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Duas horas falando sobre Agile Transformation

Mais um bom papo com o pessoal de SP, profissionais de grandes empresas que compareceram no Impact Hub Pinheiros para falar sobre Agile Transformation. A primeira parte tem do início até o Coffee, com muito conteúdo:

A segunda parte tem menos de uma hora, do Coffee até o fim:

Muita interação, uma galera super interessada, um grande prazer ter podido estar mais uma vez em SanPa em meio a gente tão querida, desta vez na nova sede da DB, no Impact Hub Pinheiros, mas a talk foi em frente em uma galeria de arte.

A seguir colei todas as telas da apresentação e na sequência também compartilho um vídeo mostrando o Impact Hub Pinheiros, que em breve terá na área externas food truck, espaço tipo Arena e muito mais. A tempo, porque o fundo de cena do Scooby? Porque Agile Transformation é um grande mistério a ser desvendado, mas tem um porção de assombrações, o monstro de piche e o mineiro 🙂



Fiz um vídeo com a proposta do Impact Hub Pinheiros … é curtinho:

Até a próxima \o/

Savana Scrum – uma tira sobre brainstorming e fishbowl

Minha filha é ilustradora e faz o curso de cinema, propus a ela criar personagens para algumas tirinhas sobre técnicas e boas práticas ágeis. Assim, com o que ela sabe sobre agilidade em participações de alguns eventos meus e de conversar comigo ela criou o SAVANA SCRUM.

Serão personagens com personalidade e que aos poucos serão apresentados por ela, tem Scrum Master, Product Owner, tem equipe, cliente, devops e toda a galera, o primeiro eu pedi para ela ilustrar ao mesmo tempo um debate com votação dos tópicos mais relevantes, o uso de quadro kanban para fluxo e debate em fishbowl.

Sempre que ela tiver um tempinho livre na Wacom, entre tarefas e estudos acadêmicos, lazer e ilustrações como o meu livro de jogos e agora um livro de histórias infantis para uma prima da Marinês, radicada em Salvador.

Após os vários grupos fazerem seu brainstorming e criarem os agrupamento de temas escolhidos, os mais lembrados ficam no topo do quadro kanban que será usado para nortear o debate, que será em formato fishbowl.

A técnica de debate em grandes grupos se utiliza de cinco cadeiras, sempre quatro ocupadas e uma disponível, assim que iniciado, sempre que alguém da platéia sentar na cadeira livre, um dos ocupantes das outras quatro que se sentir menos participativo naquele momento levanta-se e libera a sua cadeira para o próximo.

O uso das cadeiras e participação em fishbowl é um ótimo exercício de auto-organização, cabe ao facilitador apoiar os debatedores no fluxo dos temas combinados, chamar a atenção para quando o debate esfria ou esquenta demais, a troca de temas e oportunidades que surgem em prol de valor em comum acordo.

Se você curtiu, comenta aqui, porque eu quero muito que a Luisinha se pilhe a fazer muitas destas tirinhas, mas preciso mostrar para ela que tem mais gente que curte. Se quiser compartilhar, curtir, mas o que tem mais valor é um comentário de incentivo … vou mostrar cada comentário para ela, essa trip vai ser muito legal!

Agile e democracia não é só a voz da maioria, é mais que isso

Agile tem muito a ver com experimentação e aprendizado, direto ou indireto, de forma que busquemos compreender o que aconteceu a cada ciclo, o que poderia ou deveria ter acontecido, estabelecendo um mindset de melhoria contínua. Com este fim, devemos buscar mais que “maioria”, que mesmo estabelecida, é preciso ouvir, mitigar ou potencializar desafios percebidos pelas minorias.

Não fosse assim, correríamos o risco da ditadura da maioria, acho que inexiste democracia ou agilidade se não houver um senso de corpo que nos mova a sempre tentar entender o outro, gerar empatia, buscar sinergia. Para tanto, além de conhecer a maioria, também é preciso entender e respeitar a minoria. A pena pode ser desperdício, negar a inovação, a disrupção.

Todos nós somos dados a crenças e ideais, ao compreendermos algo como útil, gerador de valor para o atingimento de nossos objetivos, tentamos utilizá-lo de forma melhor possível … tem muito a ver com o que o psicólogo Albert Bandura chamou de Aprendizado Vicariante, desde crianças repetimos aquilo que percebemos como bom e positivo para nós ou a quem queremos bem.

Por isso, lastreamos decisões e ações a nossos princípios, que agem em nossa vida de forma cumulativa e complementar desde a infância, por auto-preservação, bem ao próximo, religião, muitos são escoteiros, praticantes de artes marciais, conheço uma galera que é agilista. A soma disso tudo faz com que assumamos um papel colaborativo, que nos define enquanto seres sociais.

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Após entender isso é que agilidade começa a fazer sentido, porque a simples maioria pode ser tão perniciosa ou pior que comando-controle. Por isso os frameworks baseados em Lean iniciam pelo conceito de empatia, derrubando feudos, construindo um senso ampliado de time, liberdade e responsabilidade. É preciso relevar prós e contras, assumir riscos, convergir é mais que decidir!

No berço da democracia, Sócrates e Platão falaram sobre a Tirania da Maioria (oclocracia). Em agilidade, o conceito por trás de um senso ampliado de time, é investir e valorizar o protagonismo de todos. Todo e qualquer grupo humano possui formadores de opinião, que exercem algum tipo de liderança, cabe ao conjunto auto-conhecer-se e gerar decisões, executá-las, discuti-las e aprender.

Ter direito a opinião e feedback, valorizar a argumentação, buscar tomar decisões conscientes, não só pela maioria ou por conveniência, mas por estratégia. Se queremos gerar valor, é preciso ter a responsabilidade de entender seu contexto, que pode e é normal que mude a cada ciclo, a cada entrega, tomada de decisão, time to market, ROI, sustentabilidade, … fosse fácil, todo mundo já faria!

Agilidade é um grande desafio a todos os envolvidos, todos precisam mudar a forma como se relacionam – o cliente tem que participar de fato, o time deve se auto-organizar, as lideranças tem que se reinventar, praticar devops para gerar melhores resultados, todos em conjunto devem gerar mais valor, … tudo isso é mais que imposição ou maioria, porque maioria é a mesma Zona de Conforto!

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TTalks – Keep Calm and Listen to the Scrum Master

A Luisa Audy foi ao Canal esta noite para ilustrar o evento, imagens que compartilho a seguir em três momentos, o da definição dos principais temas, mais desejados, a combinação da técnica Fishbowl e o debate propriamente dito.

Iniciamos do lado de fora do Canal Café, em pequenos grupos discutiu-se quais os temas mais relevantes a serem discutidos, para em seguida agrupar e estabelecer uma lista e escala de prioridades para  a noite. Estávamos em mais de 30 pessoas, os grupos para sugestão de temas foram de 3 a 6 pessoas, na medida em que iam discutindo, foram colando os postits, agrupando e assim definiram-se os temas:

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A técnica fishbowl para debates em grandes grupos é bem simples e eficiente ao que se propõe, foram cinco cadeiras a frente, quatro iniciaram ocupadas por quem dispôs-se a iniciar o debate pelo primeiro tópico (Papel e atuação do SM). Na medida em que alguém queria também perguntar, responder, argumentar, qualquer um podia sentar-se na quinta cadeira, mas ao sentar-se, um dos quatro que ali já estavam precisa levantar, mantendo uma cadeira das cinco livres:

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Iniciamos pelo tema do próprio papel e atuação do SM. Discutiu-se muito sobre alçada e envolvimento, o que diz o Scrum Guide, Curva de Tuckman, sobre o modelo de Fluência Ágil do James Shore, as diferentes maturidades de um time, ágil auto-organizado, conflitos ou não com os muitos e variados papéis existentes em empresas de médio-grande porte, como PMO, GP, Gestores e Lideranças. Este foi o tópico mais pegado e ocupou metade do tempo do evento …

Um tema apaixonante, que não tem respostas categóricas, pois o momento de adoção, piloto, rollout, mudança cultural, o quanto cada um dos profissionais envolvidos direta ou indiretamente podem ou não ter entendido os princípios ágeis e o modelo mental proposto mais que métodos e técnicas. Discutiu-se muito as dificuldades relativas a empresas, gestores ou líderes que ainda não se adaptaram ou não acreditam na mudança.

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O segundo tema começou já eram 20:30 e pautou a questão da mudança, da maturidade, transição, … discutimos sobre estratégias de mudança, de adoção, de rollout, sobre a dedicação do Scrum Master, retornamos a questões sobre atuação, dedicação e viabilidade. Tangenciamos perfis de empresas e profissionais, idealizações e vida real, métodos híbridos e timing para aculturação.

A primeira metade do debate eu gravei com a ajuda da Alice, mas minha bateria acabou e eu me envolvi mais no debate da segunda metade do evento, então fiquei devendo … para amanhã vou tentar ficar mais na logística e cobrir todo o evento. Hoje eu fui disposto a não entrar no debate, mas o tema é bom demais para ficar de fora, ao natural tem muito tempero e pimenta, por isso é tão relevante:

Para o evento sobre o papel de PO de amanhã foram sugeridas algumas melhorias, como provocar a sugestão de temas pela galera já desde hoje na página do evento no Facebook, definir slots de tempo de 10 minutos para check de troca para o próximo tema, permitir que a galera interaja com perguntas ou provocações sem a necessidade de entrar para uma das cadeiras do fishbowl.

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No final da noite tirei uma foto oficial, uma pena que quando percebi alguns já tinham saído, mas deu tempo de pegar a maioria. Muita gente querida e engajada, váááários Ttalkers de carteirinha. Tinha profissionais de várias empresas, muitas do parque e outras tantas de fora. Amanhã tem mais Açaí com morango e granola, para depois rolar um super debate mais pelo aspecto de PO, escopo, User Stories, ROI, senso de time, senso de pertença, e muitos outros etc 🙂

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O risco do erro errado!

Acho que muitos não conseguem entender minha abordagem, mas alerto para um bordão que se perdeu, nada tem dos seus princípios. Não estou questionando Lean Startup, Agile, Design Thinking, apenas alertando que muita gente já esqueceu o porque é bom, se deixa levar pela ribalta ou ganha com isso – Errar é bom | Errar rápido | Não ter medo de errar!

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Cuidado com o Go Horse, é pangaré mas pode te atropelar! 😦

Errar é bom, mas é preciso APRENDER com nossos erros, evitar voltar a cometê-los, gerar lições aprendidas e melhoria contínua;

Errar é bom, mas há o aprendizado VICÁRIO de Bandura, aprendemos com nossos erros tanto quanto com os erros e aprendizados dos outros;

Errar é bom, mas não é nosso OBJETIVO primaz, é preciso lembrar que o bom é inimigo do ótimo, distinguir ideal, destemor e insanidade;

Errar é bom, sem GLAMOUR, é melhor um negócio andando pra frente que boas palestras, artigos na mídia e entrevistas, a não ser que você viva disso;

Errar é bom, mas cuidado para não se PERDER nesta perspectiva e acabam vendo o tempo passar, o dinheiro acabar e um classificados a sua frente;

Errar é bom, mas é papel do cliente e do líder QUESTIONAR o erro, ficar quieto e aceitar só porque errar é bom é sinal de perdulariedade;

Errar é bom, mas as vezes não PODEMOS errar, as vezes precisamos puxar para nós o senso de responsabilidade para atingir o resultado necessário.

Se ainda não entendeu se sou contra ou a favor do Errar é bom | Errar rápido | Não ter medo de errar … então sugiro mudarmos de assunto, porque há preconceitos outros implícitos na sua leitura e só uma conversa téte-a-téte para resolver, talvez comendo um açaí ali no Canal Café.

Se rolar o Açaí, vou trazer Argyris com aprendizado organizacional em single e double loop, podemos falar de Exploration x Exploitation, quem sabe enveredar um tanto sobre Senge e a quinta disciplina, Bossidy e Charan e a quarta disciplina, podemos falar Curva de Tuckman e finalmente sobre equipes auto-organizadas, Kaizen e as bases Poka-Yoke de Taiichi Ohno.

Há análises com as quais compartilho minhas dúvidas relativas a quantos bons negócios, produtos rentáveis e serviços de qualidade estão sendo jogados no lixo por uma geração de startups que priorizam mais a ribalta, purpurina, palestras e mídia que business.

Se errar é bom, acertar melhor ainda!

Muita gente usa esse e outros bordões da nova economia para ganhar visibilidade … e dinheiro, não só atuando como coach, em cursos e palestras, mas publicidade de graça. Eu sou um utilitarista, quero mais discutir planejamento, execução e se possível sucesso!

Acho que os princípios e lições do Lean, Lean Startup, Design Thinking, Agile, … se perderam no meio de uma engrenagem criada aleatoriamente por milhões de coachs mundo afora, tem em cada esquina e a cada curso de final de semana são formados mais algumas dezenas. Com meia dúzia de frases de efeito, auto-ajuda eficiente e um bom tanto de PNL, todos se sentem melhor e satisfeitos, felizes até com muito desperdício, erros, falhas, bugs, destratos, falências, etc … tudo isso em meio a muitos eventos, holofotes, purpurina, salamaleques e tudo o que a nova ordem trouxe junto na garupa … nada demais, é apenas a lei da oferta e procura!

Nas corporações, a deturpação dos princípios Lean e Agile arrisca estabelecer micro-culturas passivas, resignadas, afastando implantações sérias em grandes empresas, que acabam mantendo muito do comando-controle. Muitos profissionais e equipes querem liberdade sem uma quota proporcional de responsabilidade, que exije auto-conhecimento, auto-diagnóstico e auto-gerenciamento … senão, acaba mesmo precisando de grandes doses de hierarquia e controle.

Resumo de quatro anos e meio de TecnoTalks

Eu vim para o TecnoPUC, enquanto coordenador da área de produtos digitais de uma empresa de comunicação Gaúcha, ocupando o quinto andar do prédio 99A, prédio conhecido como portal do parque, que já concentrava em torno de 100 empresas e 5mil pessoas, materialização da alegoria de Hwang, uma RainForest.

Acredito demais em Hwang, um parque tecnológico é uma grande floresta tropical, com uma variedade de seres vivos, que ganham força, crescem e se multiplicam a partir do entre-choque entre eles, gerando energia e vida – multinacionais, nacionais, regionais, startups, de produtos ou serviços.

e=mc2 | energia gerada a partir de “pessoas” em movimento, pessoas físicas, eu, você, no TTalks hoje somos 2116 pessoas e a cada evento cresce mais um pouco. Impossível não sentir a energia em um TTalks

Fiquei impressionado com o mundo de possibilidades que o parque oferecia, não só em networking, mas em participação, em especial duas empresas chamavam a atenção (DBServer e Thoughtworks), pelos mesmos motivos – Agile, acolhimento humano, compartilhamento de conhecimento, pessoas ligadas no 220V.

Em Junho de 2012 eu mandei um email para o Paulo Caroli da TW e o Eduardo Peres da DB convidando a iniciar uma comunidade de prática, alguns eventos depois acabou sendo batizada de TecnoTalks (Tecno de TecnoPUC e Talks de palestras). De lá para cá, mais de 40 eventos, totalizando mais de 60 noites de diferentes compartilhamentos.

Quem são seus bruxos? Somos a média das pessoas que nos inspiram e seguimos, interagimos e pareamos. Quem são eles? E quais os motivos e chances que você gera para ser um deles para outras pessoas, colegas, amigos, jovens estudantes

Peres e Caroli, dois dos meus gurus e inspiração na época pouco ou não me conheciam, o convite era um sinal de respeito e admiração, com o objetivo de iniciar uma comunidade baseada em princípios ágeis, auto-organizada, sem fins comerciais. Outras referências para mim participaram dos primeiros eventos – Daniel Wildt, Rafael Prikladnicki, Luiz Parzianello, Alejandro Olchik, Guilherme Lacerda, entre outros.

Desde Julho de 2017, ajudei a organizar 100% dos eventos e participei de 99% deles, fruto de meu sangue escoteiro, gerando oportunidades para jovens e jovens a mais tempo dispostos a aprender e ensinar, experimentar, sair da zona de conforto, fazer a diferença na vida de outras pessoas, ampliar networking.

Participar de uma comunidade como TecnoTalks, é como participar de uma confraria, receber a cada evento a energia de sorrisos, abraços, confidências de parceiros de viagem, isso não tem preço!

Os temas fluem a partir de provocações abertas e coletivas no grupo do Facebook:

  1. Um post propondo um tema e convidando quem quer ajudar a organizar – Não são aceitos eventos privados, fechados, comerciais, sem participação;
  2. No caso de haver parceria, um almoço ou um hangout é suficiente para cada um assumir uma responsabilidade – sala, material, coffee, um contato;
  3. A reserva no TecnoPUC é feita por mim ou por uma pessoa que atue no parque e seja reconhecida pela administração (será o responsável);
  4. Feita a reserva, 24Hrs antes é preciso enviar a lista com todos os nomes para liberação junto a segurança do parque;
  5. O responsável poderá retirar a chave e cabos da sala reservada momentos antes (eu sou professor na FACIN e também utilizamos a 516 e 517 na FACIN);
  6. No dia, todas as regras do ecossistema devem ser respeitadas, organização, ruído, acessos limitados, limpeza, integridade;
  7. Aí é receber a galera e fazer um bom evento, com gostinho de quero mais, provocando os novos a propôr áreas de conhecimento para os próximos e serem protagonistas.

A seguir uma lista de posts em que desde 2012 compartilhei cada evento, sempre buscando inovar, surpreender, com lightning talks, com fishbowls, open spaces, world coffee, workshops, painéis, debates, mini-cursos, parcerias, replicações, sempre evitando produtos e serviços, somos uma comunidade de prática, se quiser vender produto ou serviços, o TecnoPUC alugará uma sala para você 🙂

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É claro que cada consultor ou profissional está se “vendendo” de alguma forma, isso chama-se networking, no business model canvas ou you é a célula de “relacionamento” e “atividades-chave”. Participamos de uma comunidade de prática para aprender e ensinar, mas também para sermos vistos, entendidos em nosso potencial e valores para as outras pessoas, mercado, mundo.

CoP é puro networking, eu curto uma citação ao escritórios de carreira da PUCRS, é sim preciso e importante que tenhamos clareza no interesse e valor em participar, mas interesse não é ser interesseiro!

Inicia mais um ano de TecnoTalks com três noites sobre planejamento de carreiras, evento construído a 20 mãos, como tem que ser, proposto no grupo através de posts e enquete, com várias pessoas querendo e podendo ajudar a organizar e palestrar, jamais um evento particular. Jan/2017 = Kellen Munhoz, Lucia Giraffa, Leticia Garcia, Vivian Pedó, Lisiane Touguinha, Erica Martinovski, Dilamar Sales, Alexandre Silva, Karina Kohl, Elza Silva, Claudio Matone, … \o/

17/01/17 – Planejando Carreiras – Felicidade e discriminação
18/01/17 – Planejando Carreiras – Networking e soft skills
19/01/17 – Planejando Carreiras – Planejamento

TECNOTALKS:
Grupo FaceBook = http://www.facebook.com/groups/tecnotalks/
18/07/12 – Open Space no TecnoPUC – Cartaz Ata
20 a 24/08/12 – Semana LT’s e FishBowls – dia1, dia2, dia3, dia4 e dia5
25 e 27/09/12 – III TecnoTalks – divulgação, 1º Dia, 2º Dia: pré e pós
24/10/12 – IV TecnoTalks – 1º Dia – Introdução RoR
28/11/12 – TecnoTalk 5 – Divulgação, 1ª Noite, 2ª Noite, 3º dia RHoK
04/12/12 – UStream do Lean StartUp Conference San Francisco
09/12/12 – Ação da Onda Sócio Ambiental em Gravataí
11/12/12 – Tecnotalks 6, diferente de tudo o que já fizemos – pré e pós
20/12/12 – 6 meses de tecnotalks e detalhes 6º TecnoTalks / depoimentos
26/12/12 – McKenna tinha razão
14/01/13 – Reunião comissao especial Tecnotalks 2013
07/03/13 – 1º GUMA-TecnoTalks Dojos (divulgação)
20/04/13 – Idéias em Produção (Falando sério sobre dojos) – 8º TecnoTalks
11/06/13 – 9º TecnoTalks – Dia 11/06, 3ªfeira
18/07/13 – 10° TecnoTalks – Divulgação + Relato completo com fotos
19/07/13 – O melhor Tecnotalks entre tantos inesquecíveis
07/08/13 – Manifesto Luca Bastos – divulgaçãorelato do evento
20/08/13 – 13° TecnoTalks + GUGC – divulgação relato do evento
07/09/13 – 14° Tecnotalks vamos planejar gestão do conhecimento
16/09/13 – TTalks FACE e FACIN – divulgação 1 – divulgação 2
22/10/13 – FACE/FACIN – 1ª noite do 15° TecnoTalks
23/10/13 – FACE/FACIN – 2ª noite do 15° TecnoTalks – chamadarelato
09/11/13 – Open Data e Smart City no TecnoTalks – chamada
18/11/13 – Startup Dojo de aniversário da RAIAR – chamada – relato
26/11/13 – Inception do http://www.tecnotalks.com.br/
29/01/14 – 1º Pic-Nic do TecnoTalks no TecnoPUC – chamada relato
16/04/14 – TTalks sobre Gamification e Gamestorming – chamadarelato
25/04/14 – Vamos falar de lagartas e borboletas
29/04/14 – Startup Dojo com Luis Cipriani do Twitter
03/06/14 – Service Thinking – #1 Evento#2 Conceitos e #3 Visão
16/07/14 – Tecnotalks 2 Anos – Divulgação, Comemoração e Relato
26/08/14 – ASL e TecnoTalks – Startup Livre Dojo
13/09/14 – Prototipar Hardware – Tecnotalks Arduino de 27/10/14
18/11/14 – Pré-TTalks Agile SubWay MapTTalks Subway Maps 27/11
21/01/15 – 1º TecnoTalks de 2015é com o POA Neters (relato pós-evento)
05/02/15 – 11/02 – Happy hour TecnoTalks esquentando os tamburins
26/02/15 – GUMA e TecnoTalks é nitroglicerina
01/04/15 – Relato sobre o POA startup talks na RAIAR
30/07/15 – Tecnotalks Vamos Falar de Empreendedorismo
09/09/15 – Vamos falar de empreendedorismo II
29/09/15 – Global TPUC – Prévia – Programa Inauguração
07/10/15 – TecnoTalks 06/10 – LEGO Serious Play
08/11/15 – TecnoTalks 24/11 – 12º Troca de Cartões do CRA-RS
23/11/15 – Vamos falar de Empreendedorismo – BMC/LC
25/11/15- CONECTE.ME – Uma nova dinâmica de networking
30/11/15 – 12ª Troca de Cartões ainda gerando valor e reflexões
22/12/15 – Elevator pitch N x N no próximo troca de cartões
11/03/16 – GUAN/TecnoTalks – Papel de HRBP / lição aprendida
12/03/16 – 29 de 03 – TTalks Realidade virtual / Relato
09/08/16 – Mais um TecnoTalks sobre empreendedorismo
17/08/16 – BPW/TTalks – Business Dojo divulga relato extra
24/09/16 – Vamos falar sobre inteligência de negócios
25/09/16 – Semana acadêmica FACIN 2016 divulga info relato
20/10/16 – BI, Big Data, Data Mining e Data Science
02/11/16 – Desenvolvimento mobile – divulga – vídeos/relato
16/12/16 – PHP Laravel – divulgaçãorelato

O bordão “Errar é Bom!” é uma faca de dois gumes

Viajo pelo Brasil compartilhando o que aprendi sobre a pratica de metodologias ágeis, principalmente sobre o uso consciente de Scrum e Kanban em uma abordagem racional e equânime, satisfatória a todos, para os times, para a empresa, clientes, colaboradores, parceiros, fornecedores.

Por convicção sigo ao máximo preceitos da psicologia positiva, levo fé em abordagens que potencializem a auto-eficácia, sendo politicamente correto, seguindo linguagem não violenta, com crenças e valores ágeis, porque as pessoas sempre tenderão a fazer o seu melhor neste contexto.

Ao ler o manifesto ágil e seus doze princípios, nas bases do Scrum, Kanban, Lean Startup, Design Thinking, desperdícios Lean (Muda, Mura, Muri) e tantos outros, é preciso não se perder na interpretação, pois não é um risco incomum adotar Agile e levantar escaramuças aos princípios Lean e aos da própria agilidade.

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Não é um paradoxo, é LEAN e tem a ver com Albert Bandura, com aprendizado vicariante, trabalhamos para errar o necessário ou inevitável, mas aprendendo com nossos erros passados, presentes e com os erros dos outros, desta forma mitigamos o risco de errar e potencializamos os resultados.

Brinco dizendo que não podemos seguir o exemplo da geração Hippie, que contestou uma sociedade altamente regulada e hierárquica com uma abordagem diametralmente oposta que durou muito pouco, pois se rigidez disciplinar é ruim, a liberdade total, com sexo, drogas e rock’n roll também é o ó do borogodó.

A solução para tudo é a busca iterativo-incremental-articulada pelo equilíbrio:

Se apontar erros e caçar culpados é ruim, ficar repetindo o mantra irracional de que errar é bom, pode atrasar as soluções e não ajudar em nada;

Se MS-Project com antecipação de 12 meses de tarefas e responsabilidade é ruim, não planejar nem documentar nada também não é solução;

Se um chefe carrasco é ruim, evitar contato com a liderança tende a ser insano para quem quer ter seu trabalho reconhecido no coletivo e no individual;

Se comunicação violenta, agressiva, unilateral é ruim, manter uma comunicação sem transparência postergará soluções que podem ser urgentes;

Se pressão e exigências desmedidas é ruim, eliminar qualquer pressão é pressupor que os hippies tinham razão – sexo, drogas e rock’n roll são suficientes.

Acho que essa defesa de tese de errar cedo é mal entendida. “Errar é bom” diz respeito a validar hipóteses, a testar o desconhecido, correr riscos calculados, diz respeito a inovação, não diz respeito a erros conhecidos e que poderiam ter sido evitados com um pouco de discussão e antecipação, pois esse é o mindset Lean.

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Dentre os três pilares do SCRUM, um deles é o pilar-mor, o da transparência, que deve ser praticado com realismo, positivismo, franqueza e uma boa dose de bom senso e educação. Qualquer informação relevante que seja escondida, que poderia gerar planos de ação e antecipação para mitigar riscos e aproveitar oportunidades é uma ode à cultura da resignação em prol do desperdício.

Não concordo e acho muito perigosa a defesa de tese de “Errar é bom!” sem contextualizar e lembrar as boas práticas. Alguns evitam melindrar as equipes, porque se errar não for bom vão esconder os erros. É como dizer que, para motoristas não terem medo de buracos na estrada resolve-se colocando uma venda nos olhos deles … decididamente, não entendo e não concordo!

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O maior risco de todos é seguirem o mesmo roteiro de George Orwell em Animal Farm, quando os bichos liderados pelos porcos iniciam uma revolução contra o fazendeiro com o bordão de Duas patas é ruim e Quatro patas é bom! … sem entender, não percebem que as coisas pioraram, pois esqueceram os porques!

revolucao-dos-bichos