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O que aulas universitárias tem a ver com Agile

Quem me acompanha sabe que há cinco anos compartilho Ebbinghouse, Bandura, Piaget, Karasek, Tuckman, Kolb e muitos outros ícones da educação, psicologia, sociologia e outras “ias”, pois não é só de Takeushi, Nonaka, Shore, Fowler, Shuterland, Schwaber e outros gurus ágeis que métodos ágeis se mantém de pé.

Compartilhar a programação de minhas aulas é outra forma a meu alcance na demostração prática do uso de diferentes técnicas, jogos e dinâmicas de grupo para introduzir, fixar, debater, exercitar e (até) gerar conhecimento. Dada a densidade e desafio da disciplina de GP, decidi fazer posts ilustrando o que está rolando por lá na tentativa de equilibrar a teoria da ementa + exercícios + jogos.

Timeboxes, aulas, jogos, dinâmicas, tudo são como reuniões, temos que dedicar tempo suficiente para o seu planejamento e preparação, para a sua execução e pós, aprendendo e ajustando a cada iteração. O SCRUM só funciona se aplicarmos este conceito a cada reunião, assim como em uma aula universitária:

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Em outra disciplina – Tópicos Especiais em Engenharia de Software – já rolaram duas aulas, a disciplina é quase toda baseada em seminários, com aulas invertidas, há tópicos essenciais com variados desdobramentos – Agile, LPS, SBE e Transição.  Tanto na de GP quanto na de TE, auto-organização e pertença é a chave, transferir para a gurizada ao máximo o controle do que acontece em aula.

Disciplina de Tópicos Especiais em Engenharia de SW

Na primeira aula fiz a apresentação da ementa e programa, para então dividir os alunos em grupos informais para que cada um montasse seu Agile Subway Map. A opção por grupos informais era para que no caso de dar branco tivessem liberdade para entre eles, por proximidade ou afinidade, conversarem e seguirem adiante.

O resultado foi promissor, cada aluno encerrou a aula com uma folha A3 contendo de alguns a dezenas de postits representando cada um seus conhecimentos, habilidades, atitudes e vivências relevantes para seu momento e intenções relacionadas a seu trabalho. O exemplo que mostrei a eles foi o que montei a partir da palestra do Matheus Alagia sobre um de seus projetos de sucesso na DPE.

A escolha na criação de trilhas é flexível, cada um escolheu como separar seus conhecimentos, habilidades, atitudes e vivências, para minha surpresa alguns optaram por fazer um mapa em duplas. Em uma cor tudo o que já tiveram algum nível de contato, conhecem ou praticam, em outra cor tudo aquilo que ainda pretendem ou precisam conhecer e experimentar para seguir adiante.

A segunda aula fiz em um laboratório, para que todos tivessem acesso a internet, no quadro expus novamente as trilhas básicas de conhecimento propostas para a disciplina (Agile, Especificação por Exemplos, Linha de Produto de SW e Transição). Fiz a distribuição dos Mapas criados por cada um sobre seus conhecimentos e os próximos a serem adquiridos.

Novamente em grupos informais por proximidade, cada um analisou seu mapa, realizou pesquisas na web para identificar quais os principais assuntos de interesse e deram sugestões além dos quatro tópicos previamente sugeridos. Na sequência, todos puderam sugerir, discutir e agrupar-se em torno dos temas no quadro e acabaram constituindo grupos para os seguintes seminários a partir de Abril:

  • 3 relativo a Especificação – BDD, Planejamento de MVP e TDD
  • 1 relativo a LPS – Arquiteturas
  • 2 relativo a transição – COBIT/ITIL e Integração Contínua

Tive vários alunos ausentes, que terão que optar por outro mais um tema, como LPS e famílias de SW, versionamento e empacotamento, bem como Agile. A combinação a cada seminário, o grupo da noite apresenta seu trabalho e eu interajo o necessário para colaborar em cada assunto, com a turma podendo fazer perguntas, respostas e também trazer suas experiências.

Eu incentivo que convidem profissionais com experiência, eu mesmo sugiro alguns nomes a cada grupo, bem como o uso de dinâmicas de fixação pertinentes a cada tema. Nos semestres anteriores rolou tanto convidados quanto jogos e dinâmicas de grupo. O material necessário eu mesmo busco providenciar, como papel, adesivo, postits, canetões, etc.

O importante é o mesmo princípio que utilizo para equipes em projetos de desenvolvimento, é preciso ter um objetivo claro e é para ele que trabalhamos todos, neste caso aquisição e compartilhamento de conhecimento. A forma, a criatividade, a consistência, tudo está a serviço de metas e objetivos declarados.

Conhecimento, seguindo os princípios da Lei de Dude formulada por David Hussman, de nada adianta ter forma, volume e densidade, se não entendermos a natureza, fazendo do jeito certo e pelos motivos certos. Não existe aulas ideais, existem aulas evolutivas, quando alunos e professor se posicionam e melhoram.

2ª aula de GP – De programas a princípios

Pensei e estou postando cada aula da disciplina de GP, conforme acontecem neste semestre, esta é a segunda aula (Março/2017). Se você não leu a primeira, sugiro ler, pois o sequência tem uma razão – 1ª aula de GP, somos gerentes e somos o projeto.

Partindo do pressuposto de que a Curva de Ebbinghouse está correta, iniciei a segunda e cumulativamente começarei todas as aulas relembrando os tópicos relevantes que vimos nas aulas anteriores. Outra técnica é ir apresentando a teoria mais maçante em camadas, desde uma citação inicial em uma aula, um exercício ou overview em outra para então aprofundarmos e exercitarmos elas.

A revisão inicial no início da segunda aula relembrou fundamentos relacionados ao que é um projeto, a relação conceitual e prática entre PMBOK e SCRUM, o quanto é essencial entender o mínimo suficiente do problema, solução e critérios de aceitação antes de sair fazendo.

Principalmente, relembrei Alexander Osterwalder e o contexto relacionado ao planejamento de carreira, revimos a matriz SWOT, a necessidade de estabelecer uma visão (sonhos) de curto, médio e longo prazos, CHA (conhecimentos, habilidades e atitudes) e parceiros de viagem, de colegas a gurus, para então preencher seu Business Model You (BMY).

Introduzi o conceito de CHAx5 ou Team Competency Matrix para planejamento real relacionado a desenvolvimento de competências a partir de planos de ação sobre como melhorar seus conhecimentos, habilidades e atitudes. Entendimento que é requisito para a práxis do BMY, tirando o máximo de proveito dele.

Breve história da gerência de projetos

Projetos possuem responsáveis e são planejados, gerando planos que serão acompanhados e gerarão previstos x realizados desde o antigo Egito, com a diferença que naquela época usavam papiros ao invés de Excel e Project. Apresentei conceitos de corporações de ofício até a fundação do PMI em 69.

Falei sobre as condições que geraram a revolução industrial, sobre o modelo sustentado por mestres artesões e seus aprendizes, para chegar às estruturas organizacionais percebidas desde a revolução industrial no que tange a hierarquia e projetos – funcional, matricial, projetizada e hipertexto.

Discutimos rapidamente os conceitos e importância da gestão de portfólio, gestão de programas, gestão de projetos, sub-projetos e caracteristicas de parte a parte em relação a operações. Após discutir um pouco os conceitos e exemplifica-los, apliquei o jogo do BONECO que compartilhei no meu livro JOGOS 360º para discutir o que é um projeto e o que é um programa na prática.

Um histórico dos estudos sobre taxas de sucesso em projetos, como o Chaos Report do Standish Group, para então discutir os diferentes modelos de ciclo de vida de projetos – waterfall, iterativo-incremental tradicional e iterativo-incremental ágil baseado em equipes ágeis.

Fiz uma breve introdução sobre áreas de planejamento do PMI-RS e seus grupos de processos, relacionando-os ao framework SCRUM. Falei do modelo proposto pelo Gartner baseado no conceito de Pace Layered e TI Bi-Modal, refletindo um post do Mauro Sotille sobre a edição 6 do PMBOK.

Para fechar a segunda aula, apresentei e debati o manifesto e princípios ágeis, realizando uma dinâmica de auto-avaliação sobre o entendimento e o quanto cada um acredita e segue um a um, usando o conceito de quadrante mágico proposto no meu livro ToolBox 360°.

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A galera pediu que um jogo de quebra-gelo é importante quanto mais cedo no início da aula para dar uma acordada, também me pediram para explicar novamente a questão da avaliação através de provas e trabalhos e uma aluna questionou sobre como seriam os exercícios práticos de gestão de projetos – através de um projeto de A a Z (iniciaremos com a ideação e escolha de um projeto para cada equipe a ser formada, passando pelo planejamento ou discussão das 10 áreas, usando técnicas ágeis, até a execução de sprints e entregas de mocks).

Noite de formatura de SI e CC – FACIN PUCRS

A noite de 06/01/2017 foi muito especial no prédio 41, formatura das turmas de 2016/2 dos cursos de Sistemas de Informação e Ciências da Computação da FACIN/PUCRS, onde sou professor a um ano. Ao todo, em torno de 50 jovens compartilharam com suas famílias o orgulho de receberem o título de bacharel.

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Como paraninfo da turma de SI, tive o privilégio de compartilhar minhas crenças e reflexões, que assim redigi e proferi em uma noite memorável a todos os presentes, mas muito especialmente a cada formando e seus familiares:

Reitor Professor Irmão Evilázio Teixeira, aqui representado pelo Ilustríssimo Senhor Professor Fernando Luís Dotti, Diretor da Faculdade de Informática. Ilustríssimos Professores e Funcionários Homenageados.
Srs. Pais, Familiares e Amigos,

Queridos alunos, hoje formandos, cidadãos do mundo. Agradeço a honra em poder compartilhar deste momento único na vida de cada um de vocês.

Nada é por acaso, formam-se em um momento onde a tecnologia nos surpreende a cada dia, nos envolve e desafia. Entretanto, deem valor a vida e ao convívio, jamais esqueçam que a tecnologia é criada e usada por pessoas.

Tecnologia é apenas um meio para tornar a nós mesmos, aqueles que nos cercam e o mundo um pouco melhores. Essa é uma grande responsabilidade, mas também um privilégio apaixonante do qual não podemos nos isentar.

Para isso, levem consigo tudo o que aprenderam, mas principalmente levem a vontade de continuar aprendendo. Mantenham laços, pois formam-se hoje dentro de um dos ecossistemas mais inspiradores da América Latina, campus e parque da PUCRS e TecnoPUC.

Mantenham contato, pois nos dias de hoje, nosso maior patrimônio é o nosso networking, que deve ser algo dinâmico e crescente. Tenham próximos de vocês seus bruxos e gurus, vocês sempre serão a média daqueles com quem mais interagem, inspirem-se neles e sejam fonte de inspiração para outros.

Acreditem em vocês mesmos, sejam fortes e decididos, mas humildes, porque sem humildade não há aprendizado e somos eternos aprendizes. Evitem o conforto de estar somente entre iguais, se desafiem, debatam, busquem sempre o contraditório, a disrupção.

Vivam intensamente, não só aos finais de semanas ou férias, mas todos os dias, em casa, no trabalho, em sociedade. O tempo voa, jamais esqueçam de seus sonhos, valorizem sua família, amigos, professores e parceiros, acreditem em si e na felicidade.

Boa sorte, contem comigo!

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Algumas semanas antes fizemos um churras com a presença da maioria, um Domingo dedicado a confraternização, momento de descontração que entrará para a história com muitas lembranças divertidas 🙂

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Último TecnoTalks de 2016 foi sobre PHP-Laravel

Mais um ano de bons eventos, encerrando com um evento técnico sobre PHP Laravel e GULP. Foram só 9 eventos, principalmente porque foi um ano rico em outros eventos, nacionais e regionais de muita qualidade, a diferença é que a proposição e execução foi da galera, que pilhou, organizou e fez acontecer.

11/03/16 – GUAN/TecnoTalks – Papel de HRBP / lição aprendida
12/03/16 – 29 de 03 – TTalks Realidade virtual / Relato
09/08/16 – Mais um TecnoTalks sobre empreendedorismo
17/08/16 – BPW/TTalks – Business Dojo divulga relato extra
24/09/16 – Vamos falar sobre inteligência de negócios
25/09/16 – Semana acadêmica FACIN 2016 divulga info relato
20/10/16 – BI, Big Data, Data Mining e Data Science
02/11/16 – Desenvolvimento mobile – divulga – vídeos/relato
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5/12/16 – PHP Laravel + GULP + Bootstrap

Esta última edição foi proposta pelo Kelvyn Carbone, que contou com a adesão e parceria do Maurício Andreazza e Giuseppe Menti.

Laravel é um Framework PHP de alta produtividade, seguindo boas práticas para desenvolvimento em arquitetura MVC, padrão PSR-2 de estilo e interface gráfica baseada em templates Blade. Semelhante ao Ruby on Rails, dotado de boa documentação e bons fóruns para discussão – www.laravel.com.br

GULP é um automatizador de tarefas, focado em ajudar no desenvolvimento das tarefas repetitivas na camada de frontend com maior Velocidade, Eficiência e Simplicidade. É fácil de usar, mantendo simples o que é simples e tornando administráveis as tarefas complexas. É eficiente porque usa o streams do Node. Tem alta qualidade porque simplifica e garante o uso de plugins – gulpjs.com

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O local é resultado de uma parceria recente com a AGES – agência experimental em engenharia de software – da FACIN na PUCRS. Com instalações modernas, com bancadas ergonômicas e com energia, rede wi-fi para eventos e apoio do Cássio Trindade,  arquiteto de software da AGES.

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Eu apoio e curto cada oportunidade em compartilhar conhecimento, mesmo quando minha função é atuar como porteiro, garantindo o uso adequado, acesso, circulação e satisfação da galera e galerinha. Mesmo sem assistir as palestras e oficina, faço sempre um bom networking e novos amigos.

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Desejo um Feliz Natal e um ano de 2017 repleto de bons eventos para todos!

Até breve, provavelmente em Janeiro vão rolar novos eventos  \o/

Formandos de CC e SI – FACIN 2016/2

Confraternização dos formandos de Ciências da Computação e Sistemas de Informação da FACIN/PUCRS, nada como um bom churras para marcar a passagem de um ciclo intenso de aprendizados e networking acadêmico.

Daqui para frente intensifica o planejamento de carreira, com maiores liberdades para cursos de especialização, viagens internacionais, experiências em comunidades de prática … botar o pé na estrada!

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Eu fiz análise de sistemas pela FACE (curso que não existe mais) e fiz dois semestres na primeira turma do Ciências da Computação em meados da década de 80. Os dois cursos – CC e SI – se complementam, um herdou a galera pilhada em análise de sistemas, o outro endereça interesses mais para construção de soluções, um terceiro curso é o mais recente, o de engenharia de software:

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Mas não foi só churras, teve integração entre as turmas, brincadeiras e jogos, alguns encararam uma rápida incursão no Just Dance do xBox, outros foram para carteado, com Truco, baralho ou Uno (rendeu até premiação com livros). Como já eram 17:00 rolou uns baldinhos de sorvete para refrescar, durante o carteado muitos estavam mesmo de olho no jogo do inter na TV.

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Dia 06/01 no prédio 40 tem formatura e estaremos lá prestigiando  \o/

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Turma 2016/2, CC e SI de GP – Aprendizado experiencial

Sou professor na FACIN PUCRS e uma das disciplinas é a de Gerência de Projeto de Software dos cursos de Ciências da Computação e Sistemas de Informação, tratando deste tema vital de forma a oferecer aos alunos senso crítico baseado em contexto e resultados, pontos de contato e sinergia entre PMBOK e SCRUM.

Na ementa temos histórico, fundamentos, pontos fortes, desafios, mas 50% do tempo constitui-se de exercícios em aula, desde a ideação, modelagem de negócio, elicitação, as 10 áreas de planejamento, execução e frequentes lições discussões sobre aprendidas. No início do semestre a turma se divide em grupos, a partir dali cada um deles desenvolverão um passo-apasso de um projeto, de A-Z.

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A ideia não é ensinar artefatos, mas mindset, instigar a importância da modelagem, validação e planejamento antes de sair fazendo. Um dos grupos me autorizou a compartilhar suas percepções sobre alguns dos exercícios e dinâmicas realizadas em aula durante os exercícios de ideação e validação intra e inter-equipes, este grupo propôs, planejou e “desenvolveu” o aplicativo “iExpress”, do pitch até as telas desenhadas com argumentação de negócio:

Na foto abaixo o grupo em Marshmellow Challenge Ágil no início do semestre, uma discussão sobre planejamento e execução iterativo-incremental-articulada. Realizamos diversos icebreakers, warmups e agile games durante o semestre, sempre com o objetivo de refletir fundamentos, mas também para espantar o cansaço das sextas-feiras nos períodos LMNP (19:30 as 22:30): 
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Quanto a validação e evolução baseada em colaboração e sinergia, cada um dos projetos evoluiu muito no transcorrer, apoiado em dinâmicas intra ou em debates inter-equipes, como se os outros grupos fossem usuários e colaboradores dos demais.  Transcrevo a seguir algumas das percepções deles e compartilho ao final estas percepções no seu formato original em PDF.

No caso do iExpress, a ideia e proposição desta solução aconteceu no início do semestre, venho bem antes do Uber lançar seu Uber Bike para pequenas entregas em grandes cidades. Uma ideia muito boa que aparentemente já estava no road map da gigante proxy de transportes ou a Uber tem olheiros espalhados pelos corredores da FACIN e curtiram a ideia  🙂

A partir deste ponto o relato é dos alunos, em primeira pessoa:

1. Análise inicial do Projeto

O iExpress é um aplicativo focado na realização de entregas de forma segura, prática e rápida. O cliente poderá optar por realizar entregas utilizando diferentes meios de transporte, como: motoboy, office-boy e Ciclistas. Assim como os motoboys, office-boys, e ciclistas poderão se cadastrar e fornecer sua mão de obra a nossos clientes. Neste trabalho iremos realizar uma análise crítica, descrevendo os principais artefatos e técnicas utilizados para elaboração do projeto, o aplicativo iExpress.

2. Product Tree

A Árvore do Produto demonstra de forma simples uma visão geral do produto, ou seja, ver o produto como um todo, exibindo através de um brainstorm todas as ideias relacionadas ao projeto que está sendo criado, juntamente com suas funcionalidades e tarefas. Tudo isso de uma forma bastante visual, facilitando assim perceber se o mesmo está em equilíbrio e comtempla foco principal do projeto. O resultado pode inclusive ser mantido em algum lugar visível para servir como um “radiador de informação”.

Nossa equipe através da Árvore do Produto conseguiu estabelecer todos tópicos que seriam abordados e melhor explicado pelos outros artefatos, garantindo a integridade da ideia proposta, sem deixar de lado sugestões paralelas que foram expostas na árvore, como rastreamento, agendamentos e etc.

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3. Elevator Pitch

O Elevator Pitch tem como objetivo apresentar de maneira rápida uma ideia ou uma oportunidade de negócio. Essa técnica permitiu ao grupo debater aspectos importantes relacionados ao produto e alinhar as expectativas sobre as definições de negócio do produto, tais como: o que o produto é, o que ele não é, o que ele faz, o que ele não faz, qual problema se propõe a resolver, quem é o público alvo, como é a solução elaborada, quais são os concorrentes ou produtos substitutos, o valor entregue para os usuários e o diferencial. A consulta desse artefato durante as outras etapas de execução do projeto ajudou a resolver dúvidas que surgiram e economizou tempo de discussão em assuntos que já haviam sido debatidos e definidos.

No caso do iExpress usamos o seguinte template: Cliente, Problemas, Solução, Categoria, Valor, Concorrente e Diferencial. No início os pontos chaves para nosso pitch eram:
 Cliente: Empresas localizadas no centro de Porto Alegre.
 Problema: Receber produtos de uma forma rápida, segura e prática.
 Solução: Entrega de documentos de maneira segura.
 Categoria: Serviço.
 Valor: Redução de custo, sem perder a segurança.
 Concorrentes: Motoboys e Office Boys.
 Diferencial: Eficácia e segurança na entrega de documento entre empresas.

Após a apresentação para os colegas da turma, recebemos algumas sugestões para expandir as opções de transporte para realizar as entregas. Algumas das sugestões foram incorporadas e o grupo acrescentou entrega via de motocicletas e automóveis.

4. Business Model Canvas

O Model Business canvas foi criado para ajudar a empresa a achar seu modelo de negócios ou pontos chave para o funcionamento de um novo produto ou estratégia de mercado. Basicamente o objetivo é responder as seguintes perguntas divididas em 9 blocos:

O objetivo do Canvas é ser mutável, simples e versátil. Geralmente é usado post-it para tornar a mudança mais mutável. Esse Canvas é muito usado por Start-ups, e é um contraponto ao longo e descritivo plano de negócios. No IExpress esse Canvas foi muito importante pois nos direcionou a pensar sobre alguns itens que não tínhamos pensado, como canal de comunicação com cliente, segmentos e relacionamento. Nos ajudou também a pensar sobre parcerias e alinhar expectativas e visão da empresa e proposta de valor.

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5. Project Model Canvas

A mesma relação do Plano de negócios e Business Model Canvas acontece entre Project Model Canvas e Plano de projeto.

Um plano de projeto é um documento descritivo que reúne e organiza todos os documentos da fase de planejamento, definindo como o projeto será executado, monitorado, controlado, encerrado além de planejar a ação necessária para alcançar os objetivos e o escopo para os quais o projeto foi aprovado.

Enquanto o Model Business Canvas trata da empresa ou produto, o Project Model Canvas é mais específico, se tratando do projeto. O Painel é dividido em 13 blocos. Esse canvas nos ajudou a pensar em riscos, tempo de execução, tempo das entregas em sprints, e algumas restrições do produto que não tínhamos pensado anteriormente.

6. Customer Journey Map

A ideia central é desenhar um mapa que permite conhecer o cliente e os seus “touch points”, que são usados para interagir com nosso serviço. Existem diferentes etapas para diferentes objetivos que o cliente utiliza. As etapas são o caminho que o cliente faz para utilizar o nosso serviço do início ao fim do processo. No Caso do iExpress o mais interessante foi a análise de toda jornada que o usuário faz para criação de tarefas que facilitou o uso de nosso sistema, além da descoberta de
novas ações que o usuário poderia tomar dentro do sistema, que até então não tinham sido previstas pela equipe do IExpress.

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7. User Story Mapping – WBS (Work Breakdown Structure)

A utilização do User Story Mapping para a construção do backlog foi uma maneira mais dinâmica e interessante para identificar os requisitos (ao invés de elaborar um documento de requisitos extenso e que provavelmente poucas pessoas leriam). O conceito chave dessa técnica é levantar os requisitos colaborativamente. A estrutura do story mapping é a seguinte: Goals > Activities > Tasks > Stories.

Primeiramente é definido um objetivo, e em seguida as maneiras (atividades) como o usuário pode alcançar esse objetivo. Para completar a atividade, ele precisa realizar tarefas, que são transformadas em user stories para desenvolvimento.

Algumas das vantagens da utilização do Story Mapping são: ter uma ideia visual ampla de todo o backlog do projeto, ajuda a definir funcionalidades que não são realmente necessárias e funcionalidades consideradas desejáveis. Outro ponto interessante é que a disposição das histórias lado a lado facilita a tarefa de estimar o tamanho delas, pois torna possível a comparação entre elas. Através dessa atividade, conseguimos também priorizar as funcionalidades mais relevantes para nosso produto e decidir quais seriam executadas antes, visando entregar valor de forma mais rápida para o cliente.

8. Matriz de Análise de Risco / Plano de Comunicação

A utilização da matriz de análise de riscos fez o grupo refletir sobre aspectos que podem impactar em nosso produto e a maneira como lidar com essas ameaças. Elas foram distribuídas em uma matriz, classificadas por Impacto e Probabilidade, em uma escala de 1 a 3, onde 3 significa maior impacto/probabilidade. As formas de tratar essas ameaças eram as seguintes: Aceitar, Mitigar e Evitar. As situações em que não possuímos nenhum controle ou influência foram tratadas com “Aceitar”, nas outras, que podemos tomar atitudes para não sofrer tanto caso ocorram, foram tratadas por “Evitar” e “Mitigar”.

O plano de comunicação nos permitiu identificar e definir quem deveria ser notificado/consultado em cada situação, como recebimento de status report, reuniões, aquisições, contratações, change requests, etc. Isso auxilia a equipe como um todo a se auto-organizar e auto-gerenciar, visto que todos ficam cientes dos responsáveis por cada evento caso seja necessário contatar uma determinada pessoa.

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Aqui termina o relato dos alunos, o/

Todas as 12 aulas de 4 créditos iniciaram com uma revisão do básico sobre Projetos, seus fundamentos essenciais, PMBOK e SCRUM. Mais que grupos de processo e áreas de planejamento, discutimos áreas de conhecimento e sua importância em nossa vida, planejamento de carreira, empresas onde estamos ou na startup que iniciamos.

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Clique aqui para dar uma olhada neste trabalho em pdf, um dos três trabalhos formais, produzidos e entregues em aula como parte da nota da disciplina. Compartilhar é uma forma de valorizar o esforço e aprendizado de todos eles. Agradeço a parceria, tenho o privilégio de tê-los no Face e Linkedin.

Bom 2017 e até breve!

TecnoTalks 15/12 – PHP Laravel / Gulp / BootStrap

No dia 15/12 as 19:00 na AGES da FACIN/PUCRS – TecnoTalks sobre PHP com framework Laravel. Fica ligado que é um evento para bater um papo com quem sabe, aprender coisas legais, conhecer a agência experimental para engenharia de software da FACIN da PUCRS e fazer um bom networking.

Inscrições – http://bit.ly/ttalk-laravel
Evento – https://www.facebook.com/events/443350726052550

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Se quiser saber mais sobre PHP-Laravel, todos os vídeos da conferência LaraConf de 2016, organizado pela Laravel Brasil estão no YouTube – clique aqui!

O site da Laravel Brasil – http://www.laravel.com.br/

A comunidade Laravel está em https://laravel.com/