VALOR na alegoria da xícara de CAFÉ

Agradeço à akelá Carla Mallmann por ter compartilhado esta história na minha TL, tomei a liberdade de contextualizá-la um pouco, mas sua essência é “irretocável”. Uma reflexão sobre o que é valor em uma alegoria sobre condicionamento, porque culturalmente valoriza-se mais forma que conteúdo, visibilidade mais que o valor agregado efetivo, mais a aparência que a essência.

A curva de aprendizado quando adotamos métodos ágeis é impactada pela confusão gerada nas pessoas sobre o que de fato fazemos com transparência na busca de valor racional e sustentável ou motivados por hábitos, quer buscando benefícios, atenção ou proteção. Inconscientemente, a percepção de valor baseado em equidade buscado pelos princípios ágeis pode ser mascarado por oportunismo.

A alegoria da xícara de café é sutil, mas reflete atos condicionados, inconscientes, onde mesmo querendo gerar valor em equidade, é preciso atenção coletiva para evitar soluções simplistas, evitar a procrastinação, evitar o anseio individual pela ribalta, em querer se destacar em detrimento do que é melhor para o conjunto, a busca por ações racionais, coletivas, conscientes, sustentáveis … é o desafio!

A alegoria da xícara de café

Tudo começa com um grupo de profissionais, vencedores em suas respectivas carreiras, reunindo-se para visitar seu antigo professor, logo a conversa remoeu intermináveis queixas sobre stress no trabalho e na vida em geral, da falta de tempo para fazer o que gostam, família e lazer.

O professor ofereceu um café e foi para a cozinha, voltando com um grande bule e uma curiosa variedade de xícaras variadas, nenhuma igual a outra, algumas de porcelana, plástico, vidro, cristal, … algumas simples, outras aparentemente caras, sofisticadas, finamente decoradas, também uma ou outra bastante exóticas.

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Ele disse aos seus convidados para escolherem suas xícaras e servirem-se de um bom café fresco. Quando todos se serviram, o velho mestre limpou a garganta com calma e pacientemente conversou com o grupo:

– Como puderam notar, imediatamente as mais belas xícaras foram escolhidas e as mais simples e baratas ficaram por último. Isso é natural, porque todo mundo prefere o melhor para si, entretanto este comportamento pode ser a causa de muitos problemas relacionados com o que vocês chamam de “stress”.

Ele continuou: – Eu asseguro que nenhuma dessas xícaras acrescentou qualidade ao café, porque o recipiente apenas disfarça ou mostra a bebida. O que vocês queriam era café, não as xícaras, mas instintivamente quiseram pegar as melhores, quer por vaidade, curiosidade ou mesmo por um ato condicionado.

Um tanto incrédulos, todos começaram a olhar para as xícaras uns dos outros.

O mestre prosseguiu, pedindo para eles refletirem sobre isso: – A vida é o café, enquanto o dinheiro, status, popularidade, beleza, entre outros, são recipientes que dão forma e suporte à vida. O tipo de xícara que escolhemos, muitas vezes não pode definir nem alterar a qualidade da vida que recebemos.

É claro que em uma pode caber mais, outra menos, podem possuir características como fragilidade ou aspereza, talvez funcionalidades extras, mas muitas vezes nos concentramos inconscientemente em escolher ou mesmo disputar pela melhor xícara, com frequência nos estressando, acabando por esquecer de apreciar o nosso café ou impedindo que outros o façam. 

As pessoas mais felizes não são as que têm o melhor, mas as que fazem o melhor com tudo o que têm, alguns com muito, outros com pouco. Valor é isso, não é o maior, nem o menor, o mais caro ou o mais vistoso, mas aquilo que agrega mais em comparação as demais opções, de forma justa, equânime, sustentável.

O velho professor finalmente conclui: – Lembrem-se, não valorizem demais a xícara, porque mais importante é um bom café, quente e em boa companhia!

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