Arquivo da categoria: facin

6ª e 7ª aula de GP na FACIN

Este ano foi injusto com quem ministra aulas nas sextas feiras, pois tivemos 2 feriados e uma greve geral, na qual a universidade teve a sensibilidade de não exigir presença e evitar provas ou trabalhos, posto que não haveriam ônibus, trens e o risco de movimentação urbana com bloqueios de ruas e eventual violência.

Mas após um mês sem aulas, retomamos com uma boa revisão da matéria, os grupos tiveram um tempo para relembrar seus projetos, que ainda estavam em fase de modelagem inicial das ideias. A seguir retomamos de onde paramos, de lá para cá foram duas aulas e a realização da primeira prova, com boa média.

05/05/17 – 6ª AULA DE GP

Na quinta aula tínhamos chegado até o Termo de abertura do grupo de processo de Iniciação, usando para isso o artefato de Project Model Canvas. Aqui seguimos com a apresentação dos nossos stakeholders, oportunidade para discutir empatia além da formalidade, não só quem é, mas o que sente e quer.

A abordagem da empatia, trazendo uma visão típica do Design Thinking é porque gerenciamento de projetos de software no século XXI é fazer certo a coisa certa, inicia desde o entendimento do problema, da necessidade e não da solução. Então personas, empathy canvas e value proposition canvas são sim técnicas de GP, ou seguiremos com as mesmas charges infames do século XX sobre a galera de TI:

No último slot da aula fiz uma provocação sobre a área de INTEGRAÇÃO e seus processos, sobre o Termo de abertura da aula passada, sobre o plano de gerenciamento de projetos, as características do gerenciamento de mudanças e ao final as lições aprendidas. Discutimos especialmente o Plano de Gerenciamento para que na próxima aula após a prova entrássemos direto em ESCOPO.

12/05/17 – P1 (PROVA)

Entre a sexta e a sétima aula, tivemos a P1, onde ocupei dois créditos com estudo em grupos de três e uma revisão geral da matéria – conceitos de portfólio, programa, projetos, sub-projetos, operações, tipos de estrutura organizacional, governança, PMO, os 5 grupos de processos do PMBOK, diferenças entre o GP tradicional e ágil, as 10 áreas de conhecimento/planejamento do PMBOK.

19/05/17 – 7ª AULA DE GP

A sétima aula foi muito pegada, pois após feriados, greve e prova, tínhamos muito o que fazer para colocarmos a pauta em dia. Em linhas gerais, discutimos alguns dos fundamentos mais importantes sobre planejamento de escopo:

  • desenho de processo
  • funcionalidades
  • categorias de requisitos
  • épicos e histórias
  • tarefas

O exercício realizado logo no início que começamos a discutir requisitos é o clássico planejamento de um churrasco da turma, quer no formato de uma jornada de usuário, com pacotes de trabalho e estrutura semelhante a uma WBS ou em rede. O exercício ajudou a acordar os alunos mais cansados em uma noite de sexta.

A aula foi bem prática, evoluímos bem no entendimento por cada grupo sobre as funcionalidades possíveis em cada um dos projetos, alguns discutindo a nível de requisitos, outros em épicos e histórias. A meta era um grande brainstorming para que na próxima aula tenhamos a WBS/User Story Mapping materializadas.

Faltando ainda uma hora e meia para o final, optei por um quebra gelo famoso por produzir muita adrenalina, conhecido como Kaa e Bagheera no escotismo ou Snakes como Team Building Games. Descemos do terceiro para o térreo, fiz um briefing sobre sistemas empurrados e puxados, organizei as filas, expliquei o objetivo, as regras e usei uma tira de papel de 50 cm x 15 cm como rabichos.

A adesão e empenho foi muito legal, todos voltaram à aula muito acordados e dispostos a mais uma hora para o braisntorming de escopo … a opção pelo jogo me fez postergar a dinâmica de pitchs e reconstrução, mas valeu a pena. Na próxima aula cada grupo/projeto terá 30 minutos para organizar seu escopo e apresentá-lo, permitindo que todos os outros cinco grupos possam questionar, sugerir, ajudar.

Durante a aula relembrei a charge das árvores sobre requisitos em um projeto, insisti na minha abordagem de profissionais de perfil T ou Pi, sobre nem só fazer errado a coisa certa, nem fazer certo a coisa errada, nossa meta é fazer certo a coisa certa. É entender o problema, para mapear alternativas e trabalhar a solução.

  • Pizzaria – O cliente liga e pede o tamanho, a massa, o recheio, a borda, não cabe à pizzaria ficar questionando se por acaso o pedido é inadequado, se vai sobrar, se alguém é alérgico, …
  • Médicos – O paciente não chega pedindo uma injeção de terramicina, é o médico que deve levantar dados o suficiente para diagnosticar e receitar a melhor medicação (ou não) para o momento.

Quem você é? O que você faz? Você ainda faz software como no século XX, quando o cliente dizia o diagnóstico e especificava o que queria ou você faz levantamentos, discute, levanta alternativas para só então trabalhar naquela que parece ser a melhor solução, mesmo assim receita e pede que o paciente volte dali a duas semanas após tomar a medicação para certificar-se de que esta certo?

5ª aula de GP e Tópicos Especiais

Mais uma semana de aulas e a satisfação em dizer que amo muito tudo isso, pensar aulas participativas, com muito valor prático agregado, baseado mais em cases e fatos preponderantes de mercado que teoria, apontando a realidade esperada de profissionais do século XXI.

Compartilhei um super guia rápido de frameworks e boas práticas relacionadas a equipes ágeis na auna de Tópicos, facilitei a ideação e escolha do projeto que cada grupo de GP irá planejar, já construindo o elevator statement e termo de abertura.

 Tópicos Especiais em Engenharia de Software (5ª feira)

foi resultado de várias noites dormindo bem tarde, trabalhando em um volume de 10 páginas com um grande resumo de tudo o que conheço, aplico e recomendo sobre métodos ágeis, análogos e complementares, como adoção, planejamento de carreiras, Scrum, Kanban, XP, Design Thinking, Management 3.0 e DevOps.

Compartilho aqui via dropbox este super guia rápido, um resumão mais que completo com o conteúdo condensado de dezenas de posts aqui publicados sobre cada um desses temas, espero que baixe, curta e compartilhe, porque acho que ficou bem completo mesmo – [clique aqui para baixar o super guia rápido].

Gerenciamento de Projetos (6ª  feira)

A aula de gerenciamento de projetos inicia sempre da mesma forma, com uma revisão dos principais pontos ou referências acumulados nas aulas anteriores. Em uma disciplina tão densa, é uma forma de fixar os quesitos mínimos de cada conteúdo e a partir dele gerar as questões de provas.

Esta aula tinha como principal objetivo a prática de uma técnica para ideação e escolha de um aplicativo ou solução por cada uma das equipes formadas para este fim, entre 4 e 5 alunos, que desenvolverão o planejamento das 10 áreas do PMBOK usando diferentes técnicas, a maioria delas oriunda de boas práticas ágeis.

O quebra-gelo foi o da laranja, cada equipe listou palavras que uma laranja tinham relação ou lhe remetiam a laranja … primeiro fomos falando uma palavra por equipe e depois um integrante fez mímica e a galera tinha que descobrir qual seria a palavra que ele estava representando da sua lista … 🙂

Para ideação usei uma reinterpretação da árvore dos sonhos da dinâmica de Oficina de Futuro. A árvore possui raízes (problemas ou desafios), tronco (valor), galhos (barreiras e facilitadores). Alguns grupos idearam várias opções e outros de primeira escolheram um aplicativo a partir de sugestão de um deles. Sobre a copa resta espaço para informações sobre a ideia e tudo o que sabemos ou queremos, uma forma de registrar tudo e fazer deste brainstorming o ponto de partida para o nosso termo de abertura, para o qual usei Project Model Canvas.

Nesta aula, resgatei e insisti no papel de GP e equipes de TI, ao contrário do passado onde atendíamos os pedidos do cliente, hoje temos a responsabilidade de entender o problema, propôr e discutir alternativas, modelar e planejar soluções. Não somos mais um pizzaria atendendo pedidos, mas médicos, realizando diagnósticos, receitando e realizando procedimentos, não por deliberação do paciente, mas com a responsabilidade Lean de não jogar energia e dinheiro fora.

As imagens abaixo são os tópicos trabalhados, sempre com exercícios práticos, mas sem fugir dos fundamentos e teoria antes de cada experimentação. Aula não é para ser recreio, é para introduzir conceito e experimentá-los, quer para fixação ou para gerar pertença e discussão. A aula 5 foi gestão de inovação e portfólio, ideação e priorização, conceitos de Customer Development e o primeiro processo do grupo de iniciação do PMBOK – Termo de Abertura:

O feedback ao final foi legal, como nas aulas anteriores saio satisfeito por ter mantido a atenção e empenho da maioria, mas o processo é bilateral, de um lado o esforço de ensino e de outro o de aprendizado. Conceitos lúdicos, experienciais, vicariantes, construtivistas, tudo isso é para gerar o link entre estas duas pontas.

3ª Aula de GP e Tópicos Especiais

Passou a 3ª semana de aulas e conforme me propus, o relato das duas disciplinas, a terceira aula de ambas é um nivelamento teórico, com muitos exemplos práticos, mas é uma aula que ainda não encontrei a forma ideal de manipular tanta informação básica através de jogos … mas já tenho umas ideias para 2017/2.

5ªfeira – Tópicos Especiais em Engenharia de Software

Na aula passada houve a escolha dos temas e a formação das equipes, mas por acaso acabou ficando para mim apresentar quais são as principais metodologia ágeis – SCRUM, KANBAN e XP, pincelando algo sobre DSDM e SAFe. Muita interação, podendo responder com cases reais e situações típicas a quem usa.

MANIFESTO – Iniciei com um contextualização histórica, eventos, moderadores, estágio atual do Agile, cases brasileiros em empresas pequenas, médias e grandes;

SCRUM – Apresentei um resumo do método, destacando sua principal vocação, como um framework para projetos ágeis de desenvolvimento de software;

KANBAN – Gestão visual de fluxo contínuo, com K maiúsculo ou minúsculo, origem e práticas no uso do quadro ou na adoção do método e seus fundamentos;

EXTREME PROGRAMING – A realidade prática de que tanto equipes Scrum, Kanban e outros métodos se utilizam de técnicas do XP em engenharia de SW;

DSDM e SAFe – Uma navegada nos fundamentos de métodos mais afeitos a grandes empresas ou complexas arquiteturas com múltiplos times.

6ªfeira – Gerenciamento de Projetos

A terceira aula é uma exigência programática, está na ementa e antes de começar a exercitar de A a Z um projeto, consolido os fundamentos essenciais e introduzo a conceituação das 10 áreas de conhecimento e 5 grupos de processos do PMBOK. Meu plano era fazer grupos de discussão a medida que fossemos avançando, mas não rolou, o interesse ficou em um ou dois alunos que interagiram.

Antes de mais nada, relembro que tanto em projetos ágeis ou tradicionais é preciso gerenciar todas as áreas, pode mudar o mindset, princípios, protagonismo, papéis, mas riscos são riscos, custos são custos, qualidade é qualidade, aquisições são aquisições …

áreas-04

O quebra-gelo foi sobre responsabilidade, sobre participação, engajamento e auto-organização, base para a discução do que é um time de projeto, potuando sistemas empurrados e puxados – o jogo do esqui, chinelão ou atravessando o Waigunga! Há toda uma estratégia, com papéis, simulações e reflexões a cada experimentação 🙂

Como sempre, relembrei conceitos essenciais das aulas anteriores, o que é e exemplos de portfólio, programa, projeto, sub-projeto, operações, as diferentes estruturas hierárquicas organizacionais, como funcional, matricial, projetizadas e hipertexto. Também discutimos brevemente o papel de áreas como governança corporativo e de TI, escritório de projetos e o papel do Gerente de Projetos.

Já que os grupos de discussão não funcionaram, a contingência foi assumir o papel de professor tradicional e passar a matéria necessária, pautando a cadência em um ritmo adequado, tentando ao máximo manter um mínimo de interação enquanto viamos os 5 grupos – iniciação, planejamento, execução, monitoramento/controle e encerramento, além das 10 áreas – integração, escopo, tempo, risco, qualidade, custos, RH, aquisição, comunicação e partes interessadas.

A ideia é usarmos o conceito da cebola, a cada aula ir aprofundando, de forma a facilitar o entendimento não só pelos exercícios, mas também por repetição em diferentes abordagens, desde as primeiras simples citações, entendendo o porque elas existem, discutindo conteúdo, práticas, etc. Estamos na segunda onda, entendendo o porque os 5 grupos e as 10 áreas existem:



Facilitação visual para discutir pertença e auto-organização

No meio da discussão das áreas do PMBOK, apliquei um jogo para acordar, que sempre gera muitos insights e nos faz refletir sobre atitude e comportamento – Férias! É uma dinâmica em que divido a turma em pequenos grupos, com a responsabilidade de escolher um dos integrantes para relatar suas férias, de forma que ao final de 7 minutos eu peço para alguém da sala relatar as férias do grupo.

Como sabem que eu selecionarei alguém, eles decidem fazer atas, em alguns grupos escolhem alguém para fazer a ata do relato para ser usada caso sejam escolhidos, em alguns nenhuma ata é feita, em outros todos fazem atas, cada um preocupado com o seu registro, garantindo desperdício de trabalho, redundância e a certeza de diferenças entre eles.

No final, quando escolho alguém, faço um mapa mental usando o quadro branco e postits, discutindo o senso de auto-organização, de pertença em todos, pois todos são responsáveis pelo mapa, pedindo para incluir, corrigindo ou eliminando dados. Ao contrário do modelo tradicional em que a ata é um registro frio e de alto risco pelo desinteresse de todos nela, o mapa gera sintonia no entendimento do que está rolando e encerramos a reunião revisando se todos estão de acordo.

 

O que aulas universitárias tem a ver com Agile

Quem me acompanha sabe que há cinco anos compartilho Ebbinghouse, Bandura, Piaget, Karasek, Tuckman, Kolb e muitos outros ícones da educação, psicologia, sociologia e outras “ias”, pois não é só de Takeushi, Nonaka, Shore, Fowler, Shuterland, Schwaber e outros gurus ágeis que métodos ágeis se mantém de pé.

Compartilhar a programação de minhas aulas é outra forma a meu alcance na demostração prática do uso de diferentes técnicas, jogos e dinâmicas de grupo para introduzir, fixar, debater, exercitar e (até) gerar conhecimento. Dada a densidade e desafio da disciplina de GP, decidi fazer posts ilustrando o que está rolando por lá na tentativa de equilibrar a teoria da ementa + exercícios + jogos.

Timeboxes, aulas, jogos, dinâmicas, tudo são como reuniões, temos que dedicar tempo suficiente para o seu planejamento e preparação, para a sua execução e pós, aprendendo e ajustando a cada iteração. O SCRUM só funciona se aplicarmos este conceito a cada reunião, assim como em uma aula universitária:

facilitando-uma-reuniao

Em outra disciplina – Tópicos Especiais em Engenharia de Software – já rolaram duas aulas, a disciplina é quase toda baseada em seminários, com aulas invertidas, há tópicos essenciais com variados desdobramentos – Agile, LPS, SBE e Transição.  Tanto na de GP quanto na de TE, auto-organização e pertença é a chave, transferir para a gurizada ao máximo o controle do que acontece em aula.

Disciplina de Tópicos Especiais em Engenharia de SW

Na primeira aula fiz a apresentação da ementa e programa, para então dividir os alunos em grupos informais para que cada um montasse seu Agile Subway Map. A opção por grupos informais era para que no caso de dar branco tivessem liberdade para entre eles, por proximidade ou afinidade, conversarem e seguirem adiante.

O resultado foi promissor, cada aluno encerrou a aula com uma folha A3 contendo de alguns a dezenas de postits representando cada um seus conhecimentos, habilidades, atitudes e vivências relevantes para seu momento e intenções relacionadas a seu trabalho. O exemplo que mostrei a eles foi o que montei a partir da palestra do Matheus Alagia sobre um de seus projetos de sucesso na DPE.

A escolha na criação de trilhas é flexível, cada um escolheu como separar seus conhecimentos, habilidades, atitudes e vivências, para minha surpresa alguns optaram por fazer um mapa em duplas. Em uma cor tudo o que já tiveram algum nível de contato, conhecem ou praticam, em outra cor tudo aquilo que ainda pretendem ou precisam conhecer e experimentar para seguir adiante.

A segunda aula fiz em um laboratório, para que todos tivessem acesso a internet, no quadro expus novamente as trilhas básicas de conhecimento propostas para a disciplina (Agile, Especificação por Exemplos, Linha de Produto de SW e Transição). Fiz a distribuição dos Mapas criados por cada um sobre seus conhecimentos e os próximos a serem adquiridos.

Novamente em grupos informais por proximidade, cada um analisou seu mapa, realizou pesquisas na web para identificar quais os principais assuntos de interesse e deram sugestões além dos quatro tópicos previamente sugeridos. Na sequência, todos puderam sugerir, discutir e agrupar-se em torno dos temas no quadro e acabaram constituindo grupos para os seguintes seminários a partir de Abril:

  • 3 relativo a Especificação – BDD, Planejamento de MVP e TDD
  • 1 relativo a LPS – Arquiteturas
  • 2 relativo a transição – COBIT/ITIL e Integração Contínua

Tive vários alunos ausentes, que terão que optar por outro mais um tema, como LPS e famílias de SW, versionamento e empacotamento, bem como Agile. A combinação a cada seminário, o grupo da noite apresenta seu trabalho e eu interajo o necessário para colaborar em cada assunto, com a turma podendo fazer perguntas, respostas e também trazer suas experiências.

Eu incentivo que convidem profissionais com experiência, eu mesmo sugiro alguns nomes a cada grupo, bem como o uso de dinâmicas de fixação pertinentes a cada tema. Nos semestres anteriores rolou tanto convidados quanto jogos e dinâmicas de grupo. O material necessário eu mesmo busco providenciar, como papel, adesivo, postits, canetões, etc.

O importante é o mesmo princípio que utilizo para equipes em projetos de desenvolvimento, é preciso ter um objetivo claro e é para ele que trabalhamos todos, neste caso aquisição e compartilhamento de conhecimento. A forma, a criatividade, a consistência, tudo está a serviço de metas e objetivos declarados.

Conhecimento, seguindo os princípios da Lei de Dude formulada por David Hussman, de nada adianta ter forma, volume e densidade, se não entendermos a natureza, fazendo do jeito certo e pelos motivos certos. Não existe aulas ideais, existem aulas evolutivas, quando alunos e professor se posicionam e melhoram.

2ª aula de GP – De programas a princípios

Pensei e estou postando cada aula da disciplina de GP, conforme acontecem neste semestre, esta é a segunda aula (Março/2017). Se você não leu a primeira, sugiro ler, pois o sequência tem uma razão – 1ª aula de GP, somos gerentes e somos o projeto.

Partindo do pressuposto de que a Curva de Ebbinghouse está correta, iniciei a segunda e cumulativamente começarei todas as aulas relembrando os tópicos relevantes que vimos nas aulas anteriores. Outra técnica é ir apresentando a teoria mais maçante em camadas, desde uma citação inicial em uma aula, um exercício ou overview em outra para então aprofundarmos e exercitarmos elas.

A revisão inicial no início da segunda aula relembrou fundamentos relacionados ao que é um projeto, a relação conceitual e prática entre PMBOK e SCRUM, o quanto é essencial entender o mínimo suficiente do problema, solução e critérios de aceitação antes de sair fazendo.

Principalmente, relembrei Alexander Osterwalder e o contexto relacionado ao planejamento de carreira, revimos a matriz SWOT, a necessidade de estabelecer uma visão (sonhos) de curto, médio e longo prazos, CHA (conhecimentos, habilidades e atitudes) e parceiros de viagem, de colegas a gurus, para então preencher seu Business Model You (BMY).

Introduzi o conceito de CHAx5 ou Team Competency Matrix para planejamento real relacionado a desenvolvimento de competências a partir de planos de ação sobre como melhorar seus conhecimentos, habilidades e atitudes. Entendimento que é requisito para a práxis do BMY, tirando o máximo de proveito dele.

Breve história da gerência de projetos

Projetos possuem responsáveis e são planejados, gerando planos que serão acompanhados e gerarão previstos x realizados desde o antigo Egito, com a diferença que naquela época usavam papiros ao invés de Excel e Project. Apresentei conceitos de corporações de ofício até a fundação do PMI em 69.

Falei sobre as condições que geraram a revolução industrial, sobre o modelo sustentado por mestres artesões e seus aprendizes, para chegar às estruturas organizacionais percebidas desde a revolução industrial no que tange a hierarquia e projetos – funcional, matricial, projetizada e hipertexto.

Discutimos rapidamente os conceitos e importância da gestão de portfólio, gestão de programas, gestão de projetos, sub-projetos e caracteristicas de parte a parte em relação a operações. Após discutir um pouco os conceitos e exemplifica-los, apliquei o jogo do BONECO que compartilhei no meu livro JOGOS 360º para discutir o que é um projeto e o que é um programa na prática.

Um histórico dos estudos sobre taxas de sucesso em projetos, como o Chaos Report do Standish Group, para então discutir os diferentes modelos de ciclo de vida de projetos – waterfall, iterativo-incremental tradicional e iterativo-incremental ágil baseado em equipes ágeis.

Fiz uma breve introdução sobre áreas de planejamento do PMI-RS e seus grupos de processos, relacionando-os ao framework SCRUM. Falei do modelo proposto pelo Gartner baseado no conceito de Pace Layered e TI Bi-Modal, refletindo um post do Mauro Sotille sobre a edição 6 do PMBOK.

Para fechar a segunda aula, apresentei e debati o manifesto e princípios ágeis, realizando uma dinâmica de auto-avaliação sobre o entendimento e o quanto cada um acredita e segue um a um, usando o conceito de quadrante mágico proposto no meu livro ToolBox 360°.

principiosageis

A galera pediu que um jogo de quebra-gelo é importante quanto mais cedo no início da aula para dar uma acordada, também me pediram para explicar novamente a questão da avaliação através de provas e trabalhos e uma aluna questionou sobre como seriam os exercícios práticos de gestão de projetos – através de um projeto de A a Z (iniciaremos com a ideação e escolha de um projeto para cada equipe a ser formada, passando pelo planejamento ou discussão das 10 áreas, usando técnicas ágeis, até a execução de sprints e entregas de mocks).

Noite de formatura de SI e CC – FACIN PUCRS

A noite de 06/01/2017 foi muito especial no prédio 41, formatura das turmas de 2016/2 dos cursos de Sistemas de Informação e Ciências da Computação da FACIN/PUCRS, onde sou professor a um ano. Ao todo, em torno de 50 jovens compartilharam com suas famílias o orgulho de receberem o título de bacharel.

formandos

Como paraninfo da turma de SI, tive o privilégio de compartilhar minhas crenças e reflexões, que assim redigi e proferi em uma noite memorável a todos os presentes, mas muito especialmente a cada formando e seus familiares:

Reitor Professor Irmão Evilázio Teixeira, aqui representado pelo Ilustríssimo Senhor Professor Fernando Luís Dotti, Diretor da Faculdade de Informática. Ilustríssimos Professores e Funcionários Homenageados.
Srs. Pais, Familiares e Amigos,

Queridos alunos, hoje formandos, cidadãos do mundo. Agradeço a honra em poder compartilhar deste momento único na vida de cada um de vocês.

Nada é por acaso, formam-se em um momento onde a tecnologia nos surpreende a cada dia, nos envolve e desafia. Entretanto, deem valor a vida e ao convívio, jamais esqueçam que a tecnologia é criada e usada por pessoas.

Tecnologia é apenas um meio para tornar a nós mesmos, aqueles que nos cercam e o mundo um pouco melhores. Essa é uma grande responsabilidade, mas também um privilégio apaixonante do qual não podemos nos isentar.

Para isso, levem consigo tudo o que aprenderam, mas principalmente levem a vontade de continuar aprendendo. Mantenham laços, pois formam-se hoje dentro de um dos ecossistemas mais inspiradores da América Latina, campus e parque da PUCRS e TecnoPUC.

Mantenham contato, pois nos dias de hoje, nosso maior patrimônio é o nosso networking, que deve ser algo dinâmico e crescente. Tenham próximos de vocês seus bruxos e gurus, vocês sempre serão a média daqueles com quem mais interagem, inspirem-se neles e sejam fonte de inspiração para outros.

Acreditem em vocês mesmos, sejam fortes e decididos, mas humildes, porque sem humildade não há aprendizado e somos eternos aprendizes. Evitem o conforto de estar somente entre iguais, se desafiem, debatam, busquem sempre o contraditório, a disrupção.

Vivam intensamente, não só aos finais de semanas ou férias, mas todos os dias, em casa, no trabalho, em sociedade. O tempo voa, jamais esqueçam de seus sonhos, valorizem sua família, amigos, professores e parceiros, acreditem em si e na felicidade.

Boa sorte, contem comigo!

15826894_10209899405699076_8050042405789124803_n

Algumas semanas antes fizemos um churras com a presença da maioria, um Domingo dedicado a confraternização, momento de descontração que entrará para a história com muitas lembranças divertidas 🙂

20161211_133443

Último TecnoTalks de 2016 foi sobre PHP-Laravel

Mais um ano de bons eventos, encerrando com um evento técnico sobre PHP Laravel e GULP. Foram só 9 eventos, principalmente porque foi um ano rico em outros eventos, nacionais e regionais de muita qualidade, a diferença é que a proposição e execução foi da galera, que pilhou, organizou e fez acontecer.

11/03/16 – GUAN/TecnoTalks – Papel de HRBP / lição aprendida
12/03/16 – 29 de 03 – TTalks Realidade virtual / Relato
09/08/16 – Mais um TecnoTalks sobre empreendedorismo
17/08/16 – BPW/TTalks – Business Dojo divulga relato extra
24/09/16 – Vamos falar sobre inteligência de negócios
25/09/16 – Semana acadêmica FACIN 2016 divulga info relato
20/10/16 – BI, Big Data, Data Mining e Data Science
02/11/16 – Desenvolvimento mobile – divulga – vídeos/relato
1
5/12/16 – PHP Laravel + GULP + Bootstrap

Esta última edição foi proposta pelo Kelvyn Carbone, que contou com a adesão e parceria do Maurício Andreazza e Giuseppe Menti.

Laravel é um Framework PHP de alta produtividade, seguindo boas práticas para desenvolvimento em arquitetura MVC, padrão PSR-2 de estilo e interface gráfica baseada em templates Blade. Semelhante ao Ruby on Rails, dotado de boa documentação e bons fóruns para discussão – www.laravel.com.br

GULP é um automatizador de tarefas, focado em ajudar no desenvolvimento das tarefas repetitivas na camada de frontend com maior Velocidade, Eficiência e Simplicidade. É fácil de usar, mantendo simples o que é simples e tornando administráveis as tarefas complexas. É eficiente porque usa o streams do Node. Tem alta qualidade porque simplifica e garante o uso de plugins – gulpjs.com

15541440_1325869864132627_2962308472895471382_n

O local é resultado de uma parceria recente com a AGES – agência experimental em engenharia de software – da FACIN na PUCRS. Com instalações modernas, com bancadas ergonômicas e com energia, rede wi-fi para eventos e apoio do Cássio Trindade,  arquiteto de software da AGES.

15541111_1325870137465933_9132359825828065523_n 15541541_1325869937465953_6980790272038885638_n

Eu apoio e curto cada oportunidade em compartilhar conhecimento, mesmo quando minha função é atuar como porteiro, garantindo o uso adequado, acesso, circulação e satisfação da galera e galerinha. Mesmo sem assistir as palestras e oficina, faço sempre um bom networking e novos amigos.

15589930_1325877880798492_1240824348520646485_n

Desejo um Feliz Natal e um ano de 2017 repleto de bons eventos para todos!

Até breve, provavelmente em Janeiro vão rolar novos eventos  \o/