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A pauta das meninas na TI inspira milhares de meninas e meninos de todas as áreas

Nos corredores do TDC POA do ano passado eu não resisti em tietar algumas das meninas mais influentes da nossa TI – Luana, Aline, Marcela, Desirée e Morvana. Metodologias ágeis, mundo maker, diferentes plataformas e tecnologias, onde cada uma sente-se a vontade para ir lá e fazer o seu melhor, aquilo que curte, que lhe faz bem, o que acaba sendo exemplo para jovens que querem fazer o mesmo … querem ser felizes fazendo aquilo que possuem talento de sobra para fazer.

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A TI nas últimas décadas transformou-se em um feudo masculino e nos últimos anos iniciou-se um movimento para mostrar para meninas que elas podem fazer a diferença, como já fizeram nos primórdios da área. Algumas das melhores profissionais que conheci em 30 anos de mercado eram meninas, analistas de sistemas, negócios e qualidade, desenvolvedoras, gerentes de projetos, etc, mesmo assim hoje ainda são minoria em empresas e equipes.

Acredito e já escrevi várias vezes sobre a força do exemplo, do espelho, de campos mórficos e da teoria da massa crítica. Quanto mais meninas despontarem em feudos onde poucas se aventuram, mais e mais desenvolverão empatia e quererão fazer o mesmo. A todos nós não cabe diferenciar, mas garantir ao máximo equidade, deixando assim que os esforços sejam recompensados.

A pauta deste post é a admiração que tenho por elas e o orgulho de conhecê-las, mas não se restringe à TI, minha cunhada é engenheira em grandes obras, minha filha está fazendo cinema, minha esposa é arquiteta e atua a 10 anos no universo Startup na Incubadora RAIAR. Não deveria ser surpresa se vou ser A, B ou C, pois cada um venho a este mundo com o desafio de descobrir onde e como mais agrega valor, ser exemplo e curtir a viagem.

No dia de hoje (21/03/2017), uma semana após a semana da mulher na TI, saiu a matéria abaixo sobre o espaço das meninas na TI. Sou professor universitário e ainda são algumas poucas a cada turma, muitas vezes intimidadas, rotuladas, com pérolas como “elas se dão melhor na área de testes” ou analistas de negócios. Em 30 anos de mercado já vi todo tipo de discriminação, assédios velados, contensão, e ainda vejo muito disso ainda.

Sobre a reportagem, a jovem, admirável e engajada Marcela Santos escreveu “Quem ta ali não é só a professora Marcela Santos, quem está ali é a a guria que quer fazer engenharia mas está com medo, a desenvolvedora que tem que colocar fone de ouvido pra não ficar ouvido piada sexista, é a gerente de projeto que ao ser incisiva em um assunto escuta um Deve estar de TPM, quem tá ali são todas as mulheres que me inspiram e que lutam essa luta comigo! LUGAR DE MULHER É ONDE ELA QUISER ESTAR!

Tenho uma filha de 19 anos e tenho um orgulho de lascar em ver meninas que dão o exemplo a ela e a outras de que é possível acreditar em ser e fazer do seu jeito. Na prática, não deveria fazer qualquer diferença o gênero, idade, credo, cor e tudo o mais para legitimar esforços para sermos nós mesmos. Lamentavelmente, o mundo não é assim, pelo contrário, há indução, imposição, discriminação e preconceito.

A alguns anos atrás, uma das melhores amigas de minha filha fez um desabafo no seu Face relatando o esgotamento e tristeza que sente em ter que aguentar assédio, insinuações, xingamentos, apenas por ser menina. Detalhe, quando ela fez o post era menor de idade, mas relatava a dificuldade em pegar ônibus, ter que escolher roupas conforme o local para não ser destratada, pois era constrangida e intimidada por homens adultos na rua e recintos.

No terceiro TecnoTalks de Janeiro deste ano discutimos a menina e sua relação com o mercado de trabalho, com frequência relações distorcidas por ações de chefes, colegas … homens. Nós criamos nossa pequena para ser o que ela quiser ser, sem induções em relação a tudo, ela é dona de si e da construção de seu futuro, mas a maioria dos pais “sem querer” ainda empurram meninos e meninas ao velho limbo, ele “audaz”, azul e “destemido”, elas “sensíveis”, rosas e “do lar”.

Todo o esforço destas meninas que são exemplo poderão gerar espelhamento em meninas que se inspirarão nelas, porém tudo isso é minimizado ou anulado se nós pais não passarmos a criar nossos filhos e filhas com maior equidade e liberdade. Cada criança vem com uma carga genética e potencialidades sem balizas, quem as coloca em uma caixa somos nós.

Na minha opinião a discussão sobre estes temas deveriam primordialmente focar principalmente na ação dos pais em gerar pessoas livres, para depois discutir empresas, hierarquia, psicopatias e tal. Esta luta é dos pais, das escolas, das empresas, do governo, é de todos – Não enquadre, pró crianças livres e criativas!

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A tempo, no dia seguinte a este post (22/03) com a arte-terapeuta Gislene Guimarães, tive o privilégio de contar com a presença das gurias da BPW Porto Alegre, uma instituição internacional que aproxima mulheres de negócios – executivas, gerentes, consultoras, empreendedoras, criativas, … que organizam eventos mensais na FNAC do Barra:

Para quem curtiu este post e não conhece as gurias e a BPW, ainda mais se for menina, fiquem ligadas – https://www.facebook.com/BPWPoA/

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Lei dos dois pés

Não interprete errado a lei dos dois pés, não é uma ameaça ou sugestão para desistir ou desperdiçar, ir embora, mas um ALERTA de que algo está acontecendo ali naquele momento e devemos aproveitar ao máximo:

Se você não está aprendendo, nem contribuindo, use seus dois pés e vá pra um lugar onde algo assim aconteça.

A primeira vez que li esta frase eu estava em Buenos Aires para o evento Ágiles Latino-america 2011, acima da porta das salas onde ocorriam os debates em Open Space havia uma placa grande bem legível com esta inscrição. Achei sensacional, provocativo e inspirador: entre na sala, arregace as mangas e aproveite o máximo.

Ao iniciar o semestre nas minhas disciplinas na faculdade de informática, sempre alerto à gurizada de que precisam desencanar com o mundo lá fora, que a noite deles de quinta ou sexta será comigo e que juntos podemos fazer funcionar. Até mesmo, porque o tempo passa mais depressa quando a gente está se divertindo.

Viver o momento

Buscar estar de corpo e mente presentes a cada momento é um desafio, mas antes ainda mais é uma questão de hábito. Muitas pessoas estão sempre insatisfeitas, sempre almejando algo fora de seu alcance por diferentes motivos, é preciso parar de sonhar acordado com o momento seguinte e viver o momento presente.

Refletindo o pensamento Lean, é um grande desperdício não aproveitar o agora, especialmente quando é inevitável, é preciso. De nada adianta estar em uma aula, reunião ou timeboxes do SCRUM e ficar distraído, não colaborando para seus resultados, de olho no celular ou simplesmente disperso em pensamentos.

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Inexiste forma mais esdrúxula de desperdiçar tempo do que isentar-se de vivê-lo, quer dizer, supondo que possa usar seus dois pés para ir para um lugar melhor e mais produtivo, ótimo, senão o mínimo que podemos fazer é aproveitar e fazer render ao máximo cada momento.

Motivação extrínseca x intrínseca

A motivação extrínseca origina-se em fatores externos a nós mesmos, como elogios e salários, de forma que possamos performar o necessário para sermos recompensados ou evitar sermos penalizados. O foco e o objetivo passa a ser a premiação ou evitar a punição, uma abordagem muito utilizada logo após a revolução industrial, sob a administração científica ou mecanicista.

A motivação intrínseca origina-se em fatores internos a nós mesmos, baseado em satisfação, carreira, crenças e valores. Desta forma, a recompensa pode ser um trabalho bem feito, um esforço constante com foco em resultados que podem não ser imediatos, como um mérito, promoção ou mesmo troca de empresa. Em sua essência, buscamos através dela nossa realização pessoal e profissional.

Qual é sua Motivação

No trabalho nossa motivação deve ser intrínseca, mas o que vejo com frequência é pessoas desmotivadas por motivos alheio a sua vontade e controle, normalmente que nada tem a ver com o momento e necessidade, algumas vão a reuniões e entram mudas e saem caladas, emburradas e tal.

Se motivação intrínseca é aprendizado, carreira, é fazer o nosso melhor, ficar negando ou sabotando a si mesmo enquanto sonega seu potencial é no mínimo perigoso, pois pode se acostumar a não se esforçar, ao invés de crescer passa a encolher, assumir uma zona de conforto que em nada lhe agrega.

Tenha um bom plano de carreira, mapeie seus gaps, planeje seu crescimento, a empresa, o emprego, o chefe e tudo o mais é passageiro se aproveitarmos ao máximo cada momento, aprendendo em cada situação, mantendo os olhos aberto, os ouvidos atentos e participando ativamente.

Não idealize nem improvise, conte com parceiros de viajem, mapeie sua matriz SWOT, sua Janela de Johari, seu Business Model You, seu mapa de CHA e vivências existente e necessárias. Assim como a Alice no país das maravilhas, é muito fácil desperdiçar seu tempo se não souber para onde ir, pois se não planejarmos, então qualquer resultado serve, mesmo a estática.

Pense bem, ou nos puxamos e somos reconhecidos, ou nos puxamos e ao não sermos reconhecidos pela empresa o mercado o fará. Quer dizer, se o chefe é ruim mostre valor, se o salário é ruim mostre valor, se está fazendo algo que não lhe agrada e quer mudar mostre valor, mas se não fizermos nada, nada vai acontecer!

1ª aula de GP – Somos gerentes e somos o projeto

A pedido, vou ilustrar rapidamente a primeira aula de Gerenciamento de Projetos para jovens de cursos de CC e SI em uma noite de sexta-feira, das 19:30 as 22:30. De antemão alerto que nada é por acaso em uma sala de aula, cada dinâmica, jogo ou energização, além de seus benefícios tangenciais de grande valor, devem ter um porque, preparação, execução e reflexão/aprendizado … eu acredito muito nisso!

Creio que metade da turma chegam com 5 a 15 minutos de atraso, porque a maioria já trabalha e tem que enfrentar o trânsito inclemente da Ipiranga em horário de pico. Após uma semana inteira de trabalho de dia e aulas a noite, meu papel é entender, energizar e manter o interesse em disciplina que tem muito a ajudar com conceitos e temas como empatia, foco em valor, práxis e agilidade.

Me apresento e digo qual é a disciplina, para caso alguém tenha entrado na sala errada, conto um pouco da minha trajetória como profissional. O quebra-gelo deste primeiro dia tem foco em mostrar que nossa carreira é nosso maior projeto, onde planejamos onde queremos chegar, uso o icebreaker do crachá, que aprendi em uma oficina de dinâmicas com a Mayra da TW, mexendo nele o necessário para atender a necessidade de valor em cada uso.

QUEBRA-GELO

Antes do quebra-gelo, apresento uma técnica que mitiga o desafio de grandes grupos, apesar de não ser uma dinâmica em equipes, sugiro que um a cada 6 ou 7 alunos, de forma auto-organizada, venha pegar postits grandes coloridos e canetas hidrocôr para si e seus colegas, uma técnica muito utilizada para rapidamente organizar em meio ao entendimento do que é auto-organização.

Em poucos minutos todos tem postit e hidrocôr em mãos, quando peço para fazerem um grande retângulo na metade esquerda do postit e acima dele coloquem seu nome de guerra, como gostam de ser chamados. A partir de agora farei com que eles interajam com diferentes colegas de toda a sala, a cada passo escolhendo aleatoriamente alguém para se apresentar e desenhando sua “foto”.

Alternadamente, com diferentes colegas, trocar seus crachá, evoluir os dados e desenho, destrocar e seguir adiante >>> [curso e semestre] > [desenhar os olhos do colega, com sobrancelha, óculos] > [qual seu cargo hoje] > [desenhar o nariz] > [onde quer estar/fazendo o que daqui a 5 anos] > [desenhar a boca] > [qual o seu hobby ou paixão] > [concluir o desenho fazendo a moldura, cabelo, barba, …]

Começo a chamar uma carreira desejada, de forma que todos que possuem o mesmo sonho formem nuvens, como GP, Governança, dev Games, dev Web, dev Mobile, Arquitetura, Segurança, Academia, … Novamente chamo a atenção para o que é nosso maior projeto, também para a técnica de clusterização, que nos permite em poucos minutos organizar com a participação ativa de todos um grande mapa com os crachás e sonhos.

Segue uma apresentação da ementa, conteúdo programático, bibliografia recomendada, avaliação via provas e trabalhos, mas o cunho construtivista até onde é possível, com foco em aproveitarmos ao máximo cada minuto. A noite de sexta já foi, será em sala de aula, qual a importância, relevância e valor para cada um em fazer valer ao máximo e construirmos juntos ensino e aprendizado 360º, sugerindo, debatendo, confrontando ideias e opiniões.

A ideia é não deixar rolar mais que 30 minutos sem exercitar os conceitos discutidos, seguindo o substrato do aprendizado experiencial de David Kolb, pelo aprendizado vicariante de Albert Bandura, no construtivismo de Piaget. Mas nada disso é hora do recreio, cada jogo tem um fim, para isso é preciso antecipar desafios ou conhecimento, pô-los a prova na prática lúdica e refletir logo após.

MARSCHMELLOW CHALLENGE ÁGIL

Se a disciplina é gerenciamento de projetos e a noite será dedicada a planejamento de carreira, o jogo Marschmellow Challenge Ágil propõe a importância de nos utilizarmos de empatia, entendendo o que se quer, onde se quer chegar e qual o critério para avaliar se o resultado foi atingido. Nada melhor que o Marschmellow em 3 sprint de cinco minutos para a construção de torres de comunicação para o exército do General Audy.

Eu coloco um chapéu camuflado e uso um apito para demarcar cada ciclo, sou o cliente, quero torres de comunicação, faço pressão por resultados, é fundamental entender a frase de “Eu Robô” quanto a “Minhas respostas são limitadas, portanto faça as perguntas certas.” Gerenciar projetos é saber fazer as perguntas certas, quer nossa carreira, férias, filhos, um novo app ou um ERP, projetos exigem empatia com o cliente para saber o que atende o problema, qual é o valor.

Auto-organização, um representante de cada equipe pega em uma mesa lá na frente um punhado de espaguete, uma tesoura e um rolo pequeno de durex, além de caneta e papel para o planejamento. Eu dou 10 minutos em dois ciclos de 5 para que se organizem, me perguntem o que quiserem, para então desenhar ou escrever o que farão em cada um dos três ciclos de 5 minutos que terão.

Sou o cliente e lhes informo tudo o que querem saber sobre o que eu quero, mas esquecem de saber qual é o meu problema (história do usuário / valor), como eu testarei a torre (critérios de aceitação), critérios para escolha da melhor torre. Nos envolvemos em questões técnicas … cito Dado Schneider, “O mundo mudou, bem na minha vez”, porque agora usamos o capital intelectual de todos, que devem usar seus conhecimentos a favor do sucesso de cada passo do time.

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PLANEJAMENTO DE CARREIRA

O primeiro passo é entender o que é um projeto, o que diferencia um projeto de uma operação. O primeiro é algo com início, meio e fim, contendo um objetivo relevante e singular, para o qual é preciso gerir recursos e atividades necessárias. Operações são atividades continuadas e repetitivas, e é neste quadro comparativo que discuto carreira, que na prática é um programa ou mesmo um portfólio de variados projetos, que se geridos conjuntamente tendem a gerar maior valor.

A maioria dos  profissionais que conheço possuem desejos e reclamações, mas não possuem planejamento. Retomo Dado Schneider, “O mundo mudou, …” para discutir diferentes abordagens sobre o papel de profissionais do conhecimento, retomando paradigmas da revolução industrial até hoje, conceitos discutidas em “equipes de alta performance”, “equipes ágeis”, há muita discussão de valor.

Reconheço que vejo nos olhos de alguns poucos a mesma expressão que vejo em cursos Scrum Brasil afora, um certo desconforto ou até mesmo contrariedade, como se não merecessem ouvir estas provocações, mas os trato como a qualquer colega, cliente ou amigo, profissionais do século XXI. Se já sabem e já fazem, legal, excelente, mas assim relembram alguns fundamentos e princípios básicos.

Profissionais de perfil T ou Pi, é o que somos, buscamos profundidade em conhecimentos e habilidades que nos tornam especialistas, mas com a haste horizontal que nos distingue de operários do século XX, nossa amplitude de conhecimento. Falo muito e compartilho muito a minha crença de que estamos no lugar certo na hora certa, no maior ecossistema acadêmico-empresarial do Brasil.

Afora o TecnoPUC, apenas o Porto Digital tem tanta força, semanalmente rolam eventos, programas de qualificação, estágios, vagas, temos o espaço de coworking, a incubadora RAIAR, o CriaLab, uma dezena de programas do Centro de Inovação, e mesmo que não possam aproveitar tudo, como podem aproveitar o ecossistema a favor de seus planos para conquistar o mundo no menor espaço de tempo \o/

Começamos por um bom WarmUp, uma matriz SWOT ou FOFA, uma discussão com exemplos conceituais e práticos, cases para forças e fraquezas, situações que representem oportunidades e ameaças. O objetivo é aquecer sinapses, começar a refletir de forma ampla, o mais aberta possível sobre si mesmo e o seu entorno, para então começar a dirigir estas reflexões para uma modelagem de carreira.

Alexander Ostherwalder ao especializar seu best seller “Business Model Generation” para carreiras, criou o canvas de modelagem de carreiras “Business Model You”, semelhante a forma como modelamos negócios emergentes. Eu inclui algumas premissas, ícones e substrato a partir de reflexões sobre os três eventos TecnoTalks de Janeiro deste ano – Sonho, CHA e gurus!

Afora isso é o Business Model You, propondo que conversem com os colegas ao lado, pois conversando e trocando experiências é possível ir muito além, fruto da sinergia entre diferentes vivências, expertises. Insisti muito com meus conceitos aplicados de Parceiros de Viagem, oriundos de anos de Agile Coaching, sempre somos mais quando somamos forças.

Uma aula que dá o tom do semestre, realizaremos dezenas de dinâmicas, jogos e exercitaremos diferentes técnicas e boas práticas, sempre alinhadas a uma ementa sobre gerenciamento de projetos, o substrato são as dez áreas de conhecimento e planejamento do PMBOK, seus cinco grupos de processo e muito, mas muito mesmo de Scrum, SAFe e princípios e técnicas ágeis.

Vamos fazer startup dojo para escolher um projeto, vamos fazer modelagem das ideias escolhidas, inceptions dos projetos, vamos entender e modelar cada uma das áreas utilizando boas práticas, sempre baseadas em auto-organização, em empatia e Teoria da Equidade. Para isso vou trazer um tanto de Design Thinking, de Lean Startup, tanto quanto PMBOK e variadas técnicas em projetos.

Após algumas aulas, teremos novamente as paredes assim como a foto abaixo, porque a cada aula levo um rolo de papel pardo e branco, muitos postits, hidrocôr, fita crepe e meu kit básico para Agile Coach aprendiz de feiticeiro que me acompanha a 8 anos. O quórum cresceu, este semestre são 40 alunos de quinto semestre, este ano será um desafio especial manter o nível de interação \o/

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PMBOK e Agile – Quem mexeu no meu queijo?

O lançamento da 6ª edição do guia PMBOK entrará para a história como um marco, pois traduziu uma postura eclética imposta pelo mercado e profissionais contra o Taboo de que gerenciamento de projetos é uma coisa e métodos ágeis para gerenciamento de projetos, como SCRUM, são outra.

Vaticínio: “Em alguns anos ninguém vai perguntar se você é PMBOK ou Agile, eles vão perguntar se você gerencia bem seus projetos, se há desperdício ou sinergia na geração de valor às partes!”

Reflita comigo, o PMI foi criado em 1969, apenas quinze anos depois começaram a pipocar práticas, técnicas e métodos chamados inicialmente de lightwave, batizados de Ágeis em 2001. O artigo seminal do SCRUM foi “The new new product development game” de T&N na Harward Business Review em 1986.

Na minha visão, um grande acelerador desta quebra de barreiras com certeza foi o lançamento dos conceitos de Pace Layered e TI-Bi Modal pelo Gartner, que desde então acelerou a inserção de métodos e práticas ágeis nas grandes empresas e corporações, antes dominadas por processos hierarquizados e preditivos.

Meta: “Atrair e reter talentos, com empatia e sinergia, gerando valor em equidade, de forma que empresa, fornecedor e cliente, tanto quanto seus integrantes, cresçam e melhorem continuamente!”

Convergindo à isso, no início deste século era difícil imaginar grandes eventos do PMI com grandes palestras sobre Agile, mas no início dos anos 10 deste século passei a ver grandes agilistas passarem a frequentar os grandes eventos do PMI, bem como grandes nomes do PMI começarem a se aproximar da comunidade ágil.

Acredito que muito em breve deixará de existir o monopólio dos GP’s ditos tradicionais versus Agilistas, isto ao mesmo tempo é inspirador e curioso, porque estamos falando de cifras na faixa dos bilhões de dólares em cursos oficiais (PMBOK, Scrum Alliance, Scrum Org, etc), certificações e consultorias.

Aos que acreditam que sua metodologia ou processo é sagrado, quase uma religião onde os “outros” ou mudanças no seu Be-a-Ba são profanos, muito em breve terão que mudar suas posturas e atitudes. Haverá sempre espaço para os xiitas, mas o futuro organizacional será iterativo-incremental-articulado, evolutivo, adaptativo.

Foco: “Sentar-se a mesa em uma organização, antecipar e promover mudanças no sentido certo é mais importante que a intensidade e profundidade! Se não pode mudar tudo, faça algo, fazer nada não é opção!”

Muitas empresas e profissionais já perceberam que “mexeram no queijo delas“, negar iniciativas de experimentação de técnicas em qualquer escala é negar os benefícios que eles trazem às pessoas e empresas. Eu acredito que dado o primeiro passo, percebido os primeiros ganhos, a tendência é dar o próximo, um a um.

Quem mexeu no meu queijo?

Em Setembro de 1998 Spencer Johnson lançou o livro “Quem mexeu no meu queijo?” – uma parábola sobre adaptar-se às mudança, pela história de quatro personagens pequeninos acomodados ou pró-ativos em relação ao seu estoque de queijo. Um best seller que discutiu acomodação, adaptação e antecipação.

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Lembra um pouco o conceito de exploration x exploitation, escancarando os principais motivos pelo qual muitas empresas líderes de um mercado em determinado momento, faliram após anos comendo queijo, acomodados na sua liderança, vendo o queijo acabar pouco a pouco e não fazendo nada.

Momento: “Vivemos uma era de inovações, oportunidades em meio a crises continentais, profissionais Millenials, revoluções tecnológicas sem precedentes. Pequenas startups com um link concorrendo com corporações!”

Muitos profissionais, assim como empresas, se utilizam de técnicas obsoletas para tentar perpetuar-se de forma sintética, em busca de sobrevida ao seu negócio, mas não trabalhando para reinventar-se, encontrar o próximo estoque de “queijo”, preferem tentar impor, reclamar, culpar, apenas postergando o inevitável.

Especialmente em períodos de crise, a experimentação voluntária ou pressionada na procura de métodos, técnicas e boas práticas que gerem antecipação, pertença e melhores resultados é benéfico a todos, empresa e profissionais. Conquistado os primeiros ganhos, a tendência é retrospectivas trazerem ao natural os próximos.

Defendo que mesmo a empresa não acreditando, se uma equipe praticar o que está ao seu alcance, como daily e ciclos com retrospectivas, só isto já gerará ganhos na redução do stress, aumento da auto-organização, melhorias dos resultados. Se isso for verdade, ao natural quererão experimentar mais e mais.

Bem-vinda a edição 6, a considero um marco em um processo irreversível de convergência metodológica que defendo a anos nos meus posts. Compartilho a seguir um link da PMTECH, um artigo do Mauro Sotille sobre o que muda na edição 6, com um parágrafo em especial sobre “queijos” ágeis:

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Teço elogios a iniciativa da TI-BiModal do Gartner neste mesmo sentido, de quebrar o gelo, abrir estradas, porque muitas vezes o mais difícil é dar o primeiro passo, perder o medo. Acredito muito em uma frase do Juan Bernabó, keynote no Agile Brazil de 2016 – “Esperemos que as retrospectivas façam seu trabalho!”

TTalks – Keep Calm and Trust Your Product Owner

Hoje rolou o quinto dia de evento TecnoTalks 2017, os três primeiros foram três abordagens sobre planejamento de carreira, networking, meninas na TI e uma oficina, o quarto foi sobre o papel de Scrum Master e o quinto hoje foi o papel de Product Owner.

Nenhum dos cinco possui uma receita de bolo, mas todos os cinco contaram com muita gente boa, com muitos debatedores e participantes com muita experiência no assunto da rodada. As técnicas e formato a cada dia foi diferente e mesmo quando igual, melhorado ou tentamos melhorar …

O evento desta noite “Keep Calm and Trust Your Product Owner” discutiu no mesmo formato de ontem, pequenos grupos propuseram temas que desejavam discutir, clusterizamos (agrupamos sugestões semelhantes) e os clusters que tiveram mais votos foram o próprio papel e outros papéis alinhados a negócio, seguido de questões pertinentes a definição, prioridade e mudanças … valor.

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A primeira parte gravada em Face Live focou no que é o papel do Product Owner e o quanto outros papéis acima ou abaixo de sua alçada foram se compondo com o passar do tempo, como Chief PO, Business Owner, Analista de Negócios, entre outras siglas e funções.

O que mais se destacou no meio da discussão é o quanto diferentes contextos nos permitem defender uma abordagem, mas não que seja o melhor em qualquer contexto, há muitas diferenças que geram reflexos na melhor opção de perfil e atuação do PO, time e papeis adjacentes.

Continuação, porque minha bateria acabou, neste momento mais focados na abordagem de business, de tomada de decisão, responsabilidade na definição, mudança, negociação, para entrega de valor a cada sprint, release, até o final do projeto. Iterativo-incremental-articulado!

Novamente a discussão não era para achar uma receita de bolo ou solução mágica, mas compartilhar vivências e debater ideias, experiências e convicções, de forma que cada um dos participantes pudessem levar um mix de informações e oportunidades, acoplando a sua realidade conforme aderência e possibilidades.

Continuação parte II, porque me atrapalhei e encerrei o vídeo, mas a Andrea Balle percebeu e começou a compartilhar na sua timeline, ainda no tópico valor para o negócio, adaptação a mudanças necessárias, ROI, …

 

Ao final da noite registramos com uma foto oficial, alguns já tinham saído, mas a maioria marcou presença na foto de fechamento:

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Link compartilhado pelo Parzianello – 7-skills-to-be-a-great-product-owner

Link compartilhado pelo Motta – PO-x-BA-x-analista-de-sistemas

Os 7 pecados capitais no ambiente de trabalho

Tudo em nosso dia-a-dia é significativo, nosso comportamento, expressões, queremos sempre, consciente ou inconscientemente, dizer algo ao mundo que nos vê e cerca. Nada é obra do acaso em nossos atos, nosso entorno chegará as suas conclusões e o tempo confirmará estes pressupostos.

A mente, o corpo e a linguagem interagem para criar a percepção que cada um de nós tem do mundo e que o mundo tem de nós. Precisamos parar com frequência para analisar os recados que nossas ações e corpo estão passando, acima de tudo lembrem-se, somos reféns do rastro de nossas ações, de nossa própria história.

No processo de comunicação, tudo o que falamos é 7% do resultado, 38% são resultantes da maneira como falamos, entonação e ênfase, 55% diz respeito a nossa linguagem corporal, expressões, gestos e postura, não esquecendo da influência de sua história, afinal de contas, as pessoas sabem quem você é.

Comunicação subliminar através dos 7 pecados capitais :

Não é incomum termos chefias ou colegas que fogem ou projetam suas frustrações e limitações através da agressividade exagerada, recorrente ou caricata. Como crianças mimadas, inseguras e imediatistas, lhes faltando argumentação equilibrada, acham que surtando as pessoas sairão correndo e realizarão seus pedidos;

 As vezes criamos nossos próprios monstrinhos, talvez gerando soberba na pessoa que elogiamos sem medidas, depois reclamamos por serem difíceis. Elogios ou premiações devem ser coletivos ou apropriados e sensatos, caso contrário gerará competição entre colegas, priorizando o individualismo acima do coletivo, priorizando aparências;

 Creio que não seja consciente, ao natural a maioria das pessoas com o tempo busca uma zona de conforto. Uma reação óbvia e inconsciente é depreciar quem esta tentando fazer diferente, é pessoalizar ações que possam contrapôr o ecossistema virtual que construímos ao nosso redor, de forma que as coisas se encaixem perfeitamente;

 É a fome desmedida, quer fome por poder, quer estar inovando sempre, pela busca de novos conhecimentos, pela centralização,  …, gerando uma pressão irracional ou incompatível com a velocidade possível para o time ou a organização. O maior risco é não darmos o espaço ou tempo necessário para que estes conhecimentos ou habilidades cresçam de forma sustentável.

 É valorizar em demasia o excesso de algo que deveria ser apenas o suficiente, como gasto irracional em legalzisses, em mobiliário, tecnologia, … Além do necessário, tornando o investimento um desperdício, apenas para chamar atenção para si mesmo, por interesses pessoais e não resultados;

 É passar da medida, é matar a galinha dos ovos de ouro, é sugar o que pode de sua própria equipe, área ou empresa, financeira, intelectual ou emocionalmente, querendo levar vantagem e ganhar em tudo sempre, querendo sempre mais, usando N pesos e medidas … conforme conveniência;

 É confundir o coletivo e o pessoal, é desmerecer o mérito de alguém, é tomar posições e decisões mesquinhas, é perder o equilibrio e o senso de justiça para valorizar ou ganhar pontos com alguém, independente de ser colega, chefe ou dono do negócio. Alguns não conseguem ver alguém brilhar!

Melhoria contínua

Antes de mais nada, precisamos querer melhorar, temos que tomar a decisão de melhorar e ajudar o time a evoluir, dar o exemplo, caso contrário ficaremos empatando o jogo eternamente, pois enquanto alguns puxam para cima, outros puxam para baixo e a diferença quem faz somos nós (baita responsabilidade).

Somos a média daqueles poucos em quem nos inspiramos e com quem interagimos, se isso é verdade, as pergunta são “Quem lhe inspira e porque, por virtudes? A troco de que alguém poderá se inspirar em você?” … estas duas perguntas deveriam ser repetidas diariamente no espelho pela manhã.

Sempre digo, com bom humor, que precisamos ter companheiros de viajem, aquela(s) pessoa(s) em quem confiamos e que nos darão um toque quando nos deixarmos levar pela situação e chutarmos o balde … de forma recíproca, ofereceremos nosso ombro e os incentivaremos quando necessário, o ideal é que seja uma matriz N x M, pois estamos todos na mesma estrada.

Cuidado, todos merecemos ter chances de melhorar, errar, aprender e tentar  novamente, mas em se tratando de pecados capitais, estamos falando de valores, crenças, provavelmente “Tudo o que acontece uma vez pode nunca mais acontecer, mas tudo o que acontece duas vezes, acontecerá certamente uma terceira” (provérbio árabe) … na enésima vez, temos que saber a hora de mudar … de parceiro, time, área ou … empresa   😦

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19/01 – TTalks – Planejamento de Carreiras

Uma noite para fechar três dias de auto-conhecimento, conceitos, mercado e debates com muita energia. Uma nova parceria, o Canal Café (canalcafebrasil) nos acolheu em um ambiente descontraído, divertido, todo envidraçado e com uma vibe muito legal! Experimentamos o deck superior, o da frente e o salão principal, sempre com 25% de desconto nas bebidas.

A Ofitio (http://ofitio.com.br) proporcionou um kit individual com bloco de notas, folhas A3 e caneta para cada participante. Novamente contamos com a parceria TecnoPUC e RAIAR, Rui Jung Neto e Leandro Bento Pompermaier, que pré-autorizaram a entrada de todos os participantes caso chovesse ou fosse necessário, deixando abertas as portas e os espaços da incubadora.

O apoio é essencial para facilitar algum material se necessário e coffee-break quando possível, porque enquanto CoP auto-organizada, sem apelo comercial, 100% gratuitos, por convicção não temos caixa e por isso curtimos uma parceria, como recentemente a VaiDarBolo e a DogoLouco \o/

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Quais profissões estão em alta no mercado em 2017

Dilamar Sales – linkedin.com/in/dilamar-silva-sales – Ela falou sobre uma matéria da revista Amanhã com as 15 carreiras em destaque para 2017 (as-15-profissoes-que-devem-estar-em-alta-neste-ano), um aquece para a oficina de Business Model You que iria rolar no final da noite.

Oficina de Planejamento de Carreiras

Karina Kohl – https://www.linkedin.com/in/karinakohl/
Alexandre Silva – https://www.facebook.com/omateador
Jorge Audy – https://br.linkedin.com/in/jorge-audy-729b662
Leticia Garcia – 
https://www.linkedin.com/in/leticia-silva-garcia-a4963666/

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Fizemos provocações e a galera construiu quadros com postits sobre projetos de vida, carreiras, empresas e conhecimentos Apresentamos Roda da Vida, Matriz SWOT ou FOFA, Janela de Johari e CHAx5, para então apresentarmos e construirmos individualmente o Business Model You de cada um, contando com os facilitadores na ajuda para entender seus campos e preenchimento.

Um ano que começa com o pé direito e tudo indica que em Março teremos um evento sobre Marketing Digital, pois várias pessoas presentes tinham conteúdos e interesse sobre este tema para 2017 … não perdemos por esperar, até breve! 🙂