Arquivo da tag: ecossistema

Layout e Graffiti – Como mudar as salas de aula?

Professores, alunos e salas de aula tradicionais, muitas ainda com quadros negros (verdes) e giz, todas elas com eternas paredes brancas sem lembranças, com dezenas de cadeiras em filas, dispostas em uma matriz de linhas e colunas … tudo isso sustentando uma relação baseada em conteúdo e avaliação linear em um paradigma secular para comprovação de conhecimento aparente.

A revolução industrial do final do século XIX está para a produção o mesmo que a universidades de Bologna e Paris do século XI está para a educação, modelos criados a luz de outra época, sob paradigmas obsoletos. Ambos assumiam que operários e estudantes deveriam fazer o que lhes diziam sem questionar, de forma padronizada, como se todos devessem ser iguais.

construtivismo

Acredito nos estudos de Piaget, não sobre o processo de ensino, mas no singular protagonismo de cada criança (pessoa) no seu próprio processo de aprendizado. Ele discutiu as condições para a construção do conhecimento, o papel do erro e do esforço. O aprendizado exige provocação e ação ao invés do papel passivo de repetição e obrigação que assumem grande parte dos professores e alunos.

Há boas e louváveis iniciativas na educação, elas crescem a cada dia, mas ainda são exceções a regra em um mar de conveniências, zonas de conforto, equilíbrio contábil e sufocamento de talentos. Na maioria das vezes é mais fácil para o professor ter um conteúdo fixo, massivo, contra o qual todos os alunos devem provar que compreenderam (decoraram) o suficiente para seguir adiante.

Imaginando que instituições, alunos e professores querem mudar, querem tentar fazer diferente, por onde começar HOJE, um simbólico primeiro passo? O que temos em uma sala passível de ser mudada imediatamente, simbólico? Queremos mudar as pessoas, isto está em curso mundo afora, mas isto demanda tempo, será consequência de uma série de debates e embates.

Salas temáticas – Layout e Graffiti incentivando mais interação

Salas temáticas, uma busca simples na internet é possível ver o quanto provocação visual, por simbologia, cores, formas e disposição, o quanto a dinâmica de cada espaço tem força. Neste quesito, a maioria das salas tem elementos há mil anos inalterados, como as paredes brancas e as atemporais “classes”, com mesas e cadeiras dispostas em linhas e colunas.

Graffiti – E se cada sala tivesse um graffiti inspirador, temático, sobre aspectos culturais, ciências, geografia, biologia, informática, inovação, matemática, etc? De que forma a cor, a variedade de símbolos, a inspiração inconsciente para temas de interesse, como podem gerar provocações, contextualizações, mudanças de atitude e imersão, com múltiplas mensagens implícitas.


Formatação – Disposição das cadeiras, algo tão modulável e por incrível que pareça, uma imposição usual das instituições … não bagunçar as salas de aulas, deixando organizadas para o próximo professor. Disposição livre, em ilhas, em ferradura, em círculos como em um fishbowl, há uma dezena de formações que mitigam zonas de conforto, impedem a tentativa de ocultar-se ou esquecer-se.

No blog do Impact Hub, onde a DBserver tem sua sede paulista, encontrei algumas ilustrações de disposição para salas de eventos, um artigo pertinente a facilitação. Uma sala de aula é maior que a sala de eventos abaixo ilustrada, mas o conceito é o mesmo – em espinha de peixe, ilhas, ferradura, reunião, cada qual útil para dinâmicas que suscitam a interação, o debate, a participação, …

Imagino como seria uma escola ou universidade em que tenhamos em cada sala uma disposição e paredes grafitadas, salas temáticas com cores, ilustrações e disposição física peculiares, que passem um recado e lembrem o que estamos fazendo ali. Há empresas que tem uma parede de quadro negro (verde) e o graffite na verdade é um desenho a giz que muda a cada tanto.

Em salas de pós-graduação não é incomum, creio até que seja regra o uso de layout das cadeiras em ferradura, no meu mestrado na FACE algumas salas tinham uma disposição tradicional, em ferradura e outras uma ferradura dupla. Com certeza e acoplamento a meus valores as salas de ferradura eram as mais instigantes … todos de frente para o grande grupo, ao contrário do tradicional em que todos estão de costas …

Quadros Brancos – Em cursos de MBA voltado a executivos e profissionais já é também comum a existência não só do layout em ferradura quanto quadros brancos em várias paredes. Esta estratégia propicia que qualquer discussão possa contar com uma visualização, diagramação, qualquer professor ou aluno estão próximos a um quadro branco e podem utilizá-lo para expôr ideias e posições.

Não fazer nada sempre é o mais fácil, transferir a responsabilidade ou esperar anos em uma discussão interminável por uma mudança definitiva é muito vintage, é puro waterfall (cascata). Porque não tomar pequenas decisões e agir um passo de cada vez, se após algumas semanas não gerar valor, volte atras, se estiver gerando, talvez então aprendamos algo mais e poderemos dar o próximo passo.

A pauta das meninas na TI inspira milhares de meninas e meninos de todas as áreas

Nos corredores do TDC POA do ano passado eu não resisti em tietar algumas das meninas mais influentes da nossa TI – Luana, Aline, Marcela, Desirée e Morvana. Metodologias ágeis, mundo maker, diferentes plataformas e tecnologias, onde cada uma sente-se a vontade para ir lá e fazer o seu melhor, aquilo que curte, que lhe faz bem, o que acaba sendo exemplo para jovens que querem fazer o mesmo … querem ser felizes fazendo aquilo que possuem talento de sobra para fazer.

20161005_131452

A TI nas últimas décadas transformou-se em um feudo masculino e nos últimos anos iniciou-se um movimento para mostrar para meninas que elas podem fazer a diferença, como já fizeram nos primórdios da área. Algumas das melhores profissionais que conheci em 30 anos de mercado eram meninas, analistas de sistemas, negócios e qualidade, desenvolvedoras, gerentes de projetos, etc, mesmo assim hoje ainda são minoria em empresas e equipes.

Acredito e já escrevi várias vezes sobre a força do exemplo, do espelho, de campos mórficos e da teoria da massa crítica. Quanto mais meninas despontarem em feudos onde poucas se aventuram, mais e mais desenvolverão empatia e quererão fazer o mesmo. A todos nós não cabe diferenciar, mas garantir ao máximo equidade, deixando assim que os esforços sejam recompensados.

A pauta deste post é a admiração que tenho por elas e o orgulho de conhecê-las, mas não se restringe à TI, minha cunhada é engenheira em grandes obras, minha filha está fazendo cinema, minha esposa é arquiteta e atua a 10 anos no universo Startup na Incubadora RAIAR. Não deveria ser surpresa se vou ser A, B ou C, pois cada um venho a este mundo com o desafio de descobrir onde e como mais agrega valor, ser exemplo e curtir a viagem.

No dia de hoje (21/03/2017), uma semana após a semana da mulher na TI, saiu a matéria abaixo sobre o espaço das meninas na TI. Sou professor universitário e ainda são algumas poucas a cada turma, muitas vezes intimidadas, rotuladas, com pérolas como “elas se dão melhor na área de testes” ou analistas de negócios. Em 30 anos de mercado já vi todo tipo de discriminação, assédios velados, contensão, e ainda vejo muito disso ainda.

Sobre a reportagem, a jovem, admirável e engajada Marcela Santos escreveu “Quem ta ali não é só a professora Marcela Santos, quem está ali é a a guria que quer fazer engenharia mas está com medo, a desenvolvedora que tem que colocar fone de ouvido pra não ficar ouvido piada sexista, é a gerente de projeto que ao ser incisiva em um assunto escuta um Deve estar de TPM, quem tá ali são todas as mulheres que me inspiram e que lutam essa luta comigo! LUGAR DE MULHER É ONDE ELA QUISER ESTAR!

Tenho uma filha de 19 anos e tenho um orgulho de lascar em ver meninas que dão o exemplo a ela e a outras de que é possível acreditar em ser e fazer do seu jeito. Na prática, não deveria fazer qualquer diferença o gênero, idade, credo, cor e tudo o mais para legitimar esforços para sermos nós mesmos. Lamentavelmente, o mundo não é assim, pelo contrário, há indução, imposição, discriminação e preconceito.

A alguns anos atrás, uma das melhores amigas de minha filha fez um desabafo no seu Face relatando o esgotamento e tristeza que sente em ter que aguentar assédio, insinuações, xingamentos, apenas por ser menina. Detalhe, quando ela fez o post era menor de idade, mas relatava a dificuldade em pegar ônibus, ter que escolher roupas conforme o local para não ser destratada, pois era constrangida e intimidada por homens adultos na rua e recintos.

No terceiro TecnoTalks de Janeiro deste ano discutimos a menina e sua relação com o mercado de trabalho, com frequência relações distorcidas por ações de chefes, colegas … homens. Nós criamos nossa pequena para ser o que ela quiser ser, sem induções em relação a tudo, ela é dona de si e da construção de seu futuro, mas a maioria dos pais “sem querer” ainda empurram meninos e meninas ao velho limbo, ele “audaz”, azul e “destemido”, elas “sensíveis”, rosas e “do lar”.

Todo o esforço destas meninas que são exemplo poderão gerar espelhamento em meninas que se inspirarão nelas, porém tudo isso é minimizado ou anulado se nós pais não passarmos a criar nossos filhos e filhas com maior equidade e liberdade. Cada criança vem com uma carga genética e potencialidades sem balizas, quem as coloca em uma caixa somos nós.

Na minha opinião a discussão sobre estes temas deveriam primordialmente focar principalmente na ação dos pais em gerar pessoas livres, para depois discutir empresas, hierarquia, psicopatias e tal. Esta luta é dos pais, das escolas, das empresas, do governo, é de todos – Não enquadre, pró crianças livres e criativas!

318574_518259324865092_1276841163_n

A tempo, no dia seguinte a este post (22/03) com a arte-terapeuta Gislene Guimarães, tive o privilégio de contar com a presença das gurias da BPW Porto Alegre, uma instituição internacional que aproxima mulheres de negócios – executivas, gerentes, consultoras, empreendedoras, criativas, … que organizam eventos mensais na FNAC do Barra:

Para quem curtiu este post e não conhece as gurias e a BPW, ainda mais se for menina, fiquem ligadas – https://www.facebook.com/BPWPoA/

20170322_212745

PMBOK e Agile – Quem mexeu no meu queijo?

O lançamento da 6ª edição do guia PMBOK entrará para a história como um marco, pois traduziu uma postura eclética imposta pelo mercado e profissionais contra o Taboo de que gerenciamento de projetos é uma coisa e métodos ágeis para gerenciamento de projetos, como SCRUM, são outra.

Vaticínio: “Em alguns anos ninguém vai perguntar se você é PMBOK ou Agile, eles vão perguntar se você gerencia bem seus projetos, se há desperdício ou sinergia na geração de valor às partes!”

Reflita comigo, o PMI foi criado em 1969, apenas quinze anos depois começaram a pipocar práticas, técnicas e métodos chamados inicialmente de lightwave, batizados de Ágeis em 2001. O artigo seminal do SCRUM foi “The new new product development game” de T&N na Harward Business Review em 1986.

Na minha visão, um grande acelerador desta quebra de barreiras com certeza foi o lançamento dos conceitos de Pace Layered e TI-Bi Modal pelo Gartner, que desde então acelerou a inserção de métodos e práticas ágeis nas grandes empresas e corporações, antes dominadas por processos hierarquizados e preditivos.

Meta: “Atrair e reter talentos, com empatia e sinergia, gerando valor em equidade, de forma que empresa, fornecedor e cliente, tanto quanto seus integrantes, cresçam e melhorem continuamente!”

Convergindo à isso, no início deste século era difícil imaginar grandes eventos do PMI com grandes palestras sobre Agile, mas no início dos anos 10 deste século passei a ver grandes agilistas passarem a frequentar os grandes eventos do PMI, bem como grandes nomes do PMI começarem a se aproximar da comunidade ágil.

Acredito que muito em breve deixará de existir o monopólio dos GP’s ditos tradicionais versus Agilistas, isto ao mesmo tempo é inspirador e curioso, porque estamos falando de cifras na faixa dos bilhões de dólares em cursos oficiais (PMBOK, Scrum Alliance, Scrum Org, etc), certificações e consultorias.

Aos que acreditam que sua metodologia ou processo é sagrado, quase uma religião onde os “outros” ou mudanças no seu Be-a-Ba são profanos, muito em breve terão que mudar suas posturas e atitudes. Haverá sempre espaço para os xiitas, mas o futuro organizacional será iterativo-incremental-articulado, evolutivo, adaptativo.

Foco: “Sentar-se a mesa em uma organização, antecipar e promover mudanças no sentido certo é mais importante que a intensidade e profundidade! Se não pode mudar tudo, faça algo, fazer nada não é opção!”

Muitas empresas e profissionais já perceberam que “mexeram no queijo delas“, negar iniciativas de experimentação de técnicas em qualquer escala é negar os benefícios que eles trazem às pessoas e empresas. Eu acredito que dado o primeiro passo, percebido os primeiros ganhos, a tendência é dar o próximo, um a um.

Quem mexeu no meu queijo?

Em Setembro de 1998 Spencer Johnson lançou o livro “Quem mexeu no meu queijo?” – uma parábola sobre adaptar-se às mudança, pela história de quatro personagens pequeninos acomodados ou pró-ativos em relação ao seu estoque de queijo. Um best seller que discutiu acomodação, adaptação e antecipação.

who-moved-my-cheese-3-638

Lembra um pouco o conceito de exploration x exploitation, escancarando os principais motivos pelo qual muitas empresas líderes de um mercado em determinado momento, faliram após anos comendo queijo, acomodados na sua liderança, vendo o queijo acabar pouco a pouco e não fazendo nada.

Momento: “Vivemos uma era de inovações, oportunidades em meio a crises continentais, profissionais Millenials, revoluções tecnológicas sem precedentes. Pequenas startups com um link concorrendo com corporações!”

Muitos profissionais, assim como empresas, se utilizam de técnicas obsoletas para tentar perpetuar-se de forma sintética, em busca de sobrevida ao seu negócio, mas não trabalhando para reinventar-se, encontrar o próximo estoque de “queijo”, preferem tentar impor, reclamar, culpar, apenas postergando o inevitável.

Especialmente em períodos de crise, a experimentação voluntária ou pressionada na procura de métodos, técnicas e boas práticas que gerem antecipação, pertença e melhores resultados é benéfico a todos, empresa e profissionais. Conquistado os primeiros ganhos, a tendência é retrospectivas trazerem ao natural os próximos.

Defendo que mesmo a empresa não acreditando, se uma equipe praticar o que está ao seu alcance, como daily e ciclos com retrospectivas, só isto já gerará ganhos na redução do stress, aumento da auto-organização, melhorias dos resultados. Se isso for verdade, ao natural quererão experimentar mais e mais.

Bem-vinda a edição 6, a considero um marco em um processo irreversível de convergência metodológica que defendo a anos nos meus posts. Compartilho a seguir um link da PMTECH, um artigo do Mauro Sotille sobre o que muda na edição 6, com um parágrafo em especial sobre “queijos” ágeis:

pmtech

Teço elogios a iniciativa da TI-BiModal do Gartner neste mesmo sentido, de quebrar o gelo, abrir estradas, porque muitas vezes o mais difícil é dar o primeiro passo, perder o medo. Acredito muito em uma frase do Juan Bernabó, keynote no Agile Brazil de 2016 – “Esperemos que as retrospectivas façam seu trabalho!”

Os 7 pecados capitais no ambiente de trabalho

Tudo em nosso dia-a-dia é significativo, nosso comportamento, expressões, queremos sempre, consciente ou inconscientemente, dizer algo ao mundo que nos vê e cerca. Nada é obra do acaso em nossos atos, nosso entorno chegará as suas conclusões e o tempo confirmará estes pressupostos.

A mente, o corpo e a linguagem interagem para criar a percepção que cada um de nós tem do mundo e que o mundo tem de nós. Precisamos parar com frequência para analisar os recados que nossas ações e corpo estão passando, acima de tudo lembrem-se, somos reféns do rastro de nossas ações, de nossa própria história.

No processo de comunicação, tudo o que falamos é 7% do resultado, 38% são resultantes da maneira como falamos, entonação e ênfase, 55% diz respeito a nossa linguagem corporal, expressões, gestos e postura, não esquecendo da influência de sua história, afinal de contas, as pessoas sabem quem você é.

Comunicação subliminar através dos 7 pecados capitais :

Não é incomum termos chefias ou colegas que fogem ou projetam suas frustrações e limitações através da agressividade exagerada, recorrente ou caricata. Como crianças mimadas, inseguras e imediatistas, lhes faltando argumentação equilibrada, acham que surtando as pessoas sairão correndo e realizarão seus pedidos;

 As vezes criamos nossos próprios monstrinhos, talvez gerando soberba na pessoa que elogiamos sem medidas, depois reclamamos por serem difíceis. Elogios ou premiações devem ser coletivos ou apropriados e sensatos, caso contrário gerará competição entre colegas, priorizando o individualismo acima do coletivo, priorizando aparências;

 Creio que não seja consciente, ao natural a maioria das pessoas com o tempo busca uma zona de conforto. Uma reação óbvia e inconsciente é depreciar quem esta tentando fazer diferente, é pessoalizar ações que possam contrapôr o ecossistema virtual que construímos ao nosso redor, de forma que as coisas se encaixem perfeitamente;

 É a fome desmedida, quer fome por poder, quer estar inovando sempre, pela busca de novos conhecimentos, pela centralização,  …, gerando uma pressão irracional ou incompatível com a velocidade possível para o time ou a organização. O maior risco é não darmos o espaço ou tempo necessário para que estes conhecimentos ou habilidades cresçam de forma sustentável.

 É valorizar em demasia o excesso de algo que deveria ser apenas o suficiente, como gasto irracional em legalzisses, em mobiliário, tecnologia, … Além do necessário, tornando o investimento um desperdício, apenas para chamar atenção para si mesmo, por interesses pessoais e não resultados;

 É passar da medida, é matar a galinha dos ovos de ouro, é sugar o que pode de sua própria equipe, área ou empresa, financeira, intelectual ou emocionalmente, querendo levar vantagem e ganhar em tudo sempre, querendo sempre mais, usando N pesos e medidas … conforme conveniência;

 É confundir o coletivo e o pessoal, é desmerecer o mérito de alguém, é tomar posições e decisões mesquinhas, é perder o equilibrio e o senso de justiça para valorizar ou ganhar pontos com alguém, independente de ser colega, chefe ou dono do negócio. Alguns não conseguem ver alguém brilhar!

Melhoria contínua

Antes de mais nada, precisamos querer melhorar, temos que tomar a decisão de melhorar e ajudar o time a evoluir, dar o exemplo, caso contrário ficaremos empatando o jogo eternamente, pois enquanto alguns puxam para cima, outros puxam para baixo e a diferença quem faz somos nós (baita responsabilidade).

Somos a média daqueles poucos em quem nos inspiramos e com quem interagimos, se isso é verdade, as pergunta são “Quem lhe inspira e porque, por virtudes? A troco de que alguém poderá se inspirar em você?” … estas duas perguntas deveriam ser repetidas diariamente no espelho pela manhã.

Sempre digo, com bom humor, que precisamos ter companheiros de viajem, aquela(s) pessoa(s) em quem confiamos e que nos darão um toque quando nos deixarmos levar pela situação e chutarmos o balde … de forma recíproca, ofereceremos nosso ombro e os incentivaremos quando necessário, o ideal é que seja uma matriz N x M, pois estamos todos na mesma estrada.

Cuidado, todos merecemos ter chances de melhorar, errar, aprender e tentar  novamente, mas em se tratando de pecados capitais, estamos falando de valores, crenças, provavelmente “Tudo o que acontece uma vez pode nunca mais acontecer, mas tudo o que acontece duas vezes, acontecerá certamente uma terceira” (provérbio árabe) … na enésima vez, temos que saber a hora de mudar … de parceiro, time, área ou … empresa   😦

provérbio_árabe

Resumo de quatro anos e meio de TecnoTalks

Eu vim para o TecnoPUC, enquanto coordenador da área de produtos digitais de uma empresa de comunicação Gaúcha, ocupando o quinto andar do prédio 99A, prédio conhecido como portal do parque, que já concentrava em torno de 100 empresas e 5mil pessoas, materialização da alegoria de Hwang, uma RainForest.

Acredito demais em Hwang, um parque tecnológico é uma grande floresta tropical, com uma variedade de seres vivos, que ganham força, crescem e se multiplicam a partir do entre-choque entre eles, gerando energia e vida – multinacionais, nacionais, regionais, startups, de produtos ou serviços.

e=mc2 | energia gerada a partir de “pessoas” em movimento, pessoas físicas, eu, você, no TTalks hoje somos 2116 pessoas e a cada evento cresce mais um pouco. Impossível não sentir a energia em um TTalks

Fiquei impressionado com o mundo de possibilidades que o parque oferecia, não só em networking, mas em participação, em especial duas empresas chamavam a atenção (DBServer e Thoughtworks), pelos mesmos motivos – Agile, acolhimento humano, compartilhamento de conhecimento, pessoas ligadas no 220V.

Em Junho de 2012 eu mandei um email para o Paulo Caroli da TW e o Eduardo Peres da DB convidando a iniciar uma comunidade de prática, alguns eventos depois acabou sendo batizada de TecnoTalks (Tecno de TecnoPUC e Talks de palestras). De lá para cá, mais de 40 eventos, totalizando mais de 60 noites de diferentes compartilhamentos.

Quem são seus bruxos? Somos a média das pessoas que nos inspiram e seguimos, interagimos e pareamos. Quem são eles? E quais os motivos e chances que você gera para ser um deles para outras pessoas, colegas, amigos, jovens estudantes

Peres e Caroli, dois dos meus gurus e inspiração na época pouco ou não me conheciam, o convite era um sinal de respeito e admiração, com o objetivo de iniciar uma comunidade baseada em princípios ágeis, auto-organizada, sem fins comerciais. Outras referências para mim participaram dos primeiros eventos – Daniel Wildt, Rafael Prikladnicki, Luiz Parzianello, Alejandro Olchik, Guilherme Lacerda, entre outros.

Desde Julho de 2017, ajudei a organizar 100% dos eventos e participei de 99% deles, fruto de meu sangue escoteiro, gerando oportunidades para jovens e jovens a mais tempo dispostos a aprender e ensinar, experimentar, sair da zona de conforto, fazer a diferença na vida de outras pessoas, ampliar networking.

Participar de uma comunidade como TecnoTalks, é como participar de uma confraria, receber a cada evento a energia de sorrisos, abraços, confidências de parceiros de viagem, isso não tem preço!

Os temas fluem a partir de provocações abertas e coletivas no grupo do Facebook:

  1. Um post propondo um tema e convidando quem quer ajudar a organizar – Não são aceitos eventos privados, fechados, comerciais, sem participação;
  2. No caso de haver parceria, um almoço ou um hangout é suficiente para cada um assumir uma responsabilidade – sala, material, coffee, um contato;
  3. A reserva no TecnoPUC é feita por mim ou por uma pessoa que atue no parque e seja reconhecida pela administração (será o responsável);
  4. Feita a reserva, 24Hrs antes é preciso enviar a lista com todos os nomes para liberação junto a segurança do parque;
  5. O responsável poderá retirar a chave e cabos da sala reservada momentos antes (eu sou professor na FACIN e também utilizamos a 516 e 517 na FACIN);
  6. No dia, todas as regras do ecossistema devem ser respeitadas, organização, ruído, acessos limitados, limpeza, integridade;
  7. Aí é receber a galera e fazer um bom evento, com gostinho de quero mais, provocando os novos a propôr áreas de conhecimento para os próximos e serem protagonistas.

A seguir uma lista de posts em que desde 2012 compartilhei cada evento, sempre buscando inovar, surpreender, com lightning talks, com fishbowls, open spaces, world coffee, workshops, painéis, debates, mini-cursos, parcerias, replicações, sempre evitando produtos e serviços, somos uma comunidade de prática, se quiser vender produto ou serviços, o TecnoPUC alugará uma sala para você 🙂

tecnotalks-2012-2016

É claro que cada consultor ou profissional está se “vendendo” de alguma forma, isso chama-se networking, no business model canvas ou you é a célula de “relacionamento” e “atividades-chave”. Participamos de uma comunidade de prática para aprender e ensinar, mas também para sermos vistos, entendidos em nosso potencial e valores para as outras pessoas, mercado, mundo.

CoP é puro networking, eu curto uma citação ao escritórios de carreira da PUCRS, é sim preciso e importante que tenhamos clareza no interesse e valor em participar, mas interesse não é ser interesseiro!

Inicia mais um ano de TecnoTalks com três noites sobre planejamento de carreiras, evento construído a 20 mãos, como tem que ser, proposto no grupo através de posts e enquete, com várias pessoas querendo e podendo ajudar a organizar e palestrar, jamais um evento particular. Jan/2017 = Kellen Munhoz, Lucia Giraffa, Leticia Garcia, Vivian Pedó, Lisiane Touguinha, Erica Martinovski, Dilamar Sales, Alexandre Silva, Karina Kohl, Elza Silva, Claudio Matone, … \o/

17/01/17 – Planejando Carreiras – Felicidade e discriminação
18/01/17 – Planejando Carreiras – Networking e soft skills
19/01/17 – Planejando Carreiras – Planejamento

TECNOTALKS:
Grupo FaceBook = http://www.facebook.com/groups/tecnotalks/
18/07/12 – Open Space no TecnoPUC – Cartaz Ata
20 a 24/08/12 – Semana LT’s e FishBowls – dia1, dia2, dia3, dia4 e dia5
25 e 27/09/12 – III TecnoTalks – divulgação, 1º Dia, 2º Dia: pré e pós
24/10/12 – IV TecnoTalks – 1º Dia – Introdução RoR
28/11/12 – TecnoTalk 5 – Divulgação, 1ª Noite, 2ª Noite, 3º dia RHoK
04/12/12 – UStream do Lean StartUp Conference San Francisco
09/12/12 – Ação da Onda Sócio Ambiental em Gravataí
11/12/12 – Tecnotalks 6, diferente de tudo o que já fizemos – pré e pós
20/12/12 – 6 meses de tecnotalks e detalhes 6º TecnoTalks / depoimentos
26/12/12 – McKenna tinha razão
14/01/13 – Reunião comissao especial Tecnotalks 2013
07/03/13 – 1º GUMA-TecnoTalks Dojos (divulgação)
20/04/13 – Idéias em Produção (Falando sério sobre dojos) – 8º TecnoTalks
11/06/13 – 9º TecnoTalks – Dia 11/06, 3ªfeira
18/07/13 – 10° TecnoTalks – Divulgação + Relato completo com fotos
19/07/13 – O melhor Tecnotalks entre tantos inesquecíveis
07/08/13 – Manifesto Luca Bastos – divulgaçãorelato do evento
20/08/13 – 13° TecnoTalks + GUGC – divulgação relato do evento
07/09/13 – 14° Tecnotalks vamos planejar gestão do conhecimento
16/09/13 – TTalks FACE e FACIN – divulgação 1 – divulgação 2
22/10/13 – FACE/FACIN – 1ª noite do 15° TecnoTalks
23/10/13 – FACE/FACIN – 2ª noite do 15° TecnoTalks – chamadarelato
09/11/13 – Open Data e Smart City no TecnoTalks – chamada
18/11/13 – Startup Dojo de aniversário da RAIAR – chamada – relato
26/11/13 – Inception do http://www.tecnotalks.com.br/
29/01/14 – 1º Pic-Nic do TecnoTalks no TecnoPUC – chamada relato
16/04/14 – TTalks sobre Gamification e Gamestorming – chamadarelato
25/04/14 – Vamos falar de lagartas e borboletas
29/04/14 – Startup Dojo com Luis Cipriani do Twitter
03/06/14 – Service Thinking – #1 Evento#2 Conceitos e #3 Visão
16/07/14 – Tecnotalks 2 Anos – Divulgação, Comemoração e Relato
26/08/14 – ASL e TecnoTalks – Startup Livre Dojo
13/09/14 – Prototipar Hardware – Tecnotalks Arduino de 27/10/14
18/11/14 – Pré-TTalks Agile SubWay MapTTalks Subway Maps 27/11
21/01/15 – 1º TecnoTalks de 2015é com o POA Neters (relato pós-evento)
05/02/15 – 11/02 – Happy hour TecnoTalks esquentando os tamburins
26/02/15 – GUMA e TecnoTalks é nitroglicerina
01/04/15 – Relato sobre o POA startup talks na RAIAR
30/07/15 – Tecnotalks Vamos Falar de Empreendedorismo
09/09/15 – Vamos falar de empreendedorismo II
29/09/15 – Global TPUC – Prévia – Programa Inauguração
07/10/15 – TecnoTalks 06/10 – LEGO Serious Play
08/11/15 – TecnoTalks 24/11 – 12º Troca de Cartões do CRA-RS
23/11/15 – Vamos falar de Empreendedorismo – BMC/LC
25/11/15- CONECTE.ME – Uma nova dinâmica de networking
30/11/15 – 12ª Troca de Cartões ainda gerando valor e reflexões
22/12/15 – Elevator pitch N x N no próximo troca de cartões
11/03/16 – GUAN/TecnoTalks – Papel de HRBP / lição aprendida
12/03/16 – 29 de 03 – TTalks Realidade virtual / Relato
09/08/16 – Mais um TecnoTalks sobre empreendedorismo
17/08/16 – BPW/TTalks – Business Dojo divulga relato extra
24/09/16 – Vamos falar sobre inteligência de negócios
25/09/16 – Semana acadêmica FACIN 2016 divulga info relato
20/10/16 – BI, Big Data, Data Mining e Data Science
02/11/16 – Desenvolvimento mobile – divulga – vídeos/relato
16/12/16 – PHP Laravel – divulgaçãorelato

19/01 – TTalks – Planejamento de Carreiras

Uma noite para fechar três dias de auto-conhecimento, conceitos, mercado e debates com muita energia. Uma nova parceria, o Canal Café (canalcafebrasil) nos acolheu em um ambiente descontraído, divertido, todo envidraçado e com uma vibe muito legal! Experimentamos o deck superior, o da frente e o salão principal, sempre com 25% de desconto nas bebidas.

A Ofitio (http://ofitio.com.br) proporcionou um kit individual com bloco de notas, folhas A3 e caneta para cada participante. Novamente contamos com a parceria TecnoPUC e RAIAR, Rui Jung Neto e Leandro Bento Pompermaier, que pré-autorizaram a entrada de todos os participantes caso chovesse ou fosse necessário, deixando abertas as portas e os espaços da incubadora.

O apoio é essencial para facilitar algum material se necessário e coffee-break quando possível, porque enquanto CoP auto-organizada, sem apelo comercial, 100% gratuitos, por convicção não temos caixa e por isso curtimos uma parceria, como recentemente a VaiDarBolo e a DogoLouco \o/

16003030_1367260926660187_373470057856181401_n

Quais profissões estão em alta no mercado em 2017

Dilamar Sales – linkedin.com/in/dilamar-silva-sales – Ela falou sobre uma matéria da revista Amanhã com as 15 carreiras em destaque para 2017 (as-15-profissoes-que-devem-estar-em-alta-neste-ano), um aquece para a oficina de Business Model You que iria rolar no final da noite.

Oficina de Planejamento de Carreiras

Karina Kohl – https://www.linkedin.com/in/karinakohl/
Alexandre Silva – https://www.facebook.com/omateador
Jorge Audy – https://br.linkedin.com/in/jorge-audy-729b662
Leticia Garcia – 
https://www.linkedin.com/in/leticia-silva-garcia-a4963666/

a3

Fizemos provocações e a galera construiu quadros com postits sobre projetos de vida, carreiras, empresas e conhecimentos Apresentamos Roda da Vida, Matriz SWOT ou FOFA, Janela de Johari e CHAx5, para então apresentarmos e construirmos individualmente o Business Model You de cada um, contando com os facilitadores na ajuda para entender seus campos e preenchimento.

Um ano que começa com o pé direito e tudo indica que em Março teremos um evento sobre Marketing Digital, pois várias pessoas presentes tinham conteúdos e interesse sobre este tema para 2017 … não perdemos por esperar, até breve! 🙂

17/01 – TTalks – felicidade e discriminação

O primeiro de três dias de eventos para falar de carreiras foi ao mesmo tempo reflexivo e provocativo, pois discutiu temas relevantes e complexos como a felicidade no trabalho, a idealização ou não do que é trabalho e do que é felicidade, a abordagem histórica e em mudança do que é geração (babyboomers, X, Y, Z), a mulher na TI e toda a carga cultural de preconceitos e estereótipos.

FAZER O QUE AMA OU AMAR O QUE FAZ

Kellen Munhoz – https://www.linkedin.com/in/kellenmunhoz

O primeiro dia de Happy-Hour de carreiras 2017 iniciou no deck superior do Canal Café com a Kellen Munhoz falando de conceitos sobre trabalho, felicidade, satisfação, sem esquecer de pitadas sobre cultura e os estigmas de “geração”. Um bate-papo inicialmente pensado para ser uma lightning talk e que valeu mais de uma hora de interação entre todos.

O fundo de cena é choque de gerações, mas a discussão foi além e mais ampla que esse tema. Abaixo uma foto para registro e o vídeo criado durante a transmissão desta primeira parte, que contou com muitas contribuições debates e opiniões. Entre os participantes, muitas pessoas queridas, colegas de DB, alunos de FACIN, parceiros de viagem e, é claro, TecnoTalkers de carteirinha.

16114644_1365288260190787_6803561467070177400_n

A MULHER EM CARREIRAS DE TI

Letícia Silva Garcia – https://www.linkedin.com/in/letícia-silva-garcia
Lúcia Giraffa – https://www.linkedin.com/in/lúcia-giraffa
Vivian Pedó – https://www.linkedin.com/in/vivian-pedó

A segunda parte foi mais pegada, muita conceituação, percepções históricas e um storytelling sobre os últimos 40 anos de TI pela professora Lúcia Giraffa, especialmente sobre o enfoque de participação da mulher na TI. Mas, um assunto tão amplo e profundo, em termos de cultura, preconceitos e estereótipos, n~]ao há conclusões, são muito ricos em reflexões. A Letícia Garcia propôs a alternativa de que cada um ali deveria ser exemplo da mudança frente a um paradigma construído em menos de 40 anos e que por isso ainda possível de ser revertido.

Minha opinião eu postei no dia seguinte na minha timeline, por mais exemplos que tenhamos e sejamos, a solução está dentro de casa, na conscientização de pais e mães para a não rotulação e indução aos estereótipos cor de rosas e azuis, de bonecas e carrinhos, de fragilidade e força, sempre em opostos, perpetuando preconceitos e injeção de sonhos de geração em geração.

ttalks-carreira-jan-2017