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Savana Scrum – Use a receita, experimente, aprenda e melhore

Uma equipe ágil de alta performance deve estar sempre aberta a discutir e experimentar novas ou mesmo velhas receitas na intenção de melhorar, trata-se de um modelo mental voltado a melhoria contínua, redução de zonas de conforto.

Novas e talvez velhas receitas, porque nunca somos os mesmos, como a parábola do rio no ditado chinês, pode ser que técnicas tentadas antes agora tenham sucesso, porque desde então aprendemos, crescemos e talvez agora dê certo.

Pedra que rola não cria limo!

Uma equipe que “acha” que já faz o seu melhor e recusa sugestões para tentativa de melhoria indica haver uma grande zona de conforto ágil, uma trincheira ágil, o mundo de software precisa de profissionais de olhos abertos a inquietos.

É como uma receita típica, algumas perpetuam-se, mas sempre estarão sujeitas a serem o ponto de partida para novas receitas, com novos ingredientes, não porque a receita mudou, mas porque nós mudamos e queremos experimentar.

Não é incomum ver equipes ditas ágeis entrincheiradas, alheias a percepção ou acomodadas com seus pequenos e inevitáveis desperdícios. Todo o substrato ágil baseia-se no Lean, em princípios como Gemba e Kaizen … em continuum.

Por isso ciclos iterativo-incrementais-articulados, para nos lembrar que pequenas experimentações, uma dose quinzenal de inquietação nos faz lembrar o quanto ainda temos pequenos desperdícios ou oportunidades de crescimento.

Já falei sobre a inevitabilidade de ter um formador de opinião em cada time, é importante que ele tenha consciência de que o time não é seu, que sua experiência e influência deve ser do bem, aberto, incentivando e apoiando outras opiniões.

O ideal é equilíbrio, sempre com foco em adequado valor entregue em equidade, atendendo o negócio, com qualidade e excelência, sustentável, transparentes e realistas … inspiradas em missão, visão e objetivos acordados e monitorados.

Em TI é inevitável jamais estarmos no estado da arte, esta condição não é para gerar frustração, mas engajamento ao se ter consciência do mix de oportunidades que ainda não aproveitamos. Dinâmicos em baby steps, cadenciado, confortável.

Por essas e outras é que SCRUM continua sendo o método ágil mais utilizado no mundo, porque ele  não pressupõe idealizações, mas sugere ciclos, timeboxes, que bem aproveitados manterão a equipe ligada, alerta, disposta a experimentar.

Small Project Philosophy, um pequeno projeto de cada vez, cliente e fornecedor de outros projetos em programas e portfólios. Com releases plans, sprints, experimentando, curtindo, atendendo, entregando, aprendendo e melhorando.

Vídeo sobre liderança ágil no Conexão KingHost OnLine deste ano

Aqui está a minha palestra sobre liderança ágil no Conexão Kinghost Online deste ano de 2017/1, mas não é só ela, no canal de vídeos do evento estão todas as palestras, vale a pena assistir, tem muito bons conteúdos – Canal Youtube

Marcelo Manuel Quádrio Raposo
51:26 – performance do banco em dia de desenvolvimento
Felipe Olivaes
57:18 – KingHost: Infraestrutura por trás do seu site
Felipe Sayão
37:38 – Utilizando Docker em Ambiente de Produção
Jorge Audy
47:28 – Liderança Ágil
José Vahl
49:10 – Os mandamentos da APIs como estratégia
Livia Lampert
38:05 – OKRs: Desenvolvimento orientado a resultados
Bruno Cambraia e Eduardo Gouvêa
47:20 – Desenvolvendo com Design Thinking
Ari Stopassola Junior e Fernando Silva
50:04 – Painel Modern PHP
Patrícia Sperk
29:52 – SEO para Dessenvolvedores
Bruno Pazzim
34:30 – Minha Experiência com o Serenata
André Brasil
35:14 – WordPress Além do Blog
Daniel Archer
34:13 – Framework e Microframeworks
Caren Cazorla
36:41 – 5 ideias para uma carreira realizadora em TI

Daniel Archer
22:38 – Painel: Segurança em WordPress
Desiree Santos
22:38 – Internet das coisas

 

TTalks – Keep Calm and Trust Your Product Owner

Hoje rolou o quinto dia de evento TecnoTalks 2017, os três primeiros foram três abordagens sobre planejamento de carreira, networking, meninas na TI e uma oficina, o quarto foi sobre o papel de Scrum Master e o quinto hoje foi o papel de Product Owner.

Nenhum dos cinco possui uma receita de bolo, mas todos os cinco contaram com muita gente boa, com muitos debatedores e participantes com muita experiência no assunto da rodada. As técnicas e formato a cada dia foi diferente e mesmo quando igual, melhorado ou tentamos melhorar …

O evento desta noite “Keep Calm and Trust Your Product Owner” discutiu no mesmo formato de ontem, pequenos grupos propuseram temas que desejavam discutir, clusterizamos (agrupamos sugestões semelhantes) e os clusters que tiveram mais votos foram o próprio papel e outros papéis alinhados a negócio, seguido de questões pertinentes a definição, prioridade e mudanças … valor.

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A primeira parte gravada em Face Live focou no que é o papel do Product Owner e o quanto outros papéis acima ou abaixo de sua alçada foram se compondo com o passar do tempo, como Chief PO, Business Owner, Analista de Negócios, entre outras siglas e funções.

O que mais se destacou no meio da discussão é o quanto diferentes contextos nos permitem defender uma abordagem, mas não que seja o melhor em qualquer contexto, há muitas diferenças que geram reflexos na melhor opção de perfil e atuação do PO, time e papeis adjacentes.

Continuação, porque minha bateria acabou, neste momento mais focados na abordagem de business, de tomada de decisão, responsabilidade na definição, mudança, negociação, para entrega de valor a cada sprint, release, até o final do projeto. Iterativo-incremental-articulado!

Novamente a discussão não era para achar uma receita de bolo ou solução mágica, mas compartilhar vivências e debater ideias, experiências e convicções, de forma que cada um dos participantes pudessem levar um mix de informações e oportunidades, acoplando a sua realidade conforme aderência e possibilidades.

Continuação parte II, porque me atrapalhei e encerrei o vídeo, mas a Andrea Balle percebeu e começou a compartilhar na sua timeline, ainda no tópico valor para o negócio, adaptação a mudanças necessárias, ROI, …

 

Ao final da noite registramos com uma foto oficial, alguns já tinham saído, mas a maioria marcou presença na foto de fechamento:

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Link compartilhado pelo Parzianello – 7-skills-to-be-a-great-product-owner

Link compartilhado pelo Motta – PO-x-BA-x-analista-de-sistemas

18/01 – TTalks – Networking e Soft Skills

A segunda noite de três sobre planejamento de carreira foi tão pilhada quanto a primeira, talvez ainda mais pelo efeito cumulativo, novamente em torno de 30 pessoas. A maioria chegou as 18:30 e deu tempo para um papo descontraído e para exercitar a nobre arte do networking, além de um quebra-gelo divertido.

Também deu tempo da galera tomar um bom café, eu e o Alexandre comemos um Açaí com a granola do Canal Café que é sensacional. Desta vez ficamos na parte de baixo, no salão principal, com um bom ar condicionado para o calor das 19:00, somente na segunda parte é que fomos para a frente sob as árvores.

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Como construir networking sólido?

Lisiane Touguinha – www.linkedin.com/in/lisiane-touguinha – Um debate aberto desde o início, com a Lisiane provocando muita interação a cada tópico. Como desenvolver um bom networking, postura e atitudes negativas e positivas em eventos, como lidar com as redes sociais – linkedin, facebook, twitter, etc.

Vale a pena assistir o vídeo, se começar, acho que não vai deixar pela metade 🙂

Comunicação pessoal, relacionamentos e soft-skills

Erica Martinovski – www.linkedin.com/in/ericamartinovski – Logo após um intervalo para um tanto de networking e se refrescar, retomamos a noite com a Erica falando de carreira, o que é, para que serve, onde ela se esconde. Previamente a Kris Kabbas compartilhou este link – Pare de trabalhar com o que você ama e comece a trabalhar com o que você é!

Muito debate a partir da citação do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, intelectuais de destaque que propôs o conceito de modernidade líquida, pois vivemos em um momento ou era em que os tempos são líquidos, posto que tudo muda rápida e facilmente, pouca coisa é feita para ser sólida, perene.

O quanto não há verdade absoluta nem receita de bolo para desenvolver uma carreira, para sermos felizes, o cuidado em entender os conceitos e não acreditar em frases ou palavras, na exigência de termos que ser modernos, descolados, colaborativos, … porque a felicidade é algo singular e responsável.

A edição de ontem foi até as 21:00 e a de hoje até as 22:00, para a de amanhã teremos que fazer uma combinação com a galera, pois a oficina poderá oferecer diferentes técnicas, mas exercitar poucas, para que seja possível consolidar conceitos e fundamentos e não termos a pretensão de encerrarmos a noite com planejamentos pessoais acabados … \o/

Lean HealthCare – O Lean fora da indústria, TI e escritórios

Assim como os métodos ágeis buscaram no Lean Toyota toda a inspiração para moldar profissionais e fluxos de trabalho mais colaborativos e responsáveis pelos resultados desejados e obtidos, o Lean Healthcare teve trajetória semelhante e valorosa.

A tempo, um amigo dos anos 80 na época de faculdade se especializou e é hoje consultor na metodologia Lean HealthCare, Jaime Gil Bernardes, ele já trabalhou em hospital e hoje presta consultoria à hospitais pelo Brasil (linkedin.com/in/jaimegilbernardes).

Este assunto vem a tona porque no dia 21/01/2017 em Curitiba irei compartilhar teoria e prática sobre Lean e Agile na gestão de projetos e operações em um workshop para médicos da AOSLA, que vem a ser a AOSpine Latino Americana. Não é sobre Lean Healthcare, mas vou falar também de Lean e suas instâncias.

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AOSpine – Comunidade internacional de cirurgiões de coluna que geram, distribuem e trocam conhecimentos para avançar na ciência e na profissão de cuidados com a coluna, através da investigação, educação e desenvolvimento em comunidade. Com esta abordagem colaborativa AOSpine continua a avançar no tratamento da coluna vertebral em todo o mundo (https://aospine.aofoundation.org).

Procurei um estudo bibliométrico sobre o Lean HealthCare e um dos mais objetivos que encontrei foi o “Implementação da metodologia Lean HealthCare no Brasil: Um estudo bibliométrico” de INÁCIO, Beatriz da C I; ARAGÃO, Jéssica F de; BERGIANTE, N C R (http://www.abepro.org.br/biblioteca/TN_WIC_226_316_30373.pdf).

Este estudo oferece uma visão do Lean Healthcare no Brasil e suas boas práticas, oferecendo como todo trabalho científico a oportunidade de buscar diferentes e relevantes fontes de pesquisa e estudos a partir de suas referências bibliográficas.

Técnicas mais praticadas no Lean HealthCare

Entre as técnicas mais encontradas durante a pesquisa, todas dizem respeito a essência do Lean e utilizadas fartamente nos desdobramentos na área de TI e escritórios em praticantes Scrum, Kanban, Lean Office, em métodos ágeis:

− A3 – O uso de uma folhas A3 para mapeamento e/ou modelagem de desafios, soluções, negócios, planejamento, entre outras necessidades, é uma característica das metodologias inspiradas no Lean, muitas vezes uma folha A3 na parede é o suficiente para inspirar, fixar e manter o foco desejado (O-que-e-um-metodo-A3);

− Cinco Porquês – É uma técnica simples e prática para análise causal, onde buscamos a cada pergunta evoluir do efeito ou justificativa inicial para a origem, para a causa originadora. Modelo mental essencial em técnicas como Ishikawa e Pareto, buscando a solução de maior impacto (cinco-porques);

− Diagrama Espaguete – No original Lean diz respeito a identificar pontos de atuação, fluxo, distâncias, atividades, de forma a permitir um trabalho de racionalização a partir de mudanças físicas, distribuição, proximidade, sinergia, tempo, etc. Em Ti uso o conceito de rabiscoframe para ilustrar jornadas de usuário, funcionalidades, em um trabalho de enxugamento pela necessidade, sequência, atores, etc (diagrama-de-espaguete-spaghetti_10);

− First In, First Out (FIFO) – É umja condição necessária para a instalação de sistemas puxados, evitando que etapas do fluxo de produção ou serviços gerem desperdício ou antecipação desnecessária de partes ou etapas que consumirão recursos enquanto prontos mas não utilizados. Tem muito a ver com priorização eficiente (fifodef);

− Gestão Visual – Fundamental, a gestão visual é um pilar na auto-organização de times de alta performance, quer usando quadros ou mapas estratégicos, táticos ou operacionais, conforme necessidade e valor gerado no dia-a-dia, em apoio a tomada de decisão. Quadros nos desafiam a sermos melhores;

− Layout Celular – Tem muito a ver com a eliminação de desperdícios, inspirado claramente em conceitos de linha de produção, de forma a buscar um layout que simplifique o fluxo do trabalho, a movimentação, o acesso e o tempo de produção ou serviço, conhecido como Lead Time (total) e Cycle Time (produção) no Lean (layout-funcional-x-celular).

− Kaizen – Um processo de trabalho focado em melhoria e aprendizado contínuo, diário, fundamentado nas famosas reuniões diárias para correções e periódicas para proposição e planejamento de melhorias;

− Kanbam – Quadros visuais de controle de estoque, fluxo ou tarefas já são artefatos usuais em todas as áreas de organizações focadas em desempenho, menores custos e maiores resultados, alta produtividade. Há os mais variados quadros, pois cada fluxo, equipe e trabalho específico possui características a serem gerenciadas e atendidas no dia-a-dia;

− Mapeamento de Fluxo de Valor (MFV) – É a construção de um mapa, um diagrama contendo cada etapa, cada passo, com tempos de espera, tempo de execução, responsabilidade, de forma a permitir um trabalho de questionamento em prol da otimização do fluxo, buscando uma produção ou serviço mais rápido, eficiente e valoroso. Há uma notação, mas diferentes possibilidades na diagramação (Mapeamento-do-fluxo-de-valor), vale a pena pesquisar mais.

− Nivelamento de produção (Heijunka) e Nivelamento de trabalho – Ações visando a busca do equilíbrio na execução e distribuição do trabalho a ser realizado. São desperdícios que tem muito a ver com sistemas puxados, focados na busca contínua pelo ritmo de produção ideal, segundo prioridade e cadência (heijunka-in-health-care).

− Poka-Yoke – É um dos conceitos precursores do Lean, quando Taiichi Ohno ainda gerenciando teares implementou mecanismos em que os equipamentos paravam quando algo estava errado, prevenindo erro ao invés de corrigi-los. Segundo o Lean, é preciso garantir a qualidade a cada passo, construindo um processo a prova de falhas (mistakeproof).

− Produção Just-in-Time (JIT) – Um conceito que busca garantir que a boa gestão de produção de produto ou serviços deve ser executado no momento ideal, evitando assim desperdícios, reduzindo custos e aumentando resultados em processos equilibrados, enxutos e altamente produtivos (just-in-time).

− Takt Time e Trabalho padronizado – O termo que eu uso em português é cadência, porque é preciso alinhar capacidade e processo em prol de uma “velocidade” ideal de execução em toda a cadeia. Mais uma vez, um bom sistema puxado depende disto, cada etapa deve estar percebendo e cadenciando a si em função do elo anterior e posterior (a-origem-do-takt-time).

− Troca Rápida de Ferramentas (SMED) – É um conceito muito utilizado na indústria e também na TI, diz respeito a reduzir ao máximo o tempo despendido para poder executar uma tarefa, os equipamentos necessário, sua preparação se exigido, sua reposição se necessário (SMED).

− 5S – Houve tempo em que este programa era amplamente aplicado e muitas empresas buscavam sua certificação, de forma que em suas áreas era possível perceber que tudo, pessoas, equipamentos e materiais possuiam lugar e função clara, útil, conhecida, dominada – Utilização, organização, limpeza, padronização, disciplina (programa-5s).

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Todas as instâncias do LEAN, como o Lean Office e Lean Healthcare, tanto quanto nos métodos ágeis, temos práticas equivalentes, muitas vezes apenas com outra vestimenta e nome, mas tudo inspira-se a partir dos experimentos e sucesso na década de 50 com o Lean Toyota System, com Taiichi Ohno, Deming, Juran, Toyoda e tantos outros idealizadores de mudanças focadas em pessoas, seu cerne é delegação, auto-organização, valor e qualidade.

Status Report é o marco zero do Roteiro de Review

Eu chamo de ROTEIRO o artefato que implanto em equipes ágeis, construído por cada equipe ao final de cada sprint para nortear cada Sprint Review. O primeiro passo do roteiro é uma proposição de Status Report, que pode sofrer ajustes por adendos ou percepções dos presentes, quer positivas ou negativas.  \o/

Se você pratica o método SCRUM, cada sprint possui normalmente 2 semanas, inicia pela confirmação das histórias previstas para ele, momento em que a equipe recebe e entende melhor cada uma, quebra em tarefas, confirma e durante 10 dias úteis as constrói. Ao final faz a review ou demo, apresentando aos stakeholders o que foi feito e o que aconteceu neste período, terminando com a retrospectiva.

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Vou aqui focar na Sprint Review, conhecida por alguns como Demo, uma reunião em que a equipe encontra-se com seus stakeholders para um realinhamento estratégico a partir da apresentação do momento do projeto e aquilo que foi feito neste sprint que agora encerra, ocorrências. Este ritual converge para um Status Report, em comum acordo entre todos os envolvidos, que pode e deverá ser enviado a aqueles que não puderam se fazer presentes.

Porque chamo de ROTEIRO? Chamo de roteiro porque é essencial que o time prepare-se para a REVIEW, normalmente os passos de 1 a 5, depois de 7 a 9, é de alçada colaborativa do PO, SM e/ou GP. Cada empresa possui seus padrões de status report, que são referendados pelo PMO, governança ou GP’s, de forma a haver uma comunicação de igual conteúdo e valor em todos os projetos.

Faça uma facilitação visual, com os quadros e métricas que serão apresentadas, mas também desde o início crie um quadro de TO DO List para aquelas tarefas que vão aparecendo, solicitações do cliente, endereçamentos, acionar alguém, providenciar algo, assuntos que são de outro fórum, etc 🙂

  1. Boas vindas;
  2. Abertura de um TO DO List;
  3. O que é o projeto e quem está ali presente (e ausentes);
  4. Onde estamos? Qual o sprint, quantos já foram e quantos faltam;
  5. Indicadores? Estamos em dia, atrasados ou adiantados;
  6. Riscos ou Oportunidades percebidos;
  7. Apresentação das histórias (*);
  8. Solicitar feedback, alguns fazem formal ou informal;
  9. Alinhar qual o status para report, do sprint e projeto;
  10. Agradecimentos e encerramento.

(*) O ítem 7 é a essência da REVIEW e onde o maior tempo é dedicado, pois é onde materializamos vários dos princípios ágeis e alinhamento de pressupostos e percepções entre todos os envolvidos. É preciso definir previamente quem vai apresentar qual história, para que cada um prepare-se minimamente e monte seu script de cenários a serem demonstrados.

É uma questão de RESPEITO com nossos stakeholders, somos ágeis e não jóqueis (go horse). É preciso preparar-se e testar os cenários que pretendemos apresentar, com todos os dados e detalhes relevantes, quer para não esquecer, como para não cometer gafes ou mesmo descobrir erros na frente do cliente.

É sugerido fortemente e acredito muito que cada história pode e deveria ser apresentada por um dos integrantes do time, quem mais se envolveu ou à escolha deles. É uma forma de intensificar o senso de pertença e responsabilidade sobre o que estamos construindo e entregando. O ítem 7 tem:

7. Apresentação das histórias:
7.2. Cada história é brifada na essência, com roteiro próprio;
7.3. O roteiro deve ter cenários, códigos e operação desejados;
7.4. Ao final confirmar o entendimento, dúvidas e sugestões.

Aproveito para relembrar o conceito de ciclo simples (mais afeito ao método kanban e equipes muuuuito pequenas), o ciclo duplo que valoriza ao máximo o conceito e compromisso de PRONTO, além do ciclo triplo em que testes ou aceitação ficam fora do sprint, gerando normalmente entregas incompletas.

Os três modelos podem funcionar, mas o ciclo duplo é o que mais estabilidade e conforto gera na construção de valor com qualidade dentro de prazos e custos, por isso mesmo me esforcei muito até encontrar uma representação gráfica que explicitasse categoricamente as fases concomitantes de discovery e delivery.

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O entendimento do que é o ROTEIRO e o quanto ele subsidia e materializa colaborativamente o Status Report é essencial para um bom fluxo de informações para permanente alinhamento entre todas as partes envolvidas.

Minha recomendação é que o Status Report decorrente da reunião de REVIEW, 100% consequente do roteiro e as discussões proporcionadas por ele pode e deve ser enviado a todos as partes interessadas que se habilitaram ao seu recebimento após a realização da REVIEW, RETRÔ e SPRINT PLANNING seguinte.

Digo isso, porque são três timeboxes que acontecem uma após a outra em um intervalo de no máximo 8 horas úteis, assim evitamos enviar o Status Report após a REVIEW ou após a RETRÔ, sabendo que  haverá uma reunião tão significativa uma ou duas horas úteis a seguir e que pode gerar informações relevantes, confirmando ou contradizendo o que já temos, por pressa em algumas horas.

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Na Virada Ágil 2016 estarei com a colega Marina Bellenzier

A cada ano, nos dias que antecedem ou se seguem ao Agile Brazil, acontecem dois dias com os principais cursos relacionados a métodos e boas práticas ágeis a preços reduzidos. Alguns oferecem a oportunidade de participação em cursos que apenas são realizados In Company, como os nossos.

A edição deste ano do Agile Brazil e a Virada Ágil acontecerá em Curitiba, entre os dias 07 a 09/11 o evento, 10 e 11/11 os cursos. Algumas edições desde 2011 em Fortaleza tiveram um quórum de mais de mil participantes, especialmente os ocorridos em SP e Brasília.

“O Agile Brazil 2016 promoverá a 5ª Virada Ágil com cursos e treinamentos a preços absurdamente baixos. Serão dois dias com os melhores cursos e treinamentos oferecidos por várias das principais empresas brasileiras especializadas em agilidade.”

“Durante os dias que precedem o Agile Brazil, Curitiba estará repleta de cursos de excelente qualidade a preços reduzidos. Se você pretende fazer um curso nos próximos meses, aproveite a Virada Ágil, pois essa será a oportunidade de fazer o mesmo treinamento com até 50% de desconto sobre o valor de mercado!”

http://www.agilebrazil.com/2016/virada/
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O curso trabalhará mapas mentais, diferentes canvas e planejamentos, relembrando conceitos práticos de Design Thinking e Lean StartUp sobre entendimento e validação. O núcleo principal é SCRUM, discutindo e elucidando projeto versus Reserva Técnica, mas buscando sempre compreender também as equipes de sustentação e operações.

O curso Banco Intergalático vem sendo ministrado desde o início do ano para turmas de TI e Não TI, utilizando elementos lúdicos e divertidos para simular a realidade de um projeto, representado por um objetivo singular que pode ser atingido através do gerenciamento de recursos em um intervalo de tempo estimado, com ciclos contínuos de entregas de valor, com qualidade justa.

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O fundo de cena é um cliente que está ampliando seu banco intergalático e precisa criar um terminal automático 24Hrs para poder ampliar seus negócios por todas as galáxias … a meta é um ATM em cada planeta ou asteroide habitado.

O grupo é dividido em equipes e cada uma irá desenvolver seu projeto, conforme sua negociação com o cliente, organizando-se de forma a planejar e executar da melhor forma possível, seguindo o framework SCRUM quando de sua execução.

Auto-organização a serviço de entrega de valor a cada sprint, trabalhando papéis, comunicação, estratégia, qualidade e excelência técnica … usando papel, tesoura e cola, canetinhas e papel colorido, um exercício lúdico e muito eficiente.

O feedback tem sido excepcional, pois de forma experiencial a galera precisa idear, modelar, priorizar, planejar e entrar finalmente em ciclos de planejamento, construção, entrega e retrospectiva, antes de começar tudo novamente  \o/

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Diferentes canvas, mapas mentais, jornadas de usuários, modelagem, planejamento de releases e sprints, ciclos iterativo-incrementais-articulados com standup meetings, reuniões de entrega e alinhamento, sempre com reflexão sobre oportunidades de melhorias … 16 horas aproveitadas ao máximo, MVP, sem overhead \o/

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