Princípios de 1 a 5, um jogo de auto-conhecimento

Um aquecimento que muito utilizo em workshops e treinamentos para mostrar que mesmo entre colegas de equipe há entendimentos distintos sobre fatos, relações, tecnologia, sobre a microcultura de seu próprio time, imersos em uma cultura organizacional, interna e externa.

Um jogo para compartilhamento das nossas percepções cotidianas enquanto pessoas, times e organizações. Uma oportunidade de buscar e valorizar a opinião de cada um sobre pontos relevantes para a construção e desenvolvimento de times de alta performance, na constante busca por empatia e sinergia.

É preciso selecionar frases que reflitam o momento, através de seus valores, princípios, missão, boas práticas, oportunidades, inovações, etc, abordadas sempre de forma positiva e propositiva. Para cada frase, peça que a galera se posicione em relação a ela, seguindo uma dinâmica tão simples quanto divertida:

  • Disponha números de 1 a 5 no chão, longe 50 cm;
  • O número um significa discordo plenamente;
  • O número cinco significa concordo plenamente;
  • Alerte que você dirá uma frase por vez;
  • A cada frase, deverão se posicionar em um número;
  • Assim que a postos, peça para explicarem-se;
  • Se um explicar, outros do número podem adicionar;
  • Vá passando número a número até encerrar.

Uma dinâmica de quebra-gelo, aquecimento ou Agile Games tem o mesmo papel de dojos, papel fundamental para a cada ciclo nos fazer refletir e relembrar nossas crenças, questionar nossas ações, repensar nossas atitudes. É possível usá-los para introduzir novos conceitos, para mudar, fixar ou mesmo colocar em cheque, sempre de forma a gerar valor, para desenvolvimento do momentum do seu time.

Tão importante quanto conhecer ou saber onde encontrar bons jogos e boas dinâmicas, é perceber corretamente o momento do time, sempre baseado em pareto, sobre o que vale a pena se debruçar a cada momento, pois cada jogo ou dinâmica deve ser uma timeboxe, ter foco, com tempo mínimo e máximo.

No escotismo dizemos que é preciso ao final ter o gostinho de “quero mais” e nunca o de “até que enfim acabou”, um jogo deve ser ao mesmo tempo instigante e divertido, variado e provocativo, mas jamais cansativo ou dolorido. Se necessário, conforme o andamento, não é incomum, antecipar seu fim ou mesmo mudar no meio para algo mais leve ou mais profundo … não apegue-se ao plano nem ao trabalho que deu para organizá-lo, as vezes é preciso se adaptar e mudar.

PRINCÍPIOS: Provocar a reflexão sobre missão, valores, boas práticas, sobre percepções de riscos ou oportunidades. A cada frase, a percepção pessoal de cada um dos presentes permite breve discussão a partir da justificativa pessoal do porque optou pelo número 1 (não vê assim), 2, 3, 4 ou 5 (tuuuuudo a ver).

DICA: Se estamos falando de equipes ágeis, temos os princípios ágeis, se forem escoteiros temos a lei e promessa, há uma infinidade de pacote de frases significativas, alusivas aquilo que o momento do time pede para que possam refletir, discutir e crescer a partir disso, como valores:

  • Opino e sou ouvido, gerando debates construtivos;
  • Conheço como sou avaliado e recebo feedbacks;
  • A relação com o cliente é positiva e bem-vista;
  • A estrutura organizacional suporta o time e processo;
  • Temos orgulho do que e com quem trabalhamos;
  • Na adversidade, mantemos um bom clima de trabalho.

É possível refletir sobre os princípios ágeis, crença ou execução, como:

principios

É possível usar esta dinâmica para discutir tecnologia e boas práticas, buscando o posicionamento de cada integrante sobre o interesse, uso e valor, como:

  • Testes unitários de backend;
  • Testes unitários de frontend;
  • Testes funcionais;
  • Pair programming;
  • Peer review.

Fossemos escoteiros, poderíamos colocar a prova a percepção de todos em relação ao grupo na crença pelo cumprimento da Lei escoteira:

10mandamentosescoteiros_ver3

O posicionamento de 1 a 5 deve ser combinado, pois pode dizer respeito ao que vemos acontecer, se em nosso grupo ou equipe acontece aquilo que a frase preconiza, ou ao que acreditamos. Em um caso queremos provocar a reflexão sobre o que praticamos ou não, no outro sobre o que acreditamos ou não, dependendo do momento e assunto escolhido uma abordagem ou outra será mais útil e gerará melhores resultados.

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