O que a seção 404 da SOX e Governança de TI tem a ver com Agile?

O mestre Fabio Cruz ao lançar o seu livro de SCRUM e PMBOK unidos na gerencia de projetos, quebrou a visão falida da polarização entre Agile e TI tradicional, vale o mesmo para uma Governança de TI corporativa forte e atuante na definição de modelos, mecanismos e controles para garantir a estratégia, ética e as devidas responsabilidades dos executivos e ela própria.

Em um mundo globalizado e cada vez mais imerso em uma matriz tecnológica na qual a TI não é mais recurso ou ferramenta, posto que a muito tempo deixou de ser área meio e passou a ser core business. As grandes empresas estão cada vez mais necessitando de uma área de governança mais moderna. As empresas de capital aberto são obrigadas pela SOX a terem um mínimo de boas práticas e responsabilidade, nas grandes de capital fechado depende de bom senso.

A Sarbanes Oxley foi uma resposta as falcatruas da ENRON e outras empresas americanas que durante anos ou décadas foram auditadas com “sucesso” e que na hora do pega seus executivos se diziam todos inocentes e traídos. A SOX é uma legislação financeira e sua seção 404 define a gestão de controles internos. É obrigação dos responsáveis saberem o que está acontecendo sob suas barbas, pois mesmo sem saber, serão responsabilizados.

Aqui entra uma abordagem de comunicação, interação e pertença típica do mundo ágil, a seção 404 responsabiliza os executivos em não poderem terceirizar e se isentar dos controles internos adequados em relação a uma série de relatórios financeiros e controles de sua eficácia. No mundo ágil, a responsabilidade em um projeto é compartilhada por todos os stakeholders, não adianta transferir ou isentar-se, o sucesso ou fracasso é de todos.

Para ter maior probabilidade de sucesso e menor risco, a melhor solução é alocar tempo proporcional a relevância de cada projeto, quanto mais relevante então mais vale a pena participar efetivamente, acabou a época que os clientes declaravam o escopo e iam embora para após seis meses se dizerem também inocentes e traídos como os executivos da ENRON.

Conclusão

No futuro breve veremos muita gente boa falando sobre Governança Ágil, creio que um dos grandes temas são os artefatos e técnicas a serem usados para apontar o que é sucesso x o que é bom para os negócios, alimentando os dashboard e semáforos com realidade e não ficção.

Por exemplo, continuar extraindo cronograma, previsto x realizado para dizer se o projeto é um sucesso é manter o foco no contrato e não no negócio. Garantir o cronograma não quer dizer nada, você pode entregar na data, no custo e conforme assinado e mesmo assim entregar lixo … E aí, como fica? Fosse isso na ENRON e a Arthur Andersen daria nota 10 para este projeto 😦

Agile Thinking, os princípios ágeis tem acima de tudo foco em valor para o negócio e já sabemos que no meio de qualquer projeto tradicional, para não ficar com o MS-Project no vermelho, todos passam a trabalhar para o contrato, para salvar o pescoço, não para salvar o negócio.

Tempo ao tempo, enquanto isso haja desperdício e fluxo de caixa para bancar!

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