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Layout e Graffiti – Como mudar as salas de aula?

Professores, alunos e salas de aula tradicionais, muitas ainda com quadros negros (verdes) e giz, todas elas com eternas paredes brancas sem lembranças, com dezenas de cadeiras em filas, dispostas em uma matriz de linhas e colunas … tudo isso sustentando uma relação baseada em conteúdo e avaliação linear em um paradigma secular para comprovação de conhecimento aparente.

A revolução industrial do final do século XIX está para a produção o mesmo que a universidades de Bologna e Paris do século XI está para a educação, modelos criados a luz de outra época, sob paradigmas obsoletos. Ambos assumiam que operários e estudantes deveriam fazer o que lhes diziam sem questionar, de forma padronizada, como se todos devessem ser iguais.

construtivismo

Acredito nos estudos de Piaget, não sobre o processo de ensino, mas no singular protagonismo de cada criança (pessoa) no seu próprio processo de aprendizado. Ele discutiu as condições para a construção do conhecimento, o papel do erro e do esforço. O aprendizado exige provocação e ação ao invés do papel passivo de repetição e obrigação que assumem grande parte dos professores e alunos.

Há boas e louváveis iniciativas na educação, elas crescem a cada dia, mas ainda são exceções a regra em um mar de conveniências, zonas de conforto, equilíbrio contábil e sufocamento de talentos. Na maioria das vezes é mais fácil para o professor ter um conteúdo fixo, massivo, contra o qual todos os alunos devem provar que compreenderam (decoraram) o suficiente para seguir adiante.

Imaginando que instituições, alunos e professores querem mudar, querem tentar fazer diferente, por onde começar HOJE, um simbólico primeiro passo? O que temos em uma sala passível de ser mudada imediatamente, simbólico? Queremos mudar as pessoas, isto está em curso mundo afora, mas isto demanda tempo, será consequência de uma série de debates e embates.

Salas temáticas – Layout e Graffiti incentivando mais interação

Salas temáticas, uma busca simples na internet é possível ver o quanto provocação visual, por simbologia, cores, formas e disposição, o quanto a dinâmica de cada espaço tem força. Neste quesito, a maioria das salas tem elementos há mil anos inalterados, como as paredes brancas e as atemporais “classes”, com mesas e cadeiras dispostas em linhas e colunas.

Graffiti – E se cada sala tivesse um graffiti inspirador, temático, sobre aspectos culturais, ciências, geografia, biologia, informática, inovação, matemática, etc? De que forma a cor, a variedade de símbolos, a inspiração inconsciente para temas de interesse, como podem gerar provocações, contextualizações, mudanças de atitude e imersão, com múltiplas mensagens implícitas.


Formatação – Disposição das cadeiras, algo tão modulável e por incrível que pareça, uma imposição usual das instituições … não bagunçar as salas de aulas, deixando organizadas para o próximo professor. Disposição livre, em ilhas, em ferradura, em círculos como em um fishbowl, há uma dezena de formações que mitigam zonas de conforto, impedem a tentativa de ocultar-se ou esquecer-se.

No blog do Impact Hub, onde a DBserver tem sua sede paulista, encontrei algumas ilustrações de disposição para salas de eventos, um artigo pertinente a facilitação. Uma sala de aula é maior que a sala de eventos abaixo ilustrada, mas o conceito é o mesmo – em espinha de peixe, ilhas, ferradura, reunião, cada qual útil para dinâmicas que suscitam a interação, o debate, a participação, …

Imagino como seria uma escola ou universidade em que tenhamos em cada sala uma disposição e paredes grafitadas, salas temáticas com cores, ilustrações e disposição física peculiares, que passem um recado e lembrem o que estamos fazendo ali. Há empresas que tem uma parede de quadro negro (verde) e o graffite na verdade é um desenho a giz que muda a cada tanto.

Em salas de pós-graduação não é incomum, creio até que seja regra o uso de layout das cadeiras em ferradura, no meu mestrado na FACE algumas salas tinham uma disposição tradicional, em ferradura e outras uma ferradura dupla. Com certeza e acoplamento a meus valores as salas de ferradura eram as mais instigantes … todos de frente para o grande grupo, ao contrário do tradicional em que todos estão de costas …

Quadros Brancos – Em cursos de MBA voltado a executivos e profissionais já é também comum a existência não só do layout em ferradura quanto quadros brancos em várias paredes. Esta estratégia propicia que qualquer discussão possa contar com uma visualização, diagramação, qualquer professor ou aluno estão próximos a um quadro branco e podem utilizá-lo para expôr ideias e posições.

Não fazer nada sempre é o mais fácil, transferir a responsabilidade ou esperar anos em uma discussão interminável por uma mudança definitiva é muito vintage, é puro waterfall (cascata). Porque não tomar pequenas decisões e agir um passo de cada vez, se após algumas semanas não gerar valor, volte atras, se estiver gerando, talvez então aprendamos algo mais e poderemos dar o próximo passo.

6ª e 7ª aula de GP na FACIN

Este ano foi injusto com quem ministra aulas nas sextas feiras, pois tivemos 2 feriados e uma greve geral, na qual a universidade teve a sensibilidade de não exigir presença e evitar provas ou trabalhos, posto que não haveriam ônibus, trens e o risco de movimentação urbana com bloqueios de ruas e eventual violência.

Mas após um mês sem aulas, retomamos com uma boa revisão da matéria, os grupos tiveram um tempo para relembrar seus projetos, que ainda estavam em fase de modelagem inicial das ideias. A seguir retomamos de onde paramos, de lá para cá foram duas aulas e a realização da primeira prova, com boa média.

05/05/17 – 6ª AULA DE GP

Na quinta aula tínhamos chegado até o Termo de abertura do grupo de processo de Iniciação, usando para isso o artefato de Project Model Canvas. Aqui seguimos com a apresentação dos nossos stakeholders, oportunidade para discutir empatia além da formalidade, não só quem é, mas o que sente e quer.

A abordagem da empatia, trazendo uma visão típica do Design Thinking é porque gerenciamento de projetos de software no século XXI é fazer certo a coisa certa, inicia desde o entendimento do problema, da necessidade e não da solução. Então personas, empathy canvas e value proposition canvas são sim técnicas de GP, ou seguiremos com as mesmas charges infames do século XX sobre a galera de TI:

No último slot da aula fiz uma provocação sobre a área de INTEGRAÇÃO e seus processos, sobre o Termo de abertura da aula passada, sobre o plano de gerenciamento de projetos, as características do gerenciamento de mudanças e ao final as lições aprendidas. Discutimos especialmente o Plano de Gerenciamento para que na próxima aula após a prova entrássemos direto em ESCOPO.

12/05/17 – P1 (PROVA)

Entre a sexta e a sétima aula, tivemos a P1, onde ocupei dois créditos com estudo em grupos de três e uma revisão geral da matéria – conceitos de portfólio, programa, projetos, sub-projetos, operações, tipos de estrutura organizacional, governança, PMO, os 5 grupos de processos do PMBOK, diferenças entre o GP tradicional e ágil, as 10 áreas de conhecimento/planejamento do PMBOK.

19/05/17 – 7ª AULA DE GP

A sétima aula foi muito pegada, pois após feriados, greve e prova, tínhamos muito o que fazer para colocarmos a pauta em dia. Em linhas gerais, discutimos alguns dos fundamentos mais importantes sobre planejamento de escopo:

  • desenho de processo
  • funcionalidades
  • categorias de requisitos
  • épicos e histórias
  • tarefas

O exercício realizado logo no início que começamos a discutir requisitos é o clássico planejamento de um churrasco da turma, quer no formato de uma jornada de usuário, com pacotes de trabalho e estrutura semelhante a uma WBS ou em rede. O exercício ajudou a acordar os alunos mais cansados em uma noite de sexta.

A aula foi bem prática, evoluímos bem no entendimento por cada grupo sobre as funcionalidades possíveis em cada um dos projetos, alguns discutindo a nível de requisitos, outros em épicos e histórias. A meta era um grande brainstorming para que na próxima aula tenhamos a WBS/User Story Mapping materializadas.

Faltando ainda uma hora e meia para o final, optei por um quebra gelo famoso por produzir muita adrenalina, conhecido como Kaa e Bagheera no escotismo ou Snakes como Team Building Games. Descemos do terceiro para o térreo, fiz um briefing sobre sistemas empurrados e puxados, organizei as filas, expliquei o objetivo, as regras e usei uma tira de papel de 50 cm x 15 cm como rabichos.

A adesão e empenho foi muito legal, todos voltaram à aula muito acordados e dispostos a mais uma hora para o braisntorming de escopo … a opção pelo jogo me fez postergar a dinâmica de pitchs e reconstrução, mas valeu a pena. Na próxima aula cada grupo/projeto terá 30 minutos para organizar seu escopo e apresentá-lo, permitindo que todos os outros cinco grupos possam questionar, sugerir, ajudar.

Durante a aula relembrei a charge das árvores sobre requisitos em um projeto, insisti na minha abordagem de profissionais de perfil T ou Pi, sobre nem só fazer errado a coisa certa, nem fazer certo a coisa errada, nossa meta é fazer certo a coisa certa. É entender o problema, para mapear alternativas e trabalhar a solução.

  • Pizzaria – O cliente liga e pede o tamanho, a massa, o recheio, a borda, não cabe à pizzaria ficar questionando se por acaso o pedido é inadequado, se vai sobrar, se alguém é alérgico, …
  • Médicos – O paciente não chega pedindo uma injeção de terramicina, é o médico que deve levantar dados o suficiente para diagnosticar e receitar a melhor medicação (ou não) para o momento.

Quem você é? O que você faz? Você ainda faz software como no século XX, quando o cliente dizia o diagnóstico e especificava o que queria ou você faz levantamentos, discute, levanta alternativas para só então trabalhar naquela que parece ser a melhor solução, mesmo assim receita e pede que o paciente volte dali a duas semanas após tomar a medicação para certificar-se de que esta certo?

Spoiler dos meus ppt’s do Agile Trends 2017

Serão duas sessões, a primeira é um jogo que será apresentado e jogado fora da grade do evento, no final do primeiro dia em uma das salas do Centro de Convenções cedida pela organização, a segunda é uma apresentação formal de um artefato que venho usando, chamado Scrum Setup Canvas.

Se você vai ao Agile Trends SP no dia 12/04, não esquece de passar no stand da DBServer e te inscrever para a apresentação e mão-na-massa do Desafio ToolBox que vai rolar logo após o término da grade oficial.

Se estiver por lá no dia 13/04 pela manhã, não perca o bloco comigo e com o Paulo Caroli … sim, não dá para pedir mais nada, o meu bloco ano passado foi com o Vitor Massari, este ano será com o grande Paulo Caroli.

12/04 as 18:10 – Desafio ToolBox 360°

Nesta quarta-feira, logo após as palestras do primeiro dia do Agile Trends 2017, as 18:10 no Centro de Convenções Rebouças, vai rolar a primeira edição aberta do Desafio ToolBox 360°. O jogo está evoluindo e ainda vai evoluir muito, mas após os primeiros Play Tests já ajustei o suficiente para ter a certeza de que agrega valor, provocações construtivas e passa um recado bem bacana.

O jogo é ao mesmo tempo colaborativo no atendimento de cenários reais e competitivo, posto que ao final temos um vencedor. Mas é preciso muita transparência, inspeção e adaptação para montar a melhor solução no somatório de forças de todos.

O jogo de início pode parecer complexo, mas para quem já jogou uma rodada é muito simples e divertido, ele possui um tabuleiro, cartas de cenário a serem atendidos, baralho com mais de 70 técnicas e boas práticas, além de um dado. Para o Agile Trends 2017 vou rodar com algumas simplificações, o jogo foi criado para ser jogado em empresas, fomentando sua capacidade absortiva.

A facilitação contará com um passo-a-passo em powerpoint e impresso para cada equipe, que contarão com um kit contendo o tabuleiro, fichas e baralhos. É para ser acima de tudo um momento de provocação quanto a conhecimento e domínio de técnicas oriundas de metodologias ágeis, design thinking, management 3.0, além de algumas bem tradicionais e ainda muito utilizadas.


Estou ao mesmo tempo pilhado e angustiado para que chegue de uma vez, já rodei vários play tests, com amigos, com Tecnotalkers, até com alunos na FACIN, o início sempre é um tanto aflitivo, mas conforme a galera vai jogando e entendendo é muito legal, quer profissionais ou alunos o feedback final sempre é muito bom.

Mas no tocante a ser um tanto complexo de início, não abri mão até aqui, pois é um jogo que nos induz a jogar três rodadas pelo menos, um tempo de mais ou menos uma hora. Para isso, são dois fluxos, um usando o baralho de Toolbox para atender um cenário e outro resultante do primeiro para mover sua ficha pelo perímetro do tabuleiro … é 100% colaborativo, mas alguém sairá vencedor.

13/04 as 10:50 – Trilha Comunidade – SSC

Finalmente vou apresentar para a comunidade ágil o artefato que batizei de Scrum Setup Canvas, criado para materializar e expôr acordos e combinações coletivas, quer metodológicas ou técnicas antes de uma inception ou planejamento. Muitas equipes deixam questões importantes como acordar boas práticas, frameworks, DoR, DoD, etc, para o acaso ou fragmentado entre diferentes pessoas e gavetas.

Assim como o jogo, este artefato ainda não parou de evoluir, a cada tanto mexo em algo de suas colunas e linhas, posto que a experimentação vai mostrando os caminhos. Mas está na hora de por a prova se ele é útil para muitas outras equipes e Agile Coachs, sendo para muitos já de conhecimento através aqui do Blog.

O formato final do Scrum Setup Canvas está como colado a seguir e os thumbs da apresentação em ppt está logo na sequência. Prometo que darei o máximo de detalhes dos meus 25 minutos de Trend Talk e interação com a galera logo após o evento encerrar, talvez o faça a caminho do aeroporto ou logo que chegar em POA.

Não garanto se é um Canvas a ser deixado a vista ou utilizado como aquecimento e depois defenestrado, caberá a empresas e equipes definirem, talvez alterar seus campos, mas tenho profunda convicção de que é útil, posto que por enquanto não há uma alternativa equivalente.

Vou postar muito mais detalhes do jogo e deste Canvas assim que passe o Agile Trends, neste mesmo batcanal … é o tempo de ir a SP e voltar rapidinho  \o/

5ª aula de GP e Tópicos Especiais

Mais uma semana de aulas e a satisfação em dizer que amo muito tudo isso, pensar aulas participativas, com muito valor prático agregado, baseado mais em cases e fatos preponderantes de mercado que teoria, apontando a realidade esperada de profissionais do século XXI.

Compartilhei um super guia rápido de frameworks e boas práticas relacionadas a equipes ágeis na auna de Tópicos, facilitei a ideação e escolha do projeto que cada grupo de GP irá planejar, já construindo o elevator statement e termo de abertura.

 Tópicos Especiais em Engenharia de Software (5ª feira)

foi resultado de várias noites dormindo bem tarde, trabalhando em um volume de 10 páginas com um grande resumo de tudo o que conheço, aplico e recomendo sobre métodos ágeis, análogos e complementares, como adoção, planejamento de carreiras, Scrum, Kanban, XP, Design Thinking, Management 3.0 e DevOps.

Compartilho aqui via dropbox este super guia rápido, um resumão mais que completo com o conteúdo condensado de dezenas de posts aqui publicados sobre cada um desses temas, espero que baixe, curta e compartilhe, porque acho que ficou bem completo mesmo – [clique aqui para baixar o super guia rápido].

Gerenciamento de Projetos (6ª  feira)

A aula de gerenciamento de projetos inicia sempre da mesma forma, com uma revisão dos principais pontos ou referências acumulados nas aulas anteriores. Em uma disciplina tão densa, é uma forma de fixar os quesitos mínimos de cada conteúdo e a partir dele gerar as questões de provas.

Esta aula tinha como principal objetivo a prática de uma técnica para ideação e escolha de um aplicativo ou solução por cada uma das equipes formadas para este fim, entre 4 e 5 alunos, que desenvolverão o planejamento das 10 áreas do PMBOK usando diferentes técnicas, a maioria delas oriunda de boas práticas ágeis.

O quebra-gelo foi o da laranja, cada equipe listou palavras que uma laranja tinham relação ou lhe remetiam a laranja … primeiro fomos falando uma palavra por equipe e depois um integrante fez mímica e a galera tinha que descobrir qual seria a palavra que ele estava representando da sua lista … 🙂

Para ideação usei uma reinterpretação da árvore dos sonhos da dinâmica de Oficina de Futuro. A árvore possui raízes (problemas ou desafios), tronco (valor), galhos (barreiras e facilitadores). Alguns grupos idearam várias opções e outros de primeira escolheram um aplicativo a partir de sugestão de um deles. Sobre a copa resta espaço para informações sobre a ideia e tudo o que sabemos ou queremos, uma forma de registrar tudo e fazer deste brainstorming o ponto de partida para o nosso termo de abertura, para o qual usei Project Model Canvas.

Nesta aula, resgatei e insisti no papel de GP e equipes de TI, ao contrário do passado onde atendíamos os pedidos do cliente, hoje temos a responsabilidade de entender o problema, propôr e discutir alternativas, modelar e planejar soluções. Não somos mais um pizzaria atendendo pedidos, mas médicos, realizando diagnósticos, receitando e realizando procedimentos, não por deliberação do paciente, mas com a responsabilidade Lean de não jogar energia e dinheiro fora.

As imagens abaixo são os tópicos trabalhados, sempre com exercícios práticos, mas sem fugir dos fundamentos e teoria antes de cada experimentação. Aula não é para ser recreio, é para introduzir conceito e experimentá-los, quer para fixação ou para gerar pertença e discussão. A aula 5 foi gestão de inovação e portfólio, ideação e priorização, conceitos de Customer Development e o primeiro processo do grupo de iniciação do PMBOK – Termo de Abertura:

O feedback ao final foi legal, como nas aulas anteriores saio satisfeito por ter mantido a atenção e empenho da maioria, mas o processo é bilateral, de um lado o esforço de ensino e de outro o de aprendizado. Conceitos lúdicos, experienciais, vicariantes, construtivistas, tudo isso é para gerar o link entre estas duas pontas.

Savana Scrum – mutar conhecimento em algo útil vale o dobro

Ao final de cada treinamento ou workshop eu sempre chamo a atenção que para aquele evento ser realmente útil, alguma coisa ele instigará em nossa atitude, prática, comportamento, convertendo-o em ação e benefício a nós mesmos, à empresa onde trabalhamos, nas comunidades onde estamos inseridos.

Não é raro quando estamos em um evento, quer seja uma palestra, oficina, debate, entre outras oportunidades de compartilhamento e aprendizado, quando temos insights, imaginamos pontos úteis de melhoria em nosso cotidiano, mudanças em nossos fluxos de trabalho, processos, relacionamento ou produção.

É um ponto de reflexão relevante se vamos a eventos ou cursos de variados tipos e conteúdos, mas após assisti-los continuamos a fazer tudo como antes. Ainda mais quando ao fazê-lo temos diferentes insights, percebemos oportunidades, mas depois negamos a possibilidade de experimentar, tentar algo diferente e melhor.

Antes de mais nada, sempre no início dos cursos e treinamentos elogio quem trouxe bloco de notas (aos outros ofereço folhas e caneta), é obrigação de qualquer profissional ter algo onde anotar insights e dicas diversas, como citações, livros, conceitos, teorias e modelos, pois desenvolvemos mudanças e argumentos assim.

A possibilidade de conversão diminui com o passar do tempo, aquela energia gerada naquele momento, a cada insight ou percepção de benefício se arrefece a cada dia que passa sem uma ação que a resgate ou potencialize … esvanecendo até que desapareça em meio as atribulações do dia-a-dia.

Quanto a empresas, mais ainda, eu acredito em programas de replicação, logo, qualquer colaborador que vá a um evento tem a responsabilidade previamente acordada que na volta irá fazer um resumão daquilo que de melhor teve a oportunidade de assistir ou experimentar.

Em equipes ágeis, retrospectivas não são apenas para discutir falhas a melhorar, mas como melhorar continuamente, porque o foco não são apenas erros ou falhas, mas melhoria contínua de forma mais abrangente, introdução de novas práticas, técnicas, adoção de novos conceitos, experimentações.

É claro que capacidade absortiva diz muito respeito ao acumulo de diferentes conhecimentos que nos proporcionarão maior habilidade em ver oportunidades de melhorias, pois nem todo o conhecimento é convertido imediatamente em ação … mas são exceções que fazem a regra, normalmente geram oportunidades.

De toda forma, para tudo nessa vida devemos ter claro a estratégia, a cada novo conhecimento ou vivência que adquirimos, ter clareza se é útil ou não, como talvez tiremos melhor proveito, compartilhando e traçando planos de ação ou meios pelos quais podem se materializar em práticas e resultados.

Sempre se pergunte: Isso que estou aprendendo pode me ajudar a ser um melhor profissional e pessoa? Como converto isto em melhorias de algum tipo? Se é algo para o futuro, como não deixar isso cair no esquecimento? Como compartilhar com outras pessoas?

12/04 – Lançamento Desafio ToolBox 360º no Agile Trends 2017

Lanço aqui o desafio aos meus contatos no Facebbok que irão ao Agile Trends 2017 no Centro de Convenções Rebouças na semana que vem em SP, no final do primeiro dia de evento estarei fazendo uma oficina de Desafio ToolBox 360º para quem for no stand da DBServer durante o primeiro dia e se inscrever.

A oficina será mão na massa e vai rodar com quem estiver disposto a mostrar que sorte e conhecimento andam juntos, porque é um jogo no qual o conhecimento de técnicas de ideação, modelagem, planejamento, discovery, delivery e gestão do conhecimento podem desequilibrar a força dos dados e das cartas.

A diversão e a vitória é apenas um efeito colateral, porque o objetivo é o desafio de conhecer 80 técnicas e boas práticas que usamos no nosso dia-a-dia. O jogo estará por muito tempo ainda em evolução, mas já é resultado de diversos play tests e experiências com amigos queridos que se dispuseram a ser minhas cobaias 🙂

As fotos abaixo no banner são desta semana em minha aula de Tópicos Especiais em Engenharia de Software, acho que minha principal inspiração ao idealizar a partir do livro ToolBox 360º – foco em aprendizagem, na provocação em saber mais sobre boas práticas, de forma lúdica e divertida … nos vemos em SanPa:

Aqui vai novamente um tira-gosto com dicas do tabuleiro e cartas \o/

Algumas das fases da evolução do jogo mostram o quanto ele evoluiu e irá adiante:

tabuleiro-evolutivo-dez2016

4ª aula de GP e Tópicos Especiais

A quarta semana de aulas foi no mínimo inusitada, pois não só a proposta envolveu jogos de introdução e fixação de conteúdo de forma provocativa e lúdica, mas jogos que criei especificamente para este fim, para estas matérias – GP e TE.

Tópicos Especiais em Engenharia de SW

Uma aula dedicada à percepção do quanto a área de TI é rica em frameworks e boas práticas, desde a ideação, modelagem, planejamento, execução, métricas e muito mais. Este jogo será apresentado à comunidade ágil brasileira apenas na noite do dia 12/04/17, no final do primeiro dia do Agile Trends no Centro de Convenções Rebouças em SP.

O feedback foi muito legal, o que me deixou satisfeito, pois todos os Play Tests até o momento haviam sido com profissionais, consultores ou colegas de DBServer. Os alunos inicialmente ficaram muito cabreiros com a proposta de usarem cartas para propôr técnicas que atendessem um cenário, mas curtiram após começarem a jogar e perceber o quanto poderia ser divertido:

O tabuleiro e as cartas utilizados ainda são os originais em lona resinada e baralho de 108 cartas, a versão definitiva para o evento foi toda reconfigurada, visando ter um conjunto mais compacto e seguro para acondicionamento e transporte. Os tabuleiros serão em papel de gramatura 300g devidamente plastificado e baralho de 90 cartas:

Gerência de Projetos

Assim como usei um jogo para introduzir dezenas de novas técnicas e boas práticas em pauta em TE, na quarta aula de GP eu utilizei uma versão condensada do Banco Intergaláctico para introduzir os fundamentos do SCRUM. Ficou apenas a introdução básica metodológica, o suficiente para fazer rodar o jogo em um tempo de duas horas e meia, mas percebi uma série de oportunidades de redução no tocante a dinâmicas e passos desnecessários para o fim de introdução SCRUM.

O ppt enxuto ficou bem focado, inclusive alterei imagens e sequências para ficar mais divertido e fluido:

E assim como a versão de 8Hrs ou 16Hrs para treinamento de times em empresas, tenho um pacote de histórias do usuário e telas para condução do Release Plan e Retrospectivas com a galera, também simplificadas ao exclusivamente necessário para podermos rodar sprint Zero e dois sprints de construção usando papel, cola, tesoura, régua e hidrocôr, além das escalas em papelão dos caixas eletrônicos:

Semana que vem terei em TE mais um overview sobre Agile, fechando este módulo e a partir da aula seguinte haverá uma inversão com seminários apresentados pelos alunos, nos quais eu contribuirei com cases e mercado. Na disciplina de GP avançaremos com um Startup Dojo que definirá o projeto de cada grupo, de forma que na sequência planejaremos as 10 áreas do PMBOK, na maioria das vezes usando técnicas ágeis e visuais.