Colaboração nas diferentes faces de um Dojo Boshú

Criei este conceito em 2011 quando me propus a montar um evento de seleção de candidatos a vagas de estágio e experiência, mas a partir de 2013 a utilizei para análise de portfólio para seleção de projetos para pilotos e seleção de candidatos para um programa de treinamento. Inicialmente “Dojo de Dojos”, porque em um turno passávamos por três diferentes dojos. O nome Boshú foi dado pelo colega Cássio Trindade, ao traduzir a palavra seleção para o japonês.

teamwork

2011 – Primeiro Dojo Boshú de recrutamento

A primeira vez ninguém esquece, minha proposta foi à realização de um evento de um turno, entre três e quatro horas, onde todos os participantes interagissem e executem em equipes diferentes dinâmicas ágeis e técnicas mesclando objetivos de aprendizado, princípios ágeis e seleção com ganhos e vantagens a todos.

No escotismo poderíamos chamar de atividade com bases (dinâmicas), cada base propondo um tipo de experiência e desafio. O Dojo Boshú é o formato mais típico, onde todos passam por todas, cada equipe iniciando por uma delas e trocando a cada tempo pré-determinado, podendo uma base ter tempos iguais, diferentes, síncronas ou assíncronas, conforme necessidade e oportunidade.

Uma dinâmica inicialmente criada para avaliar candidatos, recebendo de trinta a quarenta estudantes e juniores, divididos em três grupos, que rotativamente executaram Agile Games, um Coding Dojo de frontend e outro de backend. Em cada sala temos um facilitador e um avaliador. Ao final da manhã, nos reunimos para analisar as planilhas de observação dos avaliadores e facilitadores, para construção de um ranking de CHA.

É incrível o quanto as diferentes bases e observadores convergem em relação a cada participante. Adicionalmente, as três bases possuem uma condução que as transformam em um treinamento colaborativo, valorizando o conhecimento, interação, argumentação, liderança, colaboração, percepção de si, equipe e contexto. Uma experiência muito rica e de valor a todos os envolvidos.

2013 – Primeiro Dojo Boshú de portfólio

Uma variante, mas ainda em um turno, uma rápida introdução ao SCRUM e um mapping explicitando indicadores para entendimento de diferentes projetos candidatos a se tornarem um piloto ágil. Semelhante a uma Oficina de Futuro, onde vamos colando na parede os projetos passíveis de serem utilizados no primeiro piloto SCRUM da empresa.

Uma técnica semelhante a tantas baseadas em Design Thinking, mas voltada a portfólio e projetos para tomada de decisão colaborativa. Para cada projeto, prós e contras, características comparativas de tecnologia, clientes, oportunidades, riscos, visibilidade, valor estratégico, equipes e perfil de seus integrantes.

Um meio de envolver e gerar senso de pertença, contando com a colaboração de diferentes integrantes e envolvidos em um processo de piloto, avaliação e contexto voltada a futuro rollout e disseminação de princípios e boas práticas ágeis, tornando-se mais que relevante a atenção e participação não só de uma equipe, mas das existentes em seu entorno.

2014 – Primeiro Dojo Boshú de projeto e equipe

Um formato que foi usado, durando de uma tarde a dois dia, envolvendo desde um treinamento SCRUM, com exercícios práticos com as equipes, executando técnicas de cada timeboxe, voltadas ao objetivo de selecionar qual projeto e equipe seriam adequados e consenso para o primeiro piloto ágil da empresa.

Foram utilizados como exercício, executados pelas equipes os próprios projetos candidatos, desde o release plan com a técnica de inception, discovery para DoR das primeiras histórias, sprint planning, construção de mocks do primeiro sprint, review e retrospectiva. Uma sequência lúdica e divertida, onde cada equipe pôde experimentar o que seria o desafio e oportunidade de ser piloto.

Durante os dois dias, coube as equipes, gestores e consultores envolvidos a tarefa de mapear e selecionar o piloto baseado nas características, tamanho, tecnologia, domínio, perfil dos integrantes, interesse, engajamento e clientes. A decisão final foi executiva, mas a construção de seus insumos foi colaborativa e gerou boa expectativa e interesse não só pela participação quanto pelo acompanhamento do piloto escolhido, gerando bons resultados práticos.

Conclusão

Não sei dizer se Boshú é uma técnica de seleção ou várias técnicas, mas para economizar palavras japonesas preferi ficar com o nome Dojo Boshú para o conceito colaborativo, lúdico e pedagógico de realizar dinâmicas participativas e colaborativas para alinhar e apoiar tomadas de decisão relacionadas a diferentes tipos de seleção.

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