BurnUp em eventos é para quem curte auto-organização

A partir deste momento passarei a explicitar no início de cada evento, dos quais participe da organização, um burnup de palestrantes. Organizo eventos a 5 anos, sempre de forma compartilhada, quer pelo GUMA ou TecnoTalks, as vezes algo dar errado é um bom mecanismo de aprendizado e melhoria.

Estava mal acostumado, sempre dava certo, iniciamos com uma reunião onde dividimos tarefas, fazemos convites, sempre encontramos bons cases e palestrantes. Na noite a galera comparece e o evento flui sem maiores regramentos, apenas evitando excessos. Se sempre dá certo, um dia a casa cai!

A partir de agora farei uma combinação geral de distribuição de tempo e como em alguns formatos de open space quando votamos por prosseguir ou trocar de tema, estará a vista de todos os tempos combinados e ao alcance de todos apontar ou relembrar se sairmos do previsto, sempre sujeito a ajustes em comum acordo.

Se forem quatro palestrantes como no evento do dia 29/03/16, trata-se de gerar uma matriz de 6 linhas, com eles quatro, o coffee-break e o debate final. Iniciaremos as 19:00, com tempos acordados para cada um, para o break e para o debate final, que ficarão explícitos nas colunas e todos poderão relembrar.

No caso do evento do dia 29/03/2016 sobre Realidade Virtual, terei uma primeira oportunidade para aplicar de forma divertida e lúdica este burnup, compartilhando com a galera a grade de forma explícita e positiva. A tempo, as inscrições para o dia 29/03 podem ser feitas em http://bit.ly/virtual29 e o burnup será desenhado a partir do programa  \o/
realidade virtual 2016 - 2

A ideia, assim como em um burnup utilizados em dinâmicas de planejamento, conforme aprendi com o mestre e guru do Agile, Paulo Caroli. Uma grade de etapas a cumprir em seus horários e tempos, a matriz vai sendo atualizada (queimada) a medida que avançamos e a partir dela temos uma percepção de tendência, se vamos ou não confirmar nossas metas no tempo total disponível.

20160322_171721

Tem males que vem para bem, um evento que saiu do controle gerou um mecanismo que tudo tem a ver com comunidades de prática como o do grupo TecnoTalks no Facebook, se todo o paradigma é auto-organização, o controle de tempo também é de todos, conforme acordo inicial da grade com os palestrantes.

Isto não é uma proposta fortuita, eu odeio ter que fazer este papel, acabo me envolvendo e perco o timing ou estou curtindo e não quero cortar o barato. Assim como o leão da montanha fazia, esta é uma saída estratégica pela direita, pois transfiro a todos os parceiros ou ao grupo o controle. Se alguém se extender fica explícito que estará cortando a participação dos demais, etc …

Em Stand Up Meeting, nas famosas reuniões diárias do método SCRUM, temos uma técnica colaborativa para evitar que alguém extrapole, quer sendo prolixo ou entrando em questões não condizentes com a natureza e objetivos da reunião: Se X integrantes levantarem a mão é porque já se entendeu e podemos seguir adiante. Se um integrante levantar a mão e os demais optarem por deixar rolar, serve como dica de que o assunto é pertinente e eu é que não estou acompanhando.

Um ou dois minutos a mais ou a menos são plausíveis, mas um grande deslocamento acaba por inviabilizar a grade, reduzindo a participação dos demais, estourando o horário de término, gerando transtornos que podemos evitar. Ou usamos as plaquinhas ou usamos um auto-gerenciamento, sem a necessidade de alguém ficar sozinho responsável pela tarefa … funciona igual, prefiro a segunda.

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