Está na hora de derrubar os muros e extinguir os feudos

Já está na hora de todas as empresas derrubarem os muros e defesas existentes entre as diferentes áreas e equipes envolvidas na indústria de software. O que ainda vemos são fortificações em que a área de desenvolvimento compete com a de negócios e as de infraestrutura, a governança estabelece a “necessidade” de “boas práticas” propostas no século passado. Como diz o grande Parzianello, se cada um apenas se preocupar com a “sua” parte, não tem como dar certo. Não existe “minha parte” e “parte deles”, existe um serviço a ser realizado ao cliente, a solução não é difícil, é preciso estabelecer um processo em que cada equipe enxergue seu papel no todo, com muita interação, iterações e antecipação.

A proposta do Service Thinking  propõe ter-se uma única visão, uma única perspectiva de negócio, cada área envolvida desde a venda, construção até o pós-venda deve ter uma única missão, que é entregar a melhor experiência ao cliente. Mas ainda hoje o que se vê é o estabelecimento de ilhas, silos, cada área preocupada a não ser a culpada, o foco em fazer bem a sua parte, mesmo ciente que com várias partes faz-se apenas um frankenstein. É preciso mais que isso, é preciso ter harmonia e uma visão holística, sinérgica, colaborativa, …

cidades-estados ou federação

É preciso lançar mão dos meios e estratégias possíveis e disponíveis para estabelecer a melhor comunicação e convergência, uma empresa é como um relógio, de nada adianta uma peça ser de ouro se o encaixe nas demais peças não for preciso, todas tem que trabalhar em sincronia e em função de um único objetivo.

Lamentavelmente, todos temos experiências em empresas nas quais criam-se feudos e a valorização de cada área acaba sendo técnica e não negócio, enquanto métodos e processos internos a cada uma delas focar em sub-produtos e não no cliente, não teremos mais que clientes insatisfeitos e caças a culpados ou bodes expiatórios.

Acredito em metodologias ágeis, na desconstrução dos muros e conveniências, no estabelecimento de ecossistemas colaborativos, uso de modelos como Service Thinking, DevOps, Gamestormings, no modelo hypertexto de Takeuchi e Nonaka, contratos de escopo aberto e colaborativos para que todos façam o seu melhor para que todos tenham orgulho dos resultados, temas recorrentes em meus posts a mais de dois anos.

Service Thinking, Métodos Ágeis e tudo o mais não são mágicos, dependem de interesse, engajamento, trabalho duro, antecipação e assertividade na comunicação, a solução real passa por mobilização, treinamento, coaching, transparência com realismo, educada e com bom senso … é difícil porque estamos falando de gente, com todas as suas idiossincrasias, crenças e valores adquiridos em suas vivências, aprendizado cotidiano através de décadas.

Não é fácil, mas não é impossível, difícil é parar de culpar algo ou alguém, é trabalhar com outras pessoas para fazer que dê certo. Quer uma dica? Seja aquele que fará a diferença, dissemine, insista, empenhe-se até dar certo. Mas não se iluda, dê um passo de cada vez, prepare-se para ser confrontado, mas tenha coragem, paciência e não desista … no final será a única opção, pois a cada ano temos mais algumas empresas tentando e transformando  isto em competência essencial, em diferencial competitivo, não tem volta.  \o/

Mas, e você, está pronto para esta mudança, qual é o seu perfil?

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