Nem só a TI quer equipes de alto desempenho

Fiz uma palestra no 4º seminário de ensino e desenvolvimento falando sobre Agile, desde um breve histórico, iniciando com a revolução industrial no século XIX, passando pelo chão de fábrica da Toyota japonesa no pós-guerra nos anos 50, década de 80 com Takeushi e Nonaka, década de 90 com a prática de diferentes métodos que resultaram no manifesto ágil de 2001.

Sempre inicio por aí, assim fica mais fácil entender porque tínhamos na TI o mau hábito de trabalhar como se fossemos operários, seguindo os princípios do início do século XX, com um engenheiro ou gerente decidindo o que, como e quando, sobrando para operários ou especialistas executarem o plano.

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A revolução protagonizada pela Toyota em meados do século XX é insumo para melhoria de processos e formação de times de alta performance em qualquer área do conhecimento, profissionais de diferentes áreas se utilizam de conceitos Kaizen para melhoria contínua, Gemba para empoderamento dos time e auto-organização para aproveitamento do capital intelectual e senso de pertença.

Desmistificar o Agile e sua aura Hippie é um permanente desafio, profissionais e empresas tem que se conscientizar sobre restrições inerentes desde startups a grandes organizações, se utilizando do arsenal de métodos, frameworks, boas práticas, técnicas, que devem estar expressas em seu Agile Subway Map, nos seu portfólio de boas práticas, inexiste um método que resolva tudo, o segredo está nas pessoas, no bom senso, na persistência e no aproveitamento do que nossas equipes e expertises tem de melhor.

No meio da galera havia profissionais de TI em sua maioria, mas também da administração, construção, design, entre outros. Aproveitei para citar exemplos de implantações em diferentes áreas e segmentos que participai, mas retornava ao foco de equipes de desenvolvimento, pauta SCRUMBAN.

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Muita iteração, perguntas e respostas, com direito a réplicas e tréplicas, fomos os últimos a sair do prédio quando um dos coordenadores recebeu uma mensagem que o prédio estava fechando. Este é o melhor feedback sempre, fechando com a habitual provocação de que se tudo o que falei e debatemos não gerar qualquer mudança na semana seguinte … foi uma noite desperdiçada, porque vai acabar arquivada em uma prateleira qualquer de nossa memória.

Curtiu uma palestra? O reflexo é uma mudança, baby step, mas algo será perceptível a partir do dia seguinte … em conhecimento aplicado, em comportamento, habilidades ou atitudes. Esse é o meu objetivo a cada palestra ou treinamento, não quero curtir, quero me encontrar com alguém que lá esteve e que me conte o que fez, como foi fazer, quais os resultados colhidos.

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