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Diferentes quadros para debater cultura e dinâmica de equipes

Após o post com variados assessments (avaliações) ágeis, compartilho algumas técnicas de cultura de time baseadas em diferentes canvas. Já postei sobre todos eles mais de uma vez em usos pessoais, sobre produtos, negócios, mas aqui ofereço boas técnicas a serem usadas para estabelecer o máximo de auto-conhecimento coletivo, enxergando uma equipe, das partes ao todo.

Acredito muito em Team Building Games, de forma útil e positiva, com objetivo, mas há também múltiplas técnicas para interação e sinergia, reflexão e auto-conhecimento. Alguns quadros foram criados e se propõem a discutir diferentes aspectos da formação, dinâmica e trabalho em grupo. Alguns deles apresento abaixo, com links de origem, outros são habituée aqui no blog.

1. TEAM CANVAS

O Team Canvas é um quadro proposto por Alex Ivanov e Mitya Voloshchuk com o objetivo de propôr uma ferramenta para discutir a dinâmica de trabalho e interação de um time, impactada tanto pela cultura pessoal de seus integrantes quanto da cultura organizacional. Clique aqui e baixe template A3.

Pessoas e Funções: Nome e função dos integrantes;
Objetivos comuns: Qual o foco comum a todo o time;
Objetivos pessoais: Objetivos individuais dos integrantes;
Propósito: Porque fazemos o que fazemos, qual nossa motivação;
Valores: Quais são os nossos valores;
Forças e ativos: Pontos fortes;
Fraquezas e Riscos: Pontos fracos;
Necessidades e Expectativas: O que precisa e o que quer;
Regras e Atividades: Regras básicas e atividades-chave.

Clique aqui para acessar o site explicativo do Team Canvas e sua técnica.

2. TEAM CHARTER CANVAS

Um modelo mais envolvido com missão e valores, segundo seu autor, é complementar ao Team Canvas explicado e linkado logo acima. No site do autor ele recomenda que antes de preenche-lo de forma colaborativa uma das opções é realizar uma dinâmica de integração e provocação como o Lego Serious Play.

Missão – Qual o porque da existência da equipe;
Escopo – O que é e o que não é escopo do time;
Valores – Como a equipe aborda seus objetivos;
Papéis – Quem é quem na equipe;
Eventos – Como celebra sucessos e como busca aprender;
Objetivos – O que a equipe busca atingir, atender, ser;
Forças – Habilidades e pontos fortes coletivos e individuais;
Fraquezas – O que falta ao time para ser ainda melhor;
Normas – Como a equipe se determina e toma decisões.

Clique aqui para acessar o site oficial e aqui para baixar o template em A0.

3. TEAM CHARTER CANVAS / releitura

4. LEAN TEAM CANVAS

Outro quadro com peculiaridades muito legais, uma espécie de Business Model para o trabalho em equipe onde os campos tiveram uma reinterpretação bastante acoplada, como por exemplo:

Liderança – Quais as características de um líder;
Atividades de time – Atividades desejadas, como feedbacks, reuniões, eventos;
Cultura – Motivação, dinâmica interna, propósito, prioridades;
Valor – Como o time agrega valor, competências essenciais, diferenciais;
Ciclo – Qual o ciclo de vida desejado no trabalho;
Espaço – Modalidades, metodologias, ferramentas essenciais;
Membros – Quem são, função, hard e soft skills que os define;
Custos – Prioridade dos investimentos diretos ou indiretos;
Objetivos – Estratégia, metas, objetivos comuns e prioritários.

Clique aqui para assistir um slideshare completo sobre Lean Team Canvas.

5. SWOT e JOHARI

Duas técnicas poderosas em diferentes frentes, mas também usados para debater o auto-conhecimento de um time, no SWOT (FOFA em português) debatemos forças, oportunidades, fraquezas e ameaças, enquanto na Janela de JOHARI discutimos o quanto nós percebemos e o mundo nos percebe em relação a estes mesmos quesitos, materializando áreas abertas, ocultas, cegas e desconhecidas:

6. CHAx5 (Mapa de Competências)

Este é efetivo e divertido, a equipe lista todos os conhecimentos, habilidades e atitudes que são relevantes ou representam oportunidades para o seu trabalho em equipe, quer em um projeto, sustentação ou operação. Há quem use apenas para conhecimentos, há quem amplie também para habilidade e competências em um espectro mais amplo. O resultado é muito realismo, insights, planos de melhoria.

Tem muito mais, este post foi só para provocar que tem muito mais que projeto e produto, é preciso discutir melhoria contínua inclusive a partir da cultura e dinâmica interna de cada time … opções para a nossa Toolbox 360°.  \o/

Incremento fundamental ao Business Model You

No último TecnoTalks tivemos três dias de debate sobre planejamento de carreiras, no transcorrer desta pequena maratona com ampla cobertura via Face Live e posts, tive um insight sobre o fundo de cena para construção de um Business Model You. É só pegar uma folha A3 e usar na vertical ou uma A2.

É preciso esclarecer algumas coisas para nós mesmos, na maioria das vezes é a primeira vez que materializamos três informações fundamentais para um bom planejamento – Porque não elencar a essência de nossos Sonhos para o futuro, o CHA que possuímos como trunfo e Bruxos em quem nos inspiramos.

Se preferir um warmup de aquecimento, use SWOT (Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças) ou Johari (como você se vê e como o mundo vê você) ou sua matriz de CHAx5 para alinhar sua auto-imagem com seus conhecimentos.  Mas a proposta de incremento ao canvas conforme abaixo é exatamente para aquecer nossas sinapses e facilitar o mapeamento.

mapa-pessoal

Antes de começar, aqueça sua sinapses, contextualize sonhos, CHA e bruxos:

  • Sonhos, onde você quer estar daqui a 2,5 anos, 5 e 10. Quais seus planos, desejos mais profundos. Diga em postits os seus sonhos para o futuro, da esquerda para a direita como uma linha de tempo;
  • É importante colocar aqueles postits de CHA que lhe destacam, quer em conhecimento, habilidades, atitudes, know-how ou expertise, quanti ou qualitativamente, suas competências essenciais;
  • Quem lhe inspira e porque, em quem se espelha, com quem você deveria interagir mais, presencial ou remotamente. Exponha junto o porque, quais características tornam eles seus bruxo.

De posse destas informações é possível auto-conhecer-se melhor, depois destas reflexões sobre sonhos, armas e espelho futuro, fica mais fácil desenhar onde queremos trabalhar, qual valor agregar, canais, relacionamento e tudo o mais. Lembre que os postits são mais relevantes quanto mais para cima (vertical) e mais para a esquerda (horizontal):

Cliente – Qual a empresa que está na sua alça de mira? Onde quer trabalhar? pode ser a atual ou outra, se preferir pode ser o segmento, mas eu recomendo materializar, empresa, depto, cargo, assumir que é preciso escolher de forma realista. Assim é possível correr atrás, marcar um almoço com alguém de lá, conhecer melhor, entender e trabalhar para estar apto a se candidatar;

Valor – Qual o valor que o diferencia, especialmente para chegar onde quer chegar, porque aquela empresa dos sonhos te contrataria para aquele cargo dos sonhos? Qual o valor que ela busca e quais você oferece. Seja realista, use cores e celos para o que é desejo ou é fato. Assim fica mais fácil validar esta necessidade para criar planos de ação, qualificação, cursos, eventos, certificações, etc;

Canais – Como aquela empresa, que busca aquele valor, chega em você? Como você se candidata, como anda sua página no LinkedIn, busque recomendações, ilustre com projetos, sucessos e aprendizados. Se você não fizer nada claro para que esta contratação aconteça, como imagina que vai acontecer? Carreira diz respeito a esforço pessoal, mesmo usando de networking ou sorte, é pessoal;

Relacionamento – Como você interage com o mercado, como se expõe para mostrar que você é o cara, como compartilha seus conhecimentos, como adquiri novos, como garante um crescimento constante de seu networking. Aliás, só crescer o networking é pouco, ele precisa ser ativo, interativo, mantenha ele vivo, mesmo quando não precisa dele, senão quando precisar não vai ter;

Matriz de receita – Como, quando, quanto, … Parece desnecessário, mas seus sonhos, planos pessoais, desejos, possuem um custo que precisará ser quitado recorrentemente. Não deixe a vida lhe levar, planeje-se, sonhe, porque assim é mais provável que manterá no radar suas decisões e engajamento;

Recursos – Quais recursos necessita para que seus planos se potencializem e viabilizem-se, levando em conta valor e custo x benefício, pode haver aqui diferentes recursos físicos, móveis ou imóveis, produtos ou serviços;

Atividades – Como atividades chave temos aquele planejamento de ações que não podes deixar de realizar periodicamente, como estudo, eventos, interação, cursos, língua estrangeira, ativação de seu networking, entre outras tantas;

Parceiros – Afinal, quem são seus parceiros de viagem, quer por semelhanças, por esforço, por objetivos comuns, por vínculos, por apoio em qualquer direção, com quem voc~e pode contar, quer pessoa física ou jurídica. Networking é a chave, o uso interessado e responsável, dirigido, é o caminho!

Matriz de custos – Pelos mesmos motivos da matriz de receita, seus recursos tendem a ser finitos e é importante saber quais são as prioridades, quais estão ativos, quais aguardando, ao materializar fica mais fácil administrar.

Como toda mudança, de início é bom manter exposta para que você a veja, tempo suficiente para ser internalizada, depois o usual é fotografar, talvez digitalizar … o mais importante não é o Canvas, mas o auto-conhecimento e planejamento que ele proporciona \o/

Roda da Vida – Reflita e faça o melhor 2017 de sua vida

Você tem um plano? Você tem metas de curto, médio e longo prazo? Onde você estava a cinco anos atrás e onde queria ter chegado em 2016? E para 2017, mais do mesmo? Você prefere não tentar porque pode dar errado? Mas e como está?

Muita gente está no piloto automático e já não pensa mais em nada disso, vive o dia, espera o salário no final do mês e as férias no final do ano, velhos e jovens reclamando da vida, esperando se aposentar, torcendo para chegar rápido.

Saia do piloto automático, faça para você o que fazemos por empresa para quem trabalhamos, sonhe, planeje-se. Bata um papo com seus bruxos, desenhe sua Roda da Vida (tem um Excel no final deste post), SWOT, Johari, BMY, CHAx5.

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Sapo na panela

Todo mundo conhece a história do sapo que entra em uma panela com água fria (aos 23 anos) e não percebe a temperatura subir (o tempo passar), alguns desses sapos ficam perdidos ao serem demitidos aos 35, outros só saem aposentados.

. O quanto está feliz e seu trabalho tem um propósito além do salário?
. O quanto você cresceu em 2016 e o quanto foi reconhecido por isso?
. O que aprendeu e o quanto isso o ajuda a crescer na carreira?
. O quanto você conta o mês até o final, até receber sua recompen$a?
. O quanto você acredita naquilo que faz, nos resultados e nos meios?
. Você tem orgulho do que faz com colegas, chefe e/ou chefiados?

Não seja o sapo que fica dentro da panela, acomodado, resmungando do calor, da empresa, dos colegas, do chefe … inquiete-se, vá atrás de novos conhecimento, habilidades, atitudes, seja um sapo diferente … pule para fora e vá ser feliz!

Era do conhecimento

Século XXI, ano de 2017 e muitos preferem ver sua profissão e trabalho como algo apenas relacionado a salário, como se fossem operários do século XIX, alguns tem orgulho em fazer aquilo que é esperado, cumprindo ordens, são bons operários … não é demérito, mas então a vida é boa, não fica reclamando, né.

Tem gente que chama sua acomodação de “estar satisfeito com o que tem”, orgulham-se por não se deixar envolver pelo stress de ter que melhorar. Mas o mundo está mudando rapidamente e pode ser que sua Zona de Conforto seja engolida a qualquer momento. Querer ser feliz é pré-requisito para não deixar!

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Networking

A chave das boas oportunidades para todos, com ou sem sonhos e planos, é um bom networking. Participe de uma interação mensal com o mercado, quer em um GU, CoP, fórum ou eventos maiores, conheça e se faça conhecer.

Se a cada mês analisar a agenda de eventos, a maioria gratuitos, você chegará à conclusão que vale a pena perder a novela ou o jogo uma vez a cada mês para participar de algo novo, aprofundar, compartilhar, conhecer gente.

A página de Agenda deste blog mostra um grande número de bons eventos, além de outros tantos que acontecem mensalmente. Três horas quinzenais já é nitro, então participe, interaja, debata, … energize sua carreira e seu dia-a-dia!

Premissas

#1. Seja fiel as suas crenças e princípios;
#2. Acredite em você mesmo, mas tenha parceiros de viagem;
#3. Sonhe e planeje um passo de cada vez, tenha metas de curto prazo;
#4. Incomode-se, sempre tente ampliar a sua zona de conforto;
#5. Você é um só, equilibre sua vida pessoal e profissional;
#6. Poucos limites são definitivos, tente superá-los;
#7. Preocupe-se com você e não com o que os outros vão pensar;
#8. Não tenha medo demais, arrisque e aprenda com seus erros;
#9. Somos mortais, faça hoje, não entre em postergação indefinida;
#10. Curta a viagem e seja Feliz! :o)

Se ao terminar este texto você chegou a conclusão que para você não tem jeito, que sua realidade é muito complicada, se achou justificativas ou racionalizou … sugiro estudar PNL, DL ou pelo menos um artigo sobre dissonância cognitiva.

Desejo a todos um 2017 cheio de mudanças para melhor, pare de culpar a Dilma, o Temer, não resolve nada, vá atrás de seus sonhos, um passo de cada vez! Não sabe por onde começar, estou a disposição, de repente rola até um TTalks sobre isso na terceira semana de 2017  \o/

Abaixo o link que eu prometi, mas ATENÇÃO, nada, absolutamente dispensa ou é melhor que uma reunião com sua rede, seus bruxos(as), pares, companheiros de viagem … mas artefatos ajudam, se você não conhecia, baixe aqui um Excel que é uma receita gráfica para a Roda da Vida (*) e outras técnicas, eu fico a disposição: – https://www.dropbox.com/s/mt9le5pa227aeih/roda%20da%20vida.xlsx?dl=0

(*) O objetivo desta e tantas outras técnicas e artefatos é nos fazer refletir, é dar um Norte para nossos pensamentos, o artefato em sí não vale nada, não resolve nada, não valorize o Excel nem deposite qualquer sorte nele que não seja a oportunidade de lhe fazer pensar no primeiro passo, mas depois siga em frente, porque nos veremos nessa estrada em breve se assim for 🙂

Grupo TTalks – https://www.facebook.com/groups/tecnotalks/

Mosaicos para 22/11 – Qual é o Canal?

Ontem a noite fiz um mosaico com tópicos que considero relevantes para o Qual É O Canal? (22/11 as 17:30) que discutirá a nova economia, novas relações de negócio e de trabalho, usando mindset, metodologias e boas práticas que debatemos a cada dia.

Qual é o Canal? https://www.facebook.com/events/344703905884734/

Sem idealizações, qual o AS IS e o que a história nos ensinou, porque o primeiro passo é auto-conhecimento e auto-diagnóstico. Sem saber quem somos e com quem contar, voltamos ao início do século XX, a chave é confiança e colaboração.

Antes de planejar nosso próximos passos, carreira, vida, é preciso entender um mínimo do que está acontecendo no mundo, no Brasil, na nossa casa. Qual a adesão à nova economia, quais seus pontos fortes e fracos, oportunidades e riscos.

O futuro não é só de empreendedores visionários, o futuro é empreendedorismo, quer optemos por fazê-lo em uma startup, investir em negócio tradicional, ser autônomo, aderir a uma cooperativa, buscar um bom emprego, tudo vale.

Empreender e inovar não é uma questão de criar uma empresa, somos ou não empreendedores também ao aprender e aplicar novas técnicas, ao disseminar nosso conhecimento, na busca pela felicidade, ao planejar nosso caminho.

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(*) O cartaz é do TecnoTalks ocorrido em 30/10 último.

O passo seguinte é ir atrás da descoberta de quem nós somos, pensando em nossas forças e fraquezas, sendo realista e também sonhador, construindo uma rede de relacionamentos de verdade (networking ativo), de duas vias, para tudo.

Somos 1/3 de sono e descanso, 1/3 de trabalho e 1/3 de cotidiano, distribuídos em afazeres e lazer. Precisamos nos ver como caminhantes do tempo, aprendemos com o passado, vivemos o presente, pensando na construção do futuro.

Mapa dos sonhos, SWOT, Johari, CHAx5, Business Model You, Mapping e Networking ativo … nada disso é para estar na parede, mas tudo isso é para estar na nossa mente, podemos ser como PEDRAS ou iterativo-incrementais-articulados.

O mais importante é a frase “somos a média daqueles 5 com quem mais interagimos e nos inspiramos”, tudo é mais difícil sem parceiros de viagem, todos precisamos de referências … e seremos referência um dia (para o bem ou mal).

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Nos vemos hoje (22/11) as 17:30 nos containers do Canal Café para um debate que espero, seja pegado, porque a última coisa que eu sou é gado, se me colocarem no marasmo, vou ao contra-ponto, odeio o óbvio, nem pregar missa para convertido.

O Canal fica atrás do Col Marista Champagnat, ao lado do prédio 99A, conhecido como portal do TecnoPUC, no limite entre o campus e a entrada do parque. Venha com tempo, porque se quiser posso ficar um pouco mais se o debate for intenso.

Vai encarar? A noite será uma criança e tem café quentinho ou gelado, só escolher!

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Elogios individuais em demasia saem sempre pela culatra

Nem tanto ao mar, nem tanto a terra, nem podemos nos apoiar somente na individualidade, nem tampouco desmerecê-la. A reflexão que proponho é sobre o ponto de equilíbrio onde potencializamos os talentos de cada um sobre uma base colaborativa, o senso de equipe catalizando talentos individuais.

O pensamento das organizações do século passado sempre investiu no super-herói solitário, que mesmo pertencendo a uma equipe, atuava por si, muitos eram workaholics individualista, frequentemente desmerecendo o coletivo, quase sempre gerando zonas de conforto e consolidando esferas de poder.

TODAS as abordagens contemporâneas em que acredito, TODOS os autores relevantes valorizam o coletivo. Somos mais importante pelo uso de nossa individualidade na contribuição ao conjunto, na passagem de conhecimento. Mais por isso que por ser o único capaz de fazer, o único que sabe, … ad eternum!

super

Não somos jogadores de futebol, em TI não tem como todos ficarem levantando a bola na área para o goleador. Em TI não podemos ser reféns dos super-heróis, porque heróis não podem tirar férias, nem pensar em sair. Você é partidário do “Um por todos e todos por um” ou incentiva “Todos por um, senão não funciona”.

CRUPO += INDIVÍDUOS

Trabalho real em equipe, estabelecendo metas coletivas, auto-organização como meio, gerando a necessidade de passagem de conhecimento, de colaboração, potencializando e valorizando o CHA de cada um, sempre com foco em melhoria contínua – das pessoas, tecnologia, projetos, produtos, negócios.

Não quer dizer que o profissional que mais colaborou para os resultados de negócio e crescimento contínuo do seu entorno não receberá méritos e promoções, mas valorizá-lo não deve ser feito de forma inconsequente, mas responsável e energizante, contagiando a todos, não desmotivando.

Sempre é possível usar a mesma frase, do mais amplo ao mais restrito, elogiando o resultado coletivo ao mesmo tempo que valoriza os méritos individuais.

O fato de termos um profissional Senior, Pleno ou Júnior atribui naturalmente maior responsabilidade aos mais experientes ou conhecedores, ele deve assumir este papel de forma a agregar tanto valor individual quanto coletivo, porque sabe que é isso que esperamos de um bom profissional do século XXI.

PSIQUE HUMANA

Até a década de 80 ou mesmo 90 ainda era comum termos o culto ao super-herói, aquele cara que não pode sair de férias, não pode desligar o celular, aquele que sem ele a coisa não anda. Hoje não penso duas vezes ao afirmar que conhecimento único e reservado é risco de perda, de rupturas, o coletivo sempre é mais.

AO ELOGIAR DEMAIS SÓ UMA PESSOA, afirmando que ela é a responsável maior pelo sucesso resultante de um grupo, há o risco dela começar a acreditar e agir de acordo, como um super-herói  solitário.

O mesmo ocorre a uma criança inteligente, a um(a) jovem muito bonito(a), a um profissional muito conhecedor, após centenas de adulações inconsequentes criamos pessoas arrogantes, pseudo-auto-suficientes, menos pacientes com os outros, porque passam a acreditar realmente que estão acima dos outros.

TALENTO e CONHECIMENTO

Quero diferenciar futebol de desenvolvimento de software, prefiro pessoas colaborativas, mesmo em áreas como o futebol e artes, mesmo que alguém talentoso ganhe fama e fortuna sendo arrogante, irascível, sendo primas donas concorridas e leiloados por muitos.

Isso gera pessoas que quando erram, não reconhecem, quando podem melhorar em algo, não assumem, eles dizem “Vocês vão ter que me engolir!”. Se o talento e conhecimento são dons impossíveis de serem compartilhados ou seguidos, pode gerar sucesso, mas a TI e nós mesmos não somos o Barcelona e o Neimar Jr.

Um bom analista, desenvolvedor, testador, facilitadores, etc, precisam contar e serem contados pelos seus times. Ao iniciar uma reunião é fácil perceber o quanto há sinergia, geração de valor, colaboração, bem como é fácil perceber disputas de ego gerando desperdício e poderosas zonas de conforto … disputas x colaboração.

SÉCULO XXI

Capital intelectual é o maior bem de uma empresa, ele pode ser inutilizado através da valorização apenas de expoentes ou utilizado pelo senso de pertença e de time, um é mais arriscado e o outro mais sustentável, em um somos reféns dos ditos especiais e únicos, no outro temos substrato e continuidade.

Não é o único caminho, mas acho constrangedor quando uma só pessoa é “destacada” por aquilo de bom que um grupo fez. Sempre é possível na mesma frase valorizar o grupo e, se for válido, citar o papel de alguém, as vezes de integração, especialização, experiência utilizada, por ser referência.

Fujo dos arrogantes como o Cascão foge do banho, geniosos, difíceis, muitos são ótimos técnicos, especialistas, mas com frequencia tenho que ficar sempre aguardando a próxima bola fora, a próxima crise, para então colocar água morna, acalmar, gastar o dobro de energia para energizar o time …

Não fuja, todos nós somos Gerentes de Projetos

Leia o post até o fim … ele ia ser apenas a divulgação e provocação inicial sobre ACP, PMI, PMBOK, Agile, … mas garanto que vale a pena ler até o fim, refletir e decidir se tem sentido ou não  🙂

Para quem está atrás de uma certificação ágil, no dia 15/09 as 17:00 no auditório Global do TecnoPUC terá uma oportunidade para saber mais sobre a certificação ACP do PMI – Agile Certified Practitioner.

A tempo 1 – Escrevam aí e me cobrem, tenho certeza que em mais alguns anos, ainda nesta década, teremos um PMBOK que apresente TODAS as boas práticas sobre gerenciamento de projetos – No Filter!

A tempo 2 – Não faz o menor sentido discutir se você é tradicional ou ágil, a distinção é se você gerencia projetos ou não. O como você gerencia pode seguir ou não princípios ágeis.

A tempo 3 – Em breve também não haverá o menor sentido discutir se você pratica princípios ágeis ou não, você pode sapatear, mas não por muito tempo. Mais interação, iterações, valor, gemba, kaizen, … \o/

A tempo 4 – Prepare-se, o mercado cada vez mais procura, valoriza e retém profissionais que fazem a diferença com perfil T, equipes auto-organizadas, ciclos iterativo-incrementais-articulados.

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Sou professor de gerenciamento de projetos na FACIN PUCRS para Ciências da Computação e Sistemas da Informação, abaixo tem uma foto do quadro branco de TODAS as aulas.

Faço questão de chegar meia hora antes, preencher o quadro e iniciar a aula com uma breve revisão. As aulas são de 4 créditos, a noite, esta é uma forma de mitigar a Curva de Ebbinghouse, maior retenção de conhecimento sobre GP, de alto valor para todos. A provocação permanente é que as 10 áreas do PMBOK e os princípios ágeis devem estar presentes em TODOS os projetos, o que muda são as técnicas.

O quadro tem os diagramas em branco, com lacunas, em que a turma deve me ditar o preenchimento, cada um interage uma vez, a maioria ou todos interagem. A esquerda tenho os cinco grupos de processos e a lista das 10 áreas de conhecimento e planejamento do PMBOK. Ao centro um diagrama SCRUM, pirâmide das abstrações, conceitos básicos da disciplina a direita.

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Ano passado o quadro era mais tosco … ele foi evoluindo, mas o conceito de que TUDO o que planejamos no mindset PMBOK deve estar em projetos Ágeis continua. Assim como a crença em aulas experienciais, com planejamento avançando pelas paredes do primeiro ao último dia de aula continua  \o/ – https://jorgekotickaudy.wordpress.com/2016/06/11/aula-curva-de-ebbinghaus-ludificacao-e-aprender-fazendo/

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Todos nós somos GP de nossas vidas e carreira, ou praticamos isso ou seremos eternos sortudos ou azarados … ao sabor das ondas do tempo! Pare para pensar: Onde você está hoje, onde quer chegar, como chegará lá, escopo, riscos, qualidade, aquisição, comunicação, eu posso ficar 15, 30 ou 200 minutos falando sobre isso, métodos, técnicas e estratégia, modelagem, planejamento, monitoramento, … da sua vida e carreira.

Acredite, todos nós somos bons ou péssimos gerentes de projetos de nossas vidas e carreiras … esta é uma disciplina que deveria ser obrigatória já no ensino médio. Estamos em 2016 e a técnica para orientação vocacional (profissional) ainda são aquelas perguntinhas de perfil criadas na década de 19oo e qualquer coisa  😦

 

Ou é Networking Ativo ou é Roleta Russa – 10 Dicas

Networking ativo é como um Tamagotcchi (たまごっち), animal de estimação virtual que foi sucesso na década de 90, se ele não fosse “alimentado” diariamente, morria de inanição. As crianças tinham que lembrar de brincar, alimentar, fazê-lo dormir e se divertir.

tamagotcchi

Networking é um termo internacionalmente usado para identificar nossa rede de contatos profissionais, relativo a existência de um relacionamento de confiança entre as partes. O conceito foi ressignificado e vem ganhando força na última década, deixando ser algo referente apenas a contatos, para ganhar uma dimensão de relacionamento ativo, confiança e mútuo interesse.

Dito isto, não podemos chamar de networking ativo uma lista de contatos com os quais não temos mútua empatia e simpatia, a diferença entre um networking passivo e ativo é um continuum de aproximação. Para isso, é especialmente interessante contatos presenciais “ricos”, mas também virtuais, interagindo pelas redes sociais, compartilhamento de conteúdo de valor, dicas e oportunidades.

Entre um networking passivo numeroso e um networking ativo restrito, opte pelo ativo, que mesmo menor, é constituído de contatos que se importam, que o conhecem o suficiente para recomendá-lo ou valorizar de forma isenta aqueles pontos que possuem em comum ou por admiração em iniciativas que poderão gerar valor a um, outro ou ambos.

1. Planejamento de Carreira – A base de um bom networking ativo é construída a partir de autoconhecimento e planejamento pessoal, quando sabemos o que queremos, compartilhando com nossa rede, todos estarão cientes e talvez relacionem eventuais oportunidades, indicações, confirmações, etc;

Inclua no seu planejamento os canais, relacionamentos e frequencia, porque networking não é como uma quitanda, não é só ir no super e quando for lá na quitanda pedir um saco de batata e uma dúzia de maças, networking é uma roleta russa se não o alimentamos todos os dias, entenda que networking ativo é mão de duas vias.

2. Participe de pelo menos um evento a cada mês – Quem me conhece, sabe o quanto recomendo que bons profissionais participem de pelo menos um evento a cada mês. Grupos de Usuários, Comunidades de Prática, associações, etc, são confrarias, gerando fortes links e ampliando suas redes a cada edição;

Não entendo profissionais que acham que vida profissional é somente aquelas horas em que bateu o ponto, não participando de nenhum evento só porque a empresa não paga sua inscrição e não remunera seu tempo. Puts, o maior prejudicado é você, que se defasa, fica sem saber o que está bombando, etc.

Não estou dizendo para ir em eventos todos os dias, mas pelo menos UM POR MÊS, há eventos gratuitos todas as semanas, impossível não se interessar por nenhum deles, porque tem de métodos ágeis, empreendedorismo, tecnologia, negócio, gestão, etc. Se nada interessa, hora de avaliar se você faz o que gosta!

3. Se comparecer, aproveite cada minuto – Evite ir a eventos e não interagir, há pessoas que vão a eventos por obrigação, achando que simplesmente estar lá é o suficiente. Não é, ao contrário, quem participa marca presença e será lembrado com facilidade, gerando relações de confiança;

4. Participe de associações de sua área de interesse – Mais que participar, o maior valor é ser visto como um especialista, alguém que não se furta a debater, a palestrar, a ajudar naquilo que está a seu alcance. Grandes empresas valorizam profissionais que compartilham seus conhecimentos e agregam valor ao mercado;

5. Marketing pessoal de conteúdo – Crie perfis nas principais redes sociais, especialmente no Linkedin, talvez um blog ou canal e os promova. Se uma das estratégias crescentes em empresas é marketing de conteúdo, siga essa receita de sucesso, faça posts significativos compartilhando seus conhecimentos;

Profissionais ou estudantes podem lançar blogs individuais ou coletivos, mas também podem postar em plataformas como no linkedin ou medium, podem publicar um paper.li ou criar canais de vídeo. Aprende-se assim a ser mais assertivo, pensamento crítico, aprofundamos assuntos de interesse além do mínimo, etc.

6. Não se restrinja ao que já sabe – Alguns profissionais cometem o erro de apenas interagir em eventos e canais que lhe agreguem mais do mesmo que já sabe, saia dessa zona de conforto, construa novos conhecimentos, amplie seu espectro de atuação, saia da caixa, seja um ponto acima da curva;

O perfil de profissional mais desejado na era do conhecimento, século XXI, é o que chamamos de Perfil T (T Shaped), são pessoas com profundidade na função ou profissão que escolheu (haste vertical), mas está preparado para discutir outros assuntos, hábil em argumentar, debater (haste horizontal do T), liderar, etc.

7. Ajude e apoie para ser apoiado e ajudado – Networking ativo tem mão dupla, dê o primeiro passo ajudando sutilmente compartilhando posts úteis, interagindo em trocas significativas, fazendo chegar oportunidades a toda a sua rede. Inexiste networking ativo só por necessidade, todo mundo percebe isso;

Eu sempre brinco que sei quando alguém da minha rede foi demitido, porque de um dia para o outro passa a ser colaborativo, participativo, compartilhando e comentando … dali a alguns dias chega aqueles posts de “novos desafios” ou um pedindo recomendações ou indicações … pode dar sorte, mas é ingenuidade!

8. Não curta sem compartilhar algo útil aos demais – Se você soube de algo interessante que pode ser útil a sua rede, por um post em sua timeline, por favor, compartilhe. Mas não compartilhe por obrigação, posicione-se, diga o porque achou aquela informação útil, suscitando seu compartilhamento em rede.

9. Tenha e siga seus gurus – A não ser que você acredite ser a reencarnação de Leonardo Da Vinci, provavelmente valha a pena ter seus gurus, profissionais experientes que aparentemente possuem objetivos análogos aos seus. Siga-os nas redes, converse com eles ao encontrá-los em eventos, não seja invisível;

10. Não tenha vergonha de usar sua rede, é para isso que ela existe – Tem gente que fica envergonhada de convidar pessoas de seu networking para aquilo que o levou a criá-la, se você é um desses, reveja seus conceitos, porque networking é para ser usado. Se você não usa, provavelmente sua rede não usa você … isso é um indicativo que não existe uma relação de confiança ou cumplicidade.

Se você é empreendedor, se curte algum assunto e quer convidar um guru para palestrar na sua empresa, quer se auto-convidar para ir conhecer uma empresa de seu total interesse, gostaria de validar uma ideia, fazer um Focus Group, etc … seu networking foi criado para isso, no máximo receberá alguns nãos, mas ao mesmo tempo, estará valorizando, sinal de respeito, de admiração, vai lá e faz!

Construir um bom networking não é amigos próximos, podemos ter pessoas na nossa rede que raramente interagimos, mas se a interação está rolando com outros é um sinal positivo de empenho, de oportunidades sendo geradas. E não esqueça que networking ativo não é só quem você vê, também é a rede de sua rede (“amigos de amigos meu são meus amigos”), se precisa achar alguém … é só querer o suficiente que você acha!

networking ativo

O que importa é uma rede em movimento, instigante, não se encolha, não deixe morrer, não seja água morna, seja catalisador ou comburente!