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Desenvolver um novo jogo equivale a escrever um livro

Pode ser um modelo de negócio ou um hobby, em ambos os casos é preciso ter crença naquilo que está fazendo, condição para continuar investindo e evoluindo em versões, bonecos ou play tests. Nada mais iterativo-incremental que livros e jogos … eles não surgem de repente, são fruto de muita interação e validação.

Eu diria que desenvolver um novo jogo é apaixonante quando temos em nós uma motivação lastreada em compartilhar algo em que acreditamos. Não é para ser uma decisão racional, mas fruto de uma construção temporal, algo que vai se desenvolvendo a partir de oportunidades e experimentação.

É semelhante a escrever um livro, pois exige muito tempo, dedicação e investimento. Assim como em um livro, desde a primeira linha até a primeira versão ou edição, passam-se meses de redação e experimentações, investimento, envolvendo várias pessoas, amigos, colegas, familiares, além de fornecedores.

Tanto um quanto o outro envolvem gráficas expressas, trabalho de ilustração, edição, editoração, muitas noites e finais de semana. Nos livros, meu recurso para validação de ideias e apresentação está no blog, enquanto para validar os jogos eu interajo com colegas, clientes, em eventos e comunidades de prática.

WWII – Meu primeiro jogo (World War II)

Um jogo que surgiu em meus treinamentos SCRUM ainda em 2011 enquanto scrum master de uma empresa aqui da região Sul. Um jogo bem simples, inspirado inicialmente no jogo Aviões 2.0 do Steffens e Prikladnicki, mas só consolidou após conhecer o jogo Scrumia de Wangenheim, Savi e Borgatto.

O objetivo era em menos de uma hora, no final de um curso SCRUM para gerenciamento de projetos ágeis, realizar uma prática tão divertida quanto elucidativa quanto a esquecer de entender o problema, individualismo, de focar na quantidade e não na qualidade, falta de comunicação e esquecer do cliente.

Eu entro em sala usando um chapéu verde camuflado estilo Australiano, um apito pendurado que uso para demarcar tempo ou pedir atenção e me identifico como sendo o cliente das equipes de 5 pessoas formadas para o jogo. Meu nome? General Audy, a procura de equipamentos, aviões e barcos militares.

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Cada equipe escolhe um facilitador, que irá receber os materiais, ajudará na organização e sempre que necessário para retirar impedimentos. Cada time pode se organizar como queira, para a cada avião, barco ou capacete entregue Ok, ganhar 1K, mas perder 1K para cada não entregue e 2K aos entregues e recusados.

Cada equipe recebe 3 folhas A4 (recicladas) e hidrocores para fazer protótipos, estimar tempos, organizar seu fluxo de trabalho para então fazer uma proposta de quantas unidades de aviões, barcos e capacetes é capaz de me entregar a cada 3 minutos, com 3 iterações previstas. Eles tem 5 minutos para este planejamento;

O plano de cada equipe é apresentado, informando quantas unidades de cada um dos três elementos – barcos, aviões, capacetes – entregarão a cada 3 minutos, sempre seguindo o piloto e o feedback dado pelo cliente (eu). No início de cada iteração eles pegam o número exato de folhas conforme o planejamento e …

Aviões, barcos e capacetes possuem capacidade, requisitos, características que devem ser levadas em consideração. A cada iteração, pegam o material, se organizam, executam, entregam (ou não) e recebem bônus ou penalidades. No fim, Sprint review e retrospectiva, sempre com grandes reflexões e aprendizados.

Bamboo Challenge

Este game foi idealizado para o II Moot InterAmericano em Osório entre 31/12 e 04/01, oferecido aos 1200 jovens escoteiro de países latino-americanos com idade entre 18 e 20 anos. Gostei tanto que acabei adotando, guardando as taquaras, mantendo rolos de sisal em casa, já rodei em diferentes edições de Agile Games do TecnoTalks e do S2B do CI do TecnoPUC.

Um Agile Game diferente, com prototipagem, planejamento de tempo, matéria-prima, responsabilidades e metas, com aquisição do material planejado, distribuição de tarefas, pair para transferência de conhecimento, renegociação, conclusão e venda, com bônus e penalidades, por valor agregado ou falhas.

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Uma vez planejado, a produção acontece em 3 sprints de 15 minutos cada, intercalado com 5 minutos de review, retrospectiva e replanejamento. A cada Sprint as equipes produziam e ao final de cada Sprint apresentavam ao cliente o que conseguiram fazer e finalmente revisavam o planejamento, podendo alterar a altura proposta e se precisariam adquirir mais taquaras e sisal.

Após o final do terceiro Sprint, no caso de atrasos, cada minuto representava uma penalidade. Cada metro planejado e entregue (a partir de 3 metros) recebia bônus. Um Agile Game para espaços abertos, pois a meta é um mastro auto-portante que atinge de 2 a 5 metros de altura, assim como podem cair ou vergar … um jogo que eu adoro aplicar e que simula cada passo de um projeto SCRUM real.

Banco Intergaláctico – ATM ou POS

Este eu construí do zero, a procura de um jogo completo SCRUM para treinar as equipes de uma grande instituição financeira. O mote era realizar o Release Plan após um Project Model Canvas e uma certificação em PCT (papel, cola, tesoura e canetinhas), para executarmos 2 ou 3 sprints construindo o MVP do projeto.

O fundo de cena é um banco intergaláctico querendo colocar ATM’s (caixas automáticos 24H) em cada planeta e asteróide para saldo, saque, pagamento e extrato, na edição na Virada Ágil do Agile Brazil 2016 eu fui com um cosplay do Darth Vader, que era o cliente, dono do banco, querendo se regenerar.

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Com user stories, prioridades para o cliente e um hardware feito em papelão para os caixas automáticos, adquiridos na China com hardware específico para tela, teclado, saída da impressora e câmera, a serem respeitados em suas dimensões e características, devidamente validados pelas equipes durante o projeto.

As telas e relatórios de extrato e recibo de pagamento são construídas usando papéis de diferentes cores, tesouras, postits, cola e um estojo de canetinhas hidrocôr. Um paiol de oportunidades para experienciar e entender cada um dos princípios ágeis e regras do método SCRUM.

O jogo é um sucesso como exercício prático, quer na versão ATM ou POS, em versões para treinamentos de 8Hrs ou 16Hrs, um pouco mais focados ou mais sofisticado. Os aprendizados são os mesmos do WWII, mas o uso de um protótipo de ATM com telas e relatórios aproximam a galera de algo do seu cotidiano.

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Este jogo é bem mais complexo para o instrutor, porque necessita de muito mais preparação e simulações, inclusive com um pack de user stories, o project model canvas, além do material para o Release Plan e Retrospectivas. Fiz duas rodadas de pilotos e já rodou umas 20 edições no ano de 2016 para diferentes clientes.

Desafio ToolBox 360º

Este é meu xodó no final de 2016, início de 2017, exigindo investimento em várias formas e recursos, mas é uma peça importante na construção de uma proposta diferente para o mercado, que iniciou com o livro ToolBox 360º no final de 2015. Um guia com 70 boas práticas e técnicas reconhecidas em projetos.

A principal motivação foi minha disciplina de Tópicos Especiais em Engenharia de Software, pois durante o semestre rolam alguns games durante as aulas, além do uso de Agile Subway Maps e Mapas de arquitetura e tecnologia. Queria algo ainda mais ilustrativo e pedagógico, este ano de 2017 o usarei pela primeira vez em aula.

A previsão de lançamento está agendado para o Agile Trends 2017 em São Paulo, para o qual terei o apoio da empresa que escolhi trabalhar em Junho/2013 e comecei como consultor em Julho/2014. Desde então, tenho viajado o Brasil ministrando cursos e implantando equipes e projetos SCRUM  \o/

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O mote era um jogo que instigasse à galera a conhecer as mais de 70 boas práticas sugeridas no livro e no blog, se utilizando de técnicas de ludificação, com desafios individuais e coletivos, com traços de competição e colaborativos. Cada jogador precisa conhecer cada vez mais as técnicas disponíveis para avançar e ganhar.

O jogo possui duas instâncias, a primeira se utiliza do perímetro do tabuleiro em que a cada rodada do segundo os jogadores avançam com suas fichas para vencer. O segundo se utiliza de cenários/desafios a serem atendidos com as cartas de cada jogador. Cerca de quatro cenários atendidos, um jogador pode ganhar o jogo.

É bem simples e divertido, onde os argumentos de cada jogador, o entendimento de cada desafio e o equilíbrio para encontrar a melhor solução possível a cada rodada com as cartas, fazem os jogadores avançarem com suas fichas pelas mais de 30 posições existentes no perímetro até o seu final.

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Jogo – Caixa de Pandora

Um quebra-gelo clássico que está lá no meu livro Jogos 360º, uma dinâmica de grupo que incentiva a empatia e sinergia, improvisar uma história de ficção dentro de regras e fundo de cena pré-acordados. É um jogo típico em alcateias de grupos escoteiros, criado para incentivar a criatividade e a imaginação em uma história irreal ou real com liberdades poéticas.

Aprendi e usei nos anos em que fui Kotick no ramo lobinho, as vezes para deixar voar a imaginação em histórias deles (lobinhos são crianças de 07 a 10 anos), as vezes em uma viagem pela mata, um passei em uma ilha misteriosa, muitas vezes novas histórias que poderiam compôr um Jungle Book II, mas também pode ser algo direcionado, sobre um acantonamento ou evento próximo.

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O que precisa de material é uma caixa ou saco com dezenas de itens planejados e/ou inusitados dentro, vários objetos comuns e peculiares, de forma a desenvolver um jogo divertido e que exija criatividade e perspicácia. Enquanto escoteiros, tinha uma corda, uma tampa de panela, um graveto, etc, ítens que deveriam instigar a imaginação deles em um acampamento, por exemplo.

Pode ser um misto de KIM (Jogo de memória), de forma que a medida que o jogo se desenvolve os participantes tem que lembrar o que já foi contado (I), podemos ter papel e lápis em mãos para exercitar uma facilitação visual, de forma a irem ilustrando o que está sendo contado (II) ou irem registrando a história de forma narrativa resumida (III). Eu curto o KIM ou a facilitação visual.

  • Existe uma só caixa com dezenas de itens dentro;
  • Coloque a caixa no meio da sala;
  • O primeiro a retirar deve criar o início de uma história;
  • Se existir um fundo de cena combinado, devem se contextualizar nele;
  • As cegas, uma pessoa após a outra retira um objeto da caixa;
  • Cada integrante retira e continua a história de onde parou, usando ele;
  • O grupo aceita ou não a continuação, em comum acordo;

Pode-se combinar que os outros não podem ajudar, podem ajudar na parte de relembrar a história até ali ou pode ser tido DOJO em que só quem o precedeu pode ajudar. A ajuda é para apoio, não deixe que uma ou outra pessoa conduza sozinha a história, o divertido é terem que se adaptar a imaginação daquele que o precedeu.

Por uma questão de logística, podem ser feitos medalhões com imagens coladas neles representando os objetos, facilita o transporte e nos casos em que são vários grupos. Quando em vários grupos é possível retirar uma só sequência de forma a que cada grupo crie sua história e faça o seu registro visual, para ao final expôr e fazer um pitch para vermos que cada história seguiu seu caminho.

PRINCÍPIOS: Um exercício de memória, criatividade, perspicácia, imaginação e adaptação, usado como quebra-gelo antes de dinâmicas mais densas. Dá para falar de empatia, integração, senso de time e superação.

DICA: Na caixa pode ter um celular, copo, bola, durex, dado, ampulheta, alguns brinquedos de plástico como carro, bonecos, panelas, bichos de pelúcia, relógio, caixas e embalagens. Se não for possível ter objetos, use medalhões com eles impressos ou com recortes de revistas. É possível direcionar o jogo com objetos ou situações específicas, contextualizado (eu tenho até hoje os cards contendo em cada um itens certos e errados de um acampamento).

Jogos compartilhados no site do Jurgen

No site oficial do Management 3.0 do Jurgen Appelo temos: “Management 3.0 é um movimento de inovação, liderança e gestão. Management 3.0 está redefinindo o conceito de liderança tendo a gestão como uma responsabilidade de grupo. É sobre trabalhar junto para encontrar a forma mais eficiente para que o negócio atinja seus objetivos enquanto mantêm a felicidade dos trabalhadores como uma prioridade. Management 3.0 é uma revolução global da gestão que trás junto milhares de gerentes de projetos, gerentes de nível médio, CEOs e empreendedores e desenvolvedores de soluções juntos, usando jogos para encorajar pareceres de empregados e colaboração.

Como apaixonado que sou por dinâmicas e ambientes de trabalho descarregados do peso da revolução industrial do final do século XIX, apresento os 12 passos e um slideshare do Jurgen antes de apresentar três jogos que qualquer um pode usar como quabra-gelo, WarmUp ou mesmo o objetivo de uma reunião:

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MOVING MOTIVATORS

Uma dinâmica voltada a reflexão, auto-conhecimento, ao diálogo e convergência em relação ao motivadores de cada um de nós, quais os maiores influenciadores, gerando insights sobre o que move e engaja as pessoas e os times enquanto grupos sócio-técnicos com objetivos em comum:

http://managementexperiments.blogspot.com.br/motivate-your-team.html
https://management30.com/practice/moving-motivators/
https://Management30-MovingMotivatorCards-2015-self-print-A4-ES.pdf
http://www.slideshare.net/moving-motivators-66031491

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Após explicar ao time que o objetivo da retrospectiva será conhecer-se melhor, individualmente e coletivamente, cada um reflete individualmente sobre cada um dos motivadores, porque na sequência cada participante irá pontuar seus de 1 a 10, sendo o 10 o mais importante e 1 o menos importante. O jogo segue montando um ranking geral do time por motivador, o que é possível fazer de diferentes modos, inclusive com um board matricial.

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MEDDLERS

Este jogo proporciona aos jogadores visualizarem e discutir a estrutura organizacional e as oportunidades de melhoria. Utiliza o capital intelectual dos participantes para encontrar alternativas para otimização dos recursos humanos disponíveis.

http://www.knowledge21.com.br/dinamica-meddlers-do-management-30/
https://management30.com/08-Meddlers-Tiles-and-Pieces-v1.011.pdf
https://management30.com/product/meddlers/

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DELEGATION POKER

Um jogo para fazer refletir sobre alçada, individual e coletiva, sob o prisma de cada um e do todo. Quais as situações e quais os endereçamentos, formas de tomada de decisão para prosseguir. O Management 3.0 possui boas atividades, todas compartilhadas no site do Jurgen:

https://management30.com/pb/product/delegation-poker/
https://www.youtube.com/watch?v=VZF-G7MCSG4
https://Management30-Delegation-Poker-2015-self-print-A4-PT.pdf

1. Alguém escolhe um cenário, real, existente, mas pode ser hipotético;
2. Cada jogador escolhe uma das sete cartas de delegação;
3. Quando todos decidirem, todos revelam a sua carta ao mesmo tempo;
4. Todos ganham pontos de acordo com o valor da sua carta;
5. Os jogadores que estiverem sozinhos na sua opção não ganham ponto;
5. As maiores e as menores cartas explicam, justificam suas razões;
6. Você pode criar um Board para mostrar os resultados de cada rodada.

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Curto grandes profissionais que exercem seu duplo papel em ser exemplo, compartilhando, disseminando, ao mesmo tempo que são focados em business, não fazem reserva de mercado, não se escondem atrás da caixa registradora, não sonegam. Na prática, isso é para quem realmente acredita em muito do que prega, em uma sociedade do conhecimento, em colaboração, sabem que bons negócios surgem deste modelo, mais que com reserva de conhecimento.

Tô com o Jurgen e não abro!

 

Mais jogos de tabuleiro, expandindo horizontes

Dois jogos que conheci este mês, o DIXIT e o TSURO, o primeiro é uma oportunidade lúdica para discutir abstrações, comunicação, narrativa, enquanto o segundo é especial para falarmos de cenários prospectivos, ponto de vista, adaptação e até probabilidades.

Quer se divertir com os colegas naquela horinha depois do almoço? Que tal jogar um jogo de tabuleiro? Tenho uma colega que é mega-especialista nisso e sempre vem com novidades, a Ana Hermann, criadora do jogo BDD Warrior e que conhece todos os jogos de tabuleiro da face da terra.

DIXIT

Este eu conheci com a galera da DTS na PROCERGS, é sensacional, pois exige muita perspicácia, criatividade, empatia, a caixa era do Israel Berbigier, outro especialista em jogos de tabuleiro. As cartas são uma obra de arte, de tons pastéis, envoltos em uma atmosfera e de um prisma surreal, a primeira vez que eu vi fiquei realmente impressionado com a beleza e suavidade. Um jogo para contar histórias!

Cada jogador recebe algumas cartas e o da vez deve colocar uma carta virada para baixo e dizer algo que remeta a ela mas que não seja óbvia. Cada um dos outros jogadores tentarão jogar um carta que tenha a ver com o que foi dito pelo primeiro, um jogo de muita imaginação, criatividade, perspicácia e inspiração. As cartas são enormes e tem tudo para gerar boas rodadas entre amigos.

Pelo aspecto lúdico, uma forma de incentivar um olhar 360°, percebendo os detalhes, vendo fora da caixa, diferente, o não óbvio ou trivial, mas o singular e especial. Um jogo diferenciado, análogo a filmes europeus e não a blockbusters americanos, algo que nos obriga a pensar, aprender e melhorar.

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Deixo aqui o link do Dixit no site de uma das maiores referências em jogos de tabuleiro aqui no Sul – https://www.galapagosjogos.com.br/jogos/dixit

TSURO

Completamente diferente, mas igualmente apaixonante, um jogo de atmosfera oriental e que exige visão espacial, lateral, antecipação, probabilidades, estratégia aplicada. As regras são muito simples e é para todas as idades, desde que esteja disposto a pensar, pois é como um jogo de xadrez …

Cada jogador recebe uma peça e posiciona em uma das muitas marcações laterais para início, a partir daí, um por vez escolhe uma carta e a coloca em sequência. Cada carta possuem alguns traçados, que servem como estradas, se conectando umas as outras, ganhando quem mais tempo permanecer no tabuleiro.

Conforme o jogo vai evoluindo, colocando novas peças, devemos nos esforçar para ficar longe ou pelo menos não sairmos do tabuleiro. Para sair basta que nossa estrada nos conduza para fora, porque nossa peça vai seguindo a linha composta pelas cartas já posicionadas … parece difícil mas é muito fácil.

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Tem app para mobile. Deixo um link para quem quer saber mais, é de outro site, americano, que tem todo tipo de jogo de tabuleiro, regras e informações, vale a pena conhecer – https://boardgamegeek.com/boardgame/16992/tsuro.

Jogo – Versionamento e Merge “Onde está Wally?”

Em uma aula invertida de Tópicos Especiais, o grupo composto pelo VICENTE MIRABER, ALLAN AMARAL, THOMAS ANTUNES, JOACIR JÚNIOR e JOSADAIK MARQUES propôs e aplicou um jogo criado por eles para discutir versionamento e merge.

Após uma aula em formato de seminário em que o grupo da noite apresentou durante uma hora o conteúdo pertinente a gestão de configuração e versionamento, o grupo seguiu a regra dos grupos anteriores e aplicou um jogo.

Já tivemos BDDWarrior para fixar BDD, Aviões 2.0 para discutir escopo, Robô para discutir auto-organização, mas este foi diferente, porque foi criado pelo próprio grupo para brincar de versionamento e merge em equipe.

O jogo é divertido, descontrai, permite ao facilitador resgatar fundamentos como o valor de habilidades individuais a auto-organização, a necessidade de versionar a execução de cada um, da integração do trabalho em um merge consolidado.

  1. Separaram a turma em equipes de 5 pessoas;
  2. Entregaram a cada grupo, 6 folhas do Wally;
  3. Cada grupo teve que se organizar a gosto;
  4. Tiveram 5 minutos para achar os Wallys …
  5. Ao final deveriam fazer um mapa único (*);
  6. Coube aos times controlar o tempo e entregar.

(*) O mapa consistia em uma folha A4 contendo a localização de todos os Wally’s encontrados … devendo ser feito de forma racional para garantir que pelo mapa cada um dos Wally’s seria rapidamente e facilmente encontrados.

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Um bom jogo para ser usado como foi, quebrando a teoria com uma dinâmica lúdica, divertida, que mesmo sendo com “Onde está Wally?”, gerou bons ganchos com a teoria. Auto-organização, escopo, qualidade, valor, execução, timing, …

Aulas a noite, após um dia inteiro de trabalho, encarando de 4 a 6 créditos corridos ou intercalados, é preciso usar de bom senso e psicologia, estamos no século XXI e sabemos que empurrar teoria decoreba guela abaixo não resolve.

O papel do ensino vem se ajustando ao tempo, devagar, alguns usam a analogia do paquiderme, mas nem isso é justo dizer, porque paquidermes são bem mais ágeis que a maioria das pessoas imaginam, correndo tanto quanto nós (+/- 40 Km/h).

A pedagogia, sociologia e psicologia vem nos desafiando a usar novas formas de ensino, voltados mais ao aprendizado e aluno, menos ao conteúdo. É preciso priorizar diferentes formas de absorção – visual, motora, auditiva, sensorial, …

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Parabéns ao grupo, quem sabe o nome não cola no nome deles e assim como a Daiana dos Santos, em futuros eventos de Agile Games, assim como o Aviões do Steffens e Macondo do Peres, vamos ter o “Onde está Wally?” do Miraber, Amaral, Antunes, Joacir e Marques, 2016.  \o/

Jogo das sombras

Ontem mesmo postei sobre o jogo Telefone Sem Fio, mas vou aproveitar para junto compartilhar um que discuti a mesma vibe sobre o valor do coletivo. Mais um jogo para discutir o que é capital intelectual, falar sobre o porque envolver todo o time e envolvidos desde o início e a cada duas semanas, é um daqueles jogos em que podemos traçar a melhor síntese possível dos princípios ágeis.

Um jogo que apliquei com lobinhos no escotismo, crianças de 7 a 10 anos, em eventos chamados de lâmparadas, quando colocamos um lampião no centro da sala, projetando sua luz em todas as direções, ao redor deste lampião colocamos diferentes objetos, de tamanhos e formatos diferentes e inusitados.

Em uma lâmparada, os lobinhos se organizam em um círculo ou círculos concêntricos ao redor de uma fonte luminosa, normalmente lampiões a gás ou elétricos, mas também podendo ser as brasas do que foi uma fogueira, o que chamamos de flor vermelha.

No jogo das sombras, os lobinhos dispostos em cada face do lampião conversam em grupos, desenhando ou declarando cada objeto que vêem sem se mover, tornando possível com o somatório dos diferentes pontos de vista entender e desenhar TODOS os objetos existentes.

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Eu simulo este mesmo jogo em equipes ágeis na forma de um WarmUp, sem o lampião ou fogueira, mas com um arranjo de objetos em uma mesa ao centro da sala, de forma que conforme a posição de cada um é possível ver parte do que está ali disposto, mas com a soma de relatos e debates é possível acertar todos eles.

Fundamentos

A alegoria da caverna proposta por Platão, reinterpretada em projetos de TI é cada um manter-se olhando apenas as sombras que lhe competem. Platão afirma que pessoas morando toda a sua vida em uma caverna, apenas com uma iluminação gerando projeções de diferentes sombras em seu teto e paredes, pensariam que a vida se resume a sua realidade e percepções. Se um deles dissesse que lá fora existem animais, plantas e todo um mundo a ser explorado, o taxariam de louco.

A imersão e colaboração entre todos os papéis e atores envolvidos em um projeto ágil é o que nos distancia de um clássico organograma e atuação de gerentes, especialistas e operários. No século XX cada profissional deveria cumprir as suas tarefas, independente de entender ou concordar com elas, o ônus desta abordagem na área de TI  é mais que conhecido (nas outras também, mas aqui falo de TI).

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Ao participar de um projeto, quanto mais cada um entender os porquês e valor de cada necessidade, bem como cada problema ou oportunidade que as gera, mais cada um poderá utilizar sua expertise e conhecimentos para agregar maior empatia, sinergia e resultados. O objetivo é fazer mais com menos, é fazer o dobro na metade do tempo, não em quantidade, mas em valor e efetividade.

Ponto de Vista

Agilidade é antecipar ao máximo a percepção de riscos e oportunidades, é aproveitar ao máximo o capital intelectual de todos os envolvidos, é saber a opinião de alguém o quanto antes, quer para aproveitar ou demovê-la, porque antecipar-se resume-se a hipóteses, argumentos, negociação e decisão. Todos podemos escolher se tomaremos melhores decisões sozinhos ou acompanhados.

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Jogo – Telefone sem fio

Nas aulas de Tópicos Especiais eu incentivo o uso de games para fixação de conteúdo, uma disciplina que se utiliza do conceito de aula invertida. Os alunos em grupos recebem tópicos como BDD, TDD e LPS, para os quais devem preparar um trabalho, compartilhar com a turma e apresentar em aula.

A galera se utiliza de jogos como o Aviões 2.0 do Steffens para falar de requisitos, BDDWarriors para falar de especificação por exemplos, mas na semana passada usaram a galera que apresentava um trabalho sobre DDD e FDD aplicou um jogo relacionado ao viés das dinâmicas colaborativas, cooperativas propostas.

Sendo assim, o mérito em resgatar este jogo e fazer eu relembrar algumas de suas variação é do Carlos Eduardo, Diego Matte, Elton Nogueira, Matheus Prestes e Neimar Osbel.

Base da maior parte das metodologias e frameworks trabalhados em aula e pelo mercado, um jogo que força a reflexão sobre os riscos de tentar entender e modelar de forma documental somado a papéis especializados para análise de negócios, sistemas, desenvolvedores e testers, como usávamos no século XX.

Telefone Sem Fio #1

Um jogo com variadas formas de execução, o grupo em questão separou em equipes pequenas, com um número de equipes divisível por três, de forma que cada três equipes fiquem em linha, uma ao lado da outra, mas sem contato, de forma que cada uma trabalhe em separado.

A primeira equipe das três recebe uma folha com uma frase, que deve em dois minutos transformar em um desenho em uma outra folha, de forma a repassar à equipe seguinte apenas o desenho. A segunda equipe recebe o desenho, que deve ser novamente convertido para texto, sem que uma equipe fale com outra.

As frases tem que ser inusitadas, com elementos inesperados, como é afinal nossos requisitos e projetos, como por exemplo: “Um dragão cuspindo fogo sobre uma árvore ao lado de uma casa com piscina habitada por tartarugas.”

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Telefone Sem Fio #2

Eu aplico o mesmo jogo na forma de uma competição, cada equipe é formada por 4 pessoas, que ficam um após o outro a  uma distância de um metro ou sentados em linha, distanciados, um atras do outro. É a mesma inspiração da versão acima, mas focado em qual equipe acaba antes e poder comparar os diferentes resultados.

Eu peço que desenhem usando toda a folha, para o quê lhes dou uma folha A4 e canetões bem grossos, de forma que os desenhos e as frases possam ser vistas de longe, pois ao final eu exponho a primeira frase, o primeiro desenho, a segunda frase, o segundo desenho e finalmente a frase final.

Expondo em linha as 5 folhas de cada equipe, lado-a-lado de forma que o primeiro texto igual de todas, o primeiro desenho de todas, a segunda frase resultante do primeiro desenho e assim por diante. É garantia de um quebra gelo clássico, divertido, com adrenalina e boas reflexões.

Eu fecho o jogo pedindo que cada equipe se reuna e faça o melhor desenho possível para a frase original, valorizando a possibilidade de juntos confeccionarem um desenho pensando em como ficaria mais fácil possível para eles relerem e saberem a frase exata  … muito legal e surpreendente!

Telefone Sem Fio #3

Uma versão mais simples é o telefone sem fio do nosso tempo de criança, em que o primeiro recebe uma frase, que deve transmitir ao pé de ouvido para o próximo, que repassará ao seguinte e assim por diante … somente cabendo ao último transcrever ou desenhar o que ouviu, enquanto os outros o assistem …

Resumo fundamentos dos Team Building Games

  1. Não improvise, dedique um tempo para escolher e planejar;
  2. Escolha o jogo que melhor atenda a necessidade atual;
  3. Não repita o mesmo, traga sempre algo novo e instigante;
  4. Não esgote, não sature, encerre antes do pessoal cansar;
  5. Seja flexível, aborte ou mude se necessário;
  6. Verifique se por acaso eles já não conhecem o jogo planejado;
  7. Tenha um jogo na manga, como contingência se der algo errado;
  8. Não desove o jogo, brinque, instigue, divirtam-se ou não vale;
  9. Busque seguir os valores e cultura da empresa … sempre!