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Quando o esforço é garantir o nada mais explícitamente possível

No trabalho, na sala de aula, em casa, muitos amadores e alguns profissionais na arte de gastar toda a energia e esforço necessários para demonstrar o máximo de descontentamento e garantir-se bloquear qualquer tipo de aproveitamento.

Não é característica Millenials, eu tenho 30 anos de mercado e já incorri no erro de assumir este papel, até me dar conta e mudar. Jovens e veteranos podem cair nessa arapuca, a arte é disciplinar-se a não se deixar levar pela birra.

Todo mundo passa por algum momentos assim, consciente ou inconsciente se quer estar em outro lugar ou em lugar nenhum, mas precisamos estar em uma sala de aula, trabalho, reunião, evento, … mas é preciso perceber, mudar e melhorar.

Na prática, sempre que somos surpreendidos por algo que não nos satisfaz, há casos em que é possível ir embora, fazer outra coisa, mas há situações em que devemos ficar, porque faz parte de um acordo, compromisso ou necessidade.

Quando em aula ou no trabalho, desperdiçar este tempo é o mesmo que ir a um jogo de futebol, colocar o uniforme, entrar em campo para então ficar de braços cruzados e emburrado na lateral direita só porque não concorda com a escalação … pense nisso!

Opção #1: De limão a limonada

O que eu digo para meus alunos e nem sempre sou ouvido é que se por uma hora e meia estaremos juntos para ensinar e aprender, o melhor é desencanar e tentar tirar dali algo de útil. Ficar emburrado e explicitamente descontente só piora.

É a mais pura comprovação da Lei da Relatividade, curtir o que faz gera sinapses e faz o tempo voar, não curtir e não tentar pelo menos interagir, co-criar, mas sim emburrar faz o oposto e uma hora vai parecer uma eternidade no purgatório.

Alguns optam por piorar ao máximo e retroalimentar sua insatisfação, garantindo a si mesmo que o resultado daquele “martírio” seja o nada absoluto, é a antítese do que diz a PNL, é esforço para uma DPNL (Des-Programação Neuro Linguistica).

Opção #2: Lei dos dois pés

Eu aprendi nessa vida que sempre que há opção de não ficar e de fato eu não quero ficar, todos os envolvidos se beneficiam se assim for, irei para outro lugar onde eu e quem la estiver aproveitaremos mais e melhor o momento.

Quem não conhece a Lei Universal dos Dois Pés, clique aqui e leia assim que puder. Tem a ver com um mix de emoções, tal como aceitação, opção, respeito, vergonha na cara, pró-atividade, auto-estima, … senão, nem Freud explica.

Mas a Lei do Dois Pés não é sempre uma opção, muitas vezes é uma questão de compromisso, responsabilidade, contratos, acordos, quando não há opção, de nada adianta empacar como um burro emburrado, aí é relaxar e tenta tirar algo de útil.

Profissionais e Amadores

O mais interessante quando começamos a ler sobre teorias e modelos da psicologia e sociologia é que aprendemos a compreender alguns porquês, onde o problema não é ter certa atitude, mas sim persistir com essa atitude equivocada.

Já conheci muitos profissionais famosos pelo mau humor e rabugentisse, que se sustentavam por sua grande capacidade técnica ou conhecimento … mas isso sempre é uma questão de tempo até cruzarem a linha do aceitável.

De nada adianta se utilizar recorrentemente de mau humor e displicência, ultrapassando o limite do bom senso e boa convivência, porque mesmo que houvesse de início alguma razão, perdemos ela ao piorar e sustentar a situação.

Na verdade, na maior parte das vezes, emburrar é falta de argumentação ou alternativa, então entramos em modo “dissonância cognitiva”, tentando negar, racionalizar, transferir, projetar, piorando mais e mais e perdendo qualquer razão.

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Tem um tanto de humano, varia de cultura para cultura, potencializando ou mitigando, mas está presente em todo o mundo. Entretanto, é certo que em alguns países a birra deixa de ser coisa de criança para ser um traço cultural, há especialistas nisso.

Você sabe o que eu quero dizer, é como pessoas de grande intelecto, belas, artistas, astros e estrelas, não só é aceito como incentivado como uma forma de se diferenciarem, como um direito divino, passando o recado que ética, moral e educação é para os comuns.

E você? Em pleno século XXI, em tempos de economia colaborativa, sustentabilidade, consciência coletiva, geração Millenial e veteranos pilhados, você tem planos, aproveita cada oportunidade, é agente de mudança, se adapta, cresce, melhora? Ou com 20, 30, 40, 50 e ainda acha que birra é estratégia.

Acertos e erros em Open Spaces, com e sem o Conceito de Ba

Alguns ambientes de trabalho privilegiam certos aspectos, alguns privilegiam outros, difícil é privilegiar todos … Há quem escolha privacidade, cubículos e espaços com poucas pessoas, há quem privilegie espaços amplos com múltiplas opções de uso e configurações. Não é uma questão de gosto, mas de crenças, de opção, cada um investindo naqueles aspectos considerados mais importantes.

Em Open Space, a chave não é a palavra Open, pode ser Open e apenas ser um depósitos de gente. Pelo contrário, o que vemos no Google, Face, Wallmart.com, Globo.com. TW, SoftPlan, TI da Boticário, DIMED, DBServer, etc, são grandes espaços bem distribuídos, com áreas de transição, alternando com salas de reuniões e espaços diferenciados, cor e descontração … nada é por acaso.

Em 2016 a Johnson & Johnson materializou muito de minhas crenças em um post sobre seus estudos e investimentos no que chamaram de “Programa de inovação do local de trabalho“. Um Conceito de Open Workspace com espaços amplos em equilíbrio com áreas de transição e espaços privados temporários, diferenciados, semelhante a vários exemplos que compartilho mais adiante.

Aproveitando, da uma olhada nessa matéria na Harward Business Review, ela discute o assunto de “workspaces-that-move-people“, um artigo denso, longo e multi-facetado … Para ser publicado na HBR isso é o mínimo que podemos esperar … fala sobre o uso de espaços abertos ou não, promover interações entre as pessoas, fala de zonas de conforto, mudança em adaptação a novos paradigmas.

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Há dezenas de combinações entre ambientes de trabalho e cultura organizacional, há depósitos de profissionais enfileirados uns ao lado dos outros sob uma gestão 1.0 (comando-controle), variando até outro extremo com amplas áreas de trabalho, equipes auto-organizadas em bancadas moduláveis, com espaço e alternativas, contando com uma gestão 3.0, colaborativa e valorosa.

Então, para quem não conhece minha abordagem no que chamo de Ba Offices, inspirado no Concept Of Ba de Takeushi e Nonaka, sugiro ler um post antes de seguir – Uma sala é como uma embarcação, precisa ter um desenho adequado a sua missão, além de ter capitão e marinheiros cientes de como usa-la melhor.

Priorizar a interação e privilegiar a colaboração é um desafio concebido em novas crenças, princípios, metodologias e processos, onde as pessoas e equipes devem assumir o protagonismo, fazer estes espaços cumprirem sua missão, priorizando a interação, comunicação, compartilhamento, flexibilidade e transparência.

Sempre tem quem reclame da falta de privacidade, que sofra com o ruído de fundo existente em ambiente abertos, pontos a serem trabalhados, mas não dá para ter tudo, então prioriza-se algo, é como MVP de um produto, para muitos é uma sala ampla, dinâmica, reconfigurável, com múltiplas opções, com liberdade de uso e aproveitamento a medida que projetos iniciam e terminam.

Esta tendência não é nova, tem pelo menos 30 anos, grandes empresas a cada ano investem milhões em ambientes atraentes e instigantes, aderente a um mercado a procura de empresas, pessoas, produtos e serviços inquietos, dispostos a interagir e se reinventar mais que cumprir tarefas e entregas. Conheço centenas de pessoas que estão ou procuram estas empresas, estes ambientes, este modelo mental.

2017 – A nova sede da TOTVS em SP trouxe um pedaço do Vale do Silício para os trópicos e priorizou o incentivo a interação humana e inovação. Impossível ir trabalhar e não interagir, quer na sua vizinhança, quando vai na copa, ao usar qualquer dos muitos espaços diferenciados, privados ou de transição:

Google e Facebook são gigantes conhecidas pelos seus espaços de trabalho, mas mesmo já conhecendo, dá uma olhada no vídeo da matéria abaixo para entender quão modulável um ambiente pode realmente ser para adaptar-se a projetos, equipes, necessidades – Espaços modulados, adaptáveis, 100% auto-organizados:

Espaços abertos que seguem um conceito de Ba voltados a inquietude, não tem sua característica mais marcante no espaço, mas no mindset que o gerou e que ele retroalimenta. Com certeza espaços abertos e bermudas não geram inovação nem alta performance, mas os valores e boas práticas que os inspiram e mantém sim.

A sede da Wallmart.com em Alphaville é um oásis, mas na frequência de SanPa, coincidente, possui todas as características propostas pela Johnson & Johnson, percebidos em todos os ambientes que interajo aqui no TecnoPUC. A prioridade é por muita visibilidade, ver e ser visto, com muita interação, um ambiente que lembre diariamente que fazemos parte de algo muito maior: 

Como não poderia deixar de ser, a cultura e sede da Resultados Digitais tem destaque em SC, uma startup que cresce e compartilha cultura e feitos em eventos para milhares de pessoas em todo o Brasil:

Um case absolutamente de outro planeta e que também merece o destaque que vem ganhando na mídia é o novo prédio da SoftPlan junto a Canasvieiras, SC, uma gigante catarinense de tecnologia:

A cada ano surgem mais e mais ambientes assim, preocupados em chamar a atenção para a interação entre pessoas, com amplitude, bom espaço de circulação e áreas de transição, salas especiais e muita descontração.

Na prática, é fácil gastar uns trocos em um ambiente de trabalho totalmente modular e  inovador, isto atrai novos talentos, mas as salas não são suficientes para retê-los. Se não reinventar a cultura e reciclar os gestores, teremos milhares de salas coloridas e instigantes com um garrote gerando ao invés de inovação, grandes zonas de conforto e trincheiras, com dores de cabeça e clamor por espaço seguro, protegido e isolado … mas a culpa não é do puff amarelo nem do espaço aberto.

Tudo isso diz respeito a nossas prioridades, é possível gerar 500 m2 de pura adrenalina e provocação, desde que as pessoas que lá trabalham sejam provocadas a saber trabalhar nele colaborativamente, com direitos e deveres, com empatia e principalmente sinergia, adaptando o espaço continuamente a inovação, ativando e potencializando nossa capacidade absortiva e resultados.

 

Savana Scrum – Para muitos, procrastinar é uma camuflagem

Muitas vezes nossas posições e dúvidas são apenas uma camuflagem para nossa zona de conforto, falamos em mudança e insatisfação ao mesmo tempo que procrastinamos qualquer ação real para fazer acontecer. Por muito tempo eu atribui isto ao medo da mudança, mas na maior parte das vezes acho que é apenas acomodação.

Algumas pessoas são conscientes de certas prioridades e necessidades para que seus planos ou sonhos fiquem mais próximos, mas o medo de errar, de falhar, ter que se posicionar, faz com que muitos ignorem sonhos, procrastinem, consciente ou inconscientemente deixam recorrentemente para “amanhã”.

Alguns assumem uma ignorância induzida como camuflagem, fazem de conta que não veem ou sabem o que fazer. Quando alguém tenta ajudar, agradecem a ajuda, sugestões, dicas, mas é tudo o que não querem, porque dicas o colocam na estrada e o que eles querem mesmo é poder se resignar, fazer de conta e nada fazer.

Os efeitos da procrastinação serão ainda mais penosos quando não temos a benção da ignorância, pois quando conscientes das consequências, o ato de procrastinar toma outra dimensão em nossas vidas. Por mais que possamos culpar os outros, transferir ou negar, sabemos que nós mesmos deveríamos ter feito algo.

Procrastinação – adiamento, ato recorrente de negligenciar algo; quando um trabalho não recebe a devida atenção, sendo deixado de lado para produção de outros menos importantes.

Camuflagem – A camuflagem é um conjunto de técnicas e métodos que permitem a um organismo permanecer indistinto do ambiente que o cerca, desapercebido, sem chamar a atenção.

Quantos profissionais estão insatisfeitos com o que fazem? Não gostam de onde estão, as condições em que trabalham, tecnologia, salário, parceiros? Querem mudar algo, mas procrastinam diariamente? Desconversam, cavam trincheiras, zonas de conforto, rabugentos, sempre arautos do que os outros deveriam fazer.

Muitos preferem não ter planos, não ter sonhos, preferem se convencer de que é o destino ou simplesmente não pensam em nada disso, preenchem todo o seu tempo com novela, futebol, séries, brigas, corrida, filhos, saturam até não sobrar tempo para mais nada, sem refletir, sonhar, definir novas metas, afinal não sobra tempo.

Eu “quero”, mas não sei o que fazer

A alguns dias atrás eu fiz uma brincadeira e fiquei rindo sozinho enquanto a repetia várias vezes. A pessoa com quem estava me dissera que minha camiseta estava com um furo na manga: Eu coloquei o dedo no furo e disse: “Não sei o que fazer”, ela disse que era fácil costurar e eu repeti “Não sei bem o que fazer”. Ela achou estranho e me disse que é fácil costurar, talvez na recepção houvesse agulha e linha ou que deixasse para fazer isso a noite … mas propositalmente eu repetia: “Não sabia o que fazer” … rsrsrsrsrsrsrs

Algumas pessoas são assim, sabem o que fazer, sabem quais as opções, mas apesar de ameaçar, não fazem nada, talvez porque não queiram tomar decisões difíceis, talvez não queiram correr riscos, é muito mais fácil deixar o tempo passar. Quem sabe algo aconteça, talvez a mudança venha sem ter que decidir, só precisará seguir a maré e … se algo der errado terão quem culpar, nem que seja o destino.

Em meus treinamentos eu advirto que se alguém é o único a perceber um risco ou problema, ele é o maior responsável pela solução, posto que os outros neste caso são ignorantes. Se isso impede que as coisas deem certo, de nada adianta avisar ou culpar, precisamos agir, nos mobilizar, buscar alternativas, propôr alternativas e assumir nosso protagonismo como agentes de mudanças.

A melhor estratégia: Parceiros de viagem

Assim como em um regime, na academia, em uma formação, a melhor estratégia é termos parceiros de viagem, quer por semelhança nos objetivos, por amizade ou oportunismo acabam por nos incentivar a ir persistir e além. É bem mais fácil quando conversamos com alguém sobre nossos sonhos, riscos e oportunidades.

Alguns optam por um círculo íntimo de amigos com sonhos semelhantes, lembro que na época de faculdade e nos anos seguintes meus melhores amigos e parceiros eram da minha área, todos analistas de sistemas. Depois disso, ao natural, a participação em grupos de usuário e comunidades de prática acabaram me aproximando de pessoas tão inquietas quanto eu … que vem e vão a cada ano.

A arte de correr atrás de seus sonhos é não esquecer deles, mantê-los vivos, evoluindo sem perder suas essências, evitando conformar-se e acomodar-se. Com a estratégia que for, importante é manter-se aprendendo, se valorizando, certo de que estamos melhores que há alguns meses atras e continuaremos crescendo. Por isso parceiros, porque juntos somos mais, tudo se acelera.

A pauta das meninas na TI inspira milhares de meninas e meninos de todas as áreas

Nos corredores do TDC POA do ano passado eu não resisti em tietar algumas das meninas mais influentes da nossa TI – Luana, Aline, Marcela, Desirée e Morvana. Metodologias ágeis, mundo maker, diferentes plataformas e tecnologias, onde cada uma sente-se a vontade para ir lá e fazer o seu melhor, aquilo que curte, que lhe faz bem, o que acaba sendo exemplo para jovens que querem fazer o mesmo … querem ser felizes fazendo aquilo que possuem talento de sobra para fazer.

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A TI nas últimas décadas transformou-se em um feudo masculino e nos últimos anos iniciou-se um movimento para mostrar para meninas que elas podem fazer a diferença, como já fizeram nos primórdios da área. Algumas das melhores profissionais que conheci em 30 anos de mercado eram meninas, analistas de sistemas, negócios e qualidade, desenvolvedoras, gerentes de projetos, etc, mesmo assim hoje ainda são minoria em empresas e equipes.

Acredito e já escrevi várias vezes sobre a força do exemplo, do espelho, de campos mórficos e da teoria da massa crítica. Quanto mais meninas despontarem em feudos onde poucas se aventuram, mais e mais desenvolverão empatia e quererão fazer o mesmo. A todos nós não cabe diferenciar, mas garantir ao máximo equidade, deixando assim que os esforços sejam recompensados.

A pauta deste post é a admiração que tenho por elas e o orgulho de conhecê-las, mas não se restringe à TI, minha cunhada é engenheira em grandes obras, minha filha está fazendo cinema, minha esposa é arquiteta e atua a 10 anos no universo Startup na Incubadora RAIAR. Não deveria ser surpresa se vou ser A, B ou C, pois cada um venho a este mundo com o desafio de descobrir onde e como mais agrega valor, ser exemplo e curtir a viagem.

No dia de hoje (21/03/2017), uma semana após a semana da mulher na TI, saiu a matéria abaixo sobre o espaço das meninas na TI. Sou professor universitário e ainda são algumas poucas a cada turma, muitas vezes intimidadas, rotuladas, com pérolas como “elas se dão melhor na área de testes” ou analistas de negócios. Em 30 anos de mercado já vi todo tipo de discriminação, assédios velados, contensão, e ainda vejo muito disso ainda.

Sobre a reportagem, a jovem, admirável e engajada Marcela Santos escreveu “Quem ta ali não é só a professora Marcela Santos, quem está ali é a a guria que quer fazer engenharia mas está com medo, a desenvolvedora que tem que colocar fone de ouvido pra não ficar ouvido piada sexista, é a gerente de projeto que ao ser incisiva em um assunto escuta um Deve estar de TPM, quem tá ali são todas as mulheres que me inspiram e que lutam essa luta comigo! LUGAR DE MULHER É ONDE ELA QUISER ESTAR!

Tenho uma filha de 19 anos e tenho um orgulho de lascar em ver meninas que dão o exemplo a ela e a outras de que é possível acreditar em ser e fazer do seu jeito. Na prática, não deveria fazer qualquer diferença o gênero, idade, credo, cor e tudo o mais para legitimar esforços para sermos nós mesmos. Lamentavelmente, o mundo não é assim, pelo contrário, há indução, imposição, discriminação e preconceito.

A alguns anos atrás, uma das melhores amigas de minha filha fez um desabafo no seu Face relatando o esgotamento e tristeza que sente em ter que aguentar assédio, insinuações, xingamentos, apenas por ser menina. Detalhe, quando ela fez o post era menor de idade, mas relatava a dificuldade em pegar ônibus, ter que escolher roupas conforme o local para não ser destratada, pois era constrangida e intimidada por homens adultos na rua e recintos.

No terceiro TecnoTalks de Janeiro deste ano discutimos a menina e sua relação com o mercado de trabalho, com frequência relações distorcidas por ações de chefes, colegas … homens. Nós criamos nossa pequena para ser o que ela quiser ser, sem induções em relação a tudo, ela é dona de si e da construção de seu futuro, mas a maioria dos pais “sem querer” ainda empurram meninos e meninas ao velho limbo, ele “audaz”, azul e “destemido”, elas “sensíveis”, rosas e “do lar”.

Todo o esforço destas meninas que são exemplo poderão gerar espelhamento em meninas que se inspirarão nelas, porém tudo isso é minimizado ou anulado se nós pais não passarmos a criar nossos filhos e filhas com maior equidade e liberdade. Cada criança vem com uma carga genética e potencialidades sem balizas, quem as coloca em uma caixa somos nós.

Na minha opinião a discussão sobre estes temas deveriam primordialmente focar principalmente na ação dos pais em gerar pessoas livres, para depois discutir empresas, hierarquia, psicopatias e tal. Esta luta é dos pais, das escolas, das empresas, do governo, é de todos – Não enquadre, pró crianças livres e criativas!

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A tempo, no dia seguinte a este post (22/03) com a arte-terapeuta Gislene Guimarães, tive o privilégio de contar com a presença das gurias da BPW Porto Alegre, uma instituição internacional que aproxima mulheres de negócios – executivas, gerentes, consultoras, empreendedoras, criativas, … que organizam eventos mensais na FNAC do Barra:

Para quem curtiu este post e não conhece as gurias e a BPW, ainda mais se for menina, fiquem ligadas – https://www.facebook.com/BPWPoA/

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Porque você é a média daqueles com quem mais interage …

É certo que todos nós temos ícones, referências, ídolos, são pessoas que você admira e pululam seu imaginário com passagens, ensinamentos, frases, artigos, etc. Eles possuem motivação humanista, religiosa, profissional, esportiva, social, política, normalmente relacionado a um aspecto relacionado a nossas vidas ou área de conhecimento e realizações de nosso interesse.

No trabalho, admiro muitas pessoas e consumo quase tudo que escrevem, acho que minhas maiores fontes são Nonaka e Takeushi (SECI, Ba, SCRUM, Estr Hipertexto, etc), alguns dos signatários do manifesto, mas tenho referências na psicologia, sociologia, ciências sociais. As vezes fico sabendo de algo legal e ao procurar acabo caindo nos mesmos mesmo sem querer.

Se ídolos e referências são importantes, imagina nossos gurus

Mas também temos nossos guias, bruxos, gurus, aqueles com quem interagimos e que de alguma forma nos desafiam a sermos hoje melhores que ontem, que nos instigam a querer ir além em nossas crenças, ideais e ideias. Tudo bem curtir Einstein, mas melhor ainda é ler sobre Einstein e curtir um ser vivo real e acessível a quem possa fazer uma pergunta, debater uma ideia, gerar empatia.

Acho engraçado quando alguém me diz que não tem ninguém perto que lhe seja exemplo a ser seguido. Se quer ser cientista da NASA, mesmo assim há mestres aqui no observatório da UFRGS, no clube de ciências da PUCRS, em projetos de engenharia, exemplos de dedicação, conhecimento, eu desconfio de quem só admira alguém que esteja a mais de 5 mil Km de distância … tenho pena deles!

O que digo para meus alunos e jovens com quem interajo é que fiquem ligados em suas referências próximas, interagindo com aqueles professores que admira, colegas com quem possua afinidade, aproximando-se de profissionais e pessoas que possuem seu respeito. No caso do ecossistema PUCRS-TecnoPUC, o difícil é escolher, no meu caso, não escolho, me aproximo de todos que me dão brecha.

Claro que tenho ícones a quem sigo em posts e artigos, leio seus livros, mas principalmente tenho muitos gurus, em sua maioria gaúchos ou radicados aqui. Admiração é uma palavra que não exprime a empatia e o desejo de aprender a cada interação, mesmo que tangencial. Assisti dezenas de eventos em que meus rumos alteraram pela proximidade a pessoas especiais naquele momento:

Luiz Cláudio Parzianello Aprendo a cada interação com ele sobre diferentes abordagens para discutir Business, estratégia, modelagem, sob um prisma Lean. Impossível eu fazer uma palestra ou treinamento sem citá-lo em frases que considero antológicas, como “Se cada um fizer a SUA parte, não vai dar certo!” de 2011 no segundo andar da Érico 400 e tantas outras;

Paulo Caroli Um dos seres humanos mais incríveis que já conheci, um exemplo a ser seguido como pessoa, pai, profissional e formador de opinião, o sigo desde 2011 e mesmo em uma troca de mensagens eu aprendo algo para minha vida. Minha atuação tem um contexto completamente diferente do da TW, mesmo assim, tento de alguma forma seguir seus ensinamentos;

Daniel Wildt Aprendi muito com ele em 2011, 2012 e 2013, devo muito do que sou hoje a aqueles anos em seus workshops, facilitações e exemplos, sempre pouco formais, muito lastreadas em empatia, firmaram-se como importante e poderoso aprendizado. Desde 2016 nos encontramos apenas em corredores de eventos, ele sempre com várias palestras de vários temas, como as +/- 10 no último TDC POA;

Rafael Prikladnicki Temos poucos pontos de contato, mas admiro e tento seguir alguns pontos que considero chave por serem aqueles em que menos invisto, uma visão holística focada em resultados, a aglutinação de pessoas e esforços em prol de projetos e valor declarado. Um líder institucional como meu irmão mais velho, talvez não por acaso muito próximos um do outro.

Eduardo Peres Passei a seguir em 2011 por ser um agilista realista e pragmático. Temos opiniões firmes sobre as coisas, as vezes só parcialmente convergentes no que mais interessa, o que acaba nos aproximando. Disse a ele que queria vir para a DB em Julho/2013, em 2014 me chamou para fazer o que faço – ajudar empresas a adotar Agile, energizar equipes e apoiar o uso de boas práticas.

Fabio Cruz  Em uma palestra que fiz em 2012 em SC conheci sua abordagem que SCRUM e PMBOK devem co-existir em grandes empresas. Desde então me vi prestando consultorias sob esta abordagem, na coexistência entre governança, escritórios de projetos e métodos ágeis. A solução não é abandonar tudo, menos ainda guilhotinar GP’s, mas agilizar e resignificar o que eles já tem de melhor.

Nesta estrada, li muitos posts e troquei várias mensagens e aprendizados do Abu Samra Rahal e seu blog desde 2009, o grande Vitor Massari pela vitalidade de quem dissemina por livros, cursos e vídeos sua abordagem de Agile e híbridos (nossas trend talks ganharam juntas o Troféu Luca Bastos no Agile Trends 2016), Alejandro Olchik é um daqueles caras que me influenciam indiretamente, interagimos relativamente pouco, mas sempre curto posts, approach e domínio.

Juntos somos mais

Tenho muitos gurus e bruxos, é um traço da minha personalidade, admiro quem possue empatia e compartilha, no TecnoTalks eu seria injusto se listasse alguém, pois a cada ano dezenas de pessoas especiais cruzaram meu caminho, se uniram para fazer grandes eventos, onde o conhecimento adquirido foi o ganho menos intenso em meio a tanto networking, energia, confidencias, sonhos e realizações.

Do trabalho, até hoje tenho grandes mentores e amigos, do tempo de ADP Brasil, no Grupo RBS, na DBServer e em tantos projetos de que participo, muitos nem tenho proximidade ou frequencia, mesmo assim é com grande prazer que nos encontramos esporadicamente, quando atualizamos notícias além daquelas que o Facebook facilita … sempre com um sorriso e boas energias.

Por ser gente como a gente e estarem tão próximos, de forma a permitir trocas em um café, almoço, durante um evento, as coisas mudam, as pessoas se mudam, trocam de empresa, cidade, estado e país. Nos afastamos, mas mantemos contatos pela rede, pelo menos acompanhando o que de legal acontece com cada um, mas a vida nos aproxima de outros e outros, a cada momento por semelhanças ou ideais.

Tenha parceiros de viagem, siga seus bruxos, assim nos desafiamos e sempre nos divertimos mais quando bem acompanhados. Só não faça isso por decreto ou interesse, não funciona, faça de coração, porque juntos somos mais.

Último post de férias – A Nova Economia não é colaborativa nem sustentável

Na falsa globalização promovida pelos formadores de opinião, se por um lado gera pequenas bolhas de inovação e sucesso, esbarram em uma economia arcaica, com muita burocracia, jeitinhos e barreiras. No geral, mundo afora, a Nova Economia nada tem de colaborativa, é para os grandes, está mais para engôdo oportunista, marketeira para a maioria. Você pode dizer que alguns dão certo, sim, alguns sempre deram certo, desde o tempo de Roma.

Há anos posto sobre a grande variedade de gurus, eventos colaborativos, sustentáveis, a cada novo player que entra no rentável mercado de inovação macunaíma trazendo no portfólio mais do mesmo por um custo acessível, afinal, fizeram um curso na sede da IDEO. Gosto de repetir o mantra do Lord Becket – “É só um bom negócio!” que percebeu que queremos e pagamos por “mágica”, como bons brasileiros gostamos de receitas prontas em inglês, sem discutir ou entender.

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No Brasil e países de terceiro mundo, a inovação, empreendedorismo e economia colaborativa virou um grande negócio com muita buzzword e factóides, com pouco diferencial econômico e social. Inovação no Brasil gera muitos prêmios nacionais e internacionais, notícias e 15 minutos de fama. Tem muita gente ganhando com visitas ao Vale do Silício, cursos e eventos chancelados, mas com muito pouco resultado na bagagem, quer em produto, serviço ou patentes.

Estamos falando de muito dinheiro público (e algum privado), muito financiamento, isenções e projetos nas páginas de jornal. Sempre alerto aos jovens para tomarem cuidado com a máquina de purpurina e moagem do universo de inovação brasileiro, porque ao deixar se levar, vai parar nas páginas de jornais, revistas, palestras, eventos, para após alguns anos cair na real, cilada.

Tem muita gente ganhando dinheiro, criando modelos de aceleração, incubação, mentoria, coach, tem muitos espaços coloridos e divertidos para se fotografar, cursos variados de “auto-ajuda” dizendo que você é o máximo, com purpurina, holofotes, microfones. Isso até incentiva, mas precisamos estar atentos a cada passo, sonhar nessa seara é sinônimo de trabalho duro correndo contra o tempo.

Cases sintomáticos da Nova Economia

A nova economia colaborativa globalizada mundial é mais do mesmo com uma roupagem brilhante e conectada, nosso objetivo deveria ser trabalhar duro para tirar algum proveito ao invés de se deixar levar e entregar o ouro sem resistência. Pior que sem resistência é não ter opinião, é repetir pseudos-mantras, como crianças após assistir uma propaganda ou novo programa de TV.

Relato #1 – A China utilizou todo seu parque fabril, lastreado em um mercado altamente regulado pelo governo e carência absoluta de leis trabalhistas, para ganhar de assalto o mercado mundial de produção de bens. Há décadas a opção Chinesa de matriz semi-escravagista reduz custos de produção e gera uma chino-dependência ocidental, comprometendo mercados, empresas e trabalhadores.

Relato #2 – No mestrado discutimos empreendedorismo através do caso de uma rede de supermercados que entrou em um pequeno país asiático e rapidamente espalhou-se, atraindo clientes que antes se utilizavam de uma cultura baseada em pequenos mercadinhos de quadra, como na frança. Este case de sucesso acabou por decretar o fechamento de centenas de pequenos negócios familiares.

Relato #3 – Serviços incensados baseados em intermediação como o Uber aproveita lacunas e defasagem sociais, gerando remuneração sem contrapartida real além do uso por conveniência de aplicativos de integração de serviços. Um mau negócio para o motorista (-25%) que está desempregado e precisa, mas uma redução de custo para o cliente que está a merce de cartéis, máfias e corrupção.

Relato #4 – Há uma profusão de sites e apps que se (auto)promovem à economia colaborativa mundial, sempre intermediando pessoas que com frequência estão ao seu lado, mas por preguiça, desconfiança, segurança, legitimidade, etc, preferimos ficar em casa e pagar uma justa taxa de X% como comissão a alguém que está do outro lado do mundo que percebeu “seus” motivadores para o bem “dele”.

Relato #5 – A maioria muito pouco participa ou ajuda instituições sérias, mas postam no Face a ida no McDia Feliz, sabem que não é saudável, mas levam os filhos e amiguinhos para fazer o que a propaganda diz ser bom. Isso é um exemplo sintomático da nova economia colaborativa mundial, você precisa gastar dinheiro com o McDonalds para ajudar a instituição que fica a 1Km de sua casa.

Conclusão

A Nova Economia mundial, colaborativa e compartilhada ainda é uma grande mentira que só faz concentrar ainda mais a riqueza e benefícios baseada em premissas de igualdade e globalização que não existem. É como comparar a Black Friday em países de primeiro mundo e aqui nos trópicos, é comparar as propostas e postura do Shark Tank americano e brasileiro, é comparar os mecanismos de legitimidade, legalidade e resultados da política lá e cá.

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O que está acontecendo desde a virada do século, na prática, é a criação de uma névoa por formadores de opinião que se beneficiam tanto financeiramente quanto institucionalmente em fazer muito barulho, como tudo o mais no Brasil, desde o Eike Batista aos indicadores nacionais, mentiras sociais ou de inovação.

Quem diz e ganha para ajudar preocupa-se mais com a visibilidade e com os aportes, enquanto isso, muitas oportunidades e carreiras são postergadas ou jogadas fora em meio a purpurina, boas ideias são desperdiçadas, há muita preocupação com a forma e pouca com o resultado, é preciso acordar, para não desperdiçar anos … não se iluda, alguém vai ganhar na sua perda, fique ligado!

Use o sistema e deixe-se usar SOB CONTROLE, sempre atento à realidade que o cerca, um olho no gato e outro no peixe, para trabalhar de forma a contornar, mitigar e seguir em frente, cercar-se de pessoas que possuem o mesmo objetivo. A economia colaborativa está a seu entorno, são pessoas, mentes criativas, colaborativas, comunidades de prática, … não terceirize o que você vai pensar, tenha parceiros e planos, MAS SEMPRE PENSE POR VOCÊ MESMO!

Post de férias – Estamos perdendo uma geração de talentos

O Brasil sempre foi terreno fértil para exportação de talentos, levas de brasileiros descontentes com a vida na republiqueta Macunaíma migram de bom grado para gerar riquezas mundo afora. Nas últimas décadas isso se transformou em êxodo.

Nos últimos anos, enquanto a política e economia brasileira degradam mais e mais, milhares de jovens talentosos migraram atrás de uma vida melhor, oferecendo seu intelecto e ideias a empresas no Canadá, Austrália, UE, EUA, Asia.

Fluxos migratórios fazem parte da saga humana, mas enquanto países de primeiro mundo possuem planos de atração, o Brasil não tem sequer a dignidade de ter um plano de retenção de talentos, estamos definhando intelectualmente por inépcia política, cidades sem segurança, saúde precária, educação ridícula.

“O gigante não está adormecido, ele está em coma induzido pela sua casta política e lideranças sanguessugas!”

Programas seletivos de migração

O Canadá e Oceania são ícones nesta atração … há décadas estão de braços abertos, atraindo profissionais em áreas de interesse a contribuírem em troca de fixarem residência em uma sociedade mais estável e crescente ao invés de uma insegura e imprevisível como a brasileira.

Meus sobrinhos estão radicados na Inglaterra e Alemanha, minha filha já passou meio ano na Europa e retornou só porque não tem dupla cidadania, postergando sua migração para depois de formada. Na minha timeline no Face, dezenas de amigos mundo afora, em 2016 o que mais atraiu é a Irlanda, Dublin.

Enquanto isso, aqui temos falta de segurança, burocracia, corrupção, uma política 100% contaminada onde a direita e a esquerda só querem encher a guaiaca e quanto mais perdermos gente que pensa melhor. É mais fácil “liderar” e roubar ignorantes … Quanto pior melhor, porque assim mais eles desviam dinheiro.

Sistema de patentes

O sistema de patentes surgiu com o intuito de assegurar ao inventor a exploração de seu invento, exploração ou concessão, desde meados do século XV na Itália. O conceito assegura investimentos em invenções – Thomas Edison registrou 2.332, Henry Ford 161, a Kodak vendeu por meio bilhão 1100 de suas patentes.

Em 2012 a Organização Mundial de Propriedade Intelectual apontou o Brasil como penúltimo país em escritórios de patentes. Os EUA com mais de 2 milhões de patentes, o Japão mais de 1 milhão, o Brasil em penúltimo lugar. Me pergunto, quantos brasileiros em empresas e equipes que geram patentes lá fora?

A seguir um mapa de volumes da produção científica mundial (link):mapa-mundo-artigos-cientificos-838x419

No Brasil, todo o sistema é corrompido, é cada um por si tentando tocar o barco, a não ser que a comissão seja polpuda, porque daí é possível ver extrema “direita” e “esquerda” macunaímas juntos no guichê para receber em cash. Quem diz que isso é igual em qualquer lugar do mundo é porque é cego, envolvido ou acomodado.

Nova Economia

A globalização intensificou muito o processo de concentração intelectual e econômica, se por um lado qualquer pessoa pode competir pelo mercado mundial a partir de um link com a internet, é mais intenso e profundo no 1° mundo, protagonizado por pessoas do mundo inteiro que para lá são atraídos.

Se o primeiro mundo sempre esteve a frente na geração de riquezas, a nova economia potencializou sua penetração. Como as incensadas soluções globais como airBnB e Uber, entre outras, intermediários de serviços locais. Eu pago R$20 para usar um serviço “do” UBER, dirigido por um autônomo gaúcho em um carro de sua propriedade, que envia R$5 para o UBER.

Antigamente o primeiro mundo tinha que abrir filiais, construir fábricas, investir em escritórios, contratar, etc … na nova economia isso absolutamente não é mais necessário, um App e alguns advogados são suficientes para usar a desagregação absoluta de países com políticas autofágicas, falta de projetos sociais sérios, ausência completa de protagonismo comunitário … é dinheiro fácil!

Conclusão

Eu sempre imaginei uma economia colaborativa, baseada em relações mais abertas, sustentável em toda a amplitude de seu significado, mas o século XXI vem mostrando que a Nova Economia possui efeitos colaterais decorrentes do enorme desequilíbrio sócio-político-econômico mundial que só tem intensificado as diferenças nacionais. Se há ganhos periféricos, tangenciais, eles mascaram a migração cada vez maior de recursos e intelectos, um e outro se retroalimentando.

O Brasil não só está perdendo grande parte de uma geração talentosa por seus desmandos, corrupção e caos social, como esta ajudando a gerar patentes e riquezas do outro lado do planeta, mantendo um ciclo vicioso secular que começou com o pau-brasil e que a falta de habilidade política só faz aumentar.