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Agile Trends 2017 – Maior play test do Desafio ToolBox 360°

Em uma das salas do Agile Trends 2017 no Centro de Convenções Rebouças em SP rolou o maior Play Test do Desafio Toolbox 360° até agora, 30 pessoas estavam e participaram de 5 equipes de jogo. Impossível não citar o trabalho e esforço da minha esposa, a Marinês, que editou o tabuleiro e me ajudou com a gráfica e da minha filha, ilustradora, graduanda em cinema PUCRS, que ilustrou as cartas.

Contei e agradeço de coração a parceria e ajuda como monitores do Totti, Lili e Stefania, do Severo do Sicredi e do Thiago da SoftPlan. Fomos todos uma hora antes para a sala de guarda-volumes e no chão de carpete fiz um rápido treinamento no jogo e estratégia para esta edição. Sem eles não teria sido tão fluido e efetivo em seu valor e resultados para a galera participante.

Tive a oportunidade de uma galera pilhada, que curtiu e levou para suas empresas um kit por R$50 com tabuleiro, baralho, dado e fichas, devidamente embalados em uma pasta com fechamento … no compromisso de me dar retorno sobre uso e sugestões. O valor é inferior ao custo total de sua confecção e composição, mas para mim gera a expectativa de dezenas de aplicações e feedbacks.

Agradecimento especial ao Dairton, que me proporcionou uma agenda adicional, extra a grade do Trends, que exigiu logística e energia para a configuração da sala, que não possui mesas e possibilitou a realização do Play Test  \o/

Amanhã tem mais e na volta a POA tem muito mais, pois estou no compromisso de fazer um Play Test em POA também, muitos companheiros de viagem, TTalkers e amigos curtiram a ideia e querem o jogo para suas equipes, empresas.

 

Spoiler dos meus ppt’s do Agile Trends 2017

Serão duas sessões, a primeira é um jogo que será apresentado e jogado fora da grade do evento, no final do primeiro dia em uma das salas do Centro de Convenções cedida pela organização, a segunda é uma apresentação formal de um artefato que venho usando, chamado Scrum Setup Canvas.

Se você vai ao Agile Trends SP no dia 12/04, não esquece de passar no stand da DBServer e te inscrever para a apresentação e mão-na-massa do Desafio ToolBox que vai rolar logo após o término da grade oficial.

Se estiver por lá no dia 13/04 pela manhã, não perca o bloco comigo e com o Paulo Caroli … sim, não dá para pedir mais nada, o meu bloco ano passado foi com o Vitor Massari, este ano será com o grande Paulo Caroli.

12/04 as 18:10 – Desafio ToolBox 360°

Nesta quarta-feira, logo após as palestras do primeiro dia do Agile Trends 2017, as 18:10 no Centro de Convenções Rebouças, vai rolar a primeira edição aberta do Desafio ToolBox 360°. O jogo está evoluindo e ainda vai evoluir muito, mas após os primeiros Play Tests já ajustei o suficiente para ter a certeza de que agrega valor, provocações construtivas e passa um recado bem bacana.

O jogo é ao mesmo tempo colaborativo no atendimento de cenários reais e competitivo, posto que ao final temos um vencedor. Mas é preciso muita transparência, inspeção e adaptação para montar a melhor solução no somatório de forças de todos.

O jogo de início pode parecer complexo, mas para quem já jogou uma rodada é muito simples e divertido, ele possui um tabuleiro, cartas de cenário a serem atendidos, baralho com mais de 70 técnicas e boas práticas, além de um dado. Para o Agile Trends 2017 vou rodar com algumas simplificações, o jogo foi criado para ser jogado em empresas, fomentando sua capacidade absortiva.

A facilitação contará com um passo-a-passo em powerpoint e impresso para cada equipe, que contarão com um kit contendo o tabuleiro, fichas e baralhos. É para ser acima de tudo um momento de provocação quanto a conhecimento e domínio de técnicas oriundas de metodologias ágeis, design thinking, management 3.0, além de algumas bem tradicionais e ainda muito utilizadas.


Estou ao mesmo tempo pilhado e angustiado para que chegue de uma vez, já rodei vários play tests, com amigos, com Tecnotalkers, até com alunos na FACIN, o início sempre é um tanto aflitivo, mas conforme a galera vai jogando e entendendo é muito legal, quer profissionais ou alunos o feedback final sempre é muito bom.

Mas no tocante a ser um tanto complexo de início, não abri mão até aqui, pois é um jogo que nos induz a jogar três rodadas pelo menos, um tempo de mais ou menos uma hora. Para isso, são dois fluxos, um usando o baralho de Toolbox para atender um cenário e outro resultante do primeiro para mover sua ficha pelo perímetro do tabuleiro … é 100% colaborativo, mas alguém sairá vencedor.

13/04 as 10:50 – Trilha Comunidade – SSC

Finalmente vou apresentar para a comunidade ágil o artefato que batizei de Scrum Setup Canvas, criado para materializar e expôr acordos e combinações coletivas, quer metodológicas ou técnicas antes de uma inception ou planejamento. Muitas equipes deixam questões importantes como acordar boas práticas, frameworks, DoR, DoD, etc, para o acaso ou fragmentado entre diferentes pessoas e gavetas.

Assim como o jogo, este artefato ainda não parou de evoluir, a cada tanto mexo em algo de suas colunas e linhas, posto que a experimentação vai mostrando os caminhos. Mas está na hora de por a prova se ele é útil para muitas outras equipes e Agile Coachs, sendo para muitos já de conhecimento através aqui do Blog.

O formato final do Scrum Setup Canvas está como colado a seguir e os thumbs da apresentação em ppt está logo na sequência. Prometo que darei o máximo de detalhes dos meus 25 minutos de Trend Talk e interação com a galera logo após o evento encerrar, talvez o faça a caminho do aeroporto ou logo que chegar em POA.

Não garanto se é um Canvas a ser deixado a vista ou utilizado como aquecimento e depois defenestrado, caberá a empresas e equipes definirem, talvez alterar seus campos, mas tenho profunda convicção de que é útil, posto que por enquanto não há uma alternativa equivalente.

Vou postar muito mais detalhes do jogo e deste Canvas assim que passe o Agile Trends, neste mesmo batcanal … é o tempo de ir a SP e voltar rapidinho  \o/

12/04 – Lançamento Desafio ToolBox 360º no Agile Trends 2017

Lanço aqui o desafio aos meus contatos no Facebbok que irão ao Agile Trends 2017 no Centro de Convenções Rebouças na semana que vem em SP, no final do primeiro dia de evento estarei fazendo uma oficina de Desafio ToolBox 360º para quem for no stand da DBServer durante o primeiro dia e se inscrever.

A oficina será mão na massa e vai rodar com quem estiver disposto a mostrar que sorte e conhecimento andam juntos, porque é um jogo no qual o conhecimento de técnicas de ideação, modelagem, planejamento, discovery, delivery e gestão do conhecimento podem desequilibrar a força dos dados e das cartas.

A diversão e a vitória é apenas um efeito colateral, porque o objetivo é o desafio de conhecer 80 técnicas e boas práticas que usamos no nosso dia-a-dia. O jogo estará por muito tempo ainda em evolução, mas já é resultado de diversos play tests e experiências com amigos queridos que se dispuseram a ser minhas cobaias 🙂

As fotos abaixo no banner são desta semana em minha aula de Tópicos Especiais em Engenharia de Software, acho que minha principal inspiração ao idealizar a partir do livro ToolBox 360º – foco em aprendizagem, na provocação em saber mais sobre boas práticas, de forma lúdica e divertida … nos vemos em SanPa:

Aqui vai novamente um tira-gosto com dicas do tabuleiro e cartas \o/

Algumas das fases da evolução do jogo mostram o quanto ele evoluiu e irá adiante:

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4ª aula de GP e Tópicos Especiais

A quarta semana de aulas foi no mínimo inusitada, pois não só a proposta envolveu jogos de introdução e fixação de conteúdo de forma provocativa e lúdica, mas jogos que criei especificamente para este fim, para estas matérias – GP e TE.

Tópicos Especiais em Engenharia de SW

Uma aula dedicada à percepção do quanto a área de TI é rica em frameworks e boas práticas, desde a ideação, modelagem, planejamento, execução, métricas e muito mais. Este jogo será apresentado à comunidade ágil brasileira apenas na noite do dia 12/04/17, no final do primeiro dia do Agile Trends no Centro de Convenções Rebouças em SP.

O feedback foi muito legal, o que me deixou satisfeito, pois todos os Play Tests até o momento haviam sido com profissionais, consultores ou colegas de DBServer. Os alunos inicialmente ficaram muito cabreiros com a proposta de usarem cartas para propôr técnicas que atendessem um cenário, mas curtiram após começarem a jogar e perceber o quanto poderia ser divertido:

O tabuleiro e as cartas utilizados ainda são os originais em lona resinada e baralho de 108 cartas, a versão definitiva para o evento foi toda reconfigurada, visando ter um conjunto mais compacto e seguro para acondicionamento e transporte. Os tabuleiros serão em papel de gramatura 300g devidamente plastificado e baralho de 90 cartas:

Gerência de Projetos

Assim como usei um jogo para introduzir dezenas de novas técnicas e boas práticas em pauta em TE, na quarta aula de GP eu utilizei uma versão condensada do Banco Intergaláctico para introduzir os fundamentos do SCRUM. Ficou apenas a introdução básica metodológica, o suficiente para fazer rodar o jogo em um tempo de duas horas e meia, mas percebi uma série de oportunidades de redução no tocante a dinâmicas e passos desnecessários para o fim de introdução SCRUM.

O ppt enxuto ficou bem focado, inclusive alterei imagens e sequências para ficar mais divertido e fluido:

E assim como a versão de 8Hrs ou 16Hrs para treinamento de times em empresas, tenho um pacote de histórias do usuário e telas para condução do Release Plan e Retrospectivas com a galera, também simplificadas ao exclusivamente necessário para podermos rodar sprint Zero e dois sprints de construção usando papel, cola, tesoura, régua e hidrocôr, além das escalas em papelão dos caixas eletrônicos:

Semana que vem terei em TE mais um overview sobre Agile, fechando este módulo e a partir da aula seguinte haverá uma inversão com seminários apresentados pelos alunos, nos quais eu contribuirei com cases e mercado. Na disciplina de GP avançaremos com um Startup Dojo que definirá o projeto de cada grupo, de forma que na sequência planejaremos as 10 áreas do PMBOK, na maioria das vezes usando técnicas ágeis e visuais.

Desenvolver um novo jogo equivale a escrever um livro

Pode ser um modelo de negócio ou um hobby, em ambos os casos é preciso ter crença naquilo que está fazendo, condição para continuar investindo e evoluindo em versões, bonecos ou play tests. Nada mais iterativo-incremental que livros e jogos … eles não surgem de repente, são fruto de muita interação e validação.

Eu diria que desenvolver um novo jogo é apaixonante quando temos em nós uma motivação lastreada em compartilhar algo em que acreditamos. Não é para ser uma decisão racional, mas fruto de uma construção temporal, algo que vai se desenvolvendo a partir de oportunidades e experimentação.

É semelhante a escrever um livro, pois exige muito tempo, dedicação e investimento. Assim como em um livro, desde a primeira linha até a primeira versão ou edição, passam-se meses de redação e experimentações, investimento, envolvendo várias pessoas, amigos, colegas, familiares, além de fornecedores.

Tanto um quanto o outro envolvem gráficas expressas, trabalho de ilustração, edição, editoração, muitas noites e finais de semana. Nos livros, meu recurso para validação de ideias e apresentação está no blog, enquanto para validar os jogos eu interajo com colegas, clientes, em eventos e comunidades de prática.

WWII – Meu primeiro jogo (World War II)

Um jogo que surgiu em meus treinamentos SCRUM ainda em 2011 enquanto scrum master de uma empresa aqui da região Sul. Um jogo bem simples, inspirado inicialmente no jogo Aviões 2.0 do Steffens e Prikladnicki, mas só consolidou após conhecer o jogo Scrumia de Wangenheim, Savi e Borgatto.

O objetivo era em menos de uma hora, no final de um curso SCRUM para gerenciamento de projetos ágeis, realizar uma prática tão divertida quanto elucidativa quanto a esquecer de entender o problema, individualismo, de focar na quantidade e não na qualidade, falta de comunicação e esquecer do cliente.

Eu entro em sala usando um chapéu verde camuflado estilo Australiano, um apito pendurado que uso para demarcar tempo ou pedir atenção e me identifico como sendo o cliente das equipes de 5 pessoas formadas para o jogo. Meu nome? General Audy, a procura de equipamentos, aviões e barcos militares.

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Cada equipe escolhe um facilitador, que irá receber os materiais, ajudará na organização e sempre que necessário para retirar impedimentos. Cada time pode se organizar como queira, para a cada avião, barco ou capacete entregue Ok, ganhar 1K, mas perder 1K para cada não entregue e 2K aos entregues e recusados.

Cada equipe recebe 3 folhas A4 (recicladas) e hidrocores para fazer protótipos, estimar tempos, organizar seu fluxo de trabalho para então fazer uma proposta de quantas unidades de aviões, barcos e capacetes é capaz de me entregar a cada 3 minutos, com 3 iterações previstas. Eles tem 5 minutos para este planejamento;

O plano de cada equipe é apresentado, informando quantas unidades de cada um dos três elementos – barcos, aviões, capacetes – entregarão a cada 3 minutos, sempre seguindo o piloto e o feedback dado pelo cliente (eu). No início de cada iteração eles pegam o número exato de folhas conforme o planejamento e …

Aviões, barcos e capacetes possuem capacidade, requisitos, características que devem ser levadas em consideração. A cada iteração, pegam o material, se organizam, executam, entregam (ou não) e recebem bônus ou penalidades. No fim, Sprint review e retrospectiva, sempre com grandes reflexões e aprendizados.

Bamboo Challenge

Este game foi idealizado para o II Moot InterAmericano em Osório entre 31/12 e 04/01, oferecido aos 1200 jovens escoteiro de países latino-americanos com idade entre 18 e 20 anos. Gostei tanto que acabei adotando, guardando as taquaras, mantendo rolos de sisal em casa, já rodei em diferentes edições de Agile Games do TecnoTalks e do S2B do CI do TecnoPUC.

Um Agile Game diferente, com prototipagem, planejamento de tempo, matéria-prima, responsabilidades e metas, com aquisição do material planejado, distribuição de tarefas, pair para transferência de conhecimento, renegociação, conclusão e venda, com bônus e penalidades, por valor agregado ou falhas.

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Uma vez planejado, a produção acontece em 3 sprints de 15 minutos cada, intercalado com 5 minutos de review, retrospectiva e replanejamento. A cada Sprint as equipes produziam e ao final de cada Sprint apresentavam ao cliente o que conseguiram fazer e finalmente revisavam o planejamento, podendo alterar a altura proposta e se precisariam adquirir mais taquaras e sisal.

Após o final do terceiro Sprint, no caso de atrasos, cada minuto representava uma penalidade. Cada metro planejado e entregue (a partir de 3 metros) recebia bônus. Um Agile Game para espaços abertos, pois a meta é um mastro auto-portante que atinge de 2 a 5 metros de altura, assim como podem cair ou vergar … um jogo que eu adoro aplicar e que simula cada passo de um projeto SCRUM real.

Banco Intergaláctico – ATM ou POS

Este eu construí do zero, a procura de um jogo completo SCRUM para treinar as equipes de uma grande instituição financeira. O mote era realizar o Release Plan após um Project Model Canvas e uma certificação em PCT (papel, cola, tesoura e canetinhas), para executarmos 2 ou 3 sprints construindo o MVP do projeto.

O fundo de cena é um banco intergaláctico querendo colocar ATM’s (caixas automáticos 24H) em cada planeta e asteróide para saldo, saque, pagamento e extrato, na edição na Virada Ágil do Agile Brazil 2016 eu fui com um cosplay do Darth Vader, que era o cliente, dono do banco, querendo se regenerar.

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Com user stories, prioridades para o cliente e um hardware feito em papelão para os caixas automáticos, adquiridos na China com hardware específico para tela, teclado, saída da impressora e câmera, a serem respeitados em suas dimensões e características, devidamente validados pelas equipes durante o projeto.

As telas e relatórios de extrato e recibo de pagamento são construídas usando papéis de diferentes cores, tesouras, postits, cola e um estojo de canetinhas hidrocôr. Um paiol de oportunidades para experienciar e entender cada um dos princípios ágeis e regras do método SCRUM.

O jogo é um sucesso como exercício prático, quer na versão ATM ou POS, em versões para treinamentos de 8Hrs ou 16Hrs, um pouco mais focados ou mais sofisticado. Os aprendizados são os mesmos do WWII, mas o uso de um protótipo de ATM com telas e relatórios aproximam a galera de algo do seu cotidiano.

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Este jogo é bem mais complexo para o instrutor, porque necessita de muito mais preparação e simulações, inclusive com um pack de user stories, o project model canvas, além do material para o Release Plan e Retrospectivas. Fiz duas rodadas de pilotos e já rodou umas 20 edições no ano de 2016 para diferentes clientes.

Desafio ToolBox 360º

Este é meu xodó no final de 2016, início de 2017, exigindo investimento em várias formas e recursos, mas é uma peça importante na construção de uma proposta diferente para o mercado, que iniciou com o livro ToolBox 360º no final de 2015. Um guia com 70 boas práticas e técnicas reconhecidas em projetos.

A principal motivação foi minha disciplina de Tópicos Especiais em Engenharia de Software, pois durante o semestre rolam alguns games durante as aulas, além do uso de Agile Subway Maps e Mapas de arquitetura e tecnologia. Queria algo ainda mais ilustrativo e pedagógico, este ano de 2017 o usarei pela primeira vez em aula.

A previsão de lançamento está agendado para o Agile Trends 2017 em São Paulo, para o qual terei o apoio da empresa que escolhi trabalhar em Junho/2013 e comecei como consultor em Julho/2014. Desde então, tenho viajado o Brasil ministrando cursos e implantando equipes e projetos SCRUM  \o/

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O mote era um jogo que instigasse à galera a conhecer as mais de 70 boas práticas sugeridas no livro e no blog, se utilizando de técnicas de ludificação, com desafios individuais e coletivos, com traços de competição e colaborativos. Cada jogador precisa conhecer cada vez mais as técnicas disponíveis para avançar e ganhar.

O jogo possui duas instâncias, a primeira se utiliza do perímetro do tabuleiro em que a cada rodada do segundo os jogadores avançam com suas fichas para vencer. O segundo se utiliza de cenários/desafios a serem atendidos com as cartas de cada jogador. Cerca de quatro cenários atendidos, um jogador pode ganhar o jogo.

É bem simples e divertido, onde os argumentos de cada jogador, o entendimento de cada desafio e o equilíbrio para encontrar a melhor solução possível a cada rodada com as cartas, fazem os jogadores avançarem com suas fichas pelas mais de 30 posições existentes no perímetro até o seu final.

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Jogo – Caixa de Pandora

Um quebra-gelo clássico que está lá no meu livro Jogos 360º, uma dinâmica de grupo que incentiva a empatia e sinergia, improvisar uma história de ficção dentro de regras e fundo de cena pré-acordados. É um jogo típico em alcateias de grupos escoteiros, criado para incentivar a criatividade e a imaginação em uma história irreal ou real com liberdades poéticas.

Aprendi e usei nos anos em que fui Kotick no ramo lobinho, as vezes para deixar voar a imaginação em histórias deles (lobinhos são crianças de 07 a 10 anos), as vezes em uma viagem pela mata, um passei em uma ilha misteriosa, muitas vezes novas histórias que poderiam compôr um Jungle Book II, mas também pode ser algo direcionado, sobre um acantonamento ou evento próximo.

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O que precisa de material é uma caixa ou saco com dezenas de itens planejados e/ou inusitados dentro, vários objetos comuns e peculiares, de forma a desenvolver um jogo divertido e que exija criatividade e perspicácia. Enquanto escoteiros, tinha uma corda, uma tampa de panela, um graveto, etc, ítens que deveriam instigar a imaginação deles em um acampamento, por exemplo.

Pode ser um misto de KIM (Jogo de memória), de forma que a medida que o jogo se desenvolve os participantes tem que lembrar o que já foi contado (I), podemos ter papel e lápis em mãos para exercitar uma facilitação visual, de forma a irem ilustrando o que está sendo contado (II) ou irem registrando a história de forma narrativa resumida (III). Eu curto o KIM ou a facilitação visual.

  • Existe uma só caixa com dezenas de itens dentro;
  • Coloque a caixa no meio da sala;
  • O primeiro a retirar deve criar o início de uma história;
  • Se existir um fundo de cena combinado, devem se contextualizar nele;
  • As cegas, uma pessoa após a outra retira um objeto da caixa;
  • Cada integrante retira e continua a história de onde parou, usando ele;
  • O grupo aceita ou não a continuação, em comum acordo;

Pode-se combinar que os outros não podem ajudar, podem ajudar na parte de relembrar a história até ali ou pode ser tido DOJO em que só quem o precedeu pode ajudar. A ajuda é para apoio, não deixe que uma ou outra pessoa conduza sozinha a história, o divertido é terem que se adaptar a imaginação daquele que o precedeu.

Por uma questão de logística, podem ser feitos medalhões com imagens coladas neles representando os objetos, facilita o transporte e nos casos em que são vários grupos. Quando em vários grupos é possível retirar uma só sequência de forma a que cada grupo crie sua história e faça o seu registro visual, para ao final expôr e fazer um pitch para vermos que cada história seguiu seu caminho.

PRINCÍPIOS: Um exercício de memória, criatividade, perspicácia, imaginação e adaptação, usado como quebra-gelo antes de dinâmicas mais densas. Dá para falar de empatia, integração, senso de time e superação.

DICA: Na caixa pode ter um celular, copo, bola, durex, dado, ampulheta, alguns brinquedos de plástico como carro, bonecos, panelas, bichos de pelúcia, relógio, caixas e embalagens. Se não for possível ter objetos, use medalhões com eles impressos ou com recortes de revistas. É possível direcionar o jogo com objetos ou situações específicas, contextualizado (eu tenho até hoje os cards contendo em cada um itens certos e errados de um acampamento).

Jogos compartilhados no site do Jurgen

No site oficial do Management 3.0 do Jurgen Appelo temos: “Management 3.0 é um movimento de inovação, liderança e gestão. Management 3.0 está redefinindo o conceito de liderança tendo a gestão como uma responsabilidade de grupo. É sobre trabalhar junto para encontrar a forma mais eficiente para que o negócio atinja seus objetivos enquanto mantêm a felicidade dos trabalhadores como uma prioridade. Management 3.0 é uma revolução global da gestão que trás junto milhares de gerentes de projetos, gerentes de nível médio, CEOs e empreendedores e desenvolvedores de soluções juntos, usando jogos para encorajar pareceres de empregados e colaboração.

Como apaixonado que sou por dinâmicas e ambientes de trabalho descarregados do peso da revolução industrial do final do século XIX, apresento os 12 passos e um slideshare do Jurgen antes de apresentar três jogos que qualquer um pode usar como quabra-gelo, WarmUp ou mesmo o objetivo de uma reunião:

12passos

MOVING MOTIVATORS

Uma dinâmica voltada a reflexão, auto-conhecimento, ao diálogo e convergência em relação ao motivadores de cada um de nós, quais os maiores influenciadores, gerando insights sobre o que move e engaja as pessoas e os times enquanto grupos sócio-técnicos com objetivos em comum:

http://managementexperiments.blogspot.com.br/motivate-your-team.html
https://management30.com/practice/moving-motivators/
https://Management30-MovingMotivatorCards-2015-self-print-A4-ES.pdf
http://www.slideshare.net/moving-motivators-66031491

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Após explicar ao time que o objetivo da retrospectiva será conhecer-se melhor, individualmente e coletivamente, cada um reflete individualmente sobre cada um dos motivadores, porque na sequência cada participante irá pontuar seus de 1 a 10, sendo o 10 o mais importante e 1 o menos importante. O jogo segue montando um ranking geral do time por motivador, o que é possível fazer de diferentes modos, inclusive com um board matricial.

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MEDDLERS

Este jogo proporciona aos jogadores visualizarem e discutir a estrutura organizacional e as oportunidades de melhoria. Utiliza o capital intelectual dos participantes para encontrar alternativas para otimização dos recursos humanos disponíveis.

http://www.knowledge21.com.br/dinamica-meddlers-do-management-30/
https://management30.com/08-Meddlers-Tiles-and-Pieces-v1.011.pdf
https://management30.com/product/meddlers/

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DELEGATION POKER

Um jogo para fazer refletir sobre alçada, individual e coletiva, sob o prisma de cada um e do todo. Quais as situações e quais os endereçamentos, formas de tomada de decisão para prosseguir. O Management 3.0 possui boas atividades, todas compartilhadas no site do Jurgen:

https://management30.com/pb/product/delegation-poker/
https://www.youtube.com/watch?v=VZF-G7MCSG4
https://Management30-Delegation-Poker-2015-self-print-A4-PT.pdf

1. Alguém escolhe um cenário, real, existente, mas pode ser hipotético;
2. Cada jogador escolhe uma das sete cartas de delegação;
3. Quando todos decidirem, todos revelam a sua carta ao mesmo tempo;
4. Todos ganham pontos de acordo com o valor da sua carta;
5. Os jogadores que estiverem sozinhos na sua opção não ganham ponto;
5. As maiores e as menores cartas explicam, justificam suas razões;
6. Você pode criar um Board para mostrar os resultados de cada rodada.

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Curto grandes profissionais que exercem seu duplo papel em ser exemplo, compartilhando, disseminando, ao mesmo tempo que são focados em business, não fazem reserva de mercado, não se escondem atrás da caixa registradora, não sonegam. Na prática, isso é para quem realmente acredita em muito do que prega, em uma sociedade do conhecimento, em colaboração, sabem que bons negócios surgem deste modelo, mais que com reserva de conhecimento.

Tô com o Jurgen e não abro!