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Assessment (+20) não gera diagnóstico, mas é uma usina de insights

Compartilho a seguir alguns assessments que tenho usado na minha estrada como Agile Coach e consultor, a do James Shore eu aprendi com o grande parceiro Alejandro Olchik em 2015, os outros fui  encontrando em meio a milhares de páginas e artigos que fui lendo e compartilhando nos últimos sete anos.

A seguir um mapa geral dos assessments que compartilhei neste post, clique aqui para baixar se quiser te-lo em tamanho A3 como um guia:

ASSESSMENTS

Não acredito em assessments para diagnósticos, mas se bem escolhido frente ao momento do time, é uma ferramenta relevante para ampliar horizontes e fomentar o debate construtivo, aumentar o auto-conhecimento e embasar os próximos passos e planos de ação. Clique nas imagens para ir às páginas e arquivos originais:

1. Roda da Vida

Se você não tem domínio sobre você mesmo, se não dedica algum tempo para auto-conhecer-se, querer fazer isso para o grupo é amadorismo. Pessoas que se conhecem bem pessoal e profissionalmente tendem a se posicionar e propôr soluções mais assertivamente … A roda da vida é uma preliminar pessoal para SWOT, BMY, Johari, CHAx5, antes de discutir sonhos e planos coletivos.

2. Assessment James Shore

Este aqui tem questões muito objetivas sobre valores e boas práticas em áreas como Agile Thinking, Colaboração, Planejamento, Desenvolvimento e Entrega. Em grupos grandes eu divido em sub-grupos de 3 pessoas, que respondem e depois convergimos juntos no entendimento de pontos fortes e fracos, propondo pequenos planos de ação para melhorias:

art of agile - shore map

3. Maturity Assessment Model for Scrum Teams

No site da Scrum Alliance tem este assessment sobre os 12 princípios ágeis, já o utilizei como warmup, antes de uma retrospectiva e gerou bons insights sobre nossos valores ágeis. A proposta original diferencia a opinião de cada um, mas eu normalmente faço uma primeira discussão em sub-grupos de 2 ou 3, depois consolidamos, assim cada coluna passa a representar um grupo e não uma pessoa:

4. Comparative Agility

Eu realizei o assessment online e salvei todas as questões para poder me debruçar e analisá-las com mais calma … até mesmo porque meu objetivo não era nos comparar com outras empresas e equipes, mas proporcionar reflexões sobre quesitos relevantes e montar planos de ações para melhoria contínua:

5. Agilometer PRINCE2

PRINCE2 é um framework tradicional para gerenciamento de projetos que vem se propondo a flexibilizar-se e agregar valor com princípios e boas práticas oriundas do Scrum e Kanban. De toda forma, compartilho um assessment muito simples, é só imprimir colorido e colocar “botões” deslizantes, que podem ser postits:

6. SAFe Team self-assessment

Esse é bem conhecido da galera do SAFe, o que restringe seu uso a poucas e grandes empresas, aquelas que usam o framework para projetos que contam com muitas equipes trabalhando juntas no mesmo release … no início pode parecer um tanto desafiador, e é, mas mais pelo tanto de atitude e realismo que exige de todos:

7. Squad Health Check Model

Esse é muito legal e seu uso é bem mais amplo, podendo ter nas colunas a auto-avaliação do time a cada sprint, uma forma de manter no radar os resultados obtidos com os planos de ação e iniciativas realizadas no transcorrer do projeto. O pdf já disponibiliza os cartões e semáforos, usamos as setas para dar a tendência – www.barryovereem.com/how-i-used-the-spotify-squad-health-check

8. The Unoficial Check-list SCRUM

Já fiz posts sobre este e outros, mas os links são para as páginas originais. Este eu achei muito legal e já usei com bons resultados, lembrando que o meu objetivo nunca é diagnóstico, mas reflexão pelo próprio time durante uma retrospectiva, que decide a partir disto quais as ações melhores a serem priorizadas:

Há uma lista com sugestões de assessments listadas por Barry Overeem, que relaciono abaixo, para estes sugiro o post original e seguir os links abaixo:

20. SCHNEIDER’S CULTURE ASSESSMENT – Para terminar compartilho um assessment lastreado na teoria sobre cultura organizacional de Schneider para descontrair e lembrar do que eu disse no início sobre tudo iniciar na pessoa, sendo assim, também é preciso lembrar que pessoas e times estão imersos em um contexto organizacional que pode ajudar ou atrapalhar se não estiver em equilíbrio. Ela é muito intuitiva e busca estabelecer o debate acerca da orientação cultural em equilíbrio ou não:

Terceira retrospectiva: Valor e plano de ação

Toda reunião é ao mesmo tempo uma busca e um substrato, porque sempre que reunimos pessoas com objetivos comuns é plausível que de lá saiamos com algo, quer o resultado de nossa ideação, debates, modelagem e planejamento, quer pela sintonia, sinergia e interação. Ambos nos movem a frente, geram mudanças.

A primeira retrospectiva foi focada na missão de mais de 20 profissionais em uma área composta por analistas de negócios e de mercado, uma tarde de dinâmicas focadas em debater e ressignificar a percepção de missão, visão e objetivos essenciais que os definem enquanto time e profissionais.

Iniciamos resgatando uma discussão anterior sobre pontos fortes e fracos. O ápice desta reunião foi o debate em grupos sobre quem somos nós (?), uma espécie de 5W2H, onde discutimos o que fazemos, porque fazemos, como fazemos, onde fazemos, com quem e para quem, quando e quanto.

“Gerar negócios sustentáveis, alinhados aos objetivos dos clientes, fortalecendo o relacionamento institucional!”

O objetivo de cada retrospectiva não é óbvio ou cartesiano, pois não é sobre apontar responsáveis, mas acima de tudo refletir, integrar, gerar sinergia, perceber oportunidades de melhoria a nível pessoal, coletivo, organizacional e ambiental (cliente e outros stakeholders).

A segunda retrospectiva foi o início de uma jornada de auto-conhecimento e planos de ação para o estabelecimento de um processo sustentável de melhoria contínua, apenas porque sempre teremos o que melhorar, porque o mundo muda e com ele é preciso nos percebermos nele como agentes continuados de mudança.

“Como ampliar a percepção dos clientes quanto a entrega de valor dos nossos serviços?”

Na segunda reunião pudemos exercitar dinâmicas para exercício de empatia com o cliente, para então debater nossas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, sempre de forma lúdica e descontraída, mas com muita responsabilidade e profissionalismo, mesclando boas doses de domínio e inovação.

Ao final já foi possível gerar uma lista de ações possíveis ou desejáveis para melhorias em diferentes frentes, uma provocação de que não tem porque esperar, é se provocar a cada dia em melhorar (kaizen), mas alertando que para a próxima reunião estabeleceríamos planos de ação e metas factíveis.

Terceira Retrospectiva – Valor e Primeiros Planos de Ação 

A tarde transcorreu em constante realinhamento, iniciando pelo depoimento de um cliente, presencial, com direito a perguntas e respostas, seguido de um workshop sobre o significado de “valor”. Com muita interação, com dois momentos intensos e de bons resultados.

Primeiro a discussão e mapeamento de quais são os custos e quais os benefícios, a todo momento linkando com as duas reuniões anteriores, com o depoimento inicial do cliente e clusters que vinham se formando. Na sequência resgatamos ações pontuadas no final da segunda reunião e novos valores percebidos hoje.

Tudo isso para então montarmos uma matriz de valor e alçada para a materialização de nossos primeiros planos de ação. No eixo X, da direita para a esquerda temos cada um de nós, a equipe ou sub-grupos, a gestão e direção da nossa área, a direção da empresa ou outras áreas e finalmente os clientes. No eixo Y, quanto mais para cima, maior o valor que o plano de ação agregará.

No final, um pacto de que até a próxima reunião de retrospectiva monitoraremos cada pequena mudança, endereçamentos, melhorias ou mesmo a percepção de novas oportunidades e necessidades. Planos de ação não são receitas de bolo, são hipóteses a serem exercitadas, realizadas, confirmando ou anulando pressupostos.

O protagonismo é de todos, só gera valor se houver interesse e engajamento, é preciso acreditar que quanto maior a sinergia entre colegas e maior a interação, mais claro fica as oportunidades que temos, hora para mitigar ou anular riscos, hora para aproveitar cada momento.

Em Maio vai rolar a quarta retrospectiva, o planejamento de cada uma é feito uma semana antes, resgatando a essência das anteriores e o momento do time e seus integrantes para continuar avançando, retroalimentando um ciclo virtuoso de empatia e colaboração onde todos ganham. Até lá!

Vídeo sobre liderança ágil no Conexão KingHost OnLine deste ano

Aqui está a minha palestra sobre liderança ágil no Conexão Kinghost Online deste ano de 2017/1, mas não é só ela, no canal de vídeos do evento estão todas as palestras, vale a pena assistir, tem muito bons conteúdos – Canal Youtube

Marcelo Manuel Quádrio Raposo
51:26 – performance do banco em dia de desenvolvimento
Felipe Olivaes
57:18 – KingHost: Infraestrutura por trás do seu site
Felipe Sayão
37:38 – Utilizando Docker em Ambiente de Produção
Jorge Audy
47:28 – Liderança Ágil
José Vahl
49:10 – Os mandamentos da APIs como estratégia
Livia Lampert
38:05 – OKRs: Desenvolvimento orientado a resultados
Bruno Cambraia e Eduardo Gouvêa
47:20 – Desenvolvendo com Design Thinking
Ari Stopassola Junior e Fernando Silva
50:04 – Painel Modern PHP
Patrícia Sperk
29:52 – SEO para Dessenvolvedores
Bruno Pazzim
34:30 – Minha Experiência com o Serenata
André Brasil
35:14 – WordPress Além do Blog
Daniel Archer
34:13 – Framework e Microframeworks
Caren Cazorla
36:41 – 5 ideias para uma carreira realizadora em TI

Daniel Archer
22:38 – Painel: Segurança em WordPress
Desiree Santos
22:38 – Internet das coisas

 

Último post de férias – A Nova Economia não é colaborativa nem sustentável

Na falsa globalização promovida pelos formadores de opinião, se por um lado gera pequenas bolhas de inovação e sucesso, esbarram em uma economia arcaica, com muita burocracia, jeitinhos e barreiras. No geral, mundo afora, a Nova Economia nada tem de colaborativa, é para os grandes, está mais para engôdo oportunista, marketeira para a maioria. Você pode dizer que alguns dão certo, sim, alguns sempre deram certo, desde o tempo de Roma.

Há anos posto sobre a grande variedade de gurus, eventos colaborativos, sustentáveis, a cada novo player que entra no rentável mercado de inovação macunaíma trazendo no portfólio mais do mesmo por um custo acessível, afinal, fizeram um curso na sede da IDEO. Gosto de repetir o mantra do Lord Becket – “É só um bom negócio!” que percebeu que queremos e pagamos por “mágica”, como bons brasileiros gostamos de receitas prontas em inglês, sem discutir ou entender.

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No Brasil e países de terceiro mundo, a inovação, empreendedorismo e economia colaborativa virou um grande negócio com muita buzzword e factóides, com pouco diferencial econômico e social. Inovação no Brasil gera muitos prêmios nacionais e internacionais, notícias e 15 minutos de fama. Tem muita gente ganhando com visitas ao Vale do Silício, cursos e eventos chancelados, mas com muito pouco resultado na bagagem, quer em produto, serviço ou patentes.

Estamos falando de muito dinheiro público (e algum privado), muito financiamento, isenções e projetos nas páginas de jornal. Sempre alerto aos jovens para tomarem cuidado com a máquina de purpurina e moagem do universo de inovação brasileiro, porque ao deixar se levar, vai parar nas páginas de jornais, revistas, palestras, eventos, para após alguns anos cair na real, cilada.

Tem muita gente ganhando dinheiro, criando modelos de aceleração, incubação, mentoria, coach, tem muitos espaços coloridos e divertidos para se fotografar, cursos variados de “auto-ajuda” dizendo que você é o máximo, com purpurina, holofotes, microfones. Isso até incentiva, mas precisamos estar atentos a cada passo, sonhar nessa seara é sinônimo de trabalho duro correndo contra o tempo.

Cases sintomáticos da Nova Economia

A nova economia colaborativa globalizada mundial é mais do mesmo com uma roupagem brilhante e conectada, nosso objetivo deveria ser trabalhar duro para tirar algum proveito ao invés de se deixar levar e entregar o ouro sem resistência. Pior que sem resistência é não ter opinião, é repetir pseudos-mantras, como crianças após assistir uma propaganda ou novo programa de TV.

Relato #1 – A China utilizou todo seu parque fabril, lastreado em um mercado altamente regulado pelo governo e carência absoluta de leis trabalhistas, para ganhar de assalto o mercado mundial de produção de bens. Há décadas a opção Chinesa de matriz semi-escravagista reduz custos de produção e gera uma chino-dependência ocidental, comprometendo mercados, empresas e trabalhadores.

Relato #2 – No mestrado discutimos empreendedorismo através do caso de uma rede de supermercados que entrou em um pequeno país asiático e rapidamente espalhou-se, atraindo clientes que antes se utilizavam de uma cultura baseada em pequenos mercadinhos de quadra, como na frança. Este case de sucesso acabou por decretar o fechamento de centenas de pequenos negócios familiares.

Relato #3 – Serviços incensados baseados em intermediação como o Uber aproveita lacunas e defasagem sociais, gerando remuneração sem contrapartida real além do uso por conveniência de aplicativos de integração de serviços. Um mau negócio para o motorista (-25%) que está desempregado e precisa, mas uma redução de custo para o cliente que está a merce de cartéis, máfias e corrupção.

Relato #4 – Há uma profusão de sites e apps que se (auto)promovem à economia colaborativa mundial, sempre intermediando pessoas que com frequência estão ao seu lado, mas por preguiça, desconfiança, segurança, legitimidade, etc, preferimos ficar em casa e pagar uma justa taxa de X% como comissão a alguém que está do outro lado do mundo que percebeu “seus” motivadores para o bem “dele”.

Relato #5 – A maioria muito pouco participa ou ajuda instituições sérias, mas postam no Face a ida no McDia Feliz, sabem que não é saudável, mas levam os filhos e amiguinhos para fazer o que a propaganda diz ser bom. Isso é um exemplo sintomático da nova economia colaborativa mundial, você precisa gastar dinheiro com o McDonalds para ajudar a instituição que fica a 1Km de sua casa.

Conclusão

A Nova Economia mundial, colaborativa e compartilhada ainda é uma grande mentira que só faz concentrar ainda mais a riqueza e benefícios baseada em premissas de igualdade e globalização que não existem. É como comparar a Black Friday em países de primeiro mundo e aqui nos trópicos, é comparar as propostas e postura do Shark Tank americano e brasileiro, é comparar os mecanismos de legitimidade, legalidade e resultados da política lá e cá.

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O que está acontecendo desde a virada do século, na prática, é a criação de uma névoa por formadores de opinião que se beneficiam tanto financeiramente quanto institucionalmente em fazer muito barulho, como tudo o mais no Brasil, desde o Eike Batista aos indicadores nacionais, mentiras sociais ou de inovação.

Quem diz e ganha para ajudar preocupa-se mais com a visibilidade e com os aportes, enquanto isso, muitas oportunidades e carreiras são postergadas ou jogadas fora em meio a purpurina, boas ideias são desperdiçadas, há muita preocupação com a forma e pouca com o resultado, é preciso acordar, para não desperdiçar anos … não se iluda, alguém vai ganhar na sua perda, fique ligado!

Use o sistema e deixe-se usar SOB CONTROLE, sempre atento à realidade que o cerca, um olho no gato e outro no peixe, para trabalhar de forma a contornar, mitigar e seguir em frente, cercar-se de pessoas que possuem o mesmo objetivo. A economia colaborativa está a seu entorno, são pessoas, mentes criativas, colaborativas, comunidades de prática, … não terceirize o que você vai pensar, tenha parceiros e planos, MAS SEMPRE PENSE POR VOCÊ MESMO!

PMBOK e Agile – Quem mexeu no meu queijo?

O lançamento da 6ª edição do guia PMBOK entrará para a história como um marco, pois traduziu uma postura eclética imposta pelo mercado e profissionais contra o Taboo de que gerenciamento de projetos é uma coisa e métodos ágeis para gerenciamento de projetos, como SCRUM, são outra.

Vaticínio: “Em alguns anos ninguém vai perguntar se você é PMBOK ou Agile, eles vão perguntar se você gerencia bem seus projetos, se há desperdício ou sinergia na geração de valor às partes!”

Reflita comigo, o PMI foi criado em 1969, apenas quinze anos depois começaram a pipocar práticas, técnicas e métodos chamados inicialmente de lightwave, batizados de Ágeis em 2001. O artigo seminal do SCRUM foi “The new new product development game” de T&N na Harward Business Review em 1986.

Na minha visão, um grande acelerador desta quebra de barreiras com certeza foi o lançamento dos conceitos de Pace Layered e TI-Bi Modal pelo Gartner, que desde então acelerou a inserção de métodos e práticas ágeis nas grandes empresas e corporações, antes dominadas por processos hierarquizados e preditivos.

Meta: “Atrair e reter talentos, com empatia e sinergia, gerando valor em equidade, de forma que empresa, fornecedor e cliente, tanto quanto seus integrantes, cresçam e melhorem continuamente!”

Convergindo à isso, no início deste século era difícil imaginar grandes eventos do PMI com grandes palestras sobre Agile, mas no início dos anos 10 deste século passei a ver grandes agilistas passarem a frequentar os grandes eventos do PMI, bem como grandes nomes do PMI começarem a se aproximar da comunidade ágil.

Acredito que muito em breve deixará de existir o monopólio dos GP’s ditos tradicionais versus Agilistas, isto ao mesmo tempo é inspirador e curioso, porque estamos falando de cifras na faixa dos bilhões de dólares em cursos oficiais (PMBOK, Scrum Alliance, Scrum Org, etc), certificações e consultorias.

Aos que acreditam que sua metodologia ou processo é sagrado, quase uma religião onde os “outros” ou mudanças no seu Be-a-Ba são profanos, muito em breve terão que mudar suas posturas e atitudes. Haverá sempre espaço para os xiitas, mas o futuro organizacional será iterativo-incremental-articulado, evolutivo, adaptativo.

Foco: “Sentar-se a mesa em uma organização, antecipar e promover mudanças no sentido certo é mais importante que a intensidade e profundidade! Se não pode mudar tudo, faça algo, fazer nada não é opção!”

Muitas empresas e profissionais já perceberam que “mexeram no queijo delas“, negar iniciativas de experimentação de técnicas em qualquer escala é negar os benefícios que eles trazem às pessoas e empresas. Eu acredito que dado o primeiro passo, percebido os primeiros ganhos, a tendência é dar o próximo, um a um.

Quem mexeu no meu queijo?

Em Setembro de 1998 Spencer Johnson lançou o livro “Quem mexeu no meu queijo?” – uma parábola sobre adaptar-se às mudança, pela história de quatro personagens pequeninos acomodados ou pró-ativos em relação ao seu estoque de queijo. Um best seller que discutiu acomodação, adaptação e antecipação.

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Lembra um pouco o conceito de exploration x exploitation, escancarando os principais motivos pelo qual muitas empresas líderes de um mercado em determinado momento, faliram após anos comendo queijo, acomodados na sua liderança, vendo o queijo acabar pouco a pouco e não fazendo nada.

Momento: “Vivemos uma era de inovações, oportunidades em meio a crises continentais, profissionais Millenials, revoluções tecnológicas sem precedentes. Pequenas startups com um link concorrendo com corporações!”

Muitos profissionais, assim como empresas, se utilizam de técnicas obsoletas para tentar perpetuar-se de forma sintética, em busca de sobrevida ao seu negócio, mas não trabalhando para reinventar-se, encontrar o próximo estoque de “queijo”, preferem tentar impor, reclamar, culpar, apenas postergando o inevitável.

Especialmente em períodos de crise, a experimentação voluntária ou pressionada na procura de métodos, técnicas e boas práticas que gerem antecipação, pertença e melhores resultados é benéfico a todos, empresa e profissionais. Conquistado os primeiros ganhos, a tendência é retrospectivas trazerem ao natural os próximos.

Defendo que mesmo a empresa não acreditando, se uma equipe praticar o que está ao seu alcance, como daily e ciclos com retrospectivas, só isto já gerará ganhos na redução do stress, aumento da auto-organização, melhorias dos resultados. Se isso for verdade, ao natural quererão experimentar mais e mais.

Bem-vinda a edição 6, a considero um marco em um processo irreversível de convergência metodológica que defendo a anos nos meus posts. Compartilho a seguir um link da PMTECH, um artigo do Mauro Sotille sobre o que muda na edição 6, com um parágrafo em especial sobre “queijos” ágeis:

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Teço elogios a iniciativa da TI-BiModal do Gartner neste mesmo sentido, de quebrar o gelo, abrir estradas, porque muitas vezes o mais difícil é dar o primeiro passo, perder o medo. Acredito muito em uma frase do Juan Bernabó, keynote no Agile Brazil de 2016 – “Esperemos que as retrospectivas façam seu trabalho!”

O risco do erro errado!

Acho que muitos não conseguem entender minha abordagem, mas alerto para um bordão que se perdeu, nada tem dos seus princípios. Não estou questionando Lean Startup, Agile, Design Thinking, apenas alertando que muita gente já esqueceu o porque é bom, se deixa levar pela ribalta ou ganha com isso – Errar é bom | Errar rápido | Não ter medo de errar!

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Cuidado com o Go Horse, é pangaré mas pode te atropelar! 😦

Errar é bom, mas é preciso APRENDER com nossos erros, evitar voltar a cometê-los, gerar lições aprendidas e melhoria contínua;

Errar é bom, mas há o aprendizado VICÁRIO de Bandura, aprendemos com nossos erros tanto quanto com os erros e aprendizados dos outros;

Errar é bom, mas não é nosso OBJETIVO primaz, é preciso lembrar que o bom é inimigo do ótimo, distinguir ideal, destemor e insanidade;

Errar é bom, sem GLAMOUR, é melhor um negócio andando pra frente que boas palestras, artigos na mídia e entrevistas, a não ser que você viva disso;

Errar é bom, mas cuidado para não se PERDER nesta perspectiva e acabam vendo o tempo passar, o dinheiro acabar e um classificados a sua frente;

Errar é bom, mas é papel do cliente e do líder QUESTIONAR o erro, ficar quieto e aceitar só porque errar é bom é sinal de perdulariedade;

Errar é bom, mas as vezes não PODEMOS errar, as vezes precisamos puxar para nós o senso de responsabilidade para atingir o resultado necessário.

Se ainda não entendeu se sou contra ou a favor do Errar é bom | Errar rápido | Não ter medo de errar … então sugiro mudarmos de assunto, porque há preconceitos outros implícitos na sua leitura e só uma conversa téte-a-téte para resolver, talvez comendo um açaí ali no Canal Café.

Se rolar o Açaí, vou trazer Argyris com aprendizado organizacional em single e double loop, podemos falar de Exploration x Exploitation, quem sabe enveredar um tanto sobre Senge e a quinta disciplina, Bossidy e Charan e a quarta disciplina, podemos falar Curva de Tuckman e finalmente sobre equipes auto-organizadas, Kaizen e as bases Poka-Yoke de Taiichi Ohno.

Há análises com as quais compartilho minhas dúvidas relativas a quantos bons negócios, produtos rentáveis e serviços de qualidade estão sendo jogados no lixo por uma geração de startups que priorizam mais a ribalta, purpurina, palestras e mídia que business.

Se errar é bom, acertar melhor ainda!

Muita gente usa esse e outros bordões da nova economia para ganhar visibilidade … e dinheiro, não só atuando como coach, em cursos e palestras, mas publicidade de graça. Eu sou um utilitarista, quero mais discutir planejamento, execução e se possível sucesso!

Acho que os princípios e lições do Lean, Lean Startup, Design Thinking, Agile, … se perderam no meio de uma engrenagem criada aleatoriamente por milhões de coachs mundo afora, tem em cada esquina e a cada curso de final de semana são formados mais algumas dezenas. Com meia dúzia de frases de efeito, auto-ajuda eficiente e um bom tanto de PNL, todos se sentem melhor e satisfeitos, felizes até com muito desperdício, erros, falhas, bugs, destratos, falências, etc … tudo isso em meio a muitos eventos, holofotes, purpurina, salamaleques e tudo o que a nova ordem trouxe junto na garupa … nada demais, é apenas a lei da oferta e procura!

Nas corporações, a deturpação dos princípios Lean e Agile arrisca estabelecer micro-culturas passivas, resignadas, afastando implantações sérias em grandes empresas, que acabam mantendo muito do comando-controle. Muitos profissionais e equipes querem liberdade sem uma quota proporcional de responsabilidade, que exije auto-conhecimento, auto-diagnóstico e auto-gerenciamento … senão, acaba mesmo precisando de grandes doses de hierarquia e controle.

TTalks Planejando Carreiras – Jan/2017

Nos dias 17, 18  e 19 de Janeiro de 2017 acontecerão três eventos sobre planejamento de carreira nos containers do Canal Café no TecnoPUC.

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https://www.facebook.com/groups/tecnotalks/events/

A reunião de organização rolou com a presença do Pedro Casarão, Elza Marione da Silva e Leticia Silva Garcia. A proposta inicial é aproveitar o final de tarde ali no Canal Café, na sombra em frente aos containers ou dentro, onde teríamos neste caso um máximo de 50 pessoas por noite.

Temos muitas pessoas dispostas a ajudar, então sintam-se a vontade para se engajar em uma ou mais noites. A proposta é iniciar com uma Lightning Talk, seguido de um painel com referências e 100% aberto a participação da galera para proporcionar muita interação.

A ideia é networking a partir das 18:30 com muito papo e P&R com os bruxos e bruxas presentes. As LT/debates/oficina a partir das 19:00 para aproveitar o final de tarde. Na terça e quarta abriria com uma lightning talk e depois um painel com muita interação com a galera:

3ªfeira, dia 17/01/2017:
Kellen Munhoz – “fazer o que ama ou amar o que faz?”
Leticia Silva Garcia/Karina Kohl – “Mulher e Carreira de TI?”

4ªfeira, dia 18/01/2017:
Carla Borck da Silva – “Como construir networking sólido”
Erica Martinovski – “Comunic interpess + relacion + soft skills”

5ªfeira, dia 19/01/2017:
Alexandre Leite Silva e Jorge Audy – “Oficina de planejamento de carreira – SWOT, JOHARI, BMY, Mercado e/ou Mapping”

O local e patrocínio é do Canal Café, que oferecerá toda a sua variada carta de seus cafés com 25% de desconto durante os eventos, o lugar é muito apropriado para provocar a galera a sair da caixa … neste caso, sair do container 🙂

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Alguns posts relacionados a planejamento de carreira: