A essência do método DSDM

Agilidade é mais que SCRUM, Kanban e XP, entre os signatários do Manifesto Ágil e referências disponíveis da época temos, por exemplo:

. Crystal Clear Method – Alistair Cockburn – 1992
. Scrum – Jeff Shuterland, Ken Schwaber, Mike Beedle – 1993
. XP – Kent Beck, Ward Cunningham, Ron Jeffries – 1996
. Lean Thinking – James Womack, Daniel Jones – 1996
. DSDM (Dynamic Systems Dev.  Method) – Arie van Bennekum et al – 1997
. FDD – Feature-Driven Development – Jeff De Luca, Peter Coad – 1997
. ASD – Adaptive SW Development – Jim Highsmith, Alistair Cockburn – 1997
. The Pragmatic Programmer – Andrew Hunt, Dave Thomas – 1999
. Kanban for Software Development – David Anderson – 2002
. Lean Software Development – Mary e Tom Poppendieck – 2003

Segundo a DSDM Consortium, trata-se de uma estrutura ágil de gerenciamento de projeto que oferece a solução certa no momento certo. Desde 1994, profissionais e empresas contribuíram e formaram o Consórcio DSDM como uma organização sem fins lucrativos para gerir e compartilhar.

A seguir o vídeo de divulgação e o link para acessar o manual completo em html criado pelo DSDM Consortium – https://www.dsdm.org/content/introduction-0

A regra essencial defendida para caracterizar sua aplicação é que em metodologias tradicionais os vértices do triângulo PMI de escopo é fechado, com tempo e custos variáveis, no DSDM o tempo e custos são fechados, com escopo variável. Por isso, o consórcio defende que apesar de semelhante ao SCRUM e XP, é recomendado para quando o tempo e custos são fixos, adaptando-se o escopo a esta premissa.

3b- Project Variables - Traditional and DSDM (pg19).png

Conceitualmente semelhante ao SCRUM e XP, centra-se no valor para o negócio, salientando a cooperação e colaboração entre todas as partes interessadas. Para isso, DSDM faz uso intenso de prototipagem para garantir uma visão clara de todos os aspectos do sistema.

A premissa é que o sistema deve ser entregue no prazo e dentro do orçamento! No framework  DSDM a prototipagem ajuda a garantir que o sistema seja projetado corretamente e que todo mundo saiba como vai funcionar. O substrato são os princípios ágeis, participação do cliente, ciclos curtos de feedback, Releases e MVP, auto-organização, abstração decrescente, bom gerenciamento de versões e pacotes, testes integrados sob responsabilidade de todos, pareto e MoSCoW.

O processo DSDM possui 5 fases, cíclicas e iterativas, podendo mover-se em diferentes direções. As setas azuis escuras indicam a direção esperada, as verdes são eventuais e as vermelhas no caso de não conformidades ou problemas.

Papéis e funções-chave

Embaixador – É o representante do cliente, coordena os esforços;
Visionário – Um idealizador, a clareza no caminho desejado;
Conselheiros – Usuários-chave ou especialistas necessários;
Patrocinador Executivo – Contribui com fundos e recursos.

Coordenador Técnico – Coordena os aspectos técnicos do sistema;
Gerente do Projeto – Supervisiona desenvolvimento e prototipagem;
Gerente do Time – Gerencia os recursos humanos da equipe;
Desenvolvedor Sênior – Transformar planos e requisitos em soluções;
Facilitador – Facilita nas áreas práticas do trabalho da equipe;
Escriba – Documenta as discussões e planos feitos pela equipe.

Técnica MoSCoW para priorização

Must Have – as coisas que são absolutamente essenciais;
Should Have – as coisas que são importantes para a solução;
Could Have – as coisas que são úteis, mas podem ser feitas mais tarde;
Won’t Have – as coisas que podem esperar, podem ser feitas depois.

Workshops

Técnica de reuniões em que reune-se todas as partes interessadas para formação de ideias e de entendimento rápido e equilibrado, com rapidez e precisão.

Timeboxe

Cada reunião, ciclo e workshop deve possuir um tempo mínimo e máximo, de forma que aconteça com qualidade e atinja seu objetivo singular, sempre com escala de valor e prioridade, assegurando expectativas e resultados corretos.

Framework

O processo DSDM possui 5 fases, cíclicas e iterativas, podendo mover-se em diferentes direções. As setas azuis escuras indicam a direção esperada, as verdes são eventuais e as vermelhas no caso de não conformidades ou problemas:

grupos de processos DSDM

1. Pré-Projeto, Estudo de Viabilidade e Estudo de Negócios

A fase de Pré-Projeto é sobre tudo o que ocorre antes que o projeto comece de fato, quando a necessidade e viabilidade do projeto embasam seu início. No Estudo de Viabilidade percebe-se se o projeto vai funcionar, considerando suas metas, recursos, premissas, restrições e riscos. Durante o Estudo de negócios, a equipe investiga as necessidades, stakeholders, perspectivas e possibilidade de uso efetivo do processo DSDM.

2. Modelo funcional

Protótipos funcionais devem ser preparados para análise, contendo as diferentes funções do sistema e sua práxis. São 3 passos – Investigar, Refinar e Consolidar. O objetivo é entender o negócio, usabilidade, desempenho, capacidade, tecnologia.

3. Projetar e construir

Planejamento e construção de forma iterativo-incremental, cada ciclo terá uma etapa de Design, codificação e qualidade.

4. Implementação

A última fase valida e empacota a solução, além da documentação e treinamentos para que possa entrar em produção com qualidade, valor e segurança para o usuário e negócio.

5. Pós-Projeto

O período de estabilização e sustentabilidade envolve ciclos DSDM de forma a manter e evoluir o produto, garantindo adaptação ao negócio na medida em que ele cresce e evolui.

 

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3 Respostas para “A essência do método DSDM

  1. Melissa trevisan

    Audy, muito bom esse texto, estamos tentando utilizar a técnica com algumas alterações e ajustes nos projetos atuais que estamos trabalhando

  2. É sempre muito mais conhecimento que eu consigo absorver de uma só vez! Hoje eu estou levando o Moscow – fantátisco! KISS rocks, mas Moscow é o canal! 😉

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