Que tal aquecer com uma Matriz CSD?

Em um treinamento sobre Design Thinking no antigo CriaLab junto ao Centro de Inovação do TecnoPUC, sob a batuta do Luis Humberto Villwock e sua equipe, aprendi uma técnica que usei poucas vezes, mas creio ser um bom aquecimento para introdução, contextualização e propriedade de um desafio ou objetivo a ser discutido, modelado e superado por um grupo de trabalho.

Uma dinâmica instigante como aquecimento antes de um exercício de modelagem de negócio ou mapping, antecipando percepções do desafio para o qual tentaremos encontrar soluções. Dado o desafio, percebido uma oportunidade ou a necessidade de solução de um problema, é preciso explicitar o que sabemos, não sabemos mas é relevante ou dúvidas gerais.

Mapear com postits quais são as nossas Certezas, Suposições e Dúvidas é uma boa forma de começar a entender e contextualizar, embasar e endereçar um início de trabalho. Começar com o pé-direito significa alinhar tudo o que todos os envolvidos sabem, acham que sabem ou não sabem sobre o tema.

CSD

A discussão é franca, sem hierarquia nem preconceitos, é importante que estabeleça-se um bom nível de empatia e sinergia, estabelecendo um patamar comum de conhecimento entre todos. É fundamental entender a diferença entre estes três conceitos:

  • Certezas – Aquelas informações que nos parecem dominadas, sobre as quais temos certezas;
  • Suposições – São informações que não temos e não parecem necessárias, ficam no limbo;
  • Dúvidas – São informações que NÃO temos, mas que precisamos ou queremos ter.

Durante a dinâmica é comum que aparentes certezas acabem indo para dúvidas ou dúvidas virarem certezas após a interação e colaboração dos colegas, agregando informações que inicialmente não eram de domínio de todos, mas que contribuem para o entendimento e tornam-se conclusivas.

Como toda dinâmica colaborativa direcionada a profissionais do conhecimento, é importante que estejam presentes os diferentes interessados, quer para manter a transparência, como para garantir a confiabilidade das informações. Falta de transparência, telefone sem fio e abstrações sem fundamentação não são bem vindas como certezas, pois podem distorcer as tomadas de decisões.

A partir desta matriz é possível alimentar a distribuições de tarefas ou montar um mapping de ações e necessidades, considerando relevância e cronologia, iniciando um processo colaborativo de gestão do projeto.

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