Impact Mapping – Gojko Adzik

Estudei sobre o Impact Map a partir de uma dica do colega Rafael Chanin, sempre é bom conhecer novos mapas, canvas ou modelos para modelagem, acabei encontrando nele um roteiro para construção de user stories \o/

Gojko Adzic é um consultor estratégico te TI para equipes de alta performance, que ganhou o prêmio Jolt Award pelo melhor livro de 2012, eleito pelos seus pares como o profissional de testes ágeis mais influente em 2011. Seu blog ganhou o Agile Award UK pela melhor publicação on-line em 2010.

IM-Adzik

1. O que é Impact Mapping?

  • É um mapeamento de escopo e pressupostos de necessidades;
  • Uma técnica colaborativa tal qual uma User Story Mapping;
  • Um mapa que materializa Quem, Como e Valor frente a Objetivos;
  • Entender os porques, a necessidade primária antes da solução;
  • Identificar o que realmente precisa ou não ser feito.

2. Principais Quesitos dos principais entregáveis?

  • WHY? Para cada Objetivo representado como nodo, abriremos um mapa com quem, como e o que deve ser feito para atingi-lo;
  • WHO? A partir dos objetivos, mapeamos as personas que impactam ou são impactadas na busca por estes resultados;
  • HOW? A partir das personas (*), ações e comportamentos, tentando entender como podem eles impactar o atingimento dos objetivos;
  • WHAT? Finalmente, o que precisa e pode ser feito, qual a solução a ser entregue ou construída.

(*) Personas são atores diretamente impactados ou interessados nos objetivos.

3. Benefícios e regras dos mapas de impacto?

  • Entendimento das motivações, causas, meios e desejos;
  • Não se preocupa com priorização e cronologia, mas com valor;
  • É iterativo – módulos, funcionalidades ou histórias do usuário;
  • Estabelece desde o início uma linguagem ubiqua com os usuários.

4. Como estabelece “contratos”?

  • Foco central em valor real necessário para o cliente;
  • Esclarece uma visão estratégica de seus entregáveis;
  • Prioriza critérios de valor e qualidade de cada entregável;
  • Uma técnica afeita a uma abordagem iterativo-incremental, permitindo rodadas em camadas.

5. Vantagens inerentes a técnicas colaborativas?

  • Baseada em comunicação verbal e visual entre todos os envolvidos;
  • Modelagem consensuada a partir de diferentes prismas e expertises;
  • Mitiga ou remove pressupostos inconsistentes ou pessoais;
  • Gera forte compromisso e senso de pertença, entre os participantes.

6. Programação de uma reunião de Impact Mapping?

  • Apresentação da técnica, participantes e timing (tempo x objetivo);
  • Foque no estritamente necessário, top down;
  • Permita-se explicitar cenários se necessário e for útil.

7. Modelo mental a ser praticado?

Parta sempre de objetivos, necessidades, desafios, evite começar por features e software, especialmente, tente eliminar aquilo que não precisa ser feito, entenda cada objetivo e alternativa. Lembre-se que este é o primeiro passo, de forma iterativa haverão ciclos de validação, construção e entregas sucessivas.

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Esta é tão somente mais uma boa técnica, mas nenhuma técnica é eficaz sem o entendimento dos princípios que a criaram, lean, design thinking, lean startup, scrum, kanban, BMG, nenhum deles pode ser levado a bom termo sem que se entenda e pratique seu modelo mental. Eis o desafio, não é a técnica ou artefatos, são as pessoas, mais que isso, é a forma como as pessoas interagem.

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