Arquivo da categoria: ensino-aprendizagem

Um bom Programa de Replicação pode surpreender você

Muitas empresas possuem um orçamento mínimo para eventos simplesmente porque não percebem ganhos reais no curto prazo. Usualmente temos três opções, podemos ficar reclamando, podemos nos acomodar ou então tentar juntar a galera e montar em conjunto uma proposta de participação com alto valor agregado à organização e a todos os envolvidos.

Eu defendo e implemento em empresas um programa que chamo de PROGRAMA DE REPLICAÇÃO. A pior coisa que pode acontecer é uma empresa mandar profissionais a eventos e o máximo que recebe em troca é um “estava muito bom!”. É obrigação moral do profissional e da empresa gerarem o máximo de valor a cada investimento em eventos, atingido somente se compartilhado entre todos.

1°) Planejamento é dinheiro

Muitas empresas não marcam presença nem em grandes ou mesmo pequenos eventos porque não se planejam, deixam tudo para a última hora, perdem as inscrições Early Birds, pagam taxas full de passagens e de hotel.

No início de cada semestre reúna a galera, mapeie os eventos possíveis, discutam quais os que agregam maior valor e porque, qual o custo e logística. Também é preciso ter um plano de participação, quem vai em qual evento e porque.

Lembre de incluir custo de viagem conforme localização, avião, ônibus, material, refeições, translados. Não seja simplista, faça um bom brainstorming, antecipar-se é igual a reduzir custos e é a diferença entre ir ou não ir.

Lembre de instigar na galera um bom Agile Subway Map, um bom mapa de competências, porque cada evento pode agregar de forma equilibrada no hoje e amanhã da empresa, equipes e profissionais … se todos tiverem um bom plano de carreira, de time e de competências essenciais da organização … todos ganham!

2°) Participe de verdade

Primeiro pense se você ou colegas possuem o que compartilhar em uma talk, lightning talk ou workshop, porque compartilhar é uma forma de aprender ainda mais e gera muita visibilidade para a empresa e para o palestrante.

Segundo, evite ir, asistir e voltar apenas, exija de você fazer o máximo de registros, fotos, anotações, pegue material e brindes, registre em vídeos. É inadmissível, inaceitável um profissional ir a um evento e voltar de mãos abanando.

3°) Replique o melhor

Comprometa-se com seus colegas e empresa, de forma que ao retornar possa realizar uma ou mais palestra relatando tudo o que de legal vistes por lá. Compartilhe tudo, desde networking, técnicas, bibliografia, agile games e tudo o mais … faça com quem não foi poder se sentir como se tivesse ido 🙂

Algumas empresas já praticam estes programas, porque se houver este acordo o custo x benefício de mandar profissionais é extremamente positivo. Os ganhos de programas desta natureza é benéfico para todos e garante crescimento e insights valorosos a todos e não só a quem foi, que muitas vezes gerava puro desperdício.

4°) Atrair, desenvolver e reter

As empresas criativas, inovadoras, ágeis, não só participam ativamente e geram muito valor em cada participação, como organizam e apoiam eventos. O custo destas iniciativas atraem a atenção de novos talentos, incentivam o desenvolvimento da sua galera e retém bons profissionais.

Curto muito aquela brincadeira em que um líder fala para outro: “Mas se nós enviarmos a galera para eventos e eles decidirem IR embora?”, enquanto o outro responde: “Mas se não mandarmos e não incentivarmos o crescimento, e eles decidirem NÃO ir embora?”.

O Deli Matsuo da Google e hoje da Appus disse uma coisa muito legal em uma palestra em 2012, mais ou menos assim – “Não queremos pessoas que queiram apenas se aposentar onde estão, queremos pessoas com sonhos e empenho em ir além, isso é um problema bom, porque enquanto estiverem ali farão muito além do esperado e se um dia crescerem tanto, é um problema bom, porque eles terão revolucionado onde estavam e mesmo se o perdermos para o mercado, deixará um legado de inovação, em fazer a diferença!”

eventos-2017

Dá uma olhada na minha página de eventos, tudo que fico sabendo vai pra lá, alguns eu organizo, como TTalks, outros ajudo a disseminar como os GU’s da SUCESU, vários deles eu submeto e participo e outros tantos eu curto. Pena, mas não dá para ir em todos – https://jorgekotickaudy.wordpress.com/agenda/

Fiz um post em 2012 sobre 12 princípios para começar a organizar pequenos eventos ágeis – https://jorgekotickaudy.wordpress.com/2012/11/01/doze-sugestoes-para-organizacao-de-eventos-ageis/

Opinião: A maioria das empresas e profissionais alimentam dia-a-dia a sua própria Alegoria da Caverna. Platão filosofou que não interagir com o “mundo exterior” nos faz ter um entendimento reduzido e míope do mundo, de quem somos e o que poderíamos ser. Investir na interação em GU’s e CoP’s, eventos e comunidades é a real execução, é Kaizen, é Gemba, porque senão é fácil dizer que somos bons em algo, mesmo não sendo nem “sombra” do que poderíamos ser …

Savana Scrum – Use a receita, experimente, aprenda e melhore

Uma equipe ágil de alta performance deve estar sempre aberta a discutir e experimentar novas ou mesmo velhas receitas na intenção de melhorar, trata-se de um modelo mental voltado a melhoria contínua, redução de zonas de conforto.

Novas e talvez velhas receitas, porque nunca somos os mesmos, como a parábola do rio no ditado chinês, pode ser que técnicas tentadas antes agora tenham sucesso, porque desde então aprendemos, crescemos e talvez agora dê certo.

Pedra que rola não cria limo!

Uma equipe que “acha” que já faz o seu melhor e recusa sugestões para tentativa de melhoria indica haver uma grande zona de conforto ágil, uma trincheira ágil, o mundo de software precisa de profissionais de olhos abertos a inquietos.

É como uma receita típica, algumas perpetuam-se, mas sempre estarão sujeitas a serem o ponto de partida para novas receitas, com novos ingredientes, não porque a receita mudou, mas porque nós mudamos e queremos experimentar.

Não é incomum ver equipes ditas ágeis entrincheiradas, alheias a percepção ou acomodadas com seus pequenos e inevitáveis desperdícios. Todo o substrato ágil baseia-se no Lean, em princípios como Gemba e Kaizen … em continuum.

Por isso ciclos iterativo-incrementais-articulados, para nos lembrar que pequenas experimentações, uma dose quinzenal de inquietação nos faz lembrar o quanto ainda temos pequenos desperdícios ou oportunidades de crescimento.

Já falei sobre a inevitabilidade de ter um formador de opinião em cada time, é importante que ele tenha consciência de que o time não é seu, que sua experiência e influência deve ser do bem, aberto, incentivando e apoiando outras opiniões.

O ideal é equilíbrio, sempre com foco em adequado valor entregue em equidade, atendendo o negócio, com qualidade e excelência, sustentável, transparentes e realistas … inspiradas em missão, visão e objetivos acordados e monitorados.

Em TI é inevitável jamais estarmos no estado da arte, esta condição não é para gerar frustração, mas engajamento ao se ter consciência do mix de oportunidades que ainda não aproveitamos. Dinâmicos em baby steps, cadenciado, confortável.

Por essas e outras é que SCRUM continua sendo o método ágil mais utilizado no mundo, porque ele  não pressupõe idealizações, mas sugere ciclos, timeboxes, que bem aproveitados manterão a equipe ligada, alerta, disposta a experimentar.

Small Project Philosophy, um pequeno projeto de cada vez, cliente e fornecedor de outros projetos em programas e portfólios. Com releases plans, sprints, experimentando, curtindo, atendendo, entregando, aprendendo e melhorando.

Spoiler dos meus ppt’s do Agile Trends 2017

Serão duas sessões, a primeira é um jogo que será apresentado e jogado fora da grade do evento, no final do primeiro dia em uma das salas do Centro de Convenções cedida pela organização, a segunda é uma apresentação formal de um artefato que venho usando, chamado Scrum Setup Canvas.

Se você vai ao Agile Trends SP no dia 12/04, não esquece de passar no stand da DBServer e te inscrever para a apresentação e mão-na-massa do Desafio ToolBox que vai rolar logo após o término da grade oficial.

Se estiver por lá no dia 13/04 pela manhã, não perca o bloco comigo e com o Paulo Caroli … sim, não dá para pedir mais nada, o meu bloco ano passado foi com o Vitor Massari, este ano será com o grande Paulo Caroli.

12/04 as 18:10 – Desafio ToolBox 360°

Nesta quarta-feira, logo após as palestras do primeiro dia do Agile Trends 2017, as 18:10 no Centro de Convenções Rebouças, vai rolar a primeira edição aberta do Desafio ToolBox 360°. O jogo está evoluindo e ainda vai evoluir muito, mas após os primeiros Play Tests já ajustei o suficiente para ter a certeza de que agrega valor, provocações construtivas e passa um recado bem bacana.

O jogo é ao mesmo tempo colaborativo no atendimento de cenários reais e competitivo, posto que ao final temos um vencedor. Mas é preciso muita transparência, inspeção e adaptação para montar a melhor solução no somatório de forças de todos.

O jogo de início pode parecer complexo, mas para quem já jogou uma rodada é muito simples e divertido, ele possui um tabuleiro, cartas de cenário a serem atendidos, baralho com mais de 70 técnicas e boas práticas, além de um dado. Para o Agile Trends 2017 vou rodar com algumas simplificações, o jogo foi criado para ser jogado em empresas, fomentando sua capacidade absortiva.

A facilitação contará com um passo-a-passo em powerpoint e impresso para cada equipe, que contarão com um kit contendo o tabuleiro, fichas e baralhos. É para ser acima de tudo um momento de provocação quanto a conhecimento e domínio de técnicas oriundas de metodologias ágeis, design thinking, management 3.0, além de algumas bem tradicionais e ainda muito utilizadas.


Estou ao mesmo tempo pilhado e angustiado para que chegue de uma vez, já rodei vários play tests, com amigos, com Tecnotalkers, até com alunos na FACIN, o início sempre é um tanto aflitivo, mas conforme a galera vai jogando e entendendo é muito legal, quer profissionais ou alunos o feedback final sempre é muito bom.

Mas no tocante a ser um tanto complexo de início, não abri mão até aqui, pois é um jogo que nos induz a jogar três rodadas pelo menos, um tempo de mais ou menos uma hora. Para isso, são dois fluxos, um usando o baralho de Toolbox para atender um cenário e outro resultante do primeiro para mover sua ficha pelo perímetro do tabuleiro … é 100% colaborativo, mas alguém sairá vencedor.

13/04 as 10:50 – Trilha Comunidade – SSC

Finalmente vou apresentar para a comunidade ágil o artefato que batizei de Scrum Setup Canvas, criado para materializar e expôr acordos e combinações coletivas, quer metodológicas ou técnicas antes de uma inception ou planejamento. Muitas equipes deixam questões importantes como acordar boas práticas, frameworks, DoR, DoD, etc, para o acaso ou fragmentado entre diferentes pessoas e gavetas.

Assim como o jogo, este artefato ainda não parou de evoluir, a cada tanto mexo em algo de suas colunas e linhas, posto que a experimentação vai mostrando os caminhos. Mas está na hora de por a prova se ele é útil para muitas outras equipes e Agile Coachs, sendo para muitos já de conhecimento através aqui do Blog.

O formato final do Scrum Setup Canvas está como colado a seguir e os thumbs da apresentação em ppt está logo na sequência. Prometo que darei o máximo de detalhes dos meus 25 minutos de Trend Talk e interação com a galera logo após o evento encerrar, talvez o faça a caminho do aeroporto ou logo que chegar em POA.

Não garanto se é um Canvas a ser deixado a vista ou utilizado como aquecimento e depois defenestrado, caberá a empresas e equipes definirem, talvez alterar seus campos, mas tenho profunda convicção de que é útil, posto que por enquanto não há uma alternativa equivalente.

Vou postar muito mais detalhes do jogo e deste Canvas assim que passe o Agile Trends, neste mesmo batcanal … é o tempo de ir a SP e voltar rapidinho  \o/

5ª aula de GP e Tópicos Especiais

Mais uma semana de aulas e a satisfação em dizer que amo muito tudo isso, pensar aulas participativas, com muito valor prático agregado, baseado mais em cases e fatos preponderantes de mercado que teoria, apontando a realidade esperada de profissionais do século XXI.

Compartilhei um super guia rápido de frameworks e boas práticas relacionadas a equipes ágeis na auna de Tópicos, facilitei a ideação e escolha do projeto que cada grupo de GP irá planejar, já construindo o elevator statement e termo de abertura.

 Tópicos Especiais em Engenharia de Software (5ª feira)

foi resultado de várias noites dormindo bem tarde, trabalhando em um volume de 10 páginas com um grande resumo de tudo o que conheço, aplico e recomendo sobre métodos ágeis, análogos e complementares, como adoção, planejamento de carreiras, Scrum, Kanban, XP, Design Thinking, Management 3.0 e DevOps.

Compartilho aqui via dropbox este super guia rápido, um resumão mais que completo com o conteúdo condensado de dezenas de posts aqui publicados sobre cada um desses temas, espero que baixe, curta e compartilhe, porque acho que ficou bem completo mesmo – [clique aqui para baixar o super guia rápido].

Gerenciamento de Projetos (6ª  feira)

A aula de gerenciamento de projetos inicia sempre da mesma forma, com uma revisão dos principais pontos ou referências acumulados nas aulas anteriores. Em uma disciplina tão densa, é uma forma de fixar os quesitos mínimos de cada conteúdo e a partir dele gerar as questões de provas.

Esta aula tinha como principal objetivo a prática de uma técnica para ideação e escolha de um aplicativo ou solução por cada uma das equipes formadas para este fim, entre 4 e 5 alunos, que desenvolverão o planejamento das 10 áreas do PMBOK usando diferentes técnicas, a maioria delas oriunda de boas práticas ágeis.

O quebra-gelo foi o da laranja, cada equipe listou palavras que uma laranja tinham relação ou lhe remetiam a laranja … primeiro fomos falando uma palavra por equipe e depois um integrante fez mímica e a galera tinha que descobrir qual seria a palavra que ele estava representando da sua lista … 🙂

Para ideação usei uma reinterpretação da árvore dos sonhos da dinâmica de Oficina de Futuro. A árvore possui raízes (problemas ou desafios), tronco (valor), galhos (barreiras e facilitadores). Alguns grupos idearam várias opções e outros de primeira escolheram um aplicativo a partir de sugestão de um deles. Sobre a copa resta espaço para informações sobre a ideia e tudo o que sabemos ou queremos, uma forma de registrar tudo e fazer deste brainstorming o ponto de partida para o nosso termo de abertura, para o qual usei Project Model Canvas.

Nesta aula, resgatei e insisti no papel de GP e equipes de TI, ao contrário do passado onde atendíamos os pedidos do cliente, hoje temos a responsabilidade de entender o problema, propôr e discutir alternativas, modelar e planejar soluções. Não somos mais um pizzaria atendendo pedidos, mas médicos, realizando diagnósticos, receitando e realizando procedimentos, não por deliberação do paciente, mas com a responsabilidade Lean de não jogar energia e dinheiro fora.

As imagens abaixo são os tópicos trabalhados, sempre com exercícios práticos, mas sem fugir dos fundamentos e teoria antes de cada experimentação. Aula não é para ser recreio, é para introduzir conceito e experimentá-los, quer para fixação ou para gerar pertença e discussão. A aula 5 foi gestão de inovação e portfólio, ideação e priorização, conceitos de Customer Development e o primeiro processo do grupo de iniciação do PMBOK – Termo de Abertura:

O feedback ao final foi legal, como nas aulas anteriores saio satisfeito por ter mantido a atenção e empenho da maioria, mas o processo é bilateral, de um lado o esforço de ensino e de outro o de aprendizado. Conceitos lúdicos, experienciais, vicariantes, construtivistas, tudo isso é para gerar o link entre estas duas pontas.

Savana Scrum – mutar conhecimento em algo útil vale o dobro

Ao final de cada treinamento ou workshop eu sempre chamo a atenção que para aquele evento ser realmente útil, alguma coisa ele instigará em nossa atitude, prática, comportamento, convertendo-o em ação e benefício a nós mesmos, à empresa onde trabalhamos, nas comunidades onde estamos inseridos.

Não é raro quando estamos em um evento, quer seja uma palestra, oficina, debate, entre outras oportunidades de compartilhamento e aprendizado, quando temos insights, imaginamos pontos úteis de melhoria em nosso cotidiano, mudanças em nossos fluxos de trabalho, processos, relacionamento ou produção.

É um ponto de reflexão relevante se vamos a eventos ou cursos de variados tipos e conteúdos, mas após assisti-los continuamos a fazer tudo como antes. Ainda mais quando ao fazê-lo temos diferentes insights, percebemos oportunidades, mas depois negamos a possibilidade de experimentar, tentar algo diferente e melhor.

Antes de mais nada, sempre no início dos cursos e treinamentos elogio quem trouxe bloco de notas (aos outros ofereço folhas e caneta), é obrigação de qualquer profissional ter algo onde anotar insights e dicas diversas, como citações, livros, conceitos, teorias e modelos, pois desenvolvemos mudanças e argumentos assim.

A possibilidade de conversão diminui com o passar do tempo, aquela energia gerada naquele momento, a cada insight ou percepção de benefício se arrefece a cada dia que passa sem uma ação que a resgate ou potencialize … esvanecendo até que desapareça em meio as atribulações do dia-a-dia.

Quanto a empresas, mais ainda, eu acredito em programas de replicação, logo, qualquer colaborador que vá a um evento tem a responsabilidade previamente acordada que na volta irá fazer um resumão daquilo que de melhor teve a oportunidade de assistir ou experimentar.

Em equipes ágeis, retrospectivas não são apenas para discutir falhas a melhorar, mas como melhorar continuamente, porque o foco não são apenas erros ou falhas, mas melhoria contínua de forma mais abrangente, introdução de novas práticas, técnicas, adoção de novos conceitos, experimentações.

É claro que capacidade absortiva diz muito respeito ao acumulo de diferentes conhecimentos que nos proporcionarão maior habilidade em ver oportunidades de melhorias, pois nem todo o conhecimento é convertido imediatamente em ação … mas são exceções que fazem a regra, normalmente geram oportunidades.

De toda forma, para tudo nessa vida devemos ter claro a estratégia, a cada novo conhecimento ou vivência que adquirimos, ter clareza se é útil ou não, como talvez tiremos melhor proveito, compartilhando e traçando planos de ação ou meios pelos quais podem se materializar em práticas e resultados.

Sempre se pergunte: Isso que estou aprendendo pode me ajudar a ser um melhor profissional e pessoa? Como converto isto em melhorias de algum tipo? Se é algo para o futuro, como não deixar isso cair no esquecimento? Como compartilhar com outras pessoas?

12/04 – Lançamento Desafio ToolBox 360º no Agile Trends 2017

Lanço aqui o desafio aos meus contatos no Facebbok que irão ao Agile Trends 2017 no Centro de Convenções Rebouças na semana que vem em SP, no final do primeiro dia de evento estarei fazendo uma oficina de Desafio ToolBox 360º para quem for no stand da DBServer durante o primeiro dia e se inscrever.

A oficina será mão na massa e vai rodar com quem estiver disposto a mostrar que sorte e conhecimento andam juntos, porque é um jogo no qual o conhecimento de técnicas de ideação, modelagem, planejamento, discovery, delivery e gestão do conhecimento podem desequilibrar a força dos dados e das cartas.

A diversão e a vitória é apenas um efeito colateral, porque o objetivo é o desafio de conhecer 80 técnicas e boas práticas que usamos no nosso dia-a-dia. O jogo estará por muito tempo ainda em evolução, mas já é resultado de diversos play tests e experiências com amigos queridos que se dispuseram a ser minhas cobaias 🙂

As fotos abaixo no banner são desta semana em minha aula de Tópicos Especiais em Engenharia de Software, acho que minha principal inspiração ao idealizar a partir do livro ToolBox 360º – foco em aprendizagem, na provocação em saber mais sobre boas práticas, de forma lúdica e divertida … nos vemos em SanPa:

Aqui vai novamente um tira-gosto com dicas do tabuleiro e cartas \o/

Algumas das fases da evolução do jogo mostram o quanto ele evoluiu e irá adiante:

tabuleiro-evolutivo-dez2016

4ª aula de GP e Tópicos Especiais

A quarta semana de aulas foi no mínimo inusitada, pois não só a proposta envolveu jogos de introdução e fixação de conteúdo de forma provocativa e lúdica, mas jogos que criei especificamente para este fim, para estas matérias – GP e TE.

Tópicos Especiais em Engenharia de SW

Uma aula dedicada à percepção do quanto a área de TI é rica em frameworks e boas práticas, desde a ideação, modelagem, planejamento, execução, métricas e muito mais. Este jogo será apresentado à comunidade ágil brasileira apenas na noite do dia 12/04/17, no final do primeiro dia do Agile Trends no Centro de Convenções Rebouças em SP.

O feedback foi muito legal, o que me deixou satisfeito, pois todos os Play Tests até o momento haviam sido com profissionais, consultores ou colegas de DBServer. Os alunos inicialmente ficaram muito cabreiros com a proposta de usarem cartas para propôr técnicas que atendessem um cenário, mas curtiram após começarem a jogar e perceber o quanto poderia ser divertido:

O tabuleiro e as cartas utilizados ainda são os originais em lona resinada e baralho de 108 cartas, a versão definitiva para o evento foi toda reconfigurada, visando ter um conjunto mais compacto e seguro para acondicionamento e transporte. Os tabuleiros serão em papel de gramatura 300g devidamente plastificado e baralho de 90 cartas:

Gerência de Projetos

Assim como usei um jogo para introduzir dezenas de novas técnicas e boas práticas em pauta em TE, na quarta aula de GP eu utilizei uma versão condensada do Banco Intergaláctico para introduzir os fundamentos do SCRUM. Ficou apenas a introdução básica metodológica, o suficiente para fazer rodar o jogo em um tempo de duas horas e meia, mas percebi uma série de oportunidades de redução no tocante a dinâmicas e passos desnecessários para o fim de introdução SCRUM.

O ppt enxuto ficou bem focado, inclusive alterei imagens e sequências para ficar mais divertido e fluido:

E assim como a versão de 8Hrs ou 16Hrs para treinamento de times em empresas, tenho um pacote de histórias do usuário e telas para condução do Release Plan e Retrospectivas com a galera, também simplificadas ao exclusivamente necessário para podermos rodar sprint Zero e dois sprints de construção usando papel, cola, tesoura, régua e hidrocôr, além das escalas em papelão dos caixas eletrônicos:

Semana que vem terei em TE mais um overview sobre Agile, fechando este módulo e a partir da aula seguinte haverá uma inversão com seminários apresentados pelos alunos, nos quais eu contribuirei com cases e mercado. Na disciplina de GP avançaremos com um Startup Dojo que definirá o projeto de cada grupo, de forma que na sequência planejaremos as 10 áreas do PMBOK, na maioria das vezes usando técnicas ágeis e visuais.