A alegoria ágil da Feira de Hortifrutigrangeiros

Vamos a um pouco de liberdade poética … não levem ao pé da letra 🙂

Vou propor a alegoria dos hortifrutigranjeiros para falar de princípios e métodos ágeis, relacionada a teoria e prática dos mesmos. Ninguém discute que comprar e consumir hortaliças, legumes e frutas em feiras direto do produtor custa menos e possui maior nutricional naqueles muitos itens produzidos nos cinturões verdes das cidades. Algumas verduras por exemplo são frescas, colhidas alguns dias ou até mesmo 24Hrs antes.

A questão não é convencer o vivente a comprar algo mais saudável e mais barato, mas tirá-lo de sua zona de conforto, sair da sua arraigada rotina. Por isso, é mais provável que muitos, não só não mudem para feiras diretas do consumidor, como são capazes de gastar ainda mais para começar a comprar bandejas de bergamota já descascadas e desgomadas … só para não precisar ter que descascar e ter que lavar as mãos depois de comer.

Se falarmos de princípios, questões sociais, valores nutricionais, sabor ou até mesmo durabilidade, comparadas com opções onde estes mesmos itens são comprados e estocados em câmaras frigoríficas por semanas e meses … até podemos encontrar alguns defensores da comodidade ou estética, mas a maioria dirá que concordam, alguns até complementarão com um pouco de dissonância cognitiva, culpando a correria do dia-a-dia, facilidade, aglomeração, …

Assim como a comunidade ágil, os que se incomodam de acordar cedo no Sábado, se sujeitam a ir em uma feira ao ar livre e consumir uma hora analisando e comprando hortifruti, são uma confraria … na feira ou em eventos ágeis, reencontramos pessoas já queridas, com princípios e crenças semelhantes – valorização do capital intelectual, interação humana para construção de valor frequente da forma melhor possível.

Ir a feira no Sábado pela manhã é como um time ágil de verdade, um time ágil imprescinde dos genes do interesse pelo que é melhor de verdade, incomodação pelo que pode melhorar ou ser melhor, desconforto frente ao desperdício ou pouco valor entregue, com equidade e sustentabilidade. Nada tem a ver com comodismo, transferência, mas tem a ver com interação, conversas olho-no-olho com quem realmente plantou, colheu e está vendendo.

Geram-se vínculos, compromissos, metas compartilhadas, acima de tudo, valoriza-se o que merece realmente ser valorizado. Parece óbvio, trivial, mas assim como qualquer tema ecológico por exemplo … exige atitude e não retórica, então a maioria absoluta prefere o comodismo, tem um alto custo, mas é mais fácil fazer mais do mesmo, manter os hábitos.

feirinha

Existem 38 feirinhas organizadas pela prefeitura, direto do produtor, com frutas, hortaliças e legumes, com muitas opções colhidas a horas ou poucos dias, ainda com folhas verdes e frescas. Participam das feiras produtores rurais e comerciantes, aprovados em processo de seleção pública. Dias, horários, locais e muito mais em http://www2.portoalegre.rs.gov.br/smic/default.php?p_secao=204 (*)

(*) Uma das mais conhecidas é a Feira do Olímpico na Érico Veríssimo, que não consta da lista, mas sim do mapa … maluquice, mas fica aqui a dica  o/

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