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5ª aula de GP e Tópicos Especiais

Mais uma semana de aulas e a satisfação em dizer que amo muito tudo isso, pensar aulas participativas, com muito valor prático agregado, baseado mais em cases e fatos preponderantes de mercado que teoria, apontando a realidade esperada de profissionais do século XXI.

Compartilhei um super guia rápido de frameworks e boas práticas relacionadas a equipes ágeis na auna de Tópicos, facilitei a ideação e escolha do projeto que cada grupo de GP irá planejar, já construindo o elevator statement e termo de abertura.

 Tópicos Especiais em Engenharia de Software (5ª feira)

foi resultado de várias noites dormindo bem tarde, trabalhando em um volume de 10 páginas com um grande resumo de tudo o que conheço, aplico e recomendo sobre métodos ágeis, análogos e complementares, como adoção, planejamento de carreiras, Scrum, Kanban, XP, Design Thinking, Management 3.0 e DevOps.

Compartilho aqui via dropbox este super guia rápido, um resumão mais que completo com o conteúdo condensado de dezenas de posts aqui publicados sobre cada um desses temas, espero que baixe, curta e compartilhe, porque acho que ficou bem completo mesmo – [clique aqui para baixar o super guia rápido].

Gerenciamento de Projetos (6ª  feira)

A aula de gerenciamento de projetos inicia sempre da mesma forma, com uma revisão dos principais pontos ou referências acumulados nas aulas anteriores. Em uma disciplina tão densa, é uma forma de fixar os quesitos mínimos de cada conteúdo e a partir dele gerar as questões de provas.

Esta aula tinha como principal objetivo a prática de uma técnica para ideação e escolha de um aplicativo ou solução por cada uma das equipes formadas para este fim, entre 4 e 5 alunos, que desenvolverão o planejamento das 10 áreas do PMBOK usando diferentes técnicas, a maioria delas oriunda de boas práticas ágeis.

O quebra-gelo foi o da laranja, cada equipe listou palavras que uma laranja tinham relação ou lhe remetiam a laranja … primeiro fomos falando uma palavra por equipe e depois um integrante fez mímica e a galera tinha que descobrir qual seria a palavra que ele estava representando da sua lista … 🙂

Para ideação usei uma reinterpretação da árvore dos sonhos da dinâmica de Oficina de Futuro. A árvore possui raízes (problemas ou desafios), tronco (valor), galhos (barreiras e facilitadores). Alguns grupos idearam várias opções e outros de primeira escolheram um aplicativo a partir de sugestão de um deles. Sobre a copa resta espaço para informações sobre a ideia e tudo o que sabemos ou queremos, uma forma de registrar tudo e fazer deste brainstorming o ponto de partida para o nosso termo de abertura, para o qual usei Project Model Canvas.

Nesta aula, resgatei e insisti no papel de GP e equipes de TI, ao contrário do passado onde atendíamos os pedidos do cliente, hoje temos a responsabilidade de entender o problema, propôr e discutir alternativas, modelar e planejar soluções. Não somos mais um pizzaria atendendo pedidos, mas médicos, realizando diagnósticos, receitando e realizando procedimentos, não por deliberação do paciente, mas com a responsabilidade Lean de não jogar energia e dinheiro fora.

As imagens abaixo são os tópicos trabalhados, sempre com exercícios práticos, mas sem fugir dos fundamentos e teoria antes de cada experimentação. Aula não é para ser recreio, é para introduzir conceito e experimentá-los, quer para fixação ou para gerar pertença e discussão. A aula 5 foi gestão de inovação e portfólio, ideação e priorização, conceitos de Customer Development e o primeiro processo do grupo de iniciação do PMBOK – Termo de Abertura:

O feedback ao final foi legal, como nas aulas anteriores saio satisfeito por ter mantido a atenção e empenho da maioria, mas o processo é bilateral, de um lado o esforço de ensino e de outro o de aprendizado. Conceitos lúdicos, experienciais, vicariantes, construtivistas, tudo isso é para gerar o link entre estas duas pontas.

Savana Scrum – mutar conhecimento em algo útil vale o dobro

Ao final de cada treinamento ou workshop eu sempre chamo a atenção que para aquele evento ser realmente útil, alguma coisa ele instigará em nossa atitude, prática, comportamento, convertendo-o em ação e benefício a nós mesmos, à empresa onde trabalhamos, nas comunidades onde estamos inseridos.

Não é raro quando estamos em um evento, quer seja uma palestra, oficina, debate, entre outras oportunidades de compartilhamento e aprendizado, quando temos insights, imaginamos pontos úteis de melhoria em nosso cotidiano, mudanças em nossos fluxos de trabalho, processos, relacionamento ou produção.

É um ponto de reflexão relevante se vamos a eventos ou cursos de variados tipos e conteúdos, mas após assisti-los continuamos a fazer tudo como antes. Ainda mais quando ao fazê-lo temos diferentes insights, percebemos oportunidades, mas depois negamos a possibilidade de experimentar, tentar algo diferente e melhor.

Antes de mais nada, sempre no início dos cursos e treinamentos elogio quem trouxe bloco de notas (aos outros ofereço folhas e caneta), é obrigação de qualquer profissional ter algo onde anotar insights e dicas diversas, como citações, livros, conceitos, teorias e modelos, pois desenvolvemos mudanças e argumentos assim.

A possibilidade de conversão diminui com o passar do tempo, aquela energia gerada naquele momento, a cada insight ou percepção de benefício se arrefece a cada dia que passa sem uma ação que a resgate ou potencialize … esvanecendo até que desapareça em meio as atribulações do dia-a-dia.

Quanto a empresas, mais ainda, eu acredito em programas de replicação, logo, qualquer colaborador que vá a um evento tem a responsabilidade previamente acordada que na volta irá fazer um resumão daquilo que de melhor teve a oportunidade de assistir ou experimentar.

Em equipes ágeis, retrospectivas não são apenas para discutir falhas a melhorar, mas como melhorar continuamente, porque o foco não são apenas erros ou falhas, mas melhoria contínua de forma mais abrangente, introdução de novas práticas, técnicas, adoção de novos conceitos, experimentações.

É claro que capacidade absortiva diz muito respeito ao acumulo de diferentes conhecimentos que nos proporcionarão maior habilidade em ver oportunidades de melhorias, pois nem todo o conhecimento é convertido imediatamente em ação … mas são exceções que fazem a regra, normalmente geram oportunidades.

De toda forma, para tudo nessa vida devemos ter claro a estratégia, a cada novo conhecimento ou vivência que adquirimos, ter clareza se é útil ou não, como talvez tiremos melhor proveito, compartilhando e traçando planos de ação ou meios pelos quais podem se materializar em práticas e resultados.

Sempre se pergunte: Isso que estou aprendendo pode me ajudar a ser um melhor profissional e pessoa? Como converto isto em melhorias de algum tipo? Se é algo para o futuro, como não deixar isso cair no esquecimento? Como compartilhar com outras pessoas?

12/04 – Lançamento Desafio ToolBox 360º no Agile Trends 2017

Lanço aqui o desafio aos meus contatos no Facebbok que irão ao Agile Trends 2017 no Centro de Convenções Rebouças na semana que vem em SP, no final do primeiro dia de evento estarei fazendo uma oficina de Desafio ToolBox 360º para quem for no stand da DBServer durante o primeiro dia e se inscrever.

A oficina será mão na massa e vai rodar com quem estiver disposto a mostrar que sorte e conhecimento andam juntos, porque é um jogo no qual o conhecimento de técnicas de ideação, modelagem, planejamento, discovery, delivery e gestão do conhecimento podem desequilibrar a força dos dados e das cartas.

A diversão e a vitória é apenas um efeito colateral, porque o objetivo é o desafio de conhecer 80 técnicas e boas práticas que usamos no nosso dia-a-dia. O jogo estará por muito tempo ainda em evolução, mas já é resultado de diversos play tests e experiências com amigos queridos que se dispuseram a ser minhas cobaias 🙂

As fotos abaixo no banner são desta semana em minha aula de Tópicos Especiais em Engenharia de Software, acho que minha principal inspiração ao idealizar a partir do livro ToolBox 360º – foco em aprendizagem, na provocação em saber mais sobre boas práticas, de forma lúdica e divertida … nos vemos em SanPa:

Aqui vai novamente um tira-gosto com dicas do tabuleiro e cartas \o/

Algumas das fases da evolução do jogo mostram o quanto ele evoluiu e irá adiante:

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4ª aula de GP e Tópicos Especiais

A quarta semana de aulas foi no mínimo inusitada, pois não só a proposta envolveu jogos de introdução e fixação de conteúdo de forma provocativa e lúdica, mas jogos que criei especificamente para este fim, para estas matérias – GP e TE.

Tópicos Especiais em Engenharia de SW

Uma aula dedicada à percepção do quanto a área de TI é rica em frameworks e boas práticas, desde a ideação, modelagem, planejamento, execução, métricas e muito mais. Este jogo será apresentado à comunidade ágil brasileira apenas na noite do dia 12/04/17, no final do primeiro dia do Agile Trends no Centro de Convenções Rebouças em SP.

O feedback foi muito legal, o que me deixou satisfeito, pois todos os Play Tests até o momento haviam sido com profissionais, consultores ou colegas de DBServer. Os alunos inicialmente ficaram muito cabreiros com a proposta de usarem cartas para propôr técnicas que atendessem um cenário, mas curtiram após começarem a jogar e perceber o quanto poderia ser divertido:

O tabuleiro e as cartas utilizados ainda são os originais em lona resinada e baralho de 108 cartas, a versão definitiva para o evento foi toda reconfigurada, visando ter um conjunto mais compacto e seguro para acondicionamento e transporte. Os tabuleiros serão em papel de gramatura 300g devidamente plastificado e baralho de 90 cartas:

Gerência de Projetos

Assim como usei um jogo para introduzir dezenas de novas técnicas e boas práticas em pauta em TE, na quarta aula de GP eu utilizei uma versão condensada do Banco Intergaláctico para introduzir os fundamentos do SCRUM. Ficou apenas a introdução básica metodológica, o suficiente para fazer rodar o jogo em um tempo de duas horas e meia, mas percebi uma série de oportunidades de redução no tocante a dinâmicas e passos desnecessários para o fim de introdução SCRUM.

O ppt enxuto ficou bem focado, inclusive alterei imagens e sequências para ficar mais divertido e fluido:

E assim como a versão de 8Hrs ou 16Hrs para treinamento de times em empresas, tenho um pacote de histórias do usuário e telas para condução do Release Plan e Retrospectivas com a galera, também simplificadas ao exclusivamente necessário para podermos rodar sprint Zero e dois sprints de construção usando papel, cola, tesoura, régua e hidrocôr, além das escalas em papelão dos caixas eletrônicos:

Semana que vem terei em TE mais um overview sobre Agile, fechando este módulo e a partir da aula seguinte haverá uma inversão com seminários apresentados pelos alunos, nos quais eu contribuirei com cases e mercado. Na disciplina de GP avançaremos com um Startup Dojo que definirá o projeto de cada grupo, de forma que na sequência planejaremos as 10 áreas do PMBOK, na maioria das vezes usando técnicas ágeis e visuais.

3ª Aula de GP e Tópicos Especiais

Passou a 3ª semana de aulas e conforme me propus, o relato das duas disciplinas, a terceira aula de ambas é um nivelamento teórico, com muitos exemplos práticos, mas é uma aula que ainda não encontrei a forma ideal de manipular tanta informação básica através de jogos … mas já tenho umas ideias para 2017/2.

5ªfeira – Tópicos Especiais em Engenharia de Software

Na aula passada houve a escolha dos temas e a formação das equipes, mas por acaso acabou ficando para mim apresentar quais são as principais metodologia ágeis – SCRUM, KANBAN e XP, pincelando algo sobre DSDM e SAFe. Muita interação, podendo responder com cases reais e situações típicas a quem usa.

MANIFESTO – Iniciei com um contextualização histórica, eventos, moderadores, estágio atual do Agile, cases brasileiros em empresas pequenas, médias e grandes;

SCRUM – Apresentei um resumo do método, destacando sua principal vocação, como um framework para projetos ágeis de desenvolvimento de software;

KANBAN – Gestão visual de fluxo contínuo, com K maiúsculo ou minúsculo, origem e práticas no uso do quadro ou na adoção do método e seus fundamentos;

EXTREME PROGRAMING – A realidade prática de que tanto equipes Scrum, Kanban e outros métodos se utilizam de técnicas do XP em engenharia de SW;

DSDM e SAFe – Uma navegada nos fundamentos de métodos mais afeitos a grandes empresas ou complexas arquiteturas com múltiplos times.

6ªfeira – Gerenciamento de Projetos

A terceira aula é uma exigência programática, está na ementa e antes de começar a exercitar de A a Z um projeto, consolido os fundamentos essenciais e introduzo a conceituação das 10 áreas de conhecimento e 5 grupos de processos do PMBOK. Meu plano era fazer grupos de discussão a medida que fossemos avançando, mas não rolou, o interesse ficou em um ou dois alunos que interagiram.

Antes de mais nada, relembro que tanto em projetos ágeis ou tradicionais é preciso gerenciar todas as áreas, pode mudar o mindset, princípios, protagonismo, papéis, mas riscos são riscos, custos são custos, qualidade é qualidade, aquisições são aquisições …

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O quebra-gelo foi sobre responsabilidade, sobre participação, engajamento e auto-organização, base para a discução do que é um time de projeto, potuando sistemas empurrados e puxados – o jogo do esqui, chinelão ou atravessando o Waigunga! Há toda uma estratégia, com papéis, simulações e reflexões a cada experimentação 🙂

Como sempre, relembrei conceitos essenciais das aulas anteriores, o que é e exemplos de portfólio, programa, projeto, sub-projeto, operações, as diferentes estruturas hierárquicas organizacionais, como funcional, matricial, projetizadas e hipertexto. Também discutimos brevemente o papel de áreas como governança corporativo e de TI, escritório de projetos e o papel do Gerente de Projetos.

Já que os grupos de discussão não funcionaram, a contingência foi assumir o papel de professor tradicional e passar a matéria necessária, pautando a cadência em um ritmo adequado, tentando ao máximo manter um mínimo de interação enquanto viamos os 5 grupos – iniciação, planejamento, execução, monitoramento/controle e encerramento, além das 10 áreas – integração, escopo, tempo, risco, qualidade, custos, RH, aquisição, comunicação e partes interessadas.

A ideia é usarmos o conceito da cebola, a cada aula ir aprofundando, de forma a facilitar o entendimento não só pelos exercícios, mas também por repetição em diferentes abordagens, desde as primeiras simples citações, entendendo o porque elas existem, discutindo conteúdo, práticas, etc. Estamos na segunda onda, entendendo o porque os 5 grupos e as 10 áreas existem:



Facilitação visual para discutir pertença e auto-organização

No meio da discussão das áreas do PMBOK, apliquei um jogo para acordar, que sempre gera muitos insights e nos faz refletir sobre atitude e comportamento – Férias! É uma dinâmica em que divido a turma em pequenos grupos, com a responsabilidade de escolher um dos integrantes para relatar suas férias, de forma que ao final de 7 minutos eu peço para alguém da sala relatar as férias do grupo.

Como sabem que eu selecionarei alguém, eles decidem fazer atas, em alguns grupos escolhem alguém para fazer a ata do relato para ser usada caso sejam escolhidos, em alguns nenhuma ata é feita, em outros todos fazem atas, cada um preocupado com o seu registro, garantindo desperdício de trabalho, redundância e a certeza de diferenças entre eles.

No final, quando escolho alguém, faço um mapa mental usando o quadro branco e postits, discutindo o senso de auto-organização, de pertença em todos, pois todos são responsáveis pelo mapa, pedindo para incluir, corrigindo ou eliminando dados. Ao contrário do modelo tradicional em que a ata é um registro frio e de alto risco pelo desinteresse de todos nela, o mapa gera sintonia no entendimento do que está rolando e encerramos a reunião revisando se todos estão de acordo.

 

Evento sobre Coaching Criativo de 22/03/17

O evento do dia 22/03 foi uma montanha russa, eu, um cara de TI, fez a abertura falando de nossa realidade em equipes ágeis, do desafio de estabelecer a alta performance, da necessidade de buscar fundamentos essenciais em modelos da psicologia, como faço com Karasek, Tuckman, Bandura, Kohl e tantos outros.

Na passagem do bastão para a estrela da noite, a psicóloga e arte-terapeuta da Centrarte, Gislene Guimarães, a parada ficou séria, ela trouxe uma introdução embasada em Freud e Jung, um abstract de nossa formação emocional desde o útero materno, nascimento e fases … para então fazer uma dinâmica de grupo sensacional baseada nos quatro elementos – água, fogo, terra e ar …

No auditório do Global no TecnoPUC, muitos dos meus gurus e muitos TTalkers, as meninas da BPW, consultoras de carreiras e colegas DBServantes em meio a 110 pessoas presentes, vieram para saber qual é a parada do Coaching Criativo. Eu ainda fiquei com dúvidas. Eu sou de TI, então já pedi para a Gislene uma lista com bullets e tópicos, se possível com ilustrações 🙂

Ahhh, estou de Mário Bros porque o mote é ToolBox e o Mário como bom encanador, tem martelo, chave de fenda, chave inglesa, serrote, etc. O profissional do século XXI precisa buscar o equilíbrio em amplitude de conhecimento e profundidade, quando falamos do profissional T Shaped ou Pi Shaped, falamos de profissionais com uma boa caixa de ferramentas, utilizando diferentes técnicas e dinâmicas conforme contexto.

Coach é o profissional que exerce o coaching, ferramenta de desenvolvimento pessoal e profissional. No início do século XIX o termo Coach era usado na Universidade de Oxford como gíria de “tutor particular”, aquele que “conduz”. Sendo assim, o termo coaching refere-se ao processo, Coach àquele que conduz, e o Coachee à pessoa conduzida na direção do objetivo que deseja alcançar.

Segundo o dicionário, criatividade é um substantivo feminino, qualidade ou característica de quem ou do que é criativo; Relaciona-se a inventividade, inteligência e talento, natos ou adquiridos, para criar, inventar, inovar em qualquer campo. A proposta da Gislene é lançar mão de dinâmicas de grupo e elementos que façam as pessoas se conhecerem melhor através de dinâmicas de grupo e técnicas oriundas da arte-terapia.

Segundo a Sociedade Brasileira de Coachig: “O processo de Coaching é, essencialmente uma assessoria focada na geração de motivação pessoal e profissional, que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos de pessoa, grupo ou empresa.”

As empresas já investem em processos de Coaching para seus executivos a décadas, mas nos últimos anos intensificou-se um investimento pessoal em em coaching profissional, life coaching, coaching individual e em grupo, coaching Teen, etc. A associação Brasileira de Coaching e outras organizações e iniciativas com a de Coaching Criativo da Centrarte oferecem de formação de coach a coaching.

O objetivo primordial é auto-conhecimento, planejar a mudança e realizá-la, trabalhando crenças limitantes, potencializando forças e mitigando fraquezas. Na foto abaixo tínhamos um grande número de coachs, com formação específica, muitos facilitadores, Agile Coachs, também consultores de RH e pessoas que curtem conhecer técnicas que possam ajudá-las a atingir seus sonhos.

“Não seja empurrado por seus problemas, prefira correr atras de seus sonhos!”

O mundo está em permanente movimento, tem sempre “alguém” mexendo no seu queijo, você pode até não mudar, não se adaptar, mas é importante se conhecer o suficiente para saber se você é o Hem, Haw, Sniff ou Scurry e estar ciente do que isso significa, estar atento. Tem gente que sente o cheiro da mudança porvir, tem gente que adapta-se quando percebe que a mudança começou, muitos só mudam sob pressão após todos os outros já terem mudado e há quem ache que o fato de o mundo mudar, do queijo acabar, ele não é obrigado a mudar!

O primeiro passo é auto-conhecimento, para então partir para a ação. Quem você é entre os personagens do Quem Mexeu No Meu Queijo? É um dos ágeis ratinhos ou um dos homenzinhos – Hem, Haw, Sniff ou Scurry?

 

A pauta das meninas na TI inspira milhares de meninas e meninos de todas as áreas

Nos corredores do TDC POA do ano passado eu não resisti em tietar algumas das meninas mais influentes da nossa TI – Luana, Aline, Marcela, Desirée e Morvana. Metodologias ágeis, mundo maker, diferentes plataformas e tecnologias, onde cada uma sente-se a vontade para ir lá e fazer o seu melhor, aquilo que curte, que lhe faz bem, o que acaba sendo exemplo para jovens que querem fazer o mesmo … querem ser felizes fazendo aquilo que possuem talento de sobra para fazer.

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A TI nas últimas décadas transformou-se em um feudo masculino e nos últimos anos iniciou-se um movimento para mostrar para meninas que elas podem fazer a diferença, como já fizeram nos primórdios da área. Algumas das melhores profissionais que conheci em 30 anos de mercado eram meninas, analistas de sistemas, negócios e qualidade, desenvolvedoras, gerentes de projetos, etc, mesmo assim hoje ainda são minoria em empresas e equipes.

Acredito e já escrevi várias vezes sobre a força do exemplo, do espelho, de campos mórficos e da teoria da massa crítica. Quanto mais meninas despontarem em feudos onde poucas se aventuram, mais e mais desenvolverão empatia e quererão fazer o mesmo. A todos nós não cabe diferenciar, mas garantir ao máximo equidade, deixando assim que os esforços sejam recompensados.

A pauta deste post é a admiração que tenho por elas e o orgulho de conhecê-las, mas não se restringe à TI, minha cunhada é engenheira em grandes obras, minha filha está fazendo cinema, minha esposa é arquiteta e atua a 10 anos no universo Startup na Incubadora RAIAR. Não deveria ser surpresa se vou ser A, B ou C, pois cada um venho a este mundo com o desafio de descobrir onde e como mais agrega valor, ser exemplo e curtir a viagem.

No dia de hoje (21/03/2017), uma semana após a semana da mulher na TI, saiu a matéria abaixo sobre o espaço das meninas na TI. Sou professor universitário e ainda são algumas poucas a cada turma, muitas vezes intimidadas, rotuladas, com pérolas como “elas se dão melhor na área de testes” ou analistas de negócios. Em 30 anos de mercado já vi todo tipo de discriminação, assédios velados, contensão, e ainda vejo muito disso ainda.

Sobre a reportagem, a jovem, admirável e engajada Marcela Santos escreveu “Quem ta ali não é só a professora Marcela Santos, quem está ali é a a guria que quer fazer engenharia mas está com medo, a desenvolvedora que tem que colocar fone de ouvido pra não ficar ouvido piada sexista, é a gerente de projeto que ao ser incisiva em um assunto escuta um Deve estar de TPM, quem tá ali são todas as mulheres que me inspiram e que lutam essa luta comigo! LUGAR DE MULHER É ONDE ELA QUISER ESTAR!

Tenho uma filha de 19 anos e tenho um orgulho de lascar em ver meninas que dão o exemplo a ela e a outras de que é possível acreditar em ser e fazer do seu jeito. Na prática, não deveria fazer qualquer diferença o gênero, idade, credo, cor e tudo o mais para legitimar esforços para sermos nós mesmos. Lamentavelmente, o mundo não é assim, pelo contrário, há indução, imposição, discriminação e preconceito.

A alguns anos atrás, uma das melhores amigas de minha filha fez um desabafo no seu Face relatando o esgotamento e tristeza que sente em ter que aguentar assédio, insinuações, xingamentos, apenas por ser menina. Detalhe, quando ela fez o post era menor de idade, mas relatava a dificuldade em pegar ônibus, ter que escolher roupas conforme o local para não ser destratada, pois era constrangida e intimidada por homens adultos na rua e recintos.

No terceiro TecnoTalks de Janeiro deste ano discutimos a menina e sua relação com o mercado de trabalho, com frequência relações distorcidas por ações de chefes, colegas … homens. Nós criamos nossa pequena para ser o que ela quiser ser, sem induções em relação a tudo, ela é dona de si e da construção de seu futuro, mas a maioria dos pais “sem querer” ainda empurram meninos e meninas ao velho limbo, ele “audaz”, azul e “destemido”, elas “sensíveis”, rosas e “do lar”.

Todo o esforço destas meninas que são exemplo poderão gerar espelhamento em meninas que se inspirarão nelas, porém tudo isso é minimizado ou anulado se nós pais não passarmos a criar nossos filhos e filhas com maior equidade e liberdade. Cada criança vem com uma carga genética e potencialidades sem balizas, quem as coloca em uma caixa somos nós.

Na minha opinião a discussão sobre estes temas deveriam primordialmente focar principalmente na ação dos pais em gerar pessoas livres, para depois discutir empresas, hierarquia, psicopatias e tal. Esta luta é dos pais, das escolas, das empresas, do governo, é de todos – Não enquadre, pró crianças livres e criativas!

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A tempo, no dia seguinte a este post (22/03) com a arte-terapeuta Gislene Guimarães, tive o privilégio de contar com a presença das gurias da BPW Porto Alegre, uma instituição internacional que aproxima mulheres de negócios – executivas, gerentes, consultoras, empreendedoras, criativas, … que organizam eventos mensais na FNAC do Barra:

Para quem curtiu este post e não conhece as gurias e a BPW, ainda mais se for menina, fiquem ligadas – https://www.facebook.com/BPWPoA/

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