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A pauta das meninas na TI inspira milhares de meninas e meninos de todas as áreas

Nos corredores do TDC POA do ano passado eu não resisti em tietar algumas das meninas mais influentes da nossa TI – Luana, Aline, Marcela, Desirée e Morvana. Metodologias ágeis, mundo maker, diferentes plataformas e tecnologias, onde cada uma sente-se a vontade para ir lá e fazer o seu melhor, aquilo que curte, que lhe faz bem, o que acaba sendo exemplo para jovens que querem fazer o mesmo … querem ser felizes fazendo aquilo que possuem talento de sobra para fazer.

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A TI nas últimas décadas transformou-se em um feudo masculino e nos últimos anos iniciou-se um movimento para mostrar para meninas que elas podem fazer a diferença, como já fizeram nos primórdios da área. Algumas das melhores profissionais que conheci em 30 anos de mercado eram meninas, analistas de sistemas, negócios e qualidade, desenvolvedoras, gerentes de projetos, etc, mesmo assim hoje ainda são minoria em empresas e equipes.

Acredito e já escrevi várias vezes sobre a força do exemplo, do espelho, de campos mórficos e da teoria da massa crítica. Quanto mais meninas despontarem em feudos onde poucas se aventuram, mais e mais desenvolverão empatia e quererão fazer o mesmo. A todos nós não cabe diferenciar, mas garantir ao máximo equidade, deixando assim que os esforços sejam recompensados.

A pauta deste post é a admiração que tenho por elas e o orgulho de conhecê-las, mas não se restringe à TI, minha cunhada é engenheira em grandes obras, minha filha está fazendo cinema, minha esposa é arquiteta e atua a 10 anos no universo Startup na Incubadora RAIAR. Não deveria ser surpresa se vou ser A, B ou C, pois cada um venho a este mundo com o desafio de descobrir onde e como mais agrega valor, ser exemplo e curtir a viagem.

No dia de hoje (21/03/2017), uma semana após a semana da mulher na TI, saiu a matéria abaixo sobre o espaço das meninas na TI. Sou professor universitário e ainda são algumas poucas a cada turma, muitas vezes intimidadas, rotuladas, com pérolas como “elas se dão melhor na área de testes” ou analistas de negócios. Em 30 anos de mercado já vi todo tipo de discriminação, assédios velados, contensão, e ainda vejo muito disso ainda.

Sobre a reportagem, a jovem, admirável e engajada Marcela Santos escreveu “Quem ta ali não é só a professora Marcela Santos, quem está ali é a a guria que quer fazer engenharia mas está com medo, a desenvolvedora que tem que colocar fone de ouvido pra não ficar ouvido piada sexista, é a gerente de projeto que ao ser incisiva em um assunto escuta um Deve estar de TPM, quem tá ali são todas as mulheres que me inspiram e que lutam essa luta comigo! LUGAR DE MULHER É ONDE ELA QUISER ESTAR!

Tenho uma filha de 19 anos e tenho um orgulho de lascar em ver meninas que dão o exemplo a ela e a outras de que é possível acreditar em ser e fazer do seu jeito. Na prática, não deveria fazer qualquer diferença o gênero, idade, credo, cor e tudo o mais para legitimar esforços para sermos nós mesmos. Lamentavelmente, o mundo não é assim, pelo contrário, há indução, imposição, discriminação e preconceito.

A alguns anos atrás, uma das melhores amigas de minha filha fez um desabafo no seu Face relatando o esgotamento e tristeza que sente em ter que aguentar assédio, insinuações, xingamentos, apenas por ser menina. Detalhe, quando ela fez o post era menor de idade, mas relatava a dificuldade em pegar ônibus, ter que escolher roupas conforme o local para não ser destratada, pois era constrangida e intimidada por homens adultos na rua e recintos.

No terceiro TecnoTalks de Janeiro deste ano discutimos a menina e sua relação com o mercado de trabalho, com frequência relações distorcidas por ações de chefes, colegas … homens. Nós criamos nossa pequena para ser o que ela quiser ser, sem induções em relação a tudo, ela é dona de si e da construção de seu futuro, mas a maioria dos pais “sem querer” ainda empurram meninos e meninas ao velho limbo, ele “audaz”, azul e “destemido”, elas “sensíveis”, rosas e “do lar”.

Todo o esforço destas meninas que são exemplo poderão gerar espelhamento em meninas que se inspirarão nelas, porém tudo isso é minimizado ou anulado se nós pais não passarmos a criar nossos filhos e filhas com maior equidade e liberdade. Cada criança vem com uma carga genética e potencialidades sem balizas, quem as coloca em uma caixa somos nós.

Na minha opinião a discussão sobre estes temas deveriam primordialmente focar principalmente na ação dos pais em gerar pessoas livres, para depois discutir empresas, hierarquia, psicopatias e tal. Esta luta é dos pais, das escolas, das empresas, do governo, é de todos – Não enquadre, pró crianças livres e criativas!

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A tempo, no dia seguinte a este post (22/03) com a arte-terapeuta Gislene Guimarães, tive o privilégio de contar com a presença das gurias da BPW Porto Alegre, uma instituição internacional que aproxima mulheres de negócios – executivas, gerentes, consultoras, empreendedoras, criativas, … que organizam eventos mensais na FNAC do Barra:

Para quem curtiu este post e não conhece as gurias e a BPW, ainda mais se for menina, fiquem ligadas – https://www.facebook.com/BPWPoA/

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Porque você é a média daqueles com quem mais interage …

É certo que todos nós temos ícones, referências, ídolos, são pessoas que você admira e pululam seu imaginário com passagens, ensinamentos, frases, artigos, etc. Eles possuem motivação humanista, religiosa, profissional, esportiva, social, política, normalmente relacionado a um aspecto relacionado a nossas vidas ou área de conhecimento e realizações de nosso interesse.

No trabalho, admiro muitas pessoas e consumo quase tudo que escrevem, acho que minhas maiores fontes são Nonaka e Takeushi (SECI, Ba, SCRUM, Estr Hipertexto, etc), alguns dos signatários do manifesto, mas tenho referências na psicologia, sociologia, ciências sociais. As vezes fico sabendo de algo legal e ao procurar acabo caindo nos mesmos mesmo sem querer.

Se ídolos e referências são importantes, imagina nossos gurus

Mas também temos nossos guias, bruxos, gurus, aqueles com quem interagimos e que de alguma forma nos desafiam a sermos hoje melhores que ontem, que nos instigam a querer ir além em nossas crenças, ideais e ideias. Tudo bem curtir Einstein, mas melhor ainda é ler sobre Einstein e curtir um ser vivo real e acessível a quem possa fazer uma pergunta, debater uma ideia, gerar empatia.

Acho engraçado quando alguém me diz que não tem ninguém perto que lhe seja exemplo a ser seguido. Se quer ser cientista da NASA, mesmo assim há mestres aqui no observatório da UFRGS, no clube de ciências da PUCRS, em projetos de engenharia, exemplos de dedicação, conhecimento, eu desconfio de quem só admira alguém que esteja a mais de 5 mil Km de distância … tenho pena deles!

O que digo para meus alunos e jovens com quem interajo é que fiquem ligados em suas referências próximas, interagindo com aqueles professores que admira, colegas com quem possua afinidade, aproximando-se de profissionais e pessoas que possuem seu respeito. No caso do ecossistema PUCRS-TecnoPUC, o difícil é escolher, no meu caso, não escolho, me aproximo de todos que me dão brecha.

Claro que tenho ícones a quem sigo em posts e artigos, leio seus livros, mas principalmente tenho muitos gurus, em sua maioria gaúchos ou radicados aqui. Admiração é uma palavra que não exprime a empatia e o desejo de aprender a cada interação, mesmo que tangencial. Assisti dezenas de eventos em que meus rumos alteraram pela proximidade a pessoas especiais naquele momento:

Luiz Cláudio Parzianello Aprendo a cada interação com ele sobre diferentes abordagens para discutir Business, estratégia, modelagem, sob um prisma Lean. Impossível eu fazer uma palestra ou treinamento sem citá-lo em frases que considero antológicas, como “Se cada um fizer a SUA parte, não vai dar certo!” de 2011 no segundo andar da Érico 400 e tantas outras;

Paulo Caroli Um dos seres humanos mais incríveis que já conheci, um exemplo a ser seguido como pessoa, pai, profissional e formador de opinião, o sigo desde 2011 e mesmo em uma troca de mensagens eu aprendo algo para minha vida. Minha atuação tem um contexto completamente diferente do da TW, mesmo assim, tento de alguma forma seguir seus ensinamentos;

Daniel Wildt Aprendi muito com ele em 2011, 2012 e 2013, devo muito do que sou hoje a aqueles anos em seus workshops, facilitações e exemplos, sempre pouco formais, muito lastreadas em empatia, firmaram-se como importante e poderoso aprendizado. Desde 2016 nos encontramos apenas em corredores de eventos, ele sempre com várias palestras de vários temas, como as +/- 10 no último TDC POA;

Rafael Prikladnicki Temos poucos pontos de contato, mas admiro e tento seguir alguns pontos que considero chave por serem aqueles em que menos invisto, uma visão holística focada em resultados, a aglutinação de pessoas e esforços em prol de projetos e valor declarado. Um líder institucional como meu irmão mais velho, talvez não por acaso muito próximos um do outro.

Eduardo Peres Passei a seguir em 2011 por ser um agilista realista e pragmático. Temos opiniões firmes sobre as coisas, as vezes só parcialmente convergentes no que mais interessa, o que acaba nos aproximando. Disse a ele que queria vir para a DB em Julho/2013, em 2014 me chamou para fazer o que faço – ajudar empresas a adotar Agile, energizar equipes e apoiar o uso de boas práticas.

Fabio Cruz  Em uma palestra que fiz em 2012 em SC conheci sua abordagem que SCRUM e PMBOK devem co-existir em grandes empresas. Desde então me vi prestando consultorias sob esta abordagem, na coexistência entre governança, escritórios de projetos e métodos ágeis. A solução não é abandonar tudo, menos ainda guilhotinar GP’s, mas agilizar e resignificar o que eles já tem de melhor.

Nesta estrada, li muitos posts e troquei várias mensagens e aprendizados do Abu Samra Rahal e seu blog desde 2009, o grande Vitor Massari pela vitalidade de quem dissemina por livros, cursos e vídeos sua abordagem de Agile e híbridos (nossas trend talks ganharam juntas o Troféu Luca Bastos no Agile Trends 2016), Alejandro Olchik é um daqueles caras que me influenciam indiretamente, interagimos relativamente pouco, mas sempre curto posts, approach e domínio.

Juntos somos mais

Tenho muitos gurus e bruxos, é um traço da minha personalidade, admiro quem possue empatia e compartilha, no TecnoTalks eu seria injusto se listasse alguém, pois a cada ano dezenas de pessoas especiais cruzaram meu caminho, se uniram para fazer grandes eventos, onde o conhecimento adquirido foi o ganho menos intenso em meio a tanto networking, energia, confidencias, sonhos e realizações.

Do trabalho, até hoje tenho grandes mentores e amigos, do tempo de ADP Brasil, no Grupo RBS, na DBServer e em tantos projetos de que participo, muitos nem tenho proximidade ou frequencia, mesmo assim é com grande prazer que nos encontramos esporadicamente, quando atualizamos notícias além daquelas que o Facebook facilita … sempre com um sorriso e boas energias.

Por ser gente como a gente e estarem tão próximos, de forma a permitir trocas em um café, almoço, durante um evento, as coisas mudam, as pessoas se mudam, trocam de empresa, cidade, estado e país. Nos afastamos, mas mantemos contatos pela rede, pelo menos acompanhando o que de legal acontece com cada um, mas a vida nos aproxima de outros e outros, a cada momento por semelhanças ou ideais.

Tenha parceiros de viagem, siga seus bruxos, assim nos desafiamos e sempre nos divertimos mais quando bem acompanhados. Só não faça isso por decreto ou interesse, não funciona, faça de coração, porque juntos somos mais.

Último post de férias – A Nova Economia não é colaborativa nem sustentável

Na falsa globalização promovida pelos formadores de opinião, se por um lado gera pequenas bolhas de inovação e sucesso, esbarram em uma economia arcaica, com muita burocracia, jeitinhos e barreiras. No geral, mundo afora, a Nova Economia nada tem de colaborativa, é para os grandes, está mais para engôdo oportunista, marketeira para a maioria. Você pode dizer que alguns dão certo, sim, alguns sempre deram certo, desde o tempo de Roma.

Há anos posto sobre a grande variedade de gurus, eventos colaborativos, sustentáveis, a cada novo player que entra no rentável mercado de inovação macunaíma trazendo no portfólio mais do mesmo por um custo acessível, afinal, fizeram um curso na sede da IDEO. Gosto de repetir o mantra do Lord Becket – “É só um bom negócio!” que percebeu que queremos e pagamos por “mágica”, como bons brasileiros gostamos de receitas prontas em inglês, sem discutir ou entender.

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No Brasil e países de terceiro mundo, a inovação, empreendedorismo e economia colaborativa virou um grande negócio com muita buzzword e factóides, com pouco diferencial econômico e social. Inovação no Brasil gera muitos prêmios nacionais e internacionais, notícias e 15 minutos de fama. Tem muita gente ganhando com visitas ao Vale do Silício, cursos e eventos chancelados, mas com muito pouco resultado na bagagem, quer em produto, serviço ou patentes.

Estamos falando de muito dinheiro público (e algum privado), muito financiamento, isenções e projetos nas páginas de jornal. Sempre alerto aos jovens para tomarem cuidado com a máquina de purpurina e moagem do universo de inovação brasileiro, porque ao deixar se levar, vai parar nas páginas de jornais, revistas, palestras, eventos, para após alguns anos cair na real, cilada.

Tem muita gente ganhando dinheiro, criando modelos de aceleração, incubação, mentoria, coach, tem muitos espaços coloridos e divertidos para se fotografar, cursos variados de “auto-ajuda” dizendo que você é o máximo, com purpurina, holofotes, microfones. Isso até incentiva, mas precisamos estar atentos a cada passo, sonhar nessa seara é sinônimo de trabalho duro correndo contra o tempo.

Cases sintomáticos da Nova Economia

A nova economia colaborativa globalizada mundial é mais do mesmo com uma roupagem brilhante e conectada, nosso objetivo deveria ser trabalhar duro para tirar algum proveito ao invés de se deixar levar e entregar o ouro sem resistência. Pior que sem resistência é não ter opinião, é repetir pseudos-mantras, como crianças após assistir uma propaganda ou novo programa de TV.

Relato #1 – A China utilizou todo seu parque fabril, lastreado em um mercado altamente regulado pelo governo e carência absoluta de leis trabalhistas, para ganhar de assalto o mercado mundial de produção de bens. Há décadas a opção Chinesa de matriz semi-escravagista reduz custos de produção e gera uma chino-dependência ocidental, comprometendo mercados, empresas e trabalhadores.

Relato #2 – No mestrado discutimos empreendedorismo através do caso de uma rede de supermercados que entrou em um pequeno país asiático e rapidamente espalhou-se, atraindo clientes que antes se utilizavam de uma cultura baseada em pequenos mercadinhos de quadra, como na frança. Este case de sucesso acabou por decretar o fechamento de centenas de pequenos negócios familiares.

Relato #3 – Serviços incensados baseados em intermediação como o Uber aproveita lacunas e defasagem sociais, gerando remuneração sem contrapartida real além do uso por conveniência de aplicativos de integração de serviços. Um mau negócio para o motorista (-25%) que está desempregado e precisa, mas uma redução de custo para o cliente que está a merce de cartéis, máfias e corrupção.

Relato #4 – Há uma profusão de sites e apps que se (auto)promovem à economia colaborativa mundial, sempre intermediando pessoas que com frequência estão ao seu lado, mas por preguiça, desconfiança, segurança, legitimidade, etc, preferimos ficar em casa e pagar uma justa taxa de X% como comissão a alguém que está do outro lado do mundo que percebeu “seus” motivadores para o bem “dele”.

Relato #5 – A maioria muito pouco participa ou ajuda instituições sérias, mas postam no Face a ida no McDia Feliz, sabem que não é saudável, mas levam os filhos e amiguinhos para fazer o que a propaganda diz ser bom. Isso é um exemplo sintomático da nova economia colaborativa mundial, você precisa gastar dinheiro com o McDonalds para ajudar a instituição que fica a 1Km de sua casa.

Conclusão

A Nova Economia mundial, colaborativa e compartilhada ainda é uma grande mentira que só faz concentrar ainda mais a riqueza e benefícios baseada em premissas de igualdade e globalização que não existem. É como comparar a Black Friday em países de primeiro mundo e aqui nos trópicos, é comparar as propostas e postura do Shark Tank americano e brasileiro, é comparar os mecanismos de legitimidade, legalidade e resultados da política lá e cá.

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O que está acontecendo desde a virada do século, na prática, é a criação de uma névoa por formadores de opinião que se beneficiam tanto financeiramente quanto institucionalmente em fazer muito barulho, como tudo o mais no Brasil, desde o Eike Batista aos indicadores nacionais, mentiras sociais ou de inovação.

Quem diz e ganha para ajudar preocupa-se mais com a visibilidade e com os aportes, enquanto isso, muitas oportunidades e carreiras são postergadas ou jogadas fora em meio a purpurina, boas ideias são desperdiçadas, há muita preocupação com a forma e pouca com o resultado, é preciso acordar, para não desperdiçar anos … não se iluda, alguém vai ganhar na sua perda, fique ligado!

Use o sistema e deixe-se usar SOB CONTROLE, sempre atento à realidade que o cerca, um olho no gato e outro no peixe, para trabalhar de forma a contornar, mitigar e seguir em frente, cercar-se de pessoas que possuem o mesmo objetivo. A economia colaborativa está a seu entorno, são pessoas, mentes criativas, colaborativas, comunidades de prática, … não terceirize o que você vai pensar, tenha parceiros e planos, MAS SEMPRE PENSE POR VOCÊ MESMO!

Post de férias – Estamos perdendo uma geração de talentos

O Brasil sempre foi terreno fértil para exportação de talentos, levas de brasileiros descontentes com a vida na republiqueta Macunaíma migram de bom grado para gerar riquezas mundo afora. Nas últimas décadas isso se transformou em êxodo.

Nos últimos anos, enquanto a política e economia brasileira degradam mais e mais, milhares de jovens talentosos migraram atrás de uma vida melhor, oferecendo seu intelecto e ideias a empresas no Canadá, Austrália, UE, EUA, Asia.

Fluxos migratórios fazem parte da saga humana, mas enquanto países de primeiro mundo possuem planos de atração, o Brasil não tem sequer a dignidade de ter um plano de retenção de talentos, estamos definhando intelectualmente por inépcia política, cidades sem segurança, saúde precária, educação ridícula.

“O gigante não está adormecido, ele está em coma induzido pela sua casta política e lideranças sanguessugas!”

Programas seletivos de migração

O Canadá e Oceania são ícones nesta atração … há décadas estão de braços abertos, atraindo profissionais em áreas de interesse a contribuírem em troca de fixarem residência em uma sociedade mais estável e crescente ao invés de uma insegura e imprevisível como a brasileira.

Meus sobrinhos estão radicados na Inglaterra e Alemanha, minha filha já passou meio ano na Europa e retornou só porque não tem dupla cidadania, postergando sua migração para depois de formada. Na minha timeline no Face, dezenas de amigos mundo afora, em 2016 o que mais atraiu é a Irlanda, Dublin.

Enquanto isso, aqui temos falta de segurança, burocracia, corrupção, uma política 100% contaminada onde a direita e a esquerda só querem encher a guaiaca e quanto mais perdermos gente que pensa melhor. É mais fácil “liderar” e roubar ignorantes … Quanto pior melhor, porque assim mais eles desviam dinheiro.

Sistema de patentes

O sistema de patentes surgiu com o intuito de assegurar ao inventor a exploração de seu invento, exploração ou concessão, desde meados do século XV na Itália. O conceito assegura investimentos em invenções – Thomas Edison registrou 2.332, Henry Ford 161, a Kodak vendeu por meio bilhão 1100 de suas patentes.

Em 2012 a Organização Mundial de Propriedade Intelectual apontou o Brasil como penúltimo país em escritórios de patentes. Os EUA com mais de 2 milhões de patentes, o Japão mais de 1 milhão, o Brasil em penúltimo lugar. Me pergunto, quantos brasileiros em empresas e equipes que geram patentes lá fora?

A seguir um mapa de volumes da produção científica mundial (link):mapa-mundo-artigos-cientificos-838x419

No Brasil, todo o sistema é corrompido, é cada um por si tentando tocar o barco, a não ser que a comissão seja polpuda, porque daí é possível ver extrema “direita” e “esquerda” macunaímas juntos no guichê para receber em cash. Quem diz que isso é igual em qualquer lugar do mundo é porque é cego, envolvido ou acomodado.

Nova Economia

A globalização intensificou muito o processo de concentração intelectual e econômica, se por um lado qualquer pessoa pode competir pelo mercado mundial a partir de um link com a internet, é mais intenso e profundo no 1° mundo, protagonizado por pessoas do mundo inteiro que para lá são atraídos.

Se o primeiro mundo sempre esteve a frente na geração de riquezas, a nova economia potencializou sua penetração. Como as incensadas soluções globais como airBnB e Uber, entre outras, intermediários de serviços locais. Eu pago R$20 para usar um serviço “do” UBER, dirigido por um autônomo gaúcho em um carro de sua propriedade, que envia R$5 para o UBER.

Antigamente o primeiro mundo tinha que abrir filiais, construir fábricas, investir em escritórios, contratar, etc … na nova economia isso absolutamente não é mais necessário, um App e alguns advogados são suficientes para usar a desagregação absoluta de países com políticas autofágicas, falta de projetos sociais sérios, ausência completa de protagonismo comunitário … é dinheiro fácil!

Conclusão

Eu sempre imaginei uma economia colaborativa, baseada em relações mais abertas, sustentável em toda a amplitude de seu significado, mas o século XXI vem mostrando que a Nova Economia possui efeitos colaterais decorrentes do enorme desequilíbrio sócio-político-econômico mundial que só tem intensificado as diferenças nacionais. Se há ganhos periféricos, tangenciais, eles mascaram a migração cada vez maior de recursos e intelectos, um e outro se retroalimentando.

O Brasil não só está perdendo grande parte de uma geração talentosa por seus desmandos, corrupção e caos social, como esta ajudando a gerar patentes e riquezas do outro lado do planeta, mantendo um ciclo vicioso secular que começou com o pau-brasil e que a falta de habilidade política só faz aumentar.

PMBOK e Agile – Quem mexeu no meu queijo?

O lançamento da 6ª edição do guia PMBOK entrará para a história como um marco, pois traduziu uma postura eclética imposta pelo mercado e profissionais contra o Taboo de que gerenciamento de projetos é uma coisa e métodos ágeis para gerenciamento de projetos, como SCRUM, são outra.

Vaticínio: “Em alguns anos ninguém vai perguntar se você é PMBOK ou Agile, eles vão perguntar se você gerencia bem seus projetos, se há desperdício ou sinergia na geração de valor às partes!”

Reflita comigo, o PMI foi criado em 1969, apenas quinze anos depois começaram a pipocar práticas, técnicas e métodos chamados inicialmente de lightwave, batizados de Ágeis em 2001. O artigo seminal do SCRUM foi “The new new product development game” de T&N na Harward Business Review em 1986.

Na minha visão, um grande acelerador desta quebra de barreiras com certeza foi o lançamento dos conceitos de Pace Layered e TI-Bi Modal pelo Gartner, que desde então acelerou a inserção de métodos e práticas ágeis nas grandes empresas e corporações, antes dominadas por processos hierarquizados e preditivos.

Meta: “Atrair e reter talentos, com empatia e sinergia, gerando valor em equidade, de forma que empresa, fornecedor e cliente, tanto quanto seus integrantes, cresçam e melhorem continuamente!”

Convergindo à isso, no início deste século era difícil imaginar grandes eventos do PMI com grandes palestras sobre Agile, mas no início dos anos 10 deste século passei a ver grandes agilistas passarem a frequentar os grandes eventos do PMI, bem como grandes nomes do PMI começarem a se aproximar da comunidade ágil.

Acredito que muito em breve deixará de existir o monopólio dos GP’s ditos tradicionais versus Agilistas, isto ao mesmo tempo é inspirador e curioso, porque estamos falando de cifras na faixa dos bilhões de dólares em cursos oficiais (PMBOK, Scrum Alliance, Scrum Org, etc), certificações e consultorias.

Aos que acreditam que sua metodologia ou processo é sagrado, quase uma religião onde os “outros” ou mudanças no seu Be-a-Ba são profanos, muito em breve terão que mudar suas posturas e atitudes. Haverá sempre espaço para os xiitas, mas o futuro organizacional será iterativo-incremental-articulado, evolutivo, adaptativo.

Foco: “Sentar-se a mesa em uma organização, antecipar e promover mudanças no sentido certo é mais importante que a intensidade e profundidade! Se não pode mudar tudo, faça algo, fazer nada não é opção!”

Muitas empresas e profissionais já perceberam que “mexeram no queijo delas“, negar iniciativas de experimentação de técnicas em qualquer escala é negar os benefícios que eles trazem às pessoas e empresas. Eu acredito que dado o primeiro passo, percebido os primeiros ganhos, a tendência é dar o próximo, um a um.

Quem mexeu no meu queijo?

Em Setembro de 1998 Spencer Johnson lançou o livro “Quem mexeu no meu queijo?” – uma parábola sobre adaptar-se às mudança, pela história de quatro personagens pequeninos acomodados ou pró-ativos em relação ao seu estoque de queijo. Um best seller que discutiu acomodação, adaptação e antecipação.

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Lembra um pouco o conceito de exploration x exploitation, escancarando os principais motivos pelo qual muitas empresas líderes de um mercado em determinado momento, faliram após anos comendo queijo, acomodados na sua liderança, vendo o queijo acabar pouco a pouco e não fazendo nada.

Momento: “Vivemos uma era de inovações, oportunidades em meio a crises continentais, profissionais Millenials, revoluções tecnológicas sem precedentes. Pequenas startups com um link concorrendo com corporações!”

Muitos profissionais, assim como empresas, se utilizam de técnicas obsoletas para tentar perpetuar-se de forma sintética, em busca de sobrevida ao seu negócio, mas não trabalhando para reinventar-se, encontrar o próximo estoque de “queijo”, preferem tentar impor, reclamar, culpar, apenas postergando o inevitável.

Especialmente em períodos de crise, a experimentação voluntária ou pressionada na procura de métodos, técnicas e boas práticas que gerem antecipação, pertença e melhores resultados é benéfico a todos, empresa e profissionais. Conquistado os primeiros ganhos, a tendência é retrospectivas trazerem ao natural os próximos.

Defendo que mesmo a empresa não acreditando, se uma equipe praticar o que está ao seu alcance, como daily e ciclos com retrospectivas, só isto já gerará ganhos na redução do stress, aumento da auto-organização, melhorias dos resultados. Se isso for verdade, ao natural quererão experimentar mais e mais.

Bem-vinda a edição 6, a considero um marco em um processo irreversível de convergência metodológica que defendo a anos nos meus posts. Compartilho a seguir um link da PMTECH, um artigo do Mauro Sotille sobre o que muda na edição 6, com um parágrafo em especial sobre “queijos” ágeis:

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Teço elogios a iniciativa da TI-BiModal do Gartner neste mesmo sentido, de quebrar o gelo, abrir estradas, porque muitas vezes o mais difícil é dar o primeiro passo, perder o medo. Acredito muito em uma frase do Juan Bernabó, keynote no Agile Brazil de 2016 – “Esperemos que as retrospectivas façam seu trabalho!”

O risco do erro errado!

Acho que muitos não conseguem entender minha abordagem, mas alerto para um bordão que se perdeu, nada tem dos seus princípios. Não estou questionando Lean Startup, Agile, Design Thinking, apenas alertando que muita gente já esqueceu o porque é bom, se deixa levar pela ribalta ou ganha com isso – Errar é bom | Errar rápido | Não ter medo de errar!

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Cuidado com o Go Horse, é pangaré mas pode te atropelar! 😦

Errar é bom, mas é preciso APRENDER com nossos erros, evitar voltar a cometê-los, gerar lições aprendidas e melhoria contínua;

Errar é bom, mas há o aprendizado VICÁRIO de Bandura, aprendemos com nossos erros tanto quanto com os erros e aprendizados dos outros;

Errar é bom, mas não é nosso OBJETIVO primaz, é preciso lembrar que o bom é inimigo do ótimo, distinguir ideal, destemor e insanidade;

Errar é bom, sem GLAMOUR, é melhor um negócio andando pra frente que boas palestras, artigos na mídia e entrevistas, a não ser que você viva disso;

Errar é bom, mas cuidado para não se PERDER nesta perspectiva e acabam vendo o tempo passar, o dinheiro acabar e um classificados a sua frente;

Errar é bom, mas é papel do cliente e do líder QUESTIONAR o erro, ficar quieto e aceitar só porque errar é bom é sinal de perdulariedade;

Errar é bom, mas as vezes não PODEMOS errar, as vezes precisamos puxar para nós o senso de responsabilidade para atingir o resultado necessário.

Se ainda não entendeu se sou contra ou a favor do Errar é bom | Errar rápido | Não ter medo de errar … então sugiro mudarmos de assunto, porque há preconceitos outros implícitos na sua leitura e só uma conversa téte-a-téte para resolver, talvez comendo um açaí ali no Canal Café.

Se rolar o Açaí, vou trazer Argyris com aprendizado organizacional em single e double loop, podemos falar de Exploration x Exploitation, quem sabe enveredar um tanto sobre Senge e a quinta disciplina, Bossidy e Charan e a quarta disciplina, podemos falar Curva de Tuckman e finalmente sobre equipes auto-organizadas, Kaizen e as bases Poka-Yoke de Taiichi Ohno.

Há análises com as quais compartilho minhas dúvidas relativas a quantos bons negócios, produtos rentáveis e serviços de qualidade estão sendo jogados no lixo por uma geração de startups que priorizam mais a ribalta, purpurina, palestras e mídia que business.

Se errar é bom, acertar melhor ainda!

Muita gente usa esse e outros bordões da nova economia para ganhar visibilidade … e dinheiro, não só atuando como coach, em cursos e palestras, mas publicidade de graça. Eu sou um utilitarista, quero mais discutir planejamento, execução e se possível sucesso!

Acho que os princípios e lições do Lean, Lean Startup, Design Thinking, Agile, … se perderam no meio de uma engrenagem criada aleatoriamente por milhões de coachs mundo afora, tem em cada esquina e a cada curso de final de semana são formados mais algumas dezenas. Com meia dúzia de frases de efeito, auto-ajuda eficiente e um bom tanto de PNL, todos se sentem melhor e satisfeitos, felizes até com muito desperdício, erros, falhas, bugs, destratos, falências, etc … tudo isso em meio a muitos eventos, holofotes, purpurina, salamaleques e tudo o que a nova ordem trouxe junto na garupa … nada demais, é apenas a lei da oferta e procura!

Nas corporações, a deturpação dos princípios Lean e Agile arrisca estabelecer micro-culturas passivas, resignadas, afastando implantações sérias em grandes empresas, que acabam mantendo muito do comando-controle. Muitos profissionais e equipes querem liberdade sem uma quota proporcional de responsabilidade, que exije auto-conhecimento, auto-diagnóstico e auto-gerenciamento … senão, acaba mesmo precisando de grandes doses de hierarquia e controle.

19/01 – TTalks – Planejamento de Carreiras

Uma noite para fechar três dias de auto-conhecimento, conceitos, mercado e debates com muita energia. Uma nova parceria, o Canal Café (canalcafebrasil) nos acolheu em um ambiente descontraído, divertido, todo envidraçado e com uma vibe muito legal! Experimentamos o deck superior, o da frente e o salão principal, sempre com 25% de desconto nas bebidas.

A Ofitio (http://ofitio.com.br) proporcionou um kit individual com bloco de notas, folhas A3 e caneta para cada participante. Novamente contamos com a parceria TecnoPUC e RAIAR, Rui Jung Neto e Leandro Bento Pompermaier, que pré-autorizaram a entrada de todos os participantes caso chovesse ou fosse necessário, deixando abertas as portas e os espaços da incubadora.

O apoio é essencial para facilitar algum material se necessário e coffee-break quando possível, porque enquanto CoP auto-organizada, sem apelo comercial, 100% gratuitos, por convicção não temos caixa e por isso curtimos uma parceria, como recentemente a VaiDarBolo e a DogoLouco \o/

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Quais profissões estão em alta no mercado em 2017

Dilamar Sales – linkedin.com/in/dilamar-silva-sales – Ela falou sobre uma matéria da revista Amanhã com as 15 carreiras em destaque para 2017 (as-15-profissoes-que-devem-estar-em-alta-neste-ano), um aquece para a oficina de Business Model You que iria rolar no final da noite.

Oficina de Planejamento de Carreiras

Karina Kohl – https://www.linkedin.com/in/karinakohl/
Alexandre Silva – https://www.facebook.com/omateador
Jorge Audy – https://br.linkedin.com/in/jorge-audy-729b662
Leticia Garcia – 
https://www.linkedin.com/in/leticia-silva-garcia-a4963666/

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Fizemos provocações e a galera construiu quadros com postits sobre projetos de vida, carreiras, empresas e conhecimentos Apresentamos Roda da Vida, Matriz SWOT ou FOFA, Janela de Johari e CHAx5, para então apresentarmos e construirmos individualmente o Business Model You de cada um, contando com os facilitadores na ajuda para entender seus campos e preenchimento.

Um ano que começa com o pé direito e tudo indica que em Março teremos um evento sobre Marketing Digital, pois várias pessoas presentes tinham conteúdos e interesse sobre este tema para 2017 … não perdemos por esperar, até breve! 🙂