INOVANEWS #1 – Set/Out 2012

Resgatei o exemplar #1 de 2012 do INOVANEWS, que trazia matérias como a do Torneio Empreendedor, um retrato do movimento que batisamos de TecnoTalk, eventos e o Perfil empreendedor do Daniel Wildt, entre outras matérias relevantes sobre o nosso ecossistema.

A jornalista Liana Rigon montou um mosaico de informações com o objetivo de ilustrar o que é o movimento TECNOTALK, batizando a filosofia e conceitos por tras desta ação como INTERAÇÃO 3.0 – “Interação 3.0 – Movimento de profissionais do Tecnopuc transforma as relações empresariais e a troca de conhecimento entre empresas”.

Atenção: O texto abaixo foi extraído do InovaNews – nº1 – set/out 2012

Segundo a jornalista Liana Rigon, se fosse possível definir, por meio de um conceito, o novo momento vivido pelos profissionais que atuam no Tecnopuc, a expressão Interação 3.0 talvez fosse a melhor representação. Isso porque teorias relacionadas à Tecnologia da Informação, à Gestão e ao Marketing, por exemplo, vinculam o 3.0 a uma nova era de colaboração, do uso inteligente de ferramentas disponíveis e, principalmente, de troca.


A troca de conhecimento é o principal objetivo dos encontros.

O movimento teve início em julho de 2012 com um grupo de profissionais que propôs um encontro no formato Open Space, no qual os participantes são convidados a gerar a agenda e a liderar pequenos grupos de discussão sobre o que é relevante para a melhoria profissional. A partir dessa iniciativa, uma série de eventos já foi realizada no mês de agosto. A próxima está prevista para a última semana de setembro.

Os profissionais definiram comissões organizadoras dos eventos e alguns critérios, como o de não haver a necessidade da aprovação da gerência das empresas nas decisões. O essencial foi a criação de um espaço no qual é possível discutir temas de interesse dos participantes, com foco na geração de conhecimento coletivo.

Roberto Moschetta, diretor do Tecnopuc, explica que essa é a maior riqueza de um Parque. “Só há troca se houver essa disposição entre profissionais. Somos fomentadores desse processo, sem interferir no formato ou no conteúdo, apenas contribuindo para que evolua”, explica. Ele completa: “Trabalhamos interagindo com empresas e buscando formas de parceria entre empresas, governo e universidade. Mas a troca direta das experiências e expertises é ainda mais rica.”

As metodologias de trabalho desses eventos são velhas conhecidas da área da Tecnologia da Informação. “No universo dos métodos ágeis, por exemplo, os profissionais estão muito próximos das comunidades com as quais estão envolvidos. É muito comum serem aproveitadas expertises de dentro das empresas para capacitar colegas”, explica Eduardo Peres, diretor da DBServer.

1ª Semana de Lightning Talks e Fish Bowls no Tecnopuc

O primeiro evento ocorreu em agosto, durante uma semana, no formato de Lightning Talks – ou palestras relâmpago – e Fish Bowls – conversas em pequenos grupos no formato de um aquário. Todos os profissionais do Parque foram convidados a discutir temas eleitos por eles, por meio de votação. Jorge Audy, coordenador e scrum master da área de produtos digitais do Grupo RBS, explica que o objetivo dos encontros é a troca. “Como o profissional da tua equipe vai crescer se ele não souber o que o colega de profissão, em outra empresa, está falando? As discussões ocorrem em torno de conceitos, expertises e necessidades de cada profissional; não entram na estratégia da empresa. Essa é a essência da agilidade. Mas não é só método ágil, é sinal dos tempos”, considera.

Felipe Dorneles, sócio da Develop IT, entende que o grande diferencial desse evento foi o nivelamento das discussões, com base nas necessidades dos profissionais. Para a Develop IT, outro ganho foi o fato de terem levado o mesmo formato para dentro da empresa. “Somos cinco profissionais e, mesmo com um grupo pequeno, votamos quais os assuntos que todos os colegas querem saber mais e preparamos lightning talks sobre os assuntos”, conta Dorneles. Para o empresário, se uma empresa de grande porte resolve problemas de grandes dimensões dessa forma, pequenas organizações também podem resolver. “Foi uma quebra de set up mental”, conclui.

Peres explica que, se o evento é auto-organizado, emergindo da necessidade dos profissionais e estruturado por eles, não morre. “Nossas equipes de comunicação trabalham muito para promover eventos e acabam não dando o resultado esperado no longo prazo, pois são sempre as mesmas pessoas tentando. Quando há gente nova organizando, qualquer pessoa participa, e transforma o formato”, conclui.

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