.com/watch?v=S4J70C36RGU

Jera – Saulo Arruda – LT – Querem me Comprar, e agora ?

Palestra sobre os pontos de atenção, oportunidades e riscos no momento em que uma StartUp se vê com uma proposta de aquisição: http://www.slideshare.net/sauloarruda/querem-me-comprar-e-agora

Samuel Crescêncio – Value Stream Mapping – OnCast

Também participei de um workshop do Samuel Crescêncio sobre Value Stream Mapping, que proporcionou alguns conceitos e informações oriundas do Lean, Kanban, Teoria das Filas, System Thinking, …

Capacidade produtiva, por exemplo, é como um duto entre voce e o cliente, por onde passa valor e desperdício, logo, quanto mais desperdício houver, menos valor conseguirá ser entregue ao cliente.

Nos alertou para termos usados pelo LEAN, como Heijunka (balanceamento) e os tipos de desperdício no Lean são categorizados em 3 tipos:
……… MUDA – aquilo que simplesmente não gera valor
……… MURI – sobrecarga
……… MURA – defeitos

Citou a Teoria das Filas, onde não devemos sobrecarregar mais de 80% da carga do sistema, pois devemos deixar 20% para os imprevistos e oportunidades.

Finalmente, a importância de se montar um VSM, de forma a termos o completo entendimento de nosso processo, o que permitirá a identificação daquilo que é ou não produtivo. De posse destas informações, será possível fazer o cálculo do Coeficiente de Eficiência Operacional (CEO), que é o Valor Entregue dividido pelo Lead Time.

Obs: O índíce de CEO de empresas Japonesas é de no máximo 35%, logo, se seu cálculo ficar acima dos 35% como o nosso exercício é porque fomos muito otimistas quanto ao valor que estamos entregando ou quanto ao volume de desperdício existente em cada etapa do processo, como filas, resíduos de sistemas empurrados, redundância ou retrabalho, etc.

O exercício foi para que cada grupo de 7 pessoas construisse um VSM usando um dos integrantes como case, estouramos 3 vezes o tempo necessário e não conseguimos concluir com sucesso, mas valeu como exemplo:

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2 Respostas para “Agile Brasil – 3º dia

  1. Reblogged this on Mulheres na Computaçãoe comentado:
    Tá aí um post sobre o 3° e último dia da Agile Brasil 2012, que diga-se de passagem foi incrível. Não tenho certeza se já disse isso por aqui, mas podem apostar que a cada ano que passa o Brasil está evoluindo e muito quando o assunto é métodos ágeis!

  2. Pingback: Um ano e meio de blog – Obrigado galera! | Jorge Horácio "Kotick" Audy

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