Game Thinking ou Agile Gamification ?

Antes de viajar nesta proposta, cabe dizer o que não é, gamification NÃO é usar jogos como muleta, não é fazer algo divertido ou engraçado e voltar para a rotina, isso é descompressão, não é exercitar-se, isso é laboral, não é um momento de diversão bancado pelo chefe em meio a uma rotina infeliz, isso é enganação, assim como os princípios ágeis em algumas empresas, podemos mal usar sem nada de fato melhorar para as PESSOAS, isso é desperdício.

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Gamification pode ser uma técnica a mais apenas, para marketing, recursos humanos ou pode ser um poderoso aliado aos princípios ágeis, na construção de um modelo mental orientado a jogos para engajar, recompensar, estimular, treinar, construir, … pelo uso de conceitos de jogos visando transformar a forma de se ver e executar o trabalho, mais envolvente, mesmo repetitivo, sustentável e assim promovendo também inovação e empreendedorismo.

Modelo Mental = Filosofia

Jogos não se restringem a tabuleiros ou quadras e bolas, mesmo reuniões recorrentes podem ser conduzidas de forma a “quebrar” a mesmice, através de dinâmicas ativas e divertidas, mas não é fácil, é trabalho duro, motivar pessoas exige estudo, interesse, investimento e habilidade, não é só boa vontade, tem  que largar a chibata e o tambor, trocar a crença cega em tempos e movimentos.

“As pessoas preferem se enganar fazendo de conta que tudo é waterfall, mas tudo é iterativo e necessita de Kaizen, melhorias reais continuas e diárias, tudo depende de regar diariamente, tanto plantas, amor, ódio, trabalho, crenças, religião, inovação, saúde, pois aquilo que não evoluímos com frequência atrofia, quer seja físico, intelectual ou emocional, pessoal ou profissional.”

Agile Thinking e Game Thinking são novos modelos mentais, uma visão holística que nos desafia a sermos mais sustentáveis, Human Thinking afinal, mas mesmo empresas não dispostas a mudar podem sim mitigar os cotidianos dissabores de pessoas que trabalham em meio a uma cultura predatória, os dois são muito fáceis de adotar, mas sem a filosofia por trás, se manterão em um jogo de gato e rato, entre o real e o possível, uma eterna promessa.

gamification

Na prática como fica?

Todos já assistimos reportagens e lemos conteúdos dissertando sobre o cérebro humano, não seria viável que processássemos um volume tão gigantesco de informações e estímulos a cada segundo, ao caminhar, dirigir, ler, trabalhar, jogar, … nosso cérebro dedica-se ao mínimo necessário, deduzindo ou inferindo tudo o mais através de mecanismos psíquicos de nosso inconsciente.

Ao entrarmos em um site, atividade conhecida, reunião, nosso cérebro precisa de indicativos e estímulos que lhe digam que algo novo esta acontecendo, se usar a mesma sala de reunião para todo tipo de reunião, se ao entrar sentarmos naquela mesma cadeira, de frente para o projetor, inevitavelmente nosso cérebro tratará aquele momento como mais do mesmo, a não ser que mostremos desde o início que não.

Se queremos que as pessoas esqueçam momentaneamente sua mesa, seu telefone (hoje em dia os levamos junto e o usamos em reuniões chatas), aqueles problemas que estão resolvendo neste momento e que tiveram que parar antes de vir para a sala, é preciso envolvê-las, que as engajemos ao momentâneo objetivo que ali nos trás, a resposta talvez seja o Gamification Thinking como meio de atingir o verdadeiro Agile Thinking:

1º. Localização

Como tudo mais, é preciso dar atenção aos aspectos psicológicos, pelo valor do design, da preparação do ambiente, por atividades aplicadas de forma sempre variada, divertida e instigante. Tendo alguma opção, sempre tento usar lugares diferentes do dia a dia, quando esta calor eu privilegio locais ao ar livre, terraços, sob copa de árvores, surpreender é bom e gera uma vibe positiva.

2º. Materialização

Uso de agile games com chapéus, equipamentos, personagens, barras de progresso, medalhas, avatar, pontuações, cores, banners, identidade, campanhas, torneios, … Tenho fotos de treinamento em que as pessoas usavam chapéus divertidos, luvas, jalecos, um colar com personagem printado colorido, avatares divertidos, uso de postits cítricos e cartões coloridos.

3º. Amplificação

Muitas vezes é possível  prolongar as experiências através de artefatos, campanhas fantasma, tarefas prévias ou posteriores de forma a manter a mobilização e efeitos por mais tempo. Eu tenho retrospectivas em que peço que o pessoal leia um texto e traga suas impressões ou provocações relativas aquela abordagem ou texto, funciona bem (quando o pessoal lê).

Se adotou Agile, Scrum por exemplo, de alguma forma você já esta experimentando algumas técnicas, experimente ir além com Gamification.

Em Dez/2013 descobri o ebook grátis http://livrogamification.com.br, vale a pena baixar e ler … muito show!

Um comentário sobre “Game Thinking ou Agile Gamification ?

  1. Pingback: Um ano e meio de blog – Obrigado galera! | Jorge Horácio "Kotick" Audy

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