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14/06/17 – 1° Scrum Day Brasil, pela Scrum.org

Dá uma navegada no site da SCRUM.ORG e na página do Scrum Day 2017, porque será um momento histórico, primeiro grande evento organizado pela Scrum.Org no Brasil, em grande estilo … dedicado ao método ágil mais utilizado no mundo.

Um grande time de especialistas certificados pela Scrum.Org, muitos nomes que você com certeza conhece e acompanha em seus posts pelas redes. O valor é absolutamente irrisório, early birds a R$200 até o dia 14/06 e depois R$280.

Para quem é de SP não dá para perder, para quem não é temos quase dois meses para ver passagens acessíveis a todos nos sites de viagem, se sua empresa adquirir hoje vai gastar em ida e volta (POA-SP) e inscrição exatos R$800,00:

Serão palestras, relatos de casos, workshops e open spaces variados relacionados diretamente com a prática da metodologia ou do Scrum em escala, além de treinamentos oficiais com referências mundiais da própria Scrum Org.

Não tenho palavras em parear com um timaço de especialistas que admiro e considero meus gurus no primeiro grande evento da Scrum Org no Brasil. Será no Prodigy Grand Hotel & Suits Berrini em SP, organizado pela Scrum Org e pela Concrete Solutions – https://www.scrumday.com.br/

Vou aplicar o SCRUM Game criado por mim para os treinamentos da DBServer, batizado de Banco Intergaláctico. Uma hora e meia para exercitar papéis, timeboxes, artefatos e regras para um cliente tri-especial, que após seu último empreendimento resolveu sair do lado negro e regenerar-se em um negócio de muito potencial em fase de crescimento.

Aos agilistas da ponte SP – RJ, com certeza nos vemos por lá no dia 14/06, para os gaúchos e outros estados a inscrição hoje é R$200, mais passagem ida e volta adquirida agora disponível a R$600 … mas não fica procrastinando, fala com teu chefe, apresenta um plano de replicação que não tem como não dar certo.  \o/

 

Savana Scrum – Use a receita, experimente, aprenda e melhore

Uma equipe ágil de alta performance deve estar sempre aberta a discutir e experimentar novas ou mesmo velhas receitas na intenção de melhorar, trata-se de um modelo mental voltado a melhoria contínua, redução de zonas de conforto.

Novas e talvez velhas receitas, porque nunca somos os mesmos, como a parábola do rio no ditado chinês, pode ser que técnicas tentadas antes agora tenham sucesso, porque desde então aprendemos, crescemos e talvez agora dê certo.

Pedra que rola não cria limo!

Uma equipe que “acha” que já faz o seu melhor e recusa sugestões para tentativa de melhoria indica haver uma grande zona de conforto ágil, uma trincheira ágil, o mundo de software precisa de profissionais de olhos abertos a inquietos.

É como uma receita típica, algumas perpetuam-se, mas sempre estarão sujeitas a serem o ponto de partida para novas receitas, com novos ingredientes, não porque a receita mudou, mas porque nós mudamos e queremos experimentar.

Não é incomum ver equipes ditas ágeis entrincheiradas, alheias a percepção ou acomodadas com seus pequenos e inevitáveis desperdícios. Todo o substrato ágil baseia-se no Lean, em princípios como Gemba e Kaizen … em continuum.

Por isso ciclos iterativo-incrementais-articulados, para nos lembrar que pequenas experimentações, uma dose quinzenal de inquietação nos faz lembrar o quanto ainda temos pequenos desperdícios ou oportunidades de crescimento.

Já falei sobre a inevitabilidade de ter um formador de opinião em cada time, é importante que ele tenha consciência de que o time não é seu, que sua experiência e influência deve ser do bem, aberto, incentivando e apoiando outras opiniões.

O ideal é equilíbrio, sempre com foco em adequado valor entregue em equidade, atendendo o negócio, com qualidade e excelência, sustentável, transparentes e realistas … inspiradas em missão, visão e objetivos acordados e monitorados.

Em TI é inevitável jamais estarmos no estado da arte, esta condição não é para gerar frustração, mas engajamento ao se ter consciência do mix de oportunidades que ainda não aproveitamos. Dinâmicos em baby steps, cadenciado, confortável.

Por essas e outras é que SCRUM continua sendo o método ágil mais utilizado no mundo, porque ele  não pressupõe idealizações, mas sugere ciclos, timeboxes, que bem aproveitados manterão a equipe ligada, alerta, disposta a experimentar.

Small Project Philosophy, um pequeno projeto de cada vez, cliente e fornecedor de outros projetos em programas e portfólios. Com releases plans, sprints, experimentando, curtindo, atendendo, entregando, aprendendo e melhorando.

Apresentação do Scrum SetUp Canvas em 25min no Trends SP 2017

Apresentei o Scrum SetUp Canvas no dia 13/04/2017 para algumas centenas de pessoas, pela manhã na sala comunidade do Agile Trends SP 2017. O vídeo está logo abaixo, muitos conceitos prévios, adjacentes e complementares não dava tempo porque Trend Talks é para ser assertiva … então foi pegado.

Cabe o alerta de que este quadro é muito mais um chamamento à reflexão sobre quais são os acordos mais relevantes antes da construção de um Release Plan. Muitos destes acordos são ignorados ou superficiais, subjacentes, gerando interpretações diferentes, gerando problemas evitáveis quando materializados em um artefato.

A última versão do SSC está colada abaixo, eu refatorei a alguns meses a primeira coluna com solução antiga, nova e diferencial pelo Elevator Statement e equipe, assim como alterei a posição de algumas células, mas mantendo o conceito e valor:

Baixe a apresentação em PDF a partir do DropBox, neste link.

Missão cumprida, abaixo as telas que usei para a apresentação:










Baixe a apresentação em PDF a partir do DropBox, neste link.

Spoiler dos meus ppt’s do Agile Trends 2017

Serão duas sessões, a primeira é um jogo que será apresentado e jogado fora da grade do evento, no final do primeiro dia em uma das salas do Centro de Convenções cedida pela organização, a segunda é uma apresentação formal de um artefato que venho usando, chamado Scrum Setup Canvas.

Se você vai ao Agile Trends SP no dia 12/04, não esquece de passar no stand da DBServer e te inscrever para a apresentação e mão-na-massa do Desafio ToolBox que vai rolar logo após o término da grade oficial.

Se estiver por lá no dia 13/04 pela manhã, não perca o bloco comigo e com o Paulo Caroli … sim, não dá para pedir mais nada, o meu bloco ano passado foi com o Vitor Massari, este ano será com o grande Paulo Caroli.

12/04 as 18:10 – Desafio ToolBox 360°

Nesta quarta-feira, logo após as palestras do primeiro dia do Agile Trends 2017, as 18:10 no Centro de Convenções Rebouças, vai rolar a primeira edição aberta do Desafio ToolBox 360°. O jogo está evoluindo e ainda vai evoluir muito, mas após os primeiros Play Tests já ajustei o suficiente para ter a certeza de que agrega valor, provocações construtivas e passa um recado bem bacana.

O jogo é ao mesmo tempo colaborativo no atendimento de cenários reais e competitivo, posto que ao final temos um vencedor. Mas é preciso muita transparência, inspeção e adaptação para montar a melhor solução no somatório de forças de todos.

O jogo de início pode parecer complexo, mas para quem já jogou uma rodada é muito simples e divertido, ele possui um tabuleiro, cartas de cenário a serem atendidos, baralho com mais de 70 técnicas e boas práticas, além de um dado. Para o Agile Trends 2017 vou rodar com algumas simplificações, o jogo foi criado para ser jogado em empresas, fomentando sua capacidade absortiva.

A facilitação contará com um passo-a-passo em powerpoint e impresso para cada equipe, que contarão com um kit contendo o tabuleiro, fichas e baralhos. É para ser acima de tudo um momento de provocação quanto a conhecimento e domínio de técnicas oriundas de metodologias ágeis, design thinking, management 3.0, além de algumas bem tradicionais e ainda muito utilizadas.


Estou ao mesmo tempo pilhado e angustiado para que chegue de uma vez, já rodei vários play tests, com amigos, com Tecnotalkers, até com alunos na FACIN, o início sempre é um tanto aflitivo, mas conforme a galera vai jogando e entendendo é muito legal, quer profissionais ou alunos o feedback final sempre é muito bom.

Mas no tocante a ser um tanto complexo de início, não abri mão até aqui, pois é um jogo que nos induz a jogar três rodadas pelo menos, um tempo de mais ou menos uma hora. Para isso, são dois fluxos, um usando o baralho de Toolbox para atender um cenário e outro resultante do primeiro para mover sua ficha pelo perímetro do tabuleiro … é 100% colaborativo, mas alguém sairá vencedor.

13/04 as 10:50 – Trilha Comunidade – SSC

Finalmente vou apresentar para a comunidade ágil o artefato que batizei de Scrum Setup Canvas, criado para materializar e expôr acordos e combinações coletivas, quer metodológicas ou técnicas antes de uma inception ou planejamento. Muitas equipes deixam questões importantes como acordar boas práticas, frameworks, DoR, DoD, etc, para o acaso ou fragmentado entre diferentes pessoas e gavetas.

Assim como o jogo, este artefato ainda não parou de evoluir, a cada tanto mexo em algo de suas colunas e linhas, posto que a experimentação vai mostrando os caminhos. Mas está na hora de por a prova se ele é útil para muitas outras equipes e Agile Coachs, sendo para muitos já de conhecimento através aqui do Blog.

O formato final do Scrum Setup Canvas está como colado a seguir e os thumbs da apresentação em ppt está logo na sequência. Prometo que darei o máximo de detalhes dos meus 25 minutos de Trend Talk e interação com a galera logo após o evento encerrar, talvez o faça a caminho do aeroporto ou logo que chegar em POA.

Não garanto se é um Canvas a ser deixado a vista ou utilizado como aquecimento e depois defenestrado, caberá a empresas e equipes definirem, talvez alterar seus campos, mas tenho profunda convicção de que é útil, posto que por enquanto não há uma alternativa equivalente.

Vou postar muito mais detalhes do jogo e deste Canvas assim que passe o Agile Trends, neste mesmo batcanal … é o tempo de ir a SP e voltar rapidinho  \o/

1ª aula de GP – Somos gerentes e somos o projeto

A pedido, vou ilustrar rapidamente a primeira aula de Gerenciamento de Projetos para jovens de cursos de CC e SI em uma noite de sexta-feira, das 19:30 as 22:30. De antemão alerto que nada é por acaso em uma sala de aula, cada dinâmica, jogo ou energização, além de seus benefícios tangenciais de grande valor, devem ter um porque, preparação, execução e reflexão/aprendizado … eu acredito muito nisso!

Creio que metade da turma chegam com 5 a 15 minutos de atraso, porque a maioria já trabalha e tem que enfrentar o trânsito inclemente da Ipiranga em horário de pico. Após uma semana inteira de trabalho de dia e aulas a noite, meu papel é entender, energizar e manter o interesse em disciplina que tem muito a ajudar com conceitos e temas como empatia, foco em valor, práxis e agilidade.

Me apresento e digo qual é a disciplina, para caso alguém tenha entrado na sala errada, conto um pouco da minha trajetória como profissional. O quebra-gelo deste primeiro dia tem foco em mostrar que nossa carreira é nosso maior projeto, onde planejamos onde queremos chegar, uso o icebreaker do crachá, que aprendi em uma oficina de dinâmicas com a Mayra da TW, mexendo nele o necessário para atender a necessidade de valor em cada uso.

QUEBRA-GELO

Antes do quebra-gelo, apresento uma técnica que mitiga o desafio de grandes grupos, apesar de não ser uma dinâmica em equipes, sugiro que um a cada 6 ou 7 alunos, de forma auto-organizada, venha pegar postits grandes coloridos e canetas hidrocôr para si e seus colegas, uma técnica muito utilizada para rapidamente organizar em meio ao entendimento do que é auto-organização.

Em poucos minutos todos tem postit e hidrocôr em mãos, quando peço para fazerem um grande retângulo na metade esquerda do postit e acima dele coloquem seu nome de guerra, como gostam de ser chamados. A partir de agora farei com que eles interajam com diferentes colegas de toda a sala, a cada passo escolhendo aleatoriamente alguém para se apresentar e desenhando sua “foto”.

Alternadamente, com diferentes colegas, trocar seus crachá, evoluir os dados e desenho, destrocar e seguir adiante >>> [curso e semestre] > [desenhar os olhos do colega, com sobrancelha, óculos] > [qual seu cargo hoje] > [desenhar o nariz] > [onde quer estar/fazendo o que daqui a 5 anos] > [desenhar a boca] > [qual o seu hobby ou paixão] > [concluir o desenho fazendo a moldura, cabelo, barba, …]

Começo a chamar uma carreira desejada, de forma que todos que possuem o mesmo sonho formem nuvens, como GP, Governança, dev Games, dev Web, dev Mobile, Arquitetura, Segurança, Academia, … Novamente chamo a atenção para o que é nosso maior projeto, também para a técnica de clusterização, que nos permite em poucos minutos organizar com a participação ativa de todos um grande mapa com os crachás e sonhos.

Segue uma apresentação da ementa, conteúdo programático, bibliografia recomendada, avaliação via provas e trabalhos, mas o cunho construtivista até onde é possível, com foco em aproveitarmos ao máximo cada minuto. A noite de sexta já foi, será em sala de aula, qual a importância, relevância e valor para cada um em fazer valer ao máximo e construirmos juntos ensino e aprendizado 360º, sugerindo, debatendo, confrontando ideias e opiniões.

A ideia é não deixar rolar mais que 30 minutos sem exercitar os conceitos discutidos, seguindo o substrato do aprendizado experiencial de David Kolb, pelo aprendizado vicariante de Albert Bandura, no construtivismo de Piaget. Mas nada disso é hora do recreio, cada jogo tem um fim, para isso é preciso antecipar desafios ou conhecimento, pô-los a prova na prática lúdica e refletir logo após.

MARSCHMELLOW CHALLENGE ÁGIL

Se a disciplina é gerenciamento de projetos e a noite será dedicada a planejamento de carreira, o jogo Marschmellow Challenge Ágil propõe a importância de nos utilizarmos de empatia, entendendo o que se quer, onde se quer chegar e qual o critério para avaliar se o resultado foi atingido. Nada melhor que o Marschmellow em 3 sprint de cinco minutos para a construção de torres de comunicação para o exército do General Audy.

Eu coloco um chapéu camuflado e uso um apito para demarcar cada ciclo, sou o cliente, quero torres de comunicação, faço pressão por resultados, é fundamental entender a frase de “Eu Robô” quanto a “Minhas respostas são limitadas, portanto faça as perguntas certas.” Gerenciar projetos é saber fazer as perguntas certas, quer nossa carreira, férias, filhos, um novo app ou um ERP, projetos exigem empatia com o cliente para saber o que atende o problema, qual é o valor.

Auto-organização, um representante de cada equipe pega em uma mesa lá na frente um punhado de espaguete, uma tesoura e um rolo pequeno de durex, além de caneta e papel para o planejamento. Eu dou 10 minutos em dois ciclos de 5 para que se organizem, me perguntem o que quiserem, para então desenhar ou escrever o que farão em cada um dos três ciclos de 5 minutos que terão.

Sou o cliente e lhes informo tudo o que querem saber sobre o que eu quero, mas esquecem de saber qual é o meu problema (história do usuário / valor), como eu testarei a torre (critérios de aceitação), critérios para escolha da melhor torre. Nos envolvemos em questões técnicas … cito Dado Schneider, “O mundo mudou, bem na minha vez”, porque agora usamos o capital intelectual de todos, que devem usar seus conhecimentos a favor do sucesso de cada passo do time.

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PLANEJAMENTO DE CARREIRA

O primeiro passo é entender o que é um projeto, o que diferencia um projeto de uma operação. O primeiro é algo com início, meio e fim, contendo um objetivo relevante e singular, para o qual é preciso gerir recursos e atividades necessárias. Operações são atividades continuadas e repetitivas, e é neste quadro comparativo que discuto carreira, que na prática é um programa ou mesmo um portfólio de variados projetos, que se geridos conjuntamente tendem a gerar maior valor.

A maioria dos  profissionais que conheço possuem desejos e reclamações, mas não possuem planejamento. Retomo Dado Schneider, “O mundo mudou, …” para discutir diferentes abordagens sobre o papel de profissionais do conhecimento, retomando paradigmas da revolução industrial até hoje, conceitos discutidas em “equipes de alta performance”, “equipes ágeis”, há muita discussão de valor.

Reconheço que vejo nos olhos de alguns poucos a mesma expressão que vejo em cursos Scrum Brasil afora, um certo desconforto ou até mesmo contrariedade, como se não merecessem ouvir estas provocações, mas os trato como a qualquer colega, cliente ou amigo, profissionais do século XXI. Se já sabem e já fazem, legal, excelente, mas assim relembram alguns fundamentos e princípios básicos.

Profissionais de perfil T ou Pi, é o que somos, buscamos profundidade em conhecimentos e habilidades que nos tornam especialistas, mas com a haste horizontal que nos distingue de operários do século XX, nossa amplitude de conhecimento. Falo muito e compartilho muito a minha crença de que estamos no lugar certo na hora certa, no maior ecossistema acadêmico-empresarial do Brasil.

Afora o TecnoPUC, apenas o Porto Digital tem tanta força, semanalmente rolam eventos, programas de qualificação, estágios, vagas, temos o espaço de coworking, a incubadora RAIAR, o CriaLab, uma dezena de programas do Centro de Inovação, e mesmo que não possam aproveitar tudo, como podem aproveitar o ecossistema a favor de seus planos para conquistar o mundo no menor espaço de tempo \o/

Começamos por um bom WarmUp, uma matriz SWOT ou FOFA, uma discussão com exemplos conceituais e práticos, cases para forças e fraquezas, situações que representem oportunidades e ameaças. O objetivo é aquecer sinapses, começar a refletir de forma ampla, o mais aberta possível sobre si mesmo e o seu entorno, para então começar a dirigir estas reflexões para uma modelagem de carreira.

Alexander Ostherwalder ao especializar seu best seller “Business Model Generation” para carreiras, criou o canvas de modelagem de carreiras “Business Model You”, semelhante a forma como modelamos negócios emergentes. Eu inclui algumas premissas, ícones e substrato a partir de reflexões sobre os três eventos TecnoTalks de Janeiro deste ano – Sonho, CHA e gurus!

Afora isso é o Business Model You, propondo que conversem com os colegas ao lado, pois conversando e trocando experiências é possível ir muito além, fruto da sinergia entre diferentes vivências, expertises. Insisti muito com meus conceitos aplicados de Parceiros de Viagem, oriundos de anos de Agile Coaching, sempre somos mais quando somamos forças.

Uma aula que dá o tom do semestre, realizaremos dezenas de dinâmicas, jogos e exercitaremos diferentes técnicas e boas práticas, sempre alinhadas a uma ementa sobre gerenciamento de projetos, o substrato são as dez áreas de conhecimento e planejamento do PMBOK, seus cinco grupos de processo e muito, mas muito mesmo de Scrum, SAFe e princípios e técnicas ágeis.

Vamos fazer startup dojo para escolher um projeto, vamos fazer modelagem das ideias escolhidas, inceptions dos projetos, vamos entender e modelar cada uma das áreas utilizando boas práticas, sempre baseadas em auto-organização, em empatia e Teoria da Equidade. Para isso vou trazer um tanto de Design Thinking, de Lean Startup, tanto quanto PMBOK e variadas técnicas em projetos.

Após algumas aulas, teremos novamente as paredes assim como a foto abaixo, porque a cada aula levo um rolo de papel pardo e branco, muitos postits, hidrocôr, fita crepe e meu kit básico para Agile Coach aprendiz de feiticeiro que me acompanha a 8 anos. O quórum cresceu, este semestre são 40 alunos de quinto semestre, este ano será um desafio especial manter o nível de interação \o/

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Agile e democracia não é só a voz da maioria, é mais que isso

Agile tem muito a ver com experimentação e aprendizado, direto ou indireto, de forma que busquemos compreender o que aconteceu a cada ciclo, o que poderia ou deveria ter acontecido, estabelecendo um mindset de melhoria contínua. Com este fim, devemos buscar mais que “maioria”, que mesmo estabelecida, é preciso ouvir, mitigar ou potencializar desafios percebidos pelas minorias.

Não fosse assim, correríamos o risco da ditadura da maioria, acho que inexiste democracia ou agilidade se não houver um senso de corpo que nos mova a sempre tentar entender o outro, gerar empatia, buscar sinergia. Para tanto, além de conhecer a maioria, também é preciso entender e respeitar a minoria. A pena pode ser desperdício, negar a inovação, a disrupção.

Todos nós somos dados a crenças e ideais, ao compreendermos algo como útil, gerador de valor para o atingimento de nossos objetivos, tentamos utilizá-lo de forma melhor possível … tem muito a ver com o que o psicólogo Albert Bandura chamou de Aprendizado Vicariante, desde crianças repetimos aquilo que percebemos como bom e positivo para nós ou a quem queremos bem.

Por isso, lastreamos decisões e ações a nossos princípios, que agem em nossa vida de forma cumulativa e complementar desde a infância, por auto-preservação, bem ao próximo, religião, muitos são escoteiros, praticantes de artes marciais, conheço uma galera que é agilista. A soma disso tudo faz com que assumamos um papel colaborativo, que nos define enquanto seres sociais.

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Após entender isso é que agilidade começa a fazer sentido, porque a simples maioria pode ser tão perniciosa ou pior que comando-controle. Por isso os frameworks baseados em Lean iniciam pelo conceito de empatia, derrubando feudos, construindo um senso ampliado de time, liberdade e responsabilidade. É preciso relevar prós e contras, assumir riscos, convergir é mais que decidir!

No berço da democracia, Sócrates e Platão falaram sobre a Tirania da Maioria (oclocracia). Em agilidade, o conceito por trás de um senso ampliado de time, é investir e valorizar o protagonismo de todos. Todo e qualquer grupo humano possui formadores de opinião, que exercem algum tipo de liderança, cabe ao conjunto auto-conhecer-se e gerar decisões, executá-las, discuti-las e aprender.

Ter direito a opinião e feedback, valorizar a argumentação, buscar tomar decisões conscientes, não só pela maioria ou por conveniência, mas por estratégia. Se queremos gerar valor, é preciso ter a responsabilidade de entender seu contexto, que pode e é normal que mude a cada ciclo, a cada entrega, tomada de decisão, time to market, ROI, sustentabilidade, … fosse fácil, todo mundo já faria!

Agilidade é um grande desafio a todos os envolvidos, todos precisam mudar a forma como se relacionam – o cliente tem que participar de fato, o time deve se auto-organizar, as lideranças tem que se reinventar, praticar devops para gerar melhores resultados, todos em conjunto devem gerar mais valor, … tudo isso é mais que imposição ou maioria, porque maioria é a mesma Zona de Conforto!

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PMBOK e Agile – Quem mexeu no meu queijo?

O lançamento da 6ª edição do guia PMBOK entrará para a história como um marco, pois traduziu uma postura eclética imposta pelo mercado e profissionais contra o Taboo de que gerenciamento de projetos é uma coisa e métodos ágeis para gerenciamento de projetos, como SCRUM, são outra.

Vaticínio: “Em alguns anos ninguém vai perguntar se você é PMBOK ou Agile, eles vão perguntar se você gerencia bem seus projetos, se há desperdício ou sinergia na geração de valor às partes!”

Reflita comigo, o PMI foi criado em 1969, apenas quinze anos depois começaram a pipocar práticas, técnicas e métodos chamados inicialmente de lightwave, batizados de Ágeis em 2001. O artigo seminal do SCRUM foi “The new new product development game” de T&N na Harward Business Review em 1986.

Na minha visão, um grande acelerador desta quebra de barreiras com certeza foi o lançamento dos conceitos de Pace Layered e TI-Bi Modal pelo Gartner, que desde então acelerou a inserção de métodos e práticas ágeis nas grandes empresas e corporações, antes dominadas por processos hierarquizados e preditivos.

Meta: “Atrair e reter talentos, com empatia e sinergia, gerando valor em equidade, de forma que empresa, fornecedor e cliente, tanto quanto seus integrantes, cresçam e melhorem continuamente!”

Convergindo à isso, no início deste século era difícil imaginar grandes eventos do PMI com grandes palestras sobre Agile, mas no início dos anos 10 deste século passei a ver grandes agilistas passarem a frequentar os grandes eventos do PMI, bem como grandes nomes do PMI começarem a se aproximar da comunidade ágil.

Acredito que muito em breve deixará de existir o monopólio dos GP’s ditos tradicionais versus Agilistas, isto ao mesmo tempo é inspirador e curioso, porque estamos falando de cifras na faixa dos bilhões de dólares em cursos oficiais (PMBOK, Scrum Alliance, Scrum Org, etc), certificações e consultorias.

Aos que acreditam que sua metodologia ou processo é sagrado, quase uma religião onde os “outros” ou mudanças no seu Be-a-Ba são profanos, muito em breve terão que mudar suas posturas e atitudes. Haverá sempre espaço para os xiitas, mas o futuro organizacional será iterativo-incremental-articulado, evolutivo, adaptativo.

Foco: “Sentar-se a mesa em uma organização, antecipar e promover mudanças no sentido certo é mais importante que a intensidade e profundidade! Se não pode mudar tudo, faça algo, fazer nada não é opção!”

Muitas empresas e profissionais já perceberam que “mexeram no queijo delas“, negar iniciativas de experimentação de técnicas em qualquer escala é negar os benefícios que eles trazem às pessoas e empresas. Eu acredito que dado o primeiro passo, percebido os primeiros ganhos, a tendência é dar o próximo, um a um.

Quem mexeu no meu queijo?

Em Setembro de 1998 Spencer Johnson lançou o livro “Quem mexeu no meu queijo?” – uma parábola sobre adaptar-se às mudança, pela história de quatro personagens pequeninos acomodados ou pró-ativos em relação ao seu estoque de queijo. Um best seller que discutiu acomodação, adaptação e antecipação.

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Lembra um pouco o conceito de exploration x exploitation, escancarando os principais motivos pelo qual muitas empresas líderes de um mercado em determinado momento, faliram após anos comendo queijo, acomodados na sua liderança, vendo o queijo acabar pouco a pouco e não fazendo nada.

Momento: “Vivemos uma era de inovações, oportunidades em meio a crises continentais, profissionais Millenials, revoluções tecnológicas sem precedentes. Pequenas startups com um link concorrendo com corporações!”

Muitos profissionais, assim como empresas, se utilizam de técnicas obsoletas para tentar perpetuar-se de forma sintética, em busca de sobrevida ao seu negócio, mas não trabalhando para reinventar-se, encontrar o próximo estoque de “queijo”, preferem tentar impor, reclamar, culpar, apenas postergando o inevitável.

Especialmente em períodos de crise, a experimentação voluntária ou pressionada na procura de métodos, técnicas e boas práticas que gerem antecipação, pertença e melhores resultados é benéfico a todos, empresa e profissionais. Conquistado os primeiros ganhos, a tendência é retrospectivas trazerem ao natural os próximos.

Defendo que mesmo a empresa não acreditando, se uma equipe praticar o que está ao seu alcance, como daily e ciclos com retrospectivas, só isto já gerará ganhos na redução do stress, aumento da auto-organização, melhorias dos resultados. Se isso for verdade, ao natural quererão experimentar mais e mais.

Bem-vinda a edição 6, a considero um marco em um processo irreversível de convergência metodológica que defendo a anos nos meus posts. Compartilho a seguir um link da PMTECH, um artigo do Mauro Sotille sobre o que muda na edição 6, com um parágrafo em especial sobre “queijos” ágeis:

pmtech

Teço elogios a iniciativa da TI-BiModal do Gartner neste mesmo sentido, de quebrar o gelo, abrir estradas, porque muitas vezes o mais difícil é dar o primeiro passo, perder o medo. Acredito muito em uma frase do Juan Bernabó, keynote no Agile Brazil de 2016 – “Esperemos que as retrospectivas façam seu trabalho!”