Arquivo da categoria: Conhecimento

O que aulas universitárias tem a ver com Agile

Quem me acompanha sabe que há cinco anos compartilho Ebbinghouse, Bandura, Piaget, Karasek, Tuckman, Kolb e muitos outros ícones da educação, psicologia, sociologia e outras “ias”, pois não é só de Takeushi, Nonaka, Shore, Fowler, Shuterland, Schwaber e outros gurus ágeis que métodos ágeis se mantém de pé.

Compartilhar a programação de minhas aulas é outra forma a meu alcance na demostração prática do uso de diferentes técnicas, jogos e dinâmicas de grupo para introduzir, fixar, debater, exercitar e (até) gerar conhecimento. Dada a densidade e desafio da disciplina de GP, decidi fazer posts ilustrando o que está rolando por lá na tentativa de equilibrar a teoria da ementa + exercícios + jogos.

Timeboxes, aulas, jogos, dinâmicas, tudo são como reuniões, temos que dedicar tempo suficiente para o seu planejamento e preparação, para a sua execução e pós, aprendendo e ajustando a cada iteração. O SCRUM só funciona se aplicarmos este conceito a cada reunião, assim como em uma aula universitária:

facilitando-uma-reuniao

Em outra disciplina – Tópicos Especiais em Engenharia de Software – já rolaram duas aulas, a disciplina é quase toda baseada em seminários, com aulas invertidas, há tópicos essenciais com variados desdobramentos – Agile, LPS, SBE e Transição.  Tanto na de GP quanto na de TE, auto-organização e pertença é a chave, transferir para a gurizada ao máximo o controle do que acontece em aula.

Disciplina de Tópicos Especiais em Engenharia de SW

Na primeira aula fiz a apresentação da ementa e programa, para então dividir os alunos em grupos informais para que cada um montasse seu Agile Subway Map. A opção por grupos informais era para que no caso de dar branco tivessem liberdade para entre eles, por proximidade ou afinidade, conversarem e seguirem adiante.

O resultado foi promissor, cada aluno encerrou a aula com uma folha A3 contendo de alguns a dezenas de postits representando cada um seus conhecimentos, habilidades, atitudes e vivências relevantes para seu momento e intenções relacionadas a seu trabalho. O exemplo que mostrei a eles foi o que montei a partir da palestra do Matheus Alagia sobre um de seus projetos de sucesso na DPE.

A escolha na criação de trilhas é flexível, cada um escolheu como separar seus conhecimentos, habilidades, atitudes e vivências, para minha surpresa alguns optaram por fazer um mapa em duplas. Em uma cor tudo o que já tiveram algum nível de contato, conhecem ou praticam, em outra cor tudo aquilo que ainda pretendem ou precisam conhecer e experimentar para seguir adiante.

A segunda aula fiz em um laboratório, para que todos tivessem acesso a internet, no quadro expus novamente as trilhas básicas de conhecimento propostas para a disciplina (Agile, Especificação por Exemplos, Linha de Produto de SW e Transição). Fiz a distribuição dos Mapas criados por cada um sobre seus conhecimentos e os próximos a serem adquiridos.

Novamente em grupos informais por proximidade, cada um analisou seu mapa, realizou pesquisas na web para identificar quais os principais assuntos de interesse e deram sugestões além dos quatro tópicos previamente sugeridos. Na sequência, todos puderam sugerir, discutir e agrupar-se em torno dos temas no quadro e acabaram constituindo grupos para os seguintes seminários a partir de Abril:

  • 3 relativo a Especificação – BDD, Planejamento de MVP e TDD
  • 1 relativo a LPS – Arquiteturas
  • 2 relativo a transição – COBIT/ITIL e Integração Contínua

Tive vários alunos ausentes, que terão que optar por outro mais um tema, como LPS e famílias de SW, versionamento e empacotamento, bem como Agile. A combinação a cada seminário, o grupo da noite apresenta seu trabalho e eu interajo o necessário para colaborar em cada assunto, com a turma podendo fazer perguntas, respostas e também trazer suas experiências.

Eu incentivo que convidem profissionais com experiência, eu mesmo sugiro alguns nomes a cada grupo, bem como o uso de dinâmicas de fixação pertinentes a cada tema. Nos semestres anteriores rolou tanto convidados quanto jogos e dinâmicas de grupo. O material necessário eu mesmo busco providenciar, como papel, adesivo, postits, canetões, etc.

O importante é o mesmo princípio que utilizo para equipes em projetos de desenvolvimento, é preciso ter um objetivo claro e é para ele que trabalhamos todos, neste caso aquisição e compartilhamento de conhecimento. A forma, a criatividade, a consistência, tudo está a serviço de metas e objetivos declarados.

Conhecimento, seguindo os princípios da Lei de Dude formulada por David Hussman, de nada adianta ter forma, volume e densidade, se não entendermos a natureza, fazendo do jeito certo e pelos motivos certos. Não existe aulas ideais, existem aulas evolutivas, quando alunos e professor se posicionam e melhoram.

2ª aula de GP – De programas a princípios

Pensei e estou postando cada aula da disciplina de GP, conforme acontecem neste semestre, esta é a segunda aula (Março/2017). Se você não leu a primeira, sugiro ler, pois o sequência tem uma razão – 1ª aula de GP, somos gerentes e somos o projeto.

Partindo do pressuposto de que a Curva de Ebbinghouse está correta, iniciei a segunda e cumulativamente começarei todas as aulas relembrando os tópicos relevantes que vimos nas aulas anteriores. Outra técnica é ir apresentando a teoria mais maçante em camadas, desde uma citação inicial em uma aula, um exercício ou overview em outra para então aprofundarmos e exercitarmos elas.

A revisão inicial no início da segunda aula relembrou fundamentos relacionados ao que é um projeto, a relação conceitual e prática entre PMBOK e SCRUM, o quanto é essencial entender o mínimo suficiente do problema, solução e critérios de aceitação antes de sair fazendo.

Principalmente, relembrei Alexander Osterwalder e o contexto relacionado ao planejamento de carreira, revimos a matriz SWOT, a necessidade de estabelecer uma visão (sonhos) de curto, médio e longo prazos, CHA (conhecimentos, habilidades e atitudes) e parceiros de viagem, de colegas a gurus, para então preencher seu Business Model You (BMY).

Introduzi o conceito de CHAx5 ou Team Competency Matrix para planejamento real relacionado a desenvolvimento de competências a partir de planos de ação sobre como melhorar seus conhecimentos, habilidades e atitudes. Entendimento que é requisito para a práxis do BMY, tirando o máximo de proveito dele.

Breve história da gerência de projetos

Projetos possuem responsáveis e são planejados, gerando planos que serão acompanhados e gerarão previstos x realizados desde o antigo Egito, com a diferença que naquela época usavam papiros ao invés de Excel e Project. Apresentei conceitos de corporações de ofício até a fundação do PMI em 69.

Falei sobre as condições que geraram a revolução industrial, sobre o modelo sustentado por mestres artesões e seus aprendizes, para chegar às estruturas organizacionais percebidas desde a revolução industrial no que tange a hierarquia e projetos – funcional, matricial, projetizada e hipertexto.

Discutimos rapidamente os conceitos e importância da gestão de portfólio, gestão de programas, gestão de projetos, sub-projetos e caracteristicas de parte a parte em relação a operações. Após discutir um pouco os conceitos e exemplifica-los, apliquei o jogo do BONECO que compartilhei no meu livro JOGOS 360º para discutir o que é um projeto e o que é um programa na prática.

Um histórico dos estudos sobre taxas de sucesso em projetos, como o Chaos Report do Standish Group, para então discutir os diferentes modelos de ciclo de vida de projetos – waterfall, iterativo-incremental tradicional e iterativo-incremental ágil baseado em equipes ágeis.

Fiz uma breve introdução sobre áreas de planejamento do PMI-RS e seus grupos de processos, relacionando-os ao framework SCRUM. Falei do modelo proposto pelo Gartner baseado no conceito de Pace Layered e TI Bi-Modal, refletindo um post do Mauro Sotille sobre a edição 6 do PMBOK.

Para fechar a segunda aula, apresentei e debati o manifesto e princípios ágeis, realizando uma dinâmica de auto-avaliação sobre o entendimento e o quanto cada um acredita e segue um a um, usando o conceito de quadrante mágico proposto no meu livro ToolBox 360°.

principiosageis

A galera pediu que um jogo de quebra-gelo é importante quanto mais cedo no início da aula para dar uma acordada, também me pediram para explicar novamente a questão da avaliação através de provas e trabalhos e uma aluna questionou sobre como seriam os exercícios práticos de gestão de projetos – através de um projeto de A a Z (iniciaremos com a ideação e escolha de um projeto para cada equipe a ser formada, passando pelo planejamento ou discussão das 10 áreas, usando técnicas ágeis, até a execução de sprints e entregas de mocks).

1ª aula de GP – Somos gerentes e somos o projeto

A pedido, vou ilustrar rapidamente a primeira aula de Gerenciamento de Projetos para jovens de cursos de CC e SI em uma noite de sexta-feira, das 19:30 as 22:30. De antemão alerto que nada é por acaso em uma sala de aula, cada dinâmica, jogo ou energização, além de seus benefícios tangenciais de grande valor, devem ter um porque, preparação, execução e reflexão/aprendizado … eu acredito muito nisso!

Creio que metade da turma chegam com 5 a 15 minutos de atraso, porque a maioria já trabalha e tem que enfrentar o trânsito inclemente da Ipiranga em horário de pico. Após uma semana inteira de trabalho de dia e aulas a noite, meu papel é entender, energizar e manter o interesse em disciplina que tem muito a ajudar com conceitos e temas como empatia, foco em valor, práxis e agilidade.

Me apresento e digo qual é a disciplina, para caso alguém tenha entrado na sala errada, conto um pouco da minha trajetória como profissional. O quebra-gelo deste primeiro dia tem foco em mostrar que nossa carreira é nosso maior projeto, onde planejamos onde queremos chegar, uso o icebreaker do crachá, que aprendi em uma oficina de dinâmicas com a Mayra da TW, mexendo nele o necessário para atender a necessidade de valor em cada uso.

QUEBRA-GELO

Antes do quebra-gelo, apresento uma técnica que mitiga o desafio de grandes grupos, apesar de não ser uma dinâmica em equipes, sugiro que um a cada 6 ou 7 alunos, de forma auto-organizada, venha pegar postits grandes coloridos e canetas hidrocôr para si e seus colegas, uma técnica muito utilizada para rapidamente organizar em meio ao entendimento do que é auto-organização.

Em poucos minutos todos tem postit e hidrocôr em mãos, quando peço para fazerem um grande retângulo na metade esquerda do postit e acima dele coloquem seu nome de guerra, como gostam de ser chamados. A partir de agora farei com que eles interajam com diferentes colegas de toda a sala, a cada passo escolhendo aleatoriamente alguém para se apresentar e desenhando sua “foto”.

Alternadamente, com diferentes colegas, trocar seus crachá, evoluir os dados e desenho, destrocar e seguir adiante >>> [curso e semestre] > [desenhar os olhos do colega, com sobrancelha, óculos] > [qual seu cargo hoje] > [desenhar o nariz] > [onde quer estar/fazendo o que daqui a 5 anos] > [desenhar a boca] > [qual o seu hobby ou paixão] > [concluir o desenho fazendo a moldura, cabelo, barba, …]

Começo a chamar uma carreira desejada, de forma que todos que possuem o mesmo sonho formem nuvens, como GP, Governança, dev Games, dev Web, dev Mobile, Arquitetura, Segurança, Academia, … Novamente chamo a atenção para o que é nosso maior projeto, também para a técnica de clusterização, que nos permite em poucos minutos organizar com a participação ativa de todos um grande mapa com os crachás e sonhos.

Segue uma apresentação da ementa, conteúdo programático, bibliografia recomendada, avaliação via provas e trabalhos, mas o cunho construtivista até onde é possível, com foco em aproveitarmos ao máximo cada minuto. A noite de sexta já foi, será em sala de aula, qual a importância, relevância e valor para cada um em fazer valer ao máximo e construirmos juntos ensino e aprendizado 360º, sugerindo, debatendo, confrontando ideias e opiniões.

A ideia é não deixar rolar mais que 30 minutos sem exercitar os conceitos discutidos, seguindo o substrato do aprendizado experiencial de David Kolb, pelo aprendizado vicariante de Albert Bandura, no construtivismo de Piaget. Mas nada disso é hora do recreio, cada jogo tem um fim, para isso é preciso antecipar desafios ou conhecimento, pô-los a prova na prática lúdica e refletir logo após.

MARSCHMELLOW CHALLENGE ÁGIL

Se a disciplina é gerenciamento de projetos e a noite será dedicada a planejamento de carreira, o jogo Marschmellow Challenge Ágil propõe a importância de nos utilizarmos de empatia, entendendo o que se quer, onde se quer chegar e qual o critério para avaliar se o resultado foi atingido. Nada melhor que o Marschmellow em 3 sprint de cinco minutos para a construção de torres de comunicação para o exército do General Audy.

Eu coloco um chapéu camuflado e uso um apito para demarcar cada ciclo, sou o cliente, quero torres de comunicação, faço pressão por resultados, é fundamental entender a frase de “Eu Robô” quanto a “Minhas respostas são limitadas, portanto faça as perguntas certas.” Gerenciar projetos é saber fazer as perguntas certas, quer nossa carreira, férias, filhos, um novo app ou um ERP, projetos exigem empatia com o cliente para saber o que atende o problema, qual é o valor.

Auto-organização, um representante de cada equipe pega em uma mesa lá na frente um punhado de espaguete, uma tesoura e um rolo pequeno de durex, além de caneta e papel para o planejamento. Eu dou 10 minutos em dois ciclos de 5 para que se organizem, me perguntem o que quiserem, para então desenhar ou escrever o que farão em cada um dos três ciclos de 5 minutos que terão.

Sou o cliente e lhes informo tudo o que querem saber sobre o que eu quero, mas esquecem de saber qual é o meu problema (história do usuário / valor), como eu testarei a torre (critérios de aceitação), critérios para escolha da melhor torre. Nos envolvemos em questões técnicas … cito Dado Schneider, “O mundo mudou, bem na minha vez”, porque agora usamos o capital intelectual de todos, que devem usar seus conhecimentos a favor do sucesso de cada passo do time.

//jorgekotickaudy…/agile-game-marshmellow-challenge-agil

PLANEJAMENTO DE CARREIRA

O primeiro passo é entender o que é um projeto, o que diferencia um projeto de uma operação. O primeiro é algo com início, meio e fim, contendo um objetivo relevante e singular, para o qual é preciso gerir recursos e atividades necessárias. Operações são atividades continuadas e repetitivas, e é neste quadro comparativo que discuto carreira, que na prática é um programa ou mesmo um portfólio de variados projetos, que se geridos conjuntamente tendem a gerar maior valor.

A maioria dos  profissionais que conheço possuem desejos e reclamações, mas não possuem planejamento. Retomo Dado Schneider, “O mundo mudou, …” para discutir diferentes abordagens sobre o papel de profissionais do conhecimento, retomando paradigmas da revolução industrial até hoje, conceitos discutidas em “equipes de alta performance”, “equipes ágeis”, há muita discussão de valor.

Reconheço que vejo nos olhos de alguns poucos a mesma expressão que vejo em cursos Scrum Brasil afora, um certo desconforto ou até mesmo contrariedade, como se não merecessem ouvir estas provocações, mas os trato como a qualquer colega, cliente ou amigo, profissionais do século XXI. Se já sabem e já fazem, legal, excelente, mas assim relembram alguns fundamentos e princípios básicos.

Profissionais de perfil T ou Pi, é o que somos, buscamos profundidade em conhecimentos e habilidades que nos tornam especialistas, mas com a haste horizontal que nos distingue de operários do século XX, nossa amplitude de conhecimento. Falo muito e compartilho muito a minha crença de que estamos no lugar certo na hora certa, no maior ecossistema acadêmico-empresarial do Brasil.

Afora o TecnoPUC, apenas o Porto Digital tem tanta força, semanalmente rolam eventos, programas de qualificação, estágios, vagas, temos o espaço de coworking, a incubadora RAIAR, o CriaLab, uma dezena de programas do Centro de Inovação, e mesmo que não possam aproveitar tudo, como podem aproveitar o ecossistema a favor de seus planos para conquistar o mundo no menor espaço de tempo \o/

Começamos por um bom WarmUp, uma matriz SWOT ou FOFA, uma discussão com exemplos conceituais e práticos, cases para forças e fraquezas, situações que representem oportunidades e ameaças. O objetivo é aquecer sinapses, começar a refletir de forma ampla, o mais aberta possível sobre si mesmo e o seu entorno, para então começar a dirigir estas reflexões para uma modelagem de carreira.

Alexander Ostherwalder ao especializar seu best seller “Business Model Generation” para carreiras, criou o canvas de modelagem de carreiras “Business Model You”, semelhante a forma como modelamos negócios emergentes. Eu inclui algumas premissas, ícones e substrato a partir de reflexões sobre os três eventos TecnoTalks de Janeiro deste ano – Sonho, CHA e gurus!

Afora isso é o Business Model You, propondo que conversem com os colegas ao lado, pois conversando e trocando experiências é possível ir muito além, fruto da sinergia entre diferentes vivências, expertises. Insisti muito com meus conceitos aplicados de Parceiros de Viagem, oriundos de anos de Agile Coaching, sempre somos mais quando somamos forças.

Uma aula que dá o tom do semestre, realizaremos dezenas de dinâmicas, jogos e exercitaremos diferentes técnicas e boas práticas, sempre alinhadas a uma ementa sobre gerenciamento de projetos, o substrato são as dez áreas de conhecimento e planejamento do PMBOK, seus cinco grupos de processo e muito, mas muito mesmo de Scrum, SAFe e princípios e técnicas ágeis.

Vamos fazer startup dojo para escolher um projeto, vamos fazer modelagem das ideias escolhidas, inceptions dos projetos, vamos entender e modelar cada uma das áreas utilizando boas práticas, sempre baseadas em auto-organização, em empatia e Teoria da Equidade. Para isso vou trazer um tanto de Design Thinking, de Lean Startup, tanto quanto PMBOK e variadas técnicas em projetos.

Após algumas aulas, teremos novamente as paredes assim como a foto abaixo, porque a cada aula levo um rolo de papel pardo e branco, muitos postits, hidrocôr, fita crepe e meu kit básico para Agile Coach aprendiz de feiticeiro que me acompanha a 8 anos. O quórum cresceu, este semestre são 40 alunos de quinto semestre, este ano será um desafio especial manter o nível de interação \o/

20160610_211934-II

 

19/01 – TTalks – Planejamento de Carreiras

Uma noite para fechar três dias de auto-conhecimento, conceitos, mercado e debates com muita energia. Uma nova parceria, o Canal Café (canalcafebrasil) nos acolheu em um ambiente descontraído, divertido, todo envidraçado e com uma vibe muito legal! Experimentamos o deck superior, o da frente e o salão principal, sempre com 25% de desconto nas bebidas.

A Ofitio (http://ofitio.com.br) proporcionou um kit individual com bloco de notas, folhas A3 e caneta para cada participante. Novamente contamos com a parceria TecnoPUC e RAIAR, Rui Jung Neto e Leandro Bento Pompermaier, que pré-autorizaram a entrada de todos os participantes caso chovesse ou fosse necessário, deixando abertas as portas e os espaços da incubadora.

O apoio é essencial para facilitar algum material se necessário e coffee-break quando possível, porque enquanto CoP auto-organizada, sem apelo comercial, 100% gratuitos, por convicção não temos caixa e por isso curtimos uma parceria, como recentemente a VaiDarBolo e a DogoLouco \o/

16003030_1367260926660187_373470057856181401_n

Quais profissões estão em alta no mercado em 2017

Dilamar Sales – linkedin.com/in/dilamar-silva-sales – Ela falou sobre uma matéria da revista Amanhã com as 15 carreiras em destaque para 2017 (as-15-profissoes-que-devem-estar-em-alta-neste-ano), um aquece para a oficina de Business Model You que iria rolar no final da noite.

Oficina de Planejamento de Carreiras

Karina Kohl – https://www.linkedin.com/in/karinakohl/
Alexandre Silva – https://www.facebook.com/omateador
Jorge Audy – https://br.linkedin.com/in/jorge-audy-729b662
Leticia Garcia – 
https://www.linkedin.com/in/leticia-silva-garcia-a4963666/

a3

Fizemos provocações e a galera construiu quadros com postits sobre projetos de vida, carreiras, empresas e conhecimentos Apresentamos Roda da Vida, Matriz SWOT ou FOFA, Janela de Johari e CHAx5, para então apresentarmos e construirmos individualmente o Business Model You de cada um, contando com os facilitadores na ajuda para entender seus campos e preenchimento.

Um ano que começa com o pé direito e tudo indica que em Março teremos um evento sobre Marketing Digital, pois várias pessoas presentes tinham conteúdos e interesse sobre este tema para 2017 … não perdemos por esperar, até breve! 🙂

Estava devendo um post sobre a Dude’s Law

David Hussman propôs a Lei de Dude é [V = W / H] ou [Value = Why / How] ou a intenção dividida pela mecânica. Resumidamente, quanto maior ou mais complexa a mecânica para o mesmo motivo ou propósito, menor o valor resultante. Figurativamente, nos sairemos tão melhor em um jogo de futebol, se soubermos as regras e a mecânica de jogo, melhor ainda com alguma experiência.

dude-s-law

Segundo Hussman, Deming afirmava que “nenhum gerente deve responder a forma para resolver um problema sem antes vê-lo”. A real solução para qualquer problema parte de entendê-lo o suficiente para perceber qual a melhor e mais apropriada solução, evitando assim gerar ou transformar-se em desperdício.

Pragmático, o autor da Dude’s Law ecoa o valor da prática, porque na prática a teoria acaba sendo outra. Ele discute o que é a atividade de coaching e a impossibilidade de haver uma receita pré-definida, é preciso ouvir o cliente, entender o problema, propôr alternativas, escolher a melhor para cada caso.

Minha opinião?

Desde 2011, acompanhando nossos gurus, comparando com americanos e o marketing que os envolve, descobrimos que o povinho macunaima já não fica devendo nada, se houve época em que estavamos marcando passo e aguardando novos espelhos e contas para trocar por pau brasil e ouro, hoje pareamos.

Estamos nos trinques em estratégia, tática e metodologias, não procuramos mais receitas de bolo, como bons escoteiros nós Aprendemos Fazendo em ciclos iterativos-incrementais-articulados, considerando cada prisma, mesclando Lean, Scrum, Kanban, XP, DT, Mng 3 e muito mais, cultura e contexto.

Acima de tudo, a Lei de Dude [Value = Why / How), tanto quanto a Lei apresentada pelo Allison Valle em curso de Kanban em 2011 em que Valor é inversamente proporcional ao tempo que gastamos para transfromar hipóteses em conhecimento ou fatos [v = ? -> min(tempo) -> !].

No seu site (http://devjam.com) há excelentes artigos, inclusive uma análise da Lei de Dude em relação ao uso de histórias do Usuário, algo que me fez lembrar da lenda do Agile Cargo Cult, quando no Pacífico Sul pós-II-Guerra faziam rituais simulando um aeroporto imaginando que isso faria cair do céu provimentos.

Agile Cargo Cult aplicado a métodos e suas técnicas

Todos nós conhecemos os princípios das Histórias do Usuário, entretanto escrever narrativas de user stories são como o Agile Cargo Cult, não é mágico, só tê-las não gerará nenhum valor, o segredo não está na cerimônia ou no artefato, mas nos princípios e cultura colaborativa aplicada com foco em seu valor.

5_Cargo-Cult-600x268dilbert2666700071126

O mesmo vale para planning, kanban, daily, review, retrôs e tudo o mais. Tudo isso compõe o How e fazê-lo sem propósito (Why) é diminuir o valor resultante. É o que eu defendo sempre, é essêncial entendermos a natureza e valor de cada método, técnica, cerimônia, timebox, papel, artefato ou regra.

Como poesia para meus ouvidos, Hussman faz uma feliz analogia ao esforço em aprender a tocar uma guitarra, a técnica e acórdãos são tão importantes como a motivação e paixão por fazê-lo cada vez melhor, somente nos tornamos virtuosos naquilo que queremos e nos esforçamos em melhorar a cada dia (kaizen).

O autor da Dude’s Law é duro ao afirmar que há uma enorme gama de aprendizes de coachs, cresce a cada ano, com muita teoria e pouca experiência, cheios de frases de auto-ajuda de grande impacto imediato e pouco residual, porque o mais importante não é a teoria, mas a geração de [Value = Why / How] a cada passo.

18/12 – Dojo com TDD e Agile em salas alternadas

O primeiro Dojo de seleção (Boshú em japonês) aconteceu ainda na RBS com três salas rodando oficinas diferentes, 50 pessoas divididas em três grupos participaram de um dojo de backend, frontend e Agile Games, de forma que todos fizeram tudo e tudo rolou em uma manhã.

Na DBServer já realizamos pelo menos 4 edições, com apenas duas bases, TDD e Agile Games, com o objetivo de compartilhar conhecimento, mas também o de selecionar (contratar) novos talentos entre algumas dezenas de jovens – PUCRS, SENAC, Unisinos, IFRS Restinga, etc.

O time desta edição era o Antonio Castro e Vinicius Soares na Coding Dojo, a Mariana Machado e Bárbara Couto Ávila no apoio logístico e acompanhando os dois grupos, eu no bate-papo sobre perfil do profissional do século XXI, planejamento de carreira e metodologias ágeis.

Temos uma abertura, uma palestra técnica preparatória para o Coding Dojo, a separação do grupo em dois sub-grupos, um começa com o Coding Dojo e o outro começa comigo com Agile, depois trocam, ao final um encerramento e uma foto oficial do grupo … missão cumprida!

20161217_094331

20161217_094249

20161217_093622

15492570_1404748732892748_6380205797217933214_n

15492137_1404748739559414_6278727913552330952_n

20161217_092121

Em um Sábado ensolarado, todos nós, facilitadores e jovens participantes, dispostos a interagir, compartilhar e aprender … em 2017 teremos novas oportunidades  \o/

Vídeos do TTalks Mobile de 19/11

A seguir os vídeos das três palestras realizadas no TecnoTalks do dia 19/11/16 na sala 516 da FACIN da PUCRS no turno da manhã, porque no turno da tarde foi mão na massa e aí ficarei devendo … porque eu estava com a mão na massa e não no celular né. O Hariel introduziu iOS, o Madhava (Márcio) sobre iONIC e o Adalto apresentou o Android Studio.

Desculpem os momentos de tremedeira, mas ainda não tenho tripé, mas acho que mesmo assim vale o registro, mais como provocação para virem no próximo, mas vou comprar um tripézinho para celular antes do próximo TTalks  o/

Hariel Giacomuzzi – Palestra e oficina sobre iOS com XCode – https://www.linkedin.com/in/harielgiacomuzzi

hariel

Madhava Dasa – Palestra e oficina sobre iONIC com Sublime ou Brackets – https://www.linkedin.com/in/mhbrufatto

marcio

Adalto Selau Sparremberger – Palestra e oficina sobre Android com Android Studio – https://www.linkedin.com/in/adalto-selau-sparremberger-8a46302a

adalto

Até a próxima galera!